vacina blog dia 15 de abril

Atualmente, todas as crianças são vacinadas e com isso doenças antigas foram quase erradicadas. Pólio, Sarampo, Coqueluche e Difteria, atualmente, são raras e muitas vezes os estudantes de medicina nem as conhecem a não ser nos livros. Podemos dizer que as vacinas estão entre as grandes descobertas e invenções da medicina do século XX.

O governo brasileiro fornece gratuitamente para todos os que quiserem a grande maioria das vacinas disponíveis no Mundo, e mais recentemente acrescentou vacinas contra o HPV. Esta é uma política inteligente não só para a saúde da população, mas também para o ponto vista econômico.

Uma nova análise econômica da vacinação infantil, mostra que a vacinação correta impedirá 42.000 mortes precoces e 20 milhões de casos de doenças, com uma economia de US $ 13,5 bilhões em custos diretos e 68.800 milhões dólares no total de custos sociais em um único grupo.

Os dados são do estudo ” Avaliação Econômica do Programa de Imunização de rotina da infância nos Estados Unidos, de 2009″ que foi publicado em abril 2014 na revista Pediatrics.  A análise utilizou como base populacional e cobertura de vacinação, dados de eficácia da vacina, dados históricos sobre a incidência da doença antes da vacinação e os dados de incidência da doença após a vacinação, para calcular o impacto econômico que aconteceria se todas as crianças nascidas em 2009 fossem vacinadas nos EUA.

O estudo atualiza uma análise prévia que foi publicada em 2005. Os pesquisadores concluem que a partir de uma perspectiva social, a economia média por cada dólar gasto com vacinação é de pelo menos US $ 10.

De acordo com os autores do estudo, “as vacinas atualmente recomendadas para crianças pequenas representam não só uma grande vitória da saúde pública em termos de prevenção de doenças, mas também um excelente ‘investimento’ de saúde pública em termos de dólares e centavos.”

Como se vê, com planejamento e boa vontade dos governantes podemos fazer verdadeiros milagres na saúde pública e financeira do país.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: ” Avaliação Econômica do Programa de Imunização de rotina infância nos Estados Unidos, de 2009 , “Peditrics – março 2014

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blog dormir a noite inteira dia 14 de abril

As mães sempre perguntam ao pediatra quando, finalmente, vão poder dormir a noite toda. Os bebês saudáveis e que estão crescendo normalmente não precisam ser despertados para comer durante a noite. Portanto, não precisa acordar seu pequeno a noite se ele estiver nos seguintes processos:

1-     Crescendo e ganhando peso de forma constante.

2-     Alimentando-se bem de 8 a 12 vezes por dia.

3-     Urinando normalmente com, pelo menos, quatro micções por dia.

4-     Ter pelo menos 3 evacuações normais por dia. A maioria dos bebês têm movimentos intestinais mais frequentes durante a amamentação.

Maneiras concretas para ajudar recém-nascidos a dormir:

 Ajude-o a adormecer com calma, como o balanço suave, (chupar um dedo ou mão, ou de sucção não nutritiva no peito pode ajudar mas não é recomendado). No entanto, nunca coloque seu bebê no berço sem fazer a higiene da boca, após a amamentação. O açúcar natural em muitos líquidos promove o crescimento de bactérias que causam a cárie dentária, e o efeito é especialmente grave quando o resíduo açucarado permanece na boca durante toda a noite. Isso pode resultar em cárie de mamadeira. Líquido, até mesmo água, acumulando na boca também pode ocasionar refluxo por meio das trompas de Eustáquio (pequeno canal entre a garganta e o ouvido). Isso pode criar condições que favoreçam o desenvolvimento de infecções de ouvido.

Conceda total atenção enquanto seu pequeno estiver acordado. Especialmente quando são recém nascidos. Os bebês precisam de ajuda para se sentirem calmos e seguros. Segurar o seu bebê para ajudá-lo a sentir-se seguro não é um comportamento errôneo.

Preste atenção aos sinais de sono e cansaço que o bebê apresenta. Ao perceber os sinais que seu bebê apresenta desde cedo você também vai ter a oportunidade de ajudá-lo a adormecer antes que ele esteja totalmente cansado. Estes sinais se tornarão mais fáceis de identificar e na medida que você vai conhecendo o seu filho as coisas vão se tornando mais fáceis na hora do adormecer.

A orientação é para atender às necessidades do seu bebê desde cedo, de modo que ele vai ser mais capaz de regular seus ciclos de sono e emoções.

O que realmente significa ser um “bom dorminhoco”

É importante para os pais, cuidadores, famílias e amigos entenderem que nessa idade, mesmo com sono profundo uma criança acorda com frequência, mas pode voltar a dormir com facilidade.

Despertar frequentemente é normal e de forma apropriada permite que o bebê acorde quando está com fome ou pode não estar recebendo oxigênio suficiente ou estar com problemas respiratórios. O sono imperturbável nesta idade não é comum.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte;  Sono: O que cada pai precisa saber (Copyright © 2013 Academia Americana de Pediatria)

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nutrição infantil 15 de abril

Há muito tempo sabe-se que as crianças precisam comer e se alimentar bem para serem saudáveis. Nos últimos anos, com o desenvolvimento da neurociência, isto se confirmou com bases científicas irrefutáveis. No governo brasileiro, em todos os níveis, há uma preocupação com isto e desde o Programa Fome Zero, a nutrição ficou em evidência.

A Fundação José Luiz Egydio Setúbal, tem em seu braço de ensino e pesquisa, o Instituto Pensi, na qual uma das áreas desenvolvidas está um Núcleo de Nutrição e Metabolismo, que neste ano iniciou um projeto de pesquisa em Dificuldades Alimentares com o Professor Mauro Fisberg.

Como Fundação, nossa preocupação social está em fazer pesquisas que possam ser utilizadas nas políticas públicas dos governantes. E isto fica evidente no projeto desenvolvido nos EUA com a populações de baixa renda e publicado na revista Pediatrics de março. São exemplos como este que esperamos desenvolver.

O objetivo do maior programa de assistência nutricional federal do governo americano, o Programa de Assistência Suplementar de Nutrição (SNAP), é reduzir a fome e melhorar a vida das pessoas de baixa renda e famílias, particularmente as desfavorecidas com crianças.

No Programa de Assistência Suplementar de Nutrição, os pesquisadores entrevistaram 3.000 famílias com crianças participantes e fez uma análise transversal comparando famílias que recentemente aderiram ao programa e famílias que participaram durante 6 meses.

Eles também realizaram uma pesquisa longitudinal comparando novas famílias SNAP e as mesmas famílias 6 meses mais tarde. Descobriu-se que as crianças das famílias que participaram do Programa por 6 meses experimentaram melhorias substanciais na segurança alimentar e apresentaram, aproximadamente, 36% menos probabilidade de estar em situação de insegurança alimentar, em ambas as amostras. Na análise transversal apenas, o Programa foi associado com uma redução na probabilidade de as crianças em situação de insegurança alimentar grave (conhecida como a segurança alimentar muito baixa).

Os autores concluem que o Programa reduz a insegurança alimentar da criança, e desempenha um papel vital na melhoria da saúde e bem-estar das crianças de baixa renda por meio da prestação de benefícios a serem gastos em alimentos.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: ” Participação de Assistência Suplementar Nutrição Programa Criança e Segurança Alimentar” Pediatrics de março  de 2014

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ALERGIAS--644x362

 

Anafilaxia é uma reação alérgica aguda, com risco de morte, que pode afetar todo o corpo geralmente é provocada por algo ingerido ou injetado. É uma EMERGÊNCIA médica!

Em um primeiro contato com um alérgeno, por exemplo, uma picada de abelha, a pessoa alérgica pode desenvolver um tipo particular de anticorpo conhecido como imunoglobulina E (ou IgE). A reação alérgica generalizada que se segue é chamada anafilaxia. O corpo todo é envolvido. As reações podem ser leves, e só envolver a pele (urticária ou vergões, vermelhidão da pele e coceira generalizada), ou graves (falta de ar e / ou perda de consciência, com perda de pressão arterial).

SINTOMAS

Os sintomas aparecem em alguns minutos após um encontro com um alérgeno, e geralmente atingem maior gravidade em até 30 minutos. Por vezes, pode haver uma segunda fase de reação, 1 a 8 horas após o início.

Quais são os sintomas mais frequentes, podem iniciar juntos ou em sequencia:

  • Coceira nos lábios, língua, palato e pele.
  • Inchaço nos lábios, língua, pálpebras e garganta.
  • Coceira e lacrimejamento nos olhos.
  • Manchas ou placas vermelhas na pele (urticária)
  • Aumento da frequência cardíaca.
  • Cólicas abdominais, náuseas, vômitos, diarreia.
  • Dificuldade em respirar devido ao inchaço na garganta, chiado e asma.
  • Sensação de morte iminente.
  • Colapso, perda de consciência, fraqueza e mal-estar causado por uma queda da pressão arterial.

 

CAUSAS

Em teoria, qualquer proteína é capaz de causar anafilaxia. Entretanto, dentre as causas principais estão os alimentos, medicamentos, veneno de insetos e látex.

Alimentos: cerca de 6% das crianças sofrem de alergias alimentares, algumas com anafilaxia. Os alimentos mais comumente implicados são:

  • Leite (de vaca, de cabra).
  • Frutos secos: amendoim, nozes, avelã, castanha, amêndoa.
  • Ovos.
  • Peixes e mariscos (camarão, caranguejo, lagosta, ostra, vieiras).
  • Sementes (gergelim, mostarda), frutas, legumes.
  • Pólen: ambrósia, grama ou pólen de árvores. Em alguns casos, as pessoas suscetíveis à anafilaxia podem sofrer da “Síndrome da alergia oral”, na qual ocorre intensa coceira na boca e garganta, com ou sem inchaço na face, causada pela ingestão de certos alimentos derivados de plantas. Isto é devido a estreita relação entre proteínas encontradas em ambos os pólens e os alimentos. Exemplos específicos destes tipos de associações são:
    • Pólen de bétula: maçãs, batatas cruas, cenouras, aipo e avelãs.
    • Artemísia pólen: aipo, maçã, amendoim e kiwi.
    • Pólen ambrósia: melancia, melão e bananas.
    • Látex: banana, abacate, kiwi, castanha e mamão

Antibióticos e outros medicamentos:

  • Antibióticos: Penicilinas e cefalosporinas.  Ocorrem com maior frequência se usado injetado e menos por via oral. As reações alérgicas ocorrem em 1 a 5% dos tratamentos com penicilinas e 20% destas são do tipo anafilático.
  • Relaxantes musculares e narcóticos usados ​​em anestesia.
  • Anti-inflamatórios.
  • Contrastes radiológicos: causam reações alérgicas em cerca de 5% dos pacientes.
  • Produtos derivados do sangue (transfusões).

 

Insetos

  • Veneno de abelha, vespa, marimbondos e formiga de fogo (contêm enzimas que são capazes de causar anafilaxia).

Látex

  • Materiais e equipamentos de uso em procedimentos médicos e dentários: luvas, cateteres e sondas. Os profissionais da saúde podem desenvolver alergia ocupacional através do uso frequente de luvas de látex, especialmente as que contêm pó.
  • Materiais de uso cotidiano, por exemplo, em balões de festa, luvas para limpeza doméstica, preservativos, elásticos e brinquedos de borracha.

 

Produtos químicos

  • Sulfitos: conservantes adicionados a alimentos, bebidas e medicamentos para impedir a deterioração podem raramente causar anafilaxia em pessoas susceptíveis.

TRATAMENTO

O tratamento deve ser o mais precoce possível, assim que ocorrem os primeiros sintomas, para evitar a progressão do quadro. Quanto mais cedo o ataque é tratado, menos grave será.

Aos pacientes com este diagnóstico, recomenda-se que ele sempre carregue um kit de injeção de epinefrina, que deve ser administrada no músculo imediatamente, enquanto se aguarda o socorro. Se não houver melhora após alguns minutos, deve ser dada uma segunda injeção. Em nosso país não há registro deste medicamento para auto-aplicação, o que dificulta a rapidez do tratamento e, neste caso, torna-se imperativo o socorro médico imediato.

Mesmo quando há uma boa resposta à injeção de epinefrina, o paciente deve ser transferido para o hospital para observação, por causa do risco de uma segunda fase de ataque anafilaxia. O tratamento no hospital pode envolver o uso de outras drogas como anti-histamínicos e corticoides, além da adrenalina e soro intravenoso.

 PREVENÇÃO

Um indivíduo que tenha sofrido um ataque de anafilaxia deve ser encaminhado ao especialista para identificar a causa da reação. O alergista é o profissional responsável por indicar o exame apropriado para identificar os anticorpos responsáveis pela alergia presentes no corpo e, portanto, definir qual é o provável alérgeno provável responsável pela anafilaxia. Os pacientes em risco deverão utilizar um bracelete ou outra identificação de alerta médico detalhando as alergias conhecidas. Isso auxiliará o socorro, durante um possível ataque. Em casa, trabalho e escola, as pessoas que convivem com o paciente devem ser alertados para o problema do paciente, e orientadas sobre o que fazer em caso de emergência.

Conselhos para prevenção alergia a alimentos

  • O aleitamento materno é a melhor opção para prevenção da alergia ao leite de vaca.
  • Observe com cuidado os rótulos dos alimentos, existem muitos alimentos processados que “escondem” alérgenos alimentares. Por exemplo, amendoim em sorvete e proteína do leite de vaca em fast food. Existe uma campanha nacional para conscientização sobre a necessidade da rotulagem adequada dos alimentos e produtos.
  • Se seu filho é alérgico a algum alimento, certifique-se que os professores e supervisores de refeições na escola estão cientes.
  • Refeições fora de casa: consulte os ingredientes utilizados com o garçom ou chef.
  • Consulte uma nutricionista que pode ajudar na orientação de uma dieta que substitua os alérgenos alimentares.

Conselhos para prevenção de picadas de inseto

  • Mantenha-se afastado de áreas onde os insetos constroem ou têm seus ninhos,
  • Tenha cuidado ao escolher frutos maduros ou quando essa fruta está no chão debaixo de uma árvore.
  • Mantenha sempre os alimentos cobertos e limpe as áreas para refeição ao ar livre (churrasqueira) e lixeiras.
  • Não use perfume, roupas de cores florais e brilhantes.
  • Mantenha um spray inseticida no carro.
  • Usar sapatos fechados ao ar livre e não andar descalço
  • Não use roupas folgadas que possam aprisionar os insetos .

Conselhos para prevenção de reações a medicamentos

  • Informe aos médicos, dentistas e outros profissionais da saúde sobre sua alergia.
  • Verifique a bula de medicamentos para gripes e resfriados que podem conter substância à qual você é alérgico.

Conselhos para evitar reações de látex

  • Evitar o contato com produtos de látex natural. Existe uma campanha nacional para obrigar a rotulagem dos materiais que contém látex natural.
  • Informar médicos, dentista e outros profissionais de saúde, familiares, empregadores e funcionários da escola sobre a alergia.
  • Use produtos sintéticos em vez de produtos de látex natural.
  • Evite o uso de luvas de látex com pó para evitar a inalação de proteínas do látex.
  • Em caso de reação cruzada, evitar alimentos que contêm as mesmas proteínas alergênicas do látex como: abacate, banana, kiwi, mandioca e castanhas.

 

Fonte: Fatima Rodrigues Fernandes

Diretora Executiva do Instituto Pensi – Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil

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mame logueira - dia 11 de abril

- Mamãe, veja bem, eu não quelo ir passear.

- Gosto. Pincipalmente aquela parte do Duende Verde.

- Realmente você não gosta mais de mim.

- Estava aqui pensando…

- Aliás, você disse que íamos ao shopping.

- Gosto de suco, polém, água mata a minha sede melhor.

- Que tal pegar um cineminha?!?!

- Mãe, você topa uma piscininha?

- Não é nada legal esse castigo.

- Eu sou um super podeloso herói intergalático!!!!

- Nananinanão! Tá pensando o quê dessa vida, hein?

- Quando chegar em casa eu vou te apertar até fazer suco de mamãe.

- Eu fiz pintula hoje, mas isso não intelessa muito.

- O que você fez hoje? (eu respondo) Intelessante….

- Posso assistir mais um pouco? Só 5 minutinhos? E 10? Meia horinha???

- Vou alí fazer xixi. MAS TEM QUE SER SO-ZI-NHO.

(Isaac, aos 4 e pouquinhos)

….

 

Carol Garcia

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criança comendo - blog dia 10 de abril

Os pais estão interessados na saúde dos filhos. O papel dos pais é o de fornecer alimentos saudáveis ​​em porções apropriadas, e o papel do  filho é decidir o quanto comer. É por isso que é importante, para compreender este processo de evolução alimentícia, como fornecer escolhas saudáveis.

Leia estas informações da Academia Americana de Pediatria sobre como fazer escolhas saudáveis. Se você tiver perguntas específicas sobre nutrição do seu filho, converse com o médico ou um nutricionista.

 Para começar:

1-     Adaptar as porções ao tamanho das crianças pode ajudá-las a aceitar novos alimentos. Duas dicas na hora de montar o prato:

  1. Sirva de um quarto a um terço da quantidade que um adulto costuma comer, ou uma colher de sopa de cada alimento para cada ano de idade da criança.
  2. Dar menos do que você acha que seu filho vai comer. Deixe-o pedir mais se ainda estiver com fome.

 

2-      Como eu sei quando o meu filho está comendo o suficiente?

As crianças comem quando estão com fome e geralmente param quando estão satisfeitas. Alguns pais se preocupam, pois as crianças parecem comer pequenas quantidades de comida, especialmente quando comparado com porções de adultos.

3-       Para verificar o padrão alimentar do seu filho, preste atenção às suas escolhas alimentares.

  1. Oferecer todos os grupos de alimentos em cada refeição. Certifique-se de que nenhum grupo de alimentos é deixado de fora. Se isso acontecer por alguns dias, não se preocupe. No entanto, a falta de um determinado alimento por um longo tempo pode prejudicar seu pequeno na ingestão de ingredientes necessários e indispensáveis.
  2. Incentive seu filho a comer uma variedade de alimentos dentro dos grupos de alimentos. Mesmo dentro de um grupo de alimentos, alimentos diferentes fornecem diferentes nutrientes. O melhor sinal de que uma criança come bem é o resultado do seu crescimento.

4-      Montando um prato saudável

Ao longo dos anos, diversas ferramentas foram criadas para fornecer orientações sobre o tipo e a quantidade de alimentos que os norte-americanos devem comer MyPlate (o novo ícone de alimentação saudável ​​que substituiu MyPyramid) recomenda o seguinte:

a-      Equilibrar as calorias. Aprecie a sua comida, mas coma menos. Evite porções muito grandes.

b-     Alimentos para comer sem pena: As frutas e legumes. Mude os lacticínios para o desnatado ou leite com baixo teor de gordura.

c-      Alimentos para reduzir. Compare o sódio em alimentos como sopa, pão e refeições congeladas ou semiprontas, e escolha os alimentos com números mais baixos. Beba água em vez de bebidas açucaradas como sucos ou refrigerantes.

Grupos de alimentos:

Há uma variedade de alimentos de cada grupo de alimentos (o que se segue é uma lista de exemplos de escolhas alimentares). A próxima vez que você fizer compras, experimente algo novo.

Importante: Não forneça às crianças menores de 4 anos alimentos sólidos e em grandes porções. Os seguintes alimentos causam riscos de asfixia: nozes e sementes; pedaços de carne ou queijo; cachorros-quentes; uvas inteiras; pedaços de frutas (como maçãs); pipoca; vegetais crus; doces e gomas de mascar. Manteiga de amendoim ou Nutella pode ser um risco de asfixia para crianças menores de 2 anos. Se o seu filho tem alergias alimentares com amendoim ou castanhas evite nozes e qualquer alimento que os contenha.

Grupos de alimentos

Grãos:  Alimentos de grãos são compostos de amidos (complexo de carboidratos). Os carboidratos são a melhor fonte de energia para os organismos ativos, em crescimento.

Grãos integrais: arroz integral, trigo sarraceno, farinha de aveia, cevada, farinha de milho, centeio, pão de trigo integral, flocos de cereais de trigo integral, biscoitos de trigo integral, macarrão de trigo integral, trigo integral, tortillas, arroz selvagem.

Outros produtos: em sua maioria feitos a partir de grãos refinados, no entanto, alguns podem ser feitos a partir de grãos integrais (confira os ingredientes para “grão integral” ou “trigo”): pão de milho, tortillas de milho, cuscuz, biscoitos, tortillas de farinha, massas, pitas, pretzels, cereais prontos-a-comer.

Legumes e Verduras: Os vegetais são a mais importante fonte de beta-caroteno e muitas outras vitaminas e fitoquímicos. Legumes também fornecem a abundância de fibra. Nossos corpos convertem beta-caroteno em vitamina A. Isso proporciona uma pele saudável, bom funcionamento das glândulas, sistema imunológico e função ocular. Os fitoquímicos são compostos naturais de plantas que são acreditados para lutar contra o câncer e outras doenças. Vegetais podem ser frescos, enlatados ou congelados.

Verde-escuro legumes: Brócolis, couve, couve-flor, espinafre;

 Vegetais vermelhos e alaranjados: Abóbora, cenoura, pimentão vermelho, batata doce, tomate, beterraba.

Vegetais ricos em amido: Milho, ervilhas, feijões, batatas.

Outros produtos hortícolas: Alcachofras, espargos, abacate, brotos de feijão, beterraba, couves de Bruxelas, couve, couve-flor, aipo, pepino, berinjela, feijão verde, pimentão verde, cogumelos, quiabo, cebola, ervilhas, tomates, abobrinha.

Frutos: As frutas inteiras fornecem muitas vitaminas e minerais essenciais, juntamente com uma variedade de substâncias que combatem doenças como as de legumes e fibras. As frutas são a fonte mais importante de vitamina C, que é necessária para a produção de colágeno, a substância que mantém as células unidas e ajuda a manter os vasos sanguíneos, ossos e cartilagem, e dentes.

Maçãs, damascos, banana, bagas (amoras, morangos), 100% sucos de frutas (sem açúcar), toranja, uvas, kiwi, manga, melão (melão, melada, melancia), nectarinas, laranjas, mamões, pêssegos, peras, abacaxi, ameixas, ameixas, passas, tangerinas. Frutas podem ser frescos, enlatados, congelados ou secos.

A proteína é necessária para o crescimento, bem como para manter a massa muscular, do osso e da cartilagem, dos dentes, e todos os sistemas do organismo.

Carnes vermelhas: cortes magros de carne, presunto, cordeiro, porco e vitela

Aves: frango sem pele e peru, frango.

Frutos do mar: peixe (peixe-gato, bacalhau, arenque, salmão, truta, atum); marisco (amêijoas, caranguejo, lagosta, mexilhões, ostras, vieiras, lulas [lula], camarão

Nozes e sementes: amêndoas, castanha de caju, amendoim, manteiga de amendoim, sementes de girassol, nozes.

Ovos: os ovos de galinha, ovos de pato

Laticínio: O leite é a melhor fonte de cálcio para as crianças e uma fonte importante de proteínas, riboflavina (vitamina B2), e muitos outros nutrientes. Leite desnatado, iogurte, queijo (cheddar, mussarela, suíço, parmesão, queijo cottage), pudim, iogurte congelado, leite. Leite de soja fortificado com cálcio (bebida de soja) também faz parte do grupo de laticínios.

Para tirar o máximo dos lanches, os pais e encarregados de educação devem oferecer escolhas saudáveis e ser coerente com o tempo de lanches.  Lanches devem ser programados em torno de acontecimentos diários normais e pelo menos 2 horas antes das refeições. As crianças não devem se sentir saciada o tempo todo. A sensação de fome entre as refeições e lanches incentiva as crianças a comer bem quando os alimentos saudáveis ​​são oferecidos.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Desde o início: ABC da boa nutrição para crianças pequenas (Copyright © 2012 Academia Americana de Pediatria)

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Categorias: Nutrição Infantil

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Levar a criança ao médico por conta de uma reação alérgica, uma infecção no ouvido, ou dificuldade para respirar é apenas um tipo de consulta. Muitos pais acreditam que isto é suficiente, mas o bem estar de uma criança depende de profilaxias, consultas periódicas e acompanhamento para ver o quanto a criança tem crescido e se desenvolvido. Cada vez mais, os neurocientistas dizem que o ambiente e o estímulo são muito importantes para vida futura de cada criança.

Por todos estes motivos, a puericultura também é uma oportunidade para levantar questões e preocupações sobre o desenvolvimento do seu filho, comportamento e bem-estar geral – questões que são difíceis de discutir durante as visitas de urgência. Por exemplo, os pediatras podem ajudar na discussão ​​de preocupações comuns com os pais, como: comer, dormir, ir ao banheiro, comportamentos sociais, bem como atenção e problemas de aprendizagem.

Com visitas periódicas ao médico, e não só apenas quando a criança está doente, o médico pode ajudar a sanar as preocupações mais importantes dos pais e criar uma relação de confiança que ajudará e muito no desenvolvimento saudável.

O Departamento de Pesquisa da Academia Americana de Pediatria (AAP) recentemente reuniu 20 grupos com os pais e 31 grupos com os pediatras e enfermeiros que reuniram recomendações sobre como aproveitar ao máximo uma visita ao pediatra. A partir destes encontros quatro temas surgiram:

 Os pediatras e pais compartilham o mesmo objetivo: Crianças saudáveis;

Pediatras querem a visita de puericultura para melhor atender às necessidades das crianças e suas famílias:

Pediatras são especialistas em saúde da criança, mas os pais são especialistas em seus filhos:

Uma abordagem de equipe pode desenvolver melhor saúde física, emocional e de desenvolvimento ideal para a criança.

Outro ponto que pode ajudar também é: toda vez que for a uma consulta periódica os pais podem fazer uma lista com todas as informações e questionamentos. Isso vai ajudar a manter o diálogo no campo de interesse e se concentrar nos assuntos mais importantes.

Outras ideias incluem sites de pesquisa na internet, panfletos e livros que descrevem as habilidades de desenvolvimento específicas para a idade e os problemas típicos de uma criança. Saber o que esperar torna a relação de educação mais calma (e menos assustadora).

Segundo a AAP, os pais não devem hesitar ou sentir vergonha de compartilhar questionamentos. “Como defensor mais importante do seu filho, você tem informações valiosas que irão ajudar o médico a entender melhor seu filho e sua família”.

As imunizações são o tema principal da visita além de cuidados preventivos, mas falar sobre outros temas podem ser úteis. Os pediatras também abordam segurança no lar e no parque infantil, nutrição ideal, treinamento do toalete, e as preocupações ambientais.

Muitos pais de primeira viagem como eu, não percebem que eles podem perguntar sobre toda e qualquer coisa relacionada com os cuidados de seu filho – médico ou não.

A AAP desenvolveu um conjunto de diretrizes de supervisão de saúde abrangente para puericultura, chamada Bright Futures. Sua missão é promover e melhorar a saúde, a educação e o bem-estar dos bebês, crianças, adolescentes, famílias e comunidades.

Esquema de vistas de puericultura:

As visitas podem incluir medidas físicas, histórico do paciente, exames sensoriais, avaliações comportamentais e procedimentos previstos (imunizações, mostras e outros testes) nos seguintes intervalos sugeridos:

3 e 5 dias; 1 mês;  2 meses; 4 meses; 6 meses ; 9 meses , 12 meses

15 meses; 18 meses;24 meses

30 meses. 3 anos; 4 anos

Após os quatro anos de idade o intervalo de tempo pode ser uma consulta anual que inclui exames físicos, avaliação do desenvolvimento comportamentais e de aprendizagem.

Este artigo foi apresentado na revista Crianças Saudáveis.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Healthy Children Magazine, Summer/Back to School 2009

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substitutas para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Categorias: Saúde da Criança

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Recebi, como muitos de vocês, a mensagem do Dr. José Luiz convidando-nos para ver o filme no You Tube, no qual dois bebês gargalhavam sem parar, enquanto brincavam.

Eu agradeço a ele por isto. A manhã do meu dia começou melhor. Começou rindo, achando graça das risadas e risadas das duas crianças brincando com seus elásticos nas maçanetas das portas do armário. É como se meu dia tivesse ficado mais leve, mais alegre, mais gostoso de ser vivido. Ao mesmo tempo, certas coisas me chamaram a atenção nas três vezes em que vi o filme. São elas que quero compartilhar com vocês.

 

O que faziam as duas crianças? Elas colocavam e estiravam o elástico, cada qual com o seu, cada qual com sua maçaneta do mesmo armário. E voltavam a colocar e estirar quando eles se soltavam e iam para o chão. No desenrolar destas atividades, elas riam e riam, riam de fazer gosto. E riam do quê? Podemos perguntar, mesmo sabendo que elas nada iriam responder? De minha parte, penso que riam por muitos motivos. Da alegria do poderem estar de pé e olhando horizontalmente para os elásticos e para as maçanetas, equilibrando-se nesta nova e transformadora posição, fazerem coisas. Coisas que lhes agradavam fazer, que ninguém estava lhes ordenando fazer, atividades que lhes permitiam explorar o mundo ao colocar, puxar, esticar, cair no chão, levantar, experimentar novos meios, fazer tudo igual outra vez e, concentradas no que faziam, rir e rir e rir gostosamente. Penso que rir foi o meio que encontraram para “falar ou comentar” sobre o que faziam, de dizerem como se sentiam bem fazendo ações e conhecendo objetos pelo próprio prazer de fazer e conhecer. Pela alegria do compartilhar.

Por que um filme como este pode ser uma lição de vida para nós que trabalhamos ou utilizamos os serviços de um hospital pediátrico? Que fazemos pesquisas com crianças pequenas? Respondo a esta pergunta com uma única palavra, uma palavra que nos é muito cara. O filme é lição e encantamento porque expressa, por intermédio das duas crianças, o valor do contágio. Contágio significa “junção por meio do toque”. Em nosso hospital contágio tem, pelo menos, duas grandes significações. A primeira, digamos, é negativa. É algo a ser evitado, protegido, cuidado. Por meio dele, as crianças ficam ou podem ficar doentes. E precisam ser tratadas. E sofrem com isto. A segunda é positiva. Em nosso hospital valorizamos as brincadeiras, o ouvir músicas e contar histórias, o “pronto sorrir”, o desenhar na caixa mágica, o jogar, o fantasiar e se alegrar com as coisas do mundo, mesmo estando no hospital. Se contágio traz doenças, ele também traz alegrias. Ele nos conecta com a leveza e a preciosidade da vida. E foi isto o que as crianças do filme nos ensinaram. Elas nos ensinaram que rir “pode ser o melhor remédio”.

Por: Professor Doutor Lino de Macedo

Assessor de psicologia e educação do Instituto Pensi e Hospital Infantil Sabará

Veja  o vídeo aqui:  

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Com o final do Verão e início do Outono e Inverno, aumenta a procura por Prontos Atendimentos dos Hospitais, principalmente nas alas de pediatria. No Hospital Infantil Sabará, o movimento de abril e maio ultrapassa 12 mil crianças por mês, o dobro de janeiro e fevereiro. As filas de espera são inevitáveis já que a estrutura física do Hospital não pode mudar. Em um interessante artigo da revista Pediátrics eles orientam os pais sobre o uso de Pronto Atendimento.

 

As famílias podem decidir usar um Pronto Atendimento (PA), porque eles acreditam que é conveniente e mais barato, mas de acordo com a Academia Americana de Pediatria (AAP), os PA’s não fornecem às crianças qualidade no atendimento nem concedem os cuidados preventivos.

 

Em uma declaração política atualizada publicada no Pediatrics de março 2014, a AAP enfatiza que os PA são uma fonte inadequada da atenção primária para as crianças, porque eles fragmentam os cuidados de saúde com as crianças e devem ser utilizados apenas para emergência e grandes urgências.

 

Com a falta de pediatras e a vida atribulada da modernidade, os pais e mães dão preferências para os PA, pois lá fazem as consultas, se necessários os exames e pegam as receitas, tudo numa única saída do trabalho. Realmente é tentador, mas se pensarmos no bem estar das crianças e nas melhores práticas de saúde, isto está errado. A AAP reconhece que a conveniência e acesso a cuidados continuarão a ser de extrema importância. Muitos PA em São Paulo utilizam médicos sem formação em pediatria, para piorar a situação.

 

Pediatras são especificamente treinados em questões de saúde infantil. Eles sabem a história da saúde de cada criança, e estão mais bem equipados para cuidar de ambos os problemas simples e complicados de forma abrangente dentro do hospital. Como os pacientes jovens e seus problemas de saúde se tornam mais complexos, surge a possibilidade de que mesmo uma simples queixa possa estar relacionada a uma doença mais grave, que poderia ser ignorada por alguém que é menos familiarizado com o paciente, de acordo com a AAP.

 

Enquanto a AAP acredita que o ambulatório (consultório) médico é o padrão ideal de atendimento para pacientes pediátricos, e não recomenda que os pais utilizem os Pa, entende-se que os serviços dessas clínicas podem ser utilizados para cuidados agudos ou fora do horário. Se os pais optam por usar um PA para a doença de seus filhos, eles devem perguntar se a clínica tem uma relação formal com o seu pediatra, se a clínica irá se comunicar com o pediatra sobre a visita, e qual é o protocolo para o acompanhamento caso o problema não seja resolvido ou a clínica do pediatra esteja fora do horário de funcionamento. Os pais devem utilizar Pronto Atendimentos que tenham uma relação formal com o pediatra do seu filho. No Hospital Infantil Sabará, só 15% dos pais ou responsáveis dão os nomes dos pediatras.

 

Nós vemos o problema como uma falha do atendimento médico brasileiro, pois as pessoas preferem resolver tudo no PA e não fazem as visitas de rotina, não existe uma prática preventiva de doenças, e mesmo pacientes com doenças crônicas, como a asma, preferem acompanhar nos PA, em vez de ter um pediatra com quem possa tirar as dúvidas e ir tateando a melhor opção terapêutica. Quando estiver na sala de espera durante o pico sazonal, pense a respeito disto.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: “AAP Principles Concerning Retail-Based Clinics”

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Isaac chega em casa no final do dia e pede:

- Água, mamãe! Não! Suco. Tem suco de quê?

- De abacaxi.

- Pode ser.

E mata a sede.

Logo se lembra do próprio estômago, confundindo as horas:

- E nós vamos almoçar o quê?

- Jantar Isaac.

- Aaaaa….

- Temos isso, isso e isso.

- Eu quero torta com salada. Só alface e tempero.

Mãe faz o prato.

Pedaço bom de torta de sardinha e folhas crocantes com azeite e um tanto de queijo ralado, só pra dar uma graça.

Ele come.

Feliz.

Raspa o prato.

- E de sobremesa?

- Sobremesa?

- É, mãe. Posso comer morango doce? (morango com açúcar)

- Iiiiiii, acabou morango.

- Então pode ser uma pêra. Picadinha e sem casca.

Lá vai a mãe.

Volta a mãe.

Cria raspa pratinho e solta um hummmmm…

- Que mais, Isaac?

- Tá faltando um bombonzinho. Pode?

- Pode.

- Joga o papel no lixo?

- Poooooooooor….

- Por favor.

A mãe levanta e ele ainda se aproveita:

- Vai na cozinha?

- Hãhã.

- Então traz um copinho d’água?

Mesmo feliz da vida com apetite meio-saudável-meio-formiga da cria, mãe arruma sarna pra se coçar pensando em como o filho já é uma pessoinha. Assim, cheia de vontade própria.

E chora.

De amor e de cansaço.

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