governança

A Fundação José Luiz Egydio Setúbal respeita as regras de governança recomendadas pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) para Fundações. Por isso,  mantem uma Diretoria Executiva, um Diretor e um Conselho Superior.

A Diretoria é formada por um Presidente e por um Diretor Administrativo, que são escolhidos pelo instituidor ou por sua família, e tem a função de controlar as administrações do Hospital Infantil Sabará e do Instituto Pensi.

Conselho Superior – O Conselho Superior é composto por até 11 membros (Metade externos e metade representando a família do instituidor). Dos membros, um é o Presidente e outro Vice-Presidente, eleitos na forma do disposto no regimento interno para cumprir mandato de seis anos, que por sua vez não é coincidente e permite a renovação parcial dos mandatos de seus membros a cada três anos.

Os membros do Conselho Superior serão escolhidos pelo instituidor da Fundação José Luiz Egydio Setúbal. No caso de renúncia, impedimento ou falecimento do instituidor, suas atribuições serão exercidas pelos seus filhos. Desta forma, cada um escolherá um membro do Conselho Superior para as vagas remanescentes. A escolha será feita por consenso entre os mesmos.

 

Diretoria

Presidente: José Luiz Egydio Setúbal

Diretora: Sandra Regina Mutarelli Setúbal

 

Conselho Superior

Presidente: José Luiz Egydio Setúbal

Vice- presidente: Milton Luís Monteiro

Membros

Alfredo Setúbal

Beatriz de Mattos Setúbal

Gabriel de Mattos Setúbal

Olavo Egydio Mutarelli Setúbal

Henri Penchas

Luís Arnaldo Szultan

Frederico Octávio Sabatel Bourroul

 

Modelo de Gestão

A Fundação José Luiz Egydio Setúbal foi instituída pensando em sua perenidade. Parte do patrimônio instituidor foi o Hospital Infantil Sabará, que no modelo idealizado é o gerador de recursos financeiros para a Fundação.

Estes recursos devem, a critério do Conselho Superior, ser depositados em um Fundo Patrimonial.  Deste valor, uma porcentagem será alocada para o Instituto Pensi realizar a missão da Fundação, ou seja gerar conhecimento em saúde infantil por meio de pesquisas, além de  divulgar e disseminar conhecimento por meio de redes sociais, ensino e educação. Deve também realizar projetos sociais além de capacitar voluntários para trabalhar em organizações de saúde.

 

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Artigos

BBBB

Hoje publicamos um levantamento sobre a vacina de rotavírus e sua importância no atendimento de pediatria nos EUA. A vacina contra o rotavírus reduziu o número de crianças hospitalizadas por rotavírus associada à diarreia em até 94 por cento em alguns anos, de acordo com pesquisa pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

O estudo, “Vacinas contra Rotavírus e Saúde Utilização de Unidades de Saúde pela diarreia nos Estados Unidos (2007-2011)”, publicado em junho pela Pediatrics, analisou os dados de hospitais em relação às doenças diarreicas, tanto antes como depois da vacina contra o rotavírus, que foi recomendada em 2006.

As hospitalizações associadas ao rotavírus e todas as internações diarreia foram substancialmente mais baixas para as crianças menores de cinco anos de idade, de 2007 a 2011, especialmente entre as crianças de até um ano. Durante 2009-2011 houve também uma redução significativa no serviço de urgência e consultas ambulatoriais. Na temporada de rotavírus de 2009-2010, as taxas de hospitalizações relacionadas com o rotavírus diminuiu 94 por cento em comparação com as taxas de pré-vacinais. Crianças não vacinadas também tiveram menores taxas de hospitalização nos anos pós-vacinais, devido aos benefícios indiretos da vacinação.

No geral, durante 2007 e 2011, os autores do estudo estimam que a vacinação contra o rotavírus reduziu visitas de cuidados de saúde relacionados com diarreia em 1,5 milhões de visitas, com uma economia de 924 milhões dólares em os EUA.

Como se vê, estudos de economia da saúde podem ser importantes para uma definição dos governos em como gastar bem o dinheiro dos impostos e para o benefício da saúde de toda a população. Pensando nisto, nós do Hospital Sabará e do Instituto Pensi fazemos pesquisas em algumas áreas da saúde infantil, para assim ajudar a influenciar as políticas públicas do Brasil tanto nas medidas de impacto na saúde como no gasto.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: “Rotavirus Vaccines and Health Care Utilization for Diarrhea in the United States (2007–2011)” – Pediatrics jun -2014

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Saúde da CriançaSaúde do Bebê

16

Como podemos ajudar nossos filhos a lidar com as tensões da vida cotidiana? Durante a infância, as pressões podem vir de uma série de fontes: de dentro da própria criança, bem como dos pais, professores, colegas e da sociedade em geral, na qual a criança vive.

A pressão pode assumir muitas formas que desafiam as crianças e para as quais devem responder, ou muitas vezes, se adaptar. Se estes são eventos de consequências duradouras, como o divórcio de seus pais, ou apenas um aborrecimento menor, como perder a sua lição de casa, essas demandas ou tensões são uma parte da vida diária das crianças.

Ensinar as crianças que alguns eventos são ruins mas que elas são capazes de se adaptar a eles com relativa facilidade irá ajuda-las. Elas aprenderão que outros eventos como ameaças às suas rotinas diárias, da sua família ou sensação geral de bem-estar, são bem mais problemáticos, mas se sentirão capazes de enfrenta-los.

O estresse habitual é importante para a criança se preparar para vida, mas estresses muito prolongados e de muita intensidade podem provocar danos emocionais e de saúde que persistirão por toda vida, é o chamado estresse tóxico. Este estresse tóxico é observado em crianças que vivem em ambientes de muita violência, de pobreza extrema, que sofrem algum tipo de abuso ou doença crônica que leva a um sofrimento constante.

Grandes eventos, especialmente aqueles que mudam para sempre a família de uma criança, como a morte de um pai, pode ter efeitos duradouros sobre a saúde psicológica das crianças e bem-estar. Tensões diárias menores também podem ter consequências. Eles podem contribuir para a perda de sono ou apetite. As crianças podem tornar-se irritadas ou irritáveis ou suas notas escolares podem sofrer. Seu comportamento e sua vontade de cooperar pode mudar.

Temperamentos das crianças variam e, portanto, eles são muito diferentes em sua capacidade de lidar com o estresse e aborrecimentos diários. Alguns são, por natureza, descontraídos e ajustam facilmente a eventos e situações novas. Outros são tirados do seu equilíbrio por mudanças em suas vidas. Todas as crianças melhoram em sua capacidade de lidar com o estresse, se anteriormente conseguiram gerenciar desafios e se eles sentem que têm a capacidade e o apoio emocional da família e dos amigos. As crianças que têm um claro senso de competência pessoal, e que se sentem amados e apoiados, geralmente saem bem neste desafio.

Certamente, a idade e o desenvolvimento de uma criança vão ajudar a determinar quão estressante uma determinada situação pode ser. Alterar professores em meados do ano pode ser um grande evento para uma criança na primeira série e apenas um aborrecimento para uma sexta série.

Como a criança percebe e responde ao estresse depende em parte de seu desenvolvimento, na experiência de vida, e, em parte, temperamento individual de uma criança. Por isto é importante que os pais e cuidadores não resolvam tudo e incentivem as crianças a procurarem seus caminhos para solucionar os problemas.

Ironicamente, muitos pais acreditam que seus filhos em idade escolar não estão cientes das tensões ao seu redor e são de alguma forma imune a elas. Afinal de contas, seus filhos não só tem todas as suas necessidades básicas atendidas, mas talvez eles também têm uma sala cheia de brinquedos, amigos para compartilhá-los com, muita brincadeira, e uma agenda cheia de atividades extracurriculares.

No entanto, as crianças são muito sensíveis às mudanças ao seu redor, especialmente para os sentimentos e as reações de seus pais, mesmo que esses sentimentos não são comunicados diretamente em palavras. Se um pai perde o emprego, as crianças terão de se ajustar a crise financeira de sua família; eles têm de lidar não só com as familiares alterações orçamentarias evidentes, mas também com as mudanças nos estados emocionais de seus pais. As crianças podem ter de lidar com um valentão no playground, uma mudança para um novo bairro, doença grave de um dos pais ou a decepção de um fraco desempenho esportivo. Eles podem sentir uma importunação para se vestir da maneira “certa”, ou para alcançar as notas altas que pode colocá-los no caminho certo para a faculdade “direito”.

Alguns psicólogos acreditam que a média os jovens de hoje, na verdade, são confrontados com mais estresse do que as crianças das gerações anteriores foram e têm menos apoios sociais disponíveis. A mudança na estrutura familiar dos grandes de apoio, famílias ampliadas (incluindo ambos os pais, tias, tios e avós) das gerações anteriores, ao apresentam alta incidência de famílias divorciadas, as famílias monoparentais e as famílias adotivas alterou drasticamente a experiência da infância. Milhões de jovens devem se ajustar a essas mudanças.

Mesmo em famílias estáveis, os dois pais trabalham, o que muitas vezes obriga as crianças a passar mais tempo em programas pós-escola ou em casa sozinho ou com empregados ou cuidadores. Para algumas crianças essa perda de tempo junto a seus pais é bastante estressante. Assim, também, é a responsabilidade de cuidar de si e da família em casa e às vezes por supervisionar um irmão mais novo depois da escola.

Muitas crianças e adolescentes são submetidas a múltiplas atividades que enchem o “tempo livre” das crianças com uma agenda que pode ser exaustiva e sem tempo para brincadeiras.

As crianças e adolescentes de hoje também estão sendo criados em uma época onde são expostos à violência e à pressão dos pares sobre a atividade sexual e uso de drogas e são avisados ​​para ser cauteloso sobre o sequestro, abuso sexual e outros crimes. Esta sensação de que eles estão vivendo em um mundo inseguro é uma fonte constante de estresse para algumas crianças. Em suma, os jovens de hoje são regularmente confrontados com desafios para suas habilidades de enfrentamento e muitas vezes são esperados para crescer rápido demais.

Nem todo estresse é ruim. Quantidades moderadas de pressão impostas por um professor ou um técnico, por exemplo, pode motivar uma criança para manter suas notas altas na escola ou a participar mais plenamente em atividades atléticas. Gerenciar com sucesso as situações ou eventos estressantes aumenta a capacidade de uma criança para lidar com dificuldades no futuro.

Quando o estresse é contínuo ou particularmente intensa, isso tem um preço, tanto a psique e o corpo. Eventos estressantes repentinas vai acelerar a respiração de seu filho e os batimentos cardíacos, se contraem seus vasos sanguíneos, aumenta a pressão arterial e tensão muscular e talvez causar dor de estômago e dores de cabeça. Como o estresse persiste, ela pode ser mais suscetível à doença e fadiga experiência, pesadelos, ranger de dentes, insônia, birras, depressão e fracasso escolar.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte Cuidar de sua escola-Criança: Idade 5 a 12 (Copyright © 2004 Academia Americana de Pediatria)

As informações contidas neste blog não devem ser usadas como um substituto para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Desenvolvimento e Comportamento Infantil

New tooth

No mês passado conversamos com os amigos do Blog Saúde Infantil sobre uma condição bastante desagradável no consultório: o traumatismo nos dentes decíduos ou de leite (Traumatismo dentário – Parte 1). É uma situação bem complicada porque acontece em crianças pequenas e não dá muito para explicar para elas o que aconteceu. A criança chora, a mãe ou o pai ficam atônitos e às vezes bate o desespero, mas por mais que seja um acidente chato, digamos que ainda há uma salvação: o dente permanente vai vir logo, ou não tão logo, mas vai vir.

O complicado mesmo é quando acontece esse mesmo acidente com crianças maiores, pré-adolescentes, adolescentes e adultos. Está bem que a intervenção é mais fácil, em caso da criança estar mais desenvolvida, e é possível manter a calma e correr para o dentista o mais rápido possível. Até por isso, se acontecer em um final de semana, em um feriado ou até mesmo de noitão, tenha sempre o telefone do seu dentista ali na agenda do celular e é para ele que você tem que ligar urgentemente. Pare de querer correr para o pronto-socorro do hospital, exceto se o hospital tiver um dentista de plantão naquele momento, até chegar um pode ser tarde. Ou pior, você pode cair na mão de um atendente que vai te mandar voltar pra casa e mandar tomar uma dipirona ou um anti-inflamatório.

Não é bem assim. Alguns casos de traumatismos dentários precisam de atendimento emergencial, principalmente se houver avulsão total do dente (o dente sai inteiro – coroa e raiz – da boca). Esse dente precisa ser recolocado imediatamente em posição, a essa manobra denominamos REIMPLANTE, e não tem nada a ver com implantes dentários, que são outra coisa.

Então vamos lá: quais são as consequências de um traumatismo em dentes permanentes? Primeiro, podem acontecer tanto em dentes anteriores como nos posteriores. Sim, até os molares podem sofrer traumatismos, é bem raro, mas acontece. O comum mesmo são nos dentes anteriores superiores, e a idade do paciente pode ser relevante para o sucesso do tratamento.

Se a criança estiver em idade escolar (seis e oito anos) ou na pré-adolescência (entre nove e doze anos) o dente traumatizado pode ainda não estar completamente formado e o tratamento pode não ser completado, até que o dente complete sua formação. Acontece assim, quando um dente irrompe na boca a raiz ainda não está completa, se o traumatismo acontecer nessa época e existir necessidade de um tratamento de canal, por exemplo, o paciente vai precisar um bocado de paciência para finalizar o tratamento. Se for um traumatismo simples não há muito com que se preocupar.

O traumatismo pode atingir as estruturas mais duras do dente, esmalte e dentina, se isso ocorrer, se houver fratura e se for possível recuperar o pedaço de dente fraturado, leve ao seu dentista, pode ser útil. Em algumas situações, a colagem dos fragmentos pode deixar o dente quase que perfeito.

Se atingir a polpa (nervo) não vai ter como escapar do tratamento de canal. E existem casos que mesmo não havendo exposição da polpa, pode haver necessidade de tratar o canal porque houve rompimento dos feixes vasculares e nervosos que estão lá na pontinha da raiz, o ápice dentário.

Até aí o tratamento está sendo feito a contento, são soluções rápidas e corriqueiras de um consultório dentário, mas se houver avulsão total, vai ser necessário, como disse acima, um reimplante. E algumas regrinhas podem ser essenciais para o sucesso do reimplante. Vamos lá:

  • Se você estiver preparado, pegue o dente pela coroa e não pela raiz, lave-o em água corrente e recoloque-o imediatamente na posição. Correta, por favor, já vi gente que se apressou e inverteu a posição.
  • Você não está com coragem de recolocar o dente, pode ser assustador para alguns. Coloque o dente avulsionado em um copo de leite ou no soro fisiológico. Se não tiver, coloque em um copo de água mesmo.
  • Não acha o dente que caiu, deixou para o outro dia, esqueça. O sucesso será praticamente nulo.
  • Em todos os casos, vá ao dentista imediatamente, o sucesso do tratamento está diretamente relacionado ao tempo que o dente ficou fora da boca, quanto mais tempo fora, mais improvável o sucesso.
  • E o que é o sucesso em um reimplante? É manter o dente o maior tempo na boca da criança, isso pode durar meses ou anos, mas provavelmente vai haver a necessidade de um tratamento de canal e em um futuro não determinado a colocação de um implante de titânio.

O sucesso do reimplante não é duradouro, mas ainda assim não se deve desesperar por isso. Soluções estéticas são bem acessíveis e realmente ficam boas. E claro, traumatismos na região da face podem ser mais severos e causar transtornos permanentes para qualquer um. No mais é torcer para isso nunca acontecer com nossos filhotes.

 

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Saúde Bucal

Drogas, incluindo o tabaco e o álcool, estão facilmente disponíveis para crianças e adolescentes e são uma fonte de preocupação para a grande maioria dos pais que eu conheço. Uma coisa que é preciso ser dita, é que como pai, você tem um grande impacto sobre a decisão de seu filho a não usar drogas lícitas ou ilícitas.

Muito provavelmente, as crianças na escola primária não começaram a usar álcool, tabaco, ou qualquer outro tipo de droga. É por isso que a escola primária é um bom momento para começar a falar sobre os perigos do uso de drogas. Prepare seu filho para um momento em que as drogas podem e serão oferecidas aos seus filhos.

Prevenção do abuso de drogas começa com os pais aprendendo a falar com seus filhos sobre temas difíceis. Prevenção começa quando você começa a falar e ouvir, o seu filho.

Ajude seu filho a fazer boas escolhas e boas amizades e ensine –as maneiras diferentes de dizer “Não!”. Não há garantia de que o seu filho não vai usar drogas, mas o uso de drogas é muito menos provável de acontecer se você:

Fornecer orientação e regras claras sobre não usar drogas.

Gaste tempo com seu filho.

Não utilizar tabaco ou outras drogas, não seja um mau exemplo

Se você beber, faça-o com moderação e nunca dirigir depois de beber.

Quais as mensagens que suas ações e palavras você está dando para o seu filho?

Crianças notam como os pais usam álcool, tabaco e drogas em casa, na sua vida social, e em outros relacionamentos. Isso inclui a forma como os pais lidam com sentimentos fortes, emoções, estresse e até mesmo pequenas dores e sofrimentos. Ter um exemplo que envia mensagens é muito importante para as crianças adquirirem segurança e responsabilidade. As ações falam mais alto que palavras. Crianças realmente observam o que os pais dizem e fazem.

Converse francamente com o seu filho sobre escolhas saudáveis ​​e comportamentos de risco. Ouça o que seu filho tem a dizer. Fazer falar e ouvir um hábito, quanto mais cedo melhor! Aprenda os fatos sobre os efeitos nocivos das drogas e converse com ele sobre o álcool e as drogas e como seus efeitos negativos atua em seus cérebros e corpos e na capacidade de aprender ou praticar esportes. Seja claro e consistente sobre as regras da família.

Não importa o que as outras famílias decidem; suas regras familiares mostrar seus valores familiares. Uma vez que é difícil escapar das mensagens encontradas na música e na publicidade, discutir com o seu filho a influência dessas mensagens têm sobre nós.

Usando uma mistura de elogios e críticas, você pode corrigir o comportamento do seu filho sem dizer o seu filho é ruim. Isso ajuda as crianças a construir a autoconfiança e aprender a fazer escolhas saudáveis ​​e seguras.

 

Autor: José Luiz Setúbal

Fonte Crianças Conectadas: seguro, forte, auto-confiante (Copyright © 2006 Academia Americana de Pediatria)

 As informações contidas neste blog não devem ser usadas como um substituto para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Psicologia e EducaçãoSem categoria

leticia

Ver os filhos crescer não é fácil, sentimos que uma parte de nossa vida está indo embora. Uma hora eles serão adultos e isso nos assusta. Aqueles que eram tão dependentes, de repente, como num piscar de olhos, tornam-se independentes, donos de seus narizes, capazes de fazer tantas coisas sozinhos. Como viver isso?

Muitas mães (e aqui as coloco e não os pais, pois em nossa sociedade são as que acabam ficando com a maior parte do dia a dia da criança) o fazem de forma tranqüila, respeitando o desenvolvimento natural de seus filhos, mas muitas acabam por querer manter ainda neles traços incongruentes com sua idade. Talvez por isso observemos tantas mães infantilizando seus filhos. Ou seja, aquelas mães que ainda dão papinha em casa para crianças que na escola comem sanduíche; mães que se comunicam com elas chamando as coisas não pelo nome correto, mas pelo vocabulário de neném (papá, naninha…), isso com crianças que já falam fluentemente, e não com os pequenos que ainda não sabem se expressar; que não tiram a chupeta e a usam como “calaboca”, ou “calmante”, numa fase em que seus filhos já deviam ter largado-a; que as deixam fazer manha numa etapa que deveriam lhes estar ensinando limites.

É o caso daquelas que dão mamadeira para seu filho, grande, cheio de dentes, que vai para a escola, que desenha e tem total capacidade de comer sozinho, que bebe em copo e até já pega água no bebedor, numa idade em que esta já deveria estar aposentada. Aí ouvimos a velha desculpa: mas ele gosta! Ora, quem é que gosta, a criança ou a mãe? Quem decide? Será que não é sua mãe que prefere mantê-la regredida, na mamadeira? E mais, se a criança é quem manda, qual o papel dessa mãe? Basta então deixá-la decidindo tudo e viver à sua mercê. Estas mães acabam por dar duas mensagens, a de que seu filho é grande para certas coisas, mas continua bebê. Em outras palavras é criança grande, mas neném ao mesmo tempo. Que confusão. Para ambos! Inconscientemente, sem perceber, estas mães ficam mantendo seus filhos em situação regredida. Como freiando-os. Se pararmos para pensar, no fundo, estão negando que eles crescem. Querem manter o bebê vivo o maior tempo possível.

Será que estas mães estão preparando seus pequenos para a vida? Preparar para a vida não é carregar no colo, mas ensinar a andar. Como diz o ditado, não é dar o peixe, mas ensinar a pescar. Em um filme sobre a vida de Ray Charles, uma cena muito tocante é quando ele, criança já cego (ele nasceu com visão normal e perdeu-a na infância), entra em casa e chama por sua mãe para ajudá-lo. Esta, no canto, fica escondida e não responde. Faz isso sofrendo. Depois lhe explica que ele precisa aprender a ser cego e fazer as coisas por si próprio pois estará sozinho muitas vezes, especialmente depois que ela morrer. Que sábio. Em tempo, claro que antes disso,  ela já havia ensinado muitas coisas, não o deixou sozinho aquém de seus limites. Não é fácil, com certeza, que mãe quer ver seu filho sofrer? Mas necessário, infelizmente. Os filhos devem ser preparados para a vida e a vida não é bondosa. Cada um tem que se virar.

Crianças dependentes, super protegidas, que recebem tudo de mão beijada, muito freqüentemente, crescem adultos sem ambição, sem garra, sem capacidade de lutar por suas conquistas. Isso não é novidade. Muitas vezes a culpa não é deles, mas da forma como foram criados, aprendendo que tudo vêm a eles. Como então na vida adulta sobreviverão, dado que a vida não proporciona tudo? Claro, isso é inconsciente, não é de forma pensada. Nenhum rapaz fica pensando: Nossa! A vida foi feita para me dar tudo e portanto é só esperar. Mas eles foram educados assim; a mensagem que sempre receberam é essa, nada lhe faltará porque (nós pais) provemos sempre. Claro que nenhum pai ou mãe faz isso de propósito também. Pais sempre querem o melhor para os filhos. Mas esse melhor muitas vezes é realizado de uma forma que não os prepara para a vida, e isso deve ser colocado em questão.

Educar é difícil, desafiante, nos coloca em posições complicadas.  Já escrevi sobre a “A difícil e fundamental arte de dizer: não!”, que é necessário na educação dos filhos. Nesse caso, acrescento, é dizer não para um tempo que já passou. Para uma fase em que a criança já não precisa usar fraldas, que já não precisa só tomar papinha, usar chupeta. Ela está crescendo! Não podemos impedir isso. O que está em nosso alcance é tornar esse processo mais tranqüilo, ou mais difícil e doloroso para todos os envolvidos, ao não permitir que nossos filhos se desenvolvam e ganhem maturidade e autonomia na hora certa. Esse momento chegará, é inevitável. É melhor termos filhos preparados do que dependentes, que sofrerão com isso e não serão capazes de enfrentar a vida, seus momentos, seus desafios.

Crescer, várias teorias do desenvolvimento infantil (Piaget, Erik Erikson, Vygotsky…) defendem, requer desafios.  Se esses não são colocados na hora certa aparecerão em algum momento, claro, mas “atrasados”, comprometendo o “desenvolvimento padrão”, retardando todo um aprendizado, um crescimento emocional. Talvez se mudarmos a perspectiva de pensamento, para ao invés de encararmos como sofrimento, mas como descoberta todo esse processo, haja uma mudança de paradigma. Portanto, por mais duro que seja, vamos deixar os filhos crescerem, não passando múltiplas mensagens, duplas informações: Você é grande para ir para a escola, mas ainda bebê para tomar mamadeira. Não gerar essa confusão para a criança, que acaba, claro, por não querer desapegar daquilo que lhe é importante, significativo e gostoso, mantendo hábitos que não condizem mais com seu desenvolvimento. Cabe aos adultos, responsáveis, pensar sobre isso e tomar as decisões na condução de sua criação.

assinatura_leticia

 

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Psicologia e EducaçãoPsicologia e Humanização

Você sabe por que essa covinha muito charmosa existe em todas as pessoas e também nos bichinhos que são mamíferos? Saiba como ela é formada e o que ela era antes de se tornar o umbigo. 

Assim como os pés e as mãos, ele é uma das primeiras partes do corpo que a criança descobre, e normalmente causa uma curiosidade danada. Esse buraquinho bem no meio da barriga que normalmente é muito bonitinho, nas mulheres é um charme a mais desde bem pequenas. Para as crianças, no entanto, é uma fonte inesgotável de perguntas – e de vez em quando um “brinquedinho” bem ao alcance das mãos. Mas será que os papais estão preparados para responder por que temos umbigo? Bem, além de fazer aquele barulhinho gostoso quando a gente faz cócegas com a boca na barriga do bebê, essa covinha foi o jeito que a natureza encontrou para fazer com que o alimento da mamãe grávida chegue até o bebê que está na sua barriga. É através dele que chegam todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do feto até se tornar um neném saudável pronto para nascer.

Quando está na barriga na mãe, o bebê é alimentado através do sangue e por isso a mulher deve ter uma alimentação bastante saudável e balanceada, porque tudo o que ela ingerir vai para o neném também, levado pela corrente sanguínea. O sangue, por sua vez, é levado através do saco que envolve o bebê e que chamamos de placenta – e que se comunica com o bebê através de uma extensão que se enrosca, o cordão umbilical. Sem ele, nenhum mamífero consegue se desenvolver na gestação, nem as pessoas nem os bichinhos, como gatos e cachorros, por exemplo. Além dos nutrientes, o cordão umbilical também é o responsável pela troca gasosa, levando oxigênio para o feto, que “respira” através dele. É só na hora do nascimento, quando o médico dá aquela famosa palmada no bumbum, que os pulmões do bebê começam a funcionar e ele passa a respirar por conta própria. O cordão umbilical não é mais necessário.

E agora, o que acontece com ele? Bem, quando o bebê nasce o corpo da mamãe expulsa tanto a placenta quanto o cordão umbilical, que só serviam para alimentar o feto e agora não têm mais nenhuma função. Mas como o cordão continua preso ao bebê, o médico, com muito cuidado, o corta a partir de alguns centímetros da barriga, deixando um pedacinho. Mais ou menos uma semana depois essa pontinha que ficou seca e cai, naturalmente. E adivinha? Quando ele cai fica uma covinha, marcando para sempre o elo que nós tínhamos com o corpo da mamãe, quando ainda estávamos lá dentro. Essa covinha é o umbigo, que adora cumular sujeirinhas e por isso deve sempre ser sempre muito bem limpinho no banho. Mas para que serve o umbigo? Na verdade ele não serve para absolutamente nada, a não ser despertar a curiosidade dos pequenos e deixar as criancinhas ainda mais fofas e bonitinhas.

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Cantinho do Aprendizado

menina cachorro

A história de uma garotinha que encontrou nos seus cachorrinhos os melhores amigos que alguém pode ter

Tamires era uma menina linda, com pele muito branquinha, cabelos encaracolados cor de mel e grandes olhos azuis. Todo Natal ela era um dos anjinhos na peça da escola, e as asinhas brancas pareciam feitas para ela. Simpática, sorridente e brincalhona, ninguém imaginava que, lá no fundo, Tamires vivia o drama de ver pouco a pouco, o pai ir embora doente. Enquanto a mãe trabalhava o dia inteiro, Tamires ficava com Fabiana, a babá, e de vez em quando ia ao quarto do pai Ricardo falar para ele não ficar triste não. Juntinho com ela, andando em torno iguais a guarda-costas, o pastor alemão Caco, a vira-lata Pifa e filha dos dois, Duda, eram seus fiéis escudeiros. Sentada no meio do quarto com os brinquedos espalhados,Tamires contava aos seus amigos de quatro patas que o papai estava doente. E eles ouviam, horas a fio, de vez em quando com a patinha na perna dela, de vez em quando recebendo, delicadamente, um pedacinho de biscoito na boca.

Tamires tinha acabado de fazer 4 aninhos quando o pai, cansado de lutar contra o câncer, não voltou mais para casa depois de uma internação de emergência. Ela contou para seus amiguinhos de quatro patas que ele não ia voltar mais e que agora seriam só eles e a mamãe. Que eles iam precisar ter força porque as coisas podiam ficar difíceis e também para aguentar a saudade – mas que eles eram uma família. Naquele ano a Pifa ganhou mais um monte de filhotinhos, e ela contou para a Duda que não era para ela ter ciúmes não, mas ficar contente porque enquanto uns vão embora, outros nascem também. E que assim é a vida das pessoas e dos bichinhos.

Mas de vez em quando a saudade batia e a mamãe encontrava Tamires com os olhinhos azuis inchados de chorar. Ela não queria deixar a mamãe triste, então ela se agarrava com Caco, Pifa e Duda e falava para eles que estava com saudades do pai. Aí ela sentava na varanda e mostrava as estrelinhas para os cachorros perguntando qual delas eles achavam que era o papai Ricardo. Mamãe se juntava a eles e elas ficavam horas conversando abraçadas, os cachorros escutando, até Tamires cair no sono e a mãe coloca-la na cama. Aí a Duda, que era a menorzinha, ficava lá fazendo companhia e o Caco deitava aos pés da cama, tomando conta do quarto. Pifa ia pra sala ver televisão com a mamãe – e emprestar seu ombro peludo, porque agora era ela que tinha os olhos cheios de lágrimas.

O tempo passou, Tamires cresceu, a Caco, Pifa e Duda outros se juntaram, eles se foram, viraram estrelinhas. Hoje, já uma adolescente de 16 anos, Tamires ainda senta na varanda para ver as estrelas com as irmãs pitbulls Gabi e Nina, que dão a patinha quando veem que ela está triste. E Tamires conta dos três anjos da guarda que a ajudaram mesmo quando ela não sabia que precisava de ajuda. E os grandes olhos azuis voltam a ficar cheios d’água, da mais pura saudade que existe.

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Cantinho do Aprendizado

uti 1

Quando fizemos o projeto arquitetônico do Hospital Infantil Sabará, fizemos questão de uma UTI com quartos individuais e com banheiros, para que os pais pudessem ficar com seus filhos 24 horas, se assim desejassem. Num artigo científico da revista Pediatrics publicada e outubro vem confirmar que esta é a melhor solução para recuperar as crianças gravemente doentes.

Prematuros colocados em quartos individuais em unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) – em comparação com o ambiente de baía aberta – pesou mais na alta, apresentaram as maiores taxas de ganho de peso, precisaram de menos procedimentos médicos, e tinha melhor atenção, menores níveis de estresse e menos dor, de acordo com o estudo.

Os autores do estudo mostraram que essas melhorias foram devido a um maior apoio no desenvolvimento e envolvimento materno no ambiente de sala unifamiliar. Os autores descobriram que os níveis mais elevados de apoio no desenvolvimento em sala unifamiliar da UTIN são o que levam a um maior ganho de peso, enquanto um maior envolvimento materno levou a menos procedimentos médicos.

Este apoio ao desenvolvimento aumentou e levou a uma melhor atenção com um maior envolvimento materno diminuindo o estresse e a dor. Desde que foi adotado o quarto individual UTIN, está associado a uma melhor recuperação infantil, pode reduzir a probabilidade ou a gravidade dos prejuízos, devido ao nascimento prematuro.

Os autores do estudo concluem que modelos de atenção, como a UTIN quarto individual, que proporcionam níveis adequados de desenvolvimento, apoio materno e os funcionários podem melhorar os resultados para bebês prematuros.

Acreditamos que isto seja verdade para todas as crianças que estejam em UTI, pois o estresse sem a presença familiar próximo é maior, além de isolar o estresse de cada criança.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Article: “Single-Family Room Care and Neurobehavioral and Medical Outcomes in Preterm Infants”  – Pediatrics oct. 2014

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Humanização e Psicologia

uti

A UTIs infantis são de uma riqueza de informações sensoriais. Você pode ficar impressionado pela quantidade de equipamentos, e muitas dessas máquinas têm ruídos operacionais únicos e alarmes que podem assustar você ou fazer você se sentir algo não está bem com seu bebê. Os funcionários da UTI são especialmente treinados para interpretar e responder a quaisquer sinais relativos alarmes e explicar o que eles significam. Quando você passa mais tempo na UTI, você também vai começar a distinguir entre os vários sons de alarme.

Dependendo da hora do dia, a unidade pode ter uma enxurrada de atividades. Mais pessoas tendem a ficar na UTI durante o dia porque é quando a maioria dos médicos, enfermeiros e assistentes do médico fazem visitas a cada paciente e exames de diagnóstico. Muitos profissionais de cuidados de saúde envolvidos no cuidado do seu bebê se apresentarão para você. Não se preocupe em lembrar de seus nomes ou o que eles fazem, eles entendem que você está recebendo um monte de novas informações e continuará a apresentar-se como você começa a conhecer uns aos outros e desenvolver a sua parceria UTI.

Os pais relatam uma série de reações e emoções após seus primeiros momentos na UTI.

  • Medo: O medo é uma reação normal ao desconhecido. A maioria dos pais tem pouca experiência anterior com filhos doentes; muitos se sentem desconfortáveis ​​no ambiente da UTI e preocupado com seu bebê. Eles também podem temer a possibilidade de doença grave, incapacidade ou até mesmo a morte. Eles podem até começar a questionar suas próprias habilidades para cuidar desse bebê doente ou prematuro.
  • Raiva: A raiva também é uma reação comum à experiência UTI inicial. Muitos pais sentem raiva do pessoal, tanto a equipe de trabalho hospitalar e a equipe de UTI. Na sua família e amigos (“Eles simplesmente não entendem.”), e até mesmo o seu parceiro (“Como ele pode ir para o trabalho e esquecer o bebê?”). Você pode até estar com raiva de si mesmo. Por mais desconfortável que possa ser, você também pode sentir raiva de seu bebê. A maioria dos pais dos bebês da UTI sentem um pouco de raiva, e expressá-lo de diferentes maneiras. Alguns são abertamente com raiva, exigentes e que procuram culpar os outros. Alguns querem recuar ou executar e manter sua raiva escondida dentro. Pode ser difícil reconhecer qualquer raiva, especialmente se que a raiva é direcionada para o seu bebê ou parceiro. Raiva requer uma quantidade enorme de energia. Como pais na UTI, você vai gastar uma grande quantidade de energia apenas começando através de cada dia ir e vir do hospital, absorvendo a grande quantidade de informações que você recebe, passar o tempo com seu bebê, cuidar de si mesmo e sua família, e lidar com os altos e baixos emocionais comuns de ter um bebê doente ou prematuro. Lidar com a raiva pode dar-lhe mais energia para cuidar de si mesmo e seu bebê.
  • Culpa: A maioria dos pais expressam sentimento de culpa após o nascimento de um bebê doente ou prematuro. Você pode se perguntar: “O que eu fiz para causar isso?” Ou “O que eu poderia ter feito para evitar isso?” E quase todos os pais lamentam desnecessariamente, “Se eu não tivesse …”. Mães, especialmente, examinam a sua vida desde o dia em que engravidou, perguntando se eles poderiam ter mudado o resultado, fazendo decisões diferentes ou se as circunstâncias tivessem sido diferentes.
  • Perda: Alguns escrevem planos de vida para o bebê que sentem que não se realizarão e para transmitir seus desejos aos seus prestadores de cuidados. Infelizmente, existe uma alteração imprevista abrupta para a sua experiência.
  • Impotência: Você se encontra em um ambiente estranho, cercado por equipamentos de alta tecnologia e uma multidão de pessoas que cuidam de seu bebê. Você quer o conforto do seu bebê, mas você não pode saber o que fazer. Este sentimento de impotência é comum na UTI. Discuta seus sentimentos com a equipe de enfermagem do seu bebê. Que muitas vezes pode sugerir formas únicas para você se comunicar com a equipe da UTI e participar no cuidado do seu bebê.
  • Sentindo-se “na vitrine”. Diferentemente da maioria dos quartos do hospital para crianças e adultos, vários quartos de UTI e seus pais podem dividir o espaço na mesma sala grande. Muitos pais dizem que esta exposição faz sentir como “peixe em um tanque” durante suas primeiras experiências na UTI. Você pode sentir que os outros estão assistindo seu cada movimento, e essa perda de privacidade pode ser estressante. O pessoal da UTI está observando você para ajudá-lo a aprender a cuidar de seu bebê.

 

No Hospital Infantil Sabará contamos com uma equipe multidisciplinar com um olhar especial para com os pais e familiares das crianças internadas nas nossas UTIs. A grande maioria de nossos leitos estão em quartos individuais, com banheiro privativo o que permite que os pais fiquem com seus filhos 24 h.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte Recém-nascido de Terapia Intensiva: O que cada pai precisa saber, 3rd Edition (Copyright © 2009 Academia Americana de Pediatria)

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o atendimento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Psicologia e Humanização