Nos últimos dias temos podido acompanhar a discussão sobre a polêmica das fotos das meninas em poses sensuais veiculadas pela revista Vogue Kids. Errado, certo, posições à parte, essa questão nos leva a uma outra, antiga, talvez de sempre, mas que atualmente ganha formatos instantâneos com abrangência até mesmo mundial. Qual o direito dos pais de utilizar a imagem de seus filhos? O que vimos nesse editorial de moda foi uma autorização pelos responsáveis das crianças para que elas pudessem ser expostas nessas fotos. Sim, pois se trata de crianças de 10 a 13 anos que não tem esse poder (e até mesmo discernimento) para tal. Não se trata somente de falar desses adultos, mas da maioria dos pais hoje em dia que dispõem da imagem de seus filhos a seu bel-prazer. Refiro-me àqueles que postam desenfreadamente fotos, imagens, até mesmo comentários e histórias do dia a dia de seus filhos nas redes sociais.

Não pretendo tomar partido ou posição contra ou a favor, mas apenas polemizar para que haja uma reflexão e se possível uma discussão sobre o assunto. Quando disse que isso sempre existiu é verdade, podemos ver em museus imagens, quadros, reproduções de várias crianças, certamente feitas pelos desejos de seus pais. Hoje em dia a diferença é a rapidez e o alcance. Uma foto pode estar disponível nas redes sociais em segundos, e poderá atingir (potencialmente) o mundo inteiro. Sabemos que uma foto que “cai na rede” dificilmente sumirá dado o seu poder de replicação. Ela torna-se eterna, permanente.

Será que os pais têm esse direito de veicular seus filhos a seu bel-prazer? Será que têm o direito de montar páginas com e sobre eles? Quantos bebês já nascem com páginas no Facebook desde que estavam ainda na barriga de suas mães. Filhos lindos, em momentos felizes, orgulhos de seus pais, que querem compartilhar dessa alegria mostrando ao mundo o quanto seus rebentos são maravilhosos. Esse exibicionismo não perpassa pela posição dos pais em poder mostrar aos outros o quanto sabem fazer filhos lindos, felizes? Não se enganem, não que seja errado, mas é uma satisfação muito mais pessoal do que dos filhos. Há um quê de Narcisismo nesse ato. As crianças, os bebês não são expostos para serem mais felizes, mas para serem compartilhados, desfilados por seus pais. Há algum benefício para esses pequenos? Devemos parar para pensar.

Podemos achar bonitinho, lindo, fofinho postarmos fotos de nossos filhos em situações que consideramos legais, mas o que eles, no futuro acharão de terem sido expostos dessa forma para que todos pudessem ver? Talvez não gostem. Talvez preferissem ter o poder de escolha, de decidir como, com quem e quando compartilhar seus momentos. Quantas vezes somos discretos conosco, nossas vidas, não “espalhando por aí” tudo o que nos acontece, mas com os filhos será que há esse cuidado?

Pior ainda, e sabemos de vários casos pela mídia, são aquelas situações em que pais aproveitam das redes sociais usando a imagem de seus filhos numa forma de punição, espalhando para todos o que estes fizeram de errado. Quantos pais utilizam desse artifício para castigar seus filhos expondo-os em situações vexatórias ou desagradáveis porque não obedeceram, ou não se comportaram?

É um assunto sério, que precisa ser refletido e que no dia a dia ocorre de maneira totalmente ingênua, sem compromisso. Esquecemos que existe um compromisso sim, com o futuro. Com o futuro dessas crianças que, muitas vezes desde bebês, já tiveram sua imagem divulgada para tantos. Que quando forem adolescentes, fase difícil, poderão ficar muito chateados de terem tido sua vida dividida com tantos sem que pudessem decidir se queriam ou não que compartilhassem dela. Será que os pais têm esse direito, essa propriedade sobre seus filhos, de se utilizar de suas vidas, de seus momentos e imagens? Há um sujeito, criança, bebê ou não, que está em jogo e talvez não sendo respeitado como tal.

As redes sociais, a globalização, a “internetização”, as mídias impressas que podem ser acessadas de qualquer computador digitalmente são fatos presentes, importantes e uma realidade (vide eu escrevendo nesse blog), mas ainda recente, com um desenvolvimento rápido e espantoso, que como tal leva a novas situações que ainda não sabemos como lidar. Todo um posicionamento, uma etiqueta e acima de tudo, uma ética, tem que ser desenvolvida e assim o está sendo feito, mas não na mesma rapidez com que a tecnologia se desenvolve, o que nos leva a situações, questionamentos, que devem ser pensados e refletidos.

Segundo o Art. 17, do Estatuto da Criança e do Adolescente, “o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”. Com o maior amor, orgulho e carinho, sem dúvida nenhuma, será que muitos pais, não estão se esquecendo disso? De respeitar a imagem desses seres?

Não estou criticando ou apoiando, apenas levantando alguns aspectos que, espero, façam com que os pais numa próxima oportunidade tomem a decisão de utilizar ou não a imagem de seus filhos de uma maneira mais consciente de sua posição, pensando a esse respeito.

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airplane

O avião é um meio de transporte muito usado pelas pessoas que viajam para lugares distantes, onde é difícil chegar através de ônibus, metrô, bicicleta, carro ou a pé. Com muita disposição e energia se pode chegar em qualquer lugar, mas como todo mundo anda com pressa o tempo todo, o avião é o meio mais rápido para fazer os trajetos. E, por mais que algumas pessoas tenham medo de subir naquela imensa estrutura e voar longe este é um meio de transporte muito seguro e que foi inventado pelo brasileiro Santos Dumont. Foi em 1906 que ele, após realizar muitas pesquisas e estudos, fez o primeiro avião decolar até uma altura de 220 metros! Esse primeiro avião que subiu aos céus encantando a todos os olhares era o 14 Bis. Esse avião foi construído pelo próprio inventor e testado em plena França. É o avião mais pesado que já subiu ao céu por meios próprios e ultrapassando a gravidade da terra – que é aquela força que puxa tudo para baixo e que nos mantém preso à Terra.

Antes de Santos Dumont, muitos outros tentaram, sem sucesso fazer o avião subir, Foram compradas e construídas peças mais elaboradas que ajudassem na mecânica do avião fazendo com que ele alçasse voo, mas o peso da aeronave sempre foi um impedimento. Agora, a pergunta que não quer calar é: como o avião consegue voar sendo tão pesado? Com certeza você já se pegou pensando nisso. Esse fenômeno pode ser explicado pela Física, uma área de estudo muito importante e complexa que faz com que as coisas ao nosso redor se movimentem. Os fatores que fazem com que o avião saia do chão e permaneça voando no ar sem cair são dois: a resistência do ar e o peso do avião. É importante lembrar de uma coisa para entender como o avião voa, as asas! O avião tem asas assim como os pássaros e tudo que tem asa voa, certo?

As asas construídas no avião que fazem o avião voar, pois quando o vento forte bate de baixo faz com que as asas sejam sugadas para cima, gerando a força necessária para o avião sair da Terra. Assim, o vento conseguiu vencer o próprio peso do avião e fazer com que ele decolasse por seus próprios meios. Depois que o avião já está no alto, alguns acessórios como as hélices (que parece um ventilador), turbinas e as pás móveis fazem com que o avião se mantenha no alto com o impulso necessário para não despencar. Parece estranho e complicado, mas a tecnologia e a própria força da natureza tornaram esse sonho realidade. Agora, nós, seres humanos mortais também podemos voar através das asas do avião e sentir essa sensação maravilhosa que é estar sobre as nuvens.

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Uma das condições mais assustadoras que aparecem no consultório de um odontopediatra é o traumatismo de dentes em crianças. O traumatismo pode afetar tanto os dentes decíduos (dentes de leite) como os dentes permanentes (dentes definitivos). Nesse post vamos comentar dos danos causados nas crianças pequenas com dentes decíduos.

Todo mês, ao elaborar o tema para um post aqui no Blog Saúde Infantil fico pensando sobre o que vou escrever para os meus leitores. Na maior parte das vezes o assunto é sobre algo que me é sugerido ou de acontecimentos do consultório. Nesse mês não teve como escapar dos traumatismos dentários.

O consultório de um odontopediatra é cíclico, às vezes com mais movimento, às vezes com afluxo menor de pacientes e depende das férias da turma, da volta às aulas, da época de festas do final de ano, e claro, da programação de cada família que organiza o retorno das crianças ao consultório. Mas existe um caso de urgência que não escolhe data, época, período, muito menos perfil do paciente acidentado: é o traumatismo dentário.

Diferentemente de outros procedimentos que executamos no consultório, o traumatismo dentário aparece em momentos menos esperados, e não tem como adiar o atendimento, precisa ser o mais rápido possível. Outra característica é o caráter democrático dos traumatismos, atingem a todas as classes sociais, cores e credos, meninos e meninas e não é mais prevalente em crianças sapecas ou menos usual naquelas que se comportam feito anjos. Atinge crianças de todas as idades, de bebês a adolescentes e em comum apresentam um quadro que assusta a todos, crianças, pais, responsáveis e até os dentistas. Por isso, muita calma nessa hora.

Diferente de uma cárie, por exemplo, o trauma vem ali de supetão, pode acontecer numa festinha de crianças, na piscina do clube, no jogo de futebol ou até na sala de TV, se a criança tropeçar e bater com a boca na mesinha de centro ou no joelho do irmão. Falo desses locais porque são relatados a todo o momento pelos pais. Nesses dois últimos meses então parece que baixou uma epidemia de traumatismo no consultório. De bebês com oito meses, a crianças pré adolescentes apareceu de tudo e olha que nem é mais mês de férias. Felizmente a maioria deles foi fácil de resolver, outros nem tanto.

Mas como proceder nesse momento, como disse logo acima: muita calma nessa hora. Geralmente a parte mais atingida são os tecidos moles: lábios, bochechas, gengivas. Porém o maior estrago acontece mesmo nos dentes. Como o próprio nome diz o traumatismo dentário causa um… trauma. Os tecidos moles da boca sangram em abundância, mesmo quando em pequenos cortes, e o sangue assusta por menor que seja o trauma. Nessa hora procure manter a calma e conter o sangramento com uma toalha. Limpe o máximo possível e tente visualizar se os dentes foram atingidos. Em casos de cortes profundos, com dilacerações, corra para um ótimo pronto-socorro, pois pode haver necessidade de suturas em tecidos da face e um cirurgião plástico deve ser requisitado. Se o caso não for tão assustador seu dentista pode dar um jeito.

As consequências para os dentes podem ser várias: fraturas com ou sem exposição da polpa (exposição do canal), intrusão do dente (o dente entra na gengiva e pode, dependendo da fase de crescimento da criança, atingir ou não o dente permanente. Extrusão (o dente sai alguns milímetros do alvéolo), deslocamentos para frente ou para trás, ou até avulsão total (o dente sai inteirinho da boca). Qualquer dessas situações vai necessitar de um atendimento urgente e complexo. A criança vai estar assustada, se não estiver chorando, os pais apreensivos com o desfecho do caso e o dentista vai precisar de muita habilidade para administrar tudo isso.

Muito comum também, quando há traumatismo, é a mudança de cor do dente, que variam do arroxeado ao acinzentado. Em ambos os casos pode haver a necessidade de se tratar o canal do dente de leite, e por favor, não me venha com aquela história de que é dente de leite e que ele vai cair. Se isso acontecer quando seu filho tiver três, quatro anos, você vai esperar até os sete para ele trocar? Nesse tempo coisas terríveis pode acontecer, como dores e infecções. Ninguém merece, muito menos os pequenos.

Outra situação importante para lembrar e vou escrever em maiúscula para não esquecer: SE O DENTE DE LEITE SAIR POR INTEIRO, NÃO O COLOQUE DE VOLTA EM POSIÇÃO. Está bem explicado ou preciso desenhar? Falo isso, com todo o respeito, óbvio, mas é que isso acontece corriqueiramente, e o que mais dói, alguns colegas fazem isso. Não pode, dente de leite que sofreu avulsão total não pode ser colocado no alvéolo novamente! O quadro é diferente para dentes permanentes, mas isso fica para o outro post Parte 2.

Bem, se isso um dia ocorrer com seu pequeno tenha calma, não se desespere. A perda de um dente decíduo é muito ruim, mas a vida segue, há soluções bem razoáveis para contornar esses problemas, não é prendendo seu baby numa redoma que vai protegê-lo. Educar para os percalços da vida na infância podem formar um adulto mais feliz, consciente e tolerante.

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Categorias: Saúde Bucal

olhos bewb

A visão de um bebê se desenvolve muito rapidamente durante o primeiro ano de vida e todos os pais têm curiosidade sobre este assunto.

Ao nascer, os bebês não têm a visão normal do adulto, mas eles podem ver. Os recém-nascidos enxergam grandes formas e rostos, assim como as cores brilhantes.

Por volta dos 3 a 4 meses a maioria dos bebês podem se concentrar em uma variedade de objetos menores e sabe a diferença entre as cores (especialmente vermelho e verde).

Aos quatro meses os olhos de um bebê devem estar trabalhando juntos. Isto é, quando os bebês começam a desenvolver a percepção de profundidade (visão binocular). Até os seis meses é comum os bebês ficarem um pouco “vesguinhos” de vez em quando.

Aos 12 meses a visão de uma criança atinge níveis semelhantes ao dos adultos mas com um campo visual menor. Só em torno dos 6 a 7 anos podemos dizer que a visão está totalmente desenvolvida.

Tenha em mente que a visão de cada criança se desenvolve no seu próprio ritmo, mas o padrão geral de desenvolvimento é o mesmo. Porque a visão de um bebê se desenvolve rapidamente durante o primeiro ano de vida, o pediatra do seu filho irá verificar os olhos do seu bebê em cada visita. Mesmo após o primeiro ano, os exames oftalmológicos completos devem ser realizados até os 3 anos, pois são importantes para identificar os problemas que possam surgir mais tarde na infância como estrabismo e problemas de refração.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Os Olhos do seu Filho (Copyright © 2005 Academia Americana de Pediatria, Atualizado 11/2011)

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Categorias: Desenvolvimento e Comportamento Infantil

tempo

- Mamãe!!! É amanhã que eu vou ser do Jardim 1??? – disse o menininho de 4 anos, já cansado do clima de férias que habita nossa casa desde dezembro.

 

- Não, filhinho… Tem mais uma semana de férias. Aí sim você vai ser do Jardim 1.

 

E ele emburra.

Emburra porque esperar é um saco.

Ainda mais nessa idade onde tudo parece ser perda de tempo.

Ainda mais quando cinco minutos é tempo demais.

 

Isaac tem sofrido com esse negócio de contar o tempo.

Está entendendo sobre os conjuntos de dias que formam semanas, meses e anos.

Também arrisca sobre segundos, minutos e horas.

E se a contagem passa de dois (sejam segundos ou anos) ele já acha um absurdo.

 

Não quer esperar.

Quer tudo imediatamente agora.

Bufa, faz cara feia, pergunta sobre o tempo e reclama dele.

E sofre.

 

- Mamãe, nós vamos ficar muito aqui na casa do amigo?

 

- Não, amor, vamos embora daqui a pouquinho.

 

Pronto.

Aí a ansiedade é tanta que ele perde todo o tempo que deveria ser brincado vindo me fazer a tal pergunta:

 

- Nós já vamos embora????

 

E acaba que não brinca.

Passa mais tempo me questionando sobre o tempo que lhe resta e roendo o tico de unha que lhe sobra do que brincando.

Triste.

 

Eu acho uma pena.

Mas sei que ele ainda não tem esse controle.

Um dia terá.

Mas hoje sofre.

E não sabe o que é se arrepender direito.12

E continua de mal com o tempo.

Até que um dia aprende.

Tomara

Carol Garcia

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Categorias: Mamãe Blogueira

Quando se fala em câncer infantil, as pessoas logo se assustam. Felizmente a incidência não é grande sendo no Brasil 16 casos por ano para cada grupo de 100.000 crianças e adolescentes até 18 anos. Mas o câncer continua a ser a maior causa de morte relacionada com a doença entre crianças e adolescentes nos EUA, e provavelmente no Brasil.

Um estudo publicado na revista Pediatrics de outubro 2014, ” Cancer Incidence Rates and Trends Among Children and Adolescents in the United States, 2001–2009 ” onde se analisa dados de registros estaduais sobre diagnósticos de câncer.

A evidência mostra que a taxa global de todos os cânceres manteve-se estável ao longo do tempo, mas houve um aumento do câncer entre crianças e adolescentes afro-americanos. Os pesquisadores observaram um aumento no câncer de tireoide, especialmente entre os adolescentes e a taxa dos carcinomas renais também aumentou significativamente. O estudo fornece dados sobre as tendências anteriormente não declaradas na incidência de câncer, o que pode ajudar a desenvolver novas medidas preventivas.

Vamos aguardar as publicações da epidemiologia de câncer no Brasil publicada pelo INCA, pois embora as estasticas mundiais são mais ou menos semelhantes, podem ocorrer variações.

Saiba mais:

http://saudeinfantil.blog.br/2012/11/a-preocupacao-com-o-cancer-infantil/#more-4247

http://saudeinfantil.blog.br/2012/03/tumor-infantil-uma-preocupacao-desde-cedo/

Autor: Dr. José Luiz Setubal

Fonte: Article: “Cancer Incidence Rates and Trends Among Children and Adolescents in the United States, 2001–2009” Pediatrics oct 2014

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Categorias: Saúde da Criança

Vamos falar de uma doença que assusta a todos, principalmente em São Paulo, pois na década de 70 tivemos um grande surto de meningite meningocócica e de lá para cá sempre têm muitos casos, principalmente em crianças. É um dos diagnósticos mais comuns nos Pronto Socorro do Hospital Infantil Sabará.

A meningite é uma inflamação dos tecidos que cobrem o cérebro e medula espinhal (meninge), por vezes, afeta o cérebro também. Com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, uma criança com meningite tem uma chance razoável de uma boa recuperação, embora algumas formas de meningite bacteriana se desenvolvem rapidamente e têm um alto risco de complicações.

Graças às vacinas que protegem contra formas graves de meningite bacteriana, hoje a maioria dos casos de meningite são causados ​​por vírus. A forma viral geralmente não é muito grave, exceto em crianças com menos de três meses de idade e com determinados vírus, como herpes simples, o que normalmente faz com que outra infecção agrave. Uma vez que a meningite é diagnosticada como sendo causada por um vírus, não há necessidade de antibióticos e de recuperação deve ser completa. A meningite bacteriana (vários tipos de bactérias estão envolvidos) é uma doença muito grave. Ele raramente ocorre nas crianças vacinadas, mas quando isso ocorre, as crianças menores de dois anos de idade estão em maior risco.

As bactérias que causam meningite podem muitas vezes ser encontrados na boca e na garganta de crianças saudáveis. Mas isso não significa necessariamente que essas crianças vão ter a doença. Isso não acontece, a menos que as bactérias entram na corrente sanguínea.

Certos grupos de crianças são mais suscetíveis de obter a doença. Estes incluem o seguinte:

1-   Os bebês, especialmente aqueles com menos de dois meses de idade (porque seus sistemas imunológicos não estão bem desenvolvidos, as bactérias podem entrar na corrente sanguínea mais facilmente.)

2-    As crianças com sinusites recorrentes

3-  Crianças com graves recentes lesões na cabeça e fraturas no crânio ou que tiveram uma cirurgia no cérebro

Com diagnóstico e tratamento imediato, sete em cada 10 crianças  diagnosticadas com meningite bacteriana recuperam sem complicações. No entanto, tenha em mente que a meningite é uma doença potencialmente fatal, e em cerca de 2 em cada 10 casos, pode levar a problemas graves do sistema nervoso, surdez, convulsões, paralisia dos braços e perna, ou dificuldades de aprendizagem. Porque meningite progride rapidamente, deve ser detectada precocemente e tratada de forma agressiva.

Alguns tipos de meningite bacteriana podem ser prevenidas com vacinas:

1-   Hib (Haemophilus influenzae tipo b) – Esta que era a principal causa de meningite bacteriana entre as crianças antes que esta imunização se tornou disponível. A vacina é administrada por injeção para as crianças em dois meses, quatro meses, e seis meses, e depois novamente entre doze e quinze meses de idade

2-   Vacina Pneumocócica – Esta vacina é eficaz na prevenção de muitas infecções graves causadas por bactérias, incluindo a meningite pneumococo, bem como a bacteremia (infecção da corrente sanguínea) e pneumonia. Recomenda-se a partir de dois meses de idade, com doses adicionais de quatro, seis, e entre doze e quinze meses de idade. Algumas crianças que têm uma maior susceptibilidade a infecções graves (essas crianças de alto risco incluem aqueles com sistemas de funcionamento anormal do sistema imunológico, doença falciforme, determinados problemas renais e outras condições crônicas) pode receber uma vacina pneumocócica adicional entre as idades de dois e cinco anos.

3-   Vacina Meningocócica – é dada nas crianças a partir dos 3 meses de vida.

Veja o calendário Vacinal de 2014 para conferir com as vacinas que seu filho já tomou.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Cuidados com o Bebê e Crianças: nascimento até a idade 5, 6 ª Edição (Copyright © 2015 Academia Americana de Pediatria)

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Categorias: Saúde da Criança

pedrinho

Como o menino descobriu e se apaixonou pela natureza

Era uma vez Pedrinho, um garoto agitado e hiperativo que não obedecia aos pais. Teimoso, fazia tudo que queria e quando queria por vontade própria. Na escola ele tirava boas notas sem muito esforço, mas na vida ele não se preocupava muito com a natureza e os animais. Todos na escola e na família já o chamavam de “Pedrinho, o destruidor da natureza”. Esse apelido pegou e nem precisou de muito. Em pouco tempo todos já sabiam de seus feitos. Pedrinho não gostava de animais em geral, diferente de outras crianças, nunca quis ter um cachorro ou outro animal de estimação que o fizesse companhia, odiava insetos e animais rastejantes que aparecessem na sua frente, os pássaros também não agradavam e ele já chegou a ser pego brincando de estilingue e caçando pássaros nas redondezas, o que lhe rendeu um castigo e tanto.

Essas atitudes preocupavam muito seus pais e professores da escola, ninguém entendia esse desinteresse e desgosto por animais. Perto de sua casa havia um bosque com muitas árvores, mas como estava sempre repleto de folhas não se podia enxergar de longe o que tinha lá dentro. Pedro voltava da escola a pé todos os dias por ser mais ou menos perto de sua casa e o bosque era um atalho para chegar mais rápido, mas como ele evitava qualquer contato com a natureza e os animais ele sempre preferia fazer o caminho mais longo contornando o bosque. Porém, certo dia, seus pais ligaram na escola pedindo para que Pedro viesse mais cedo naquele dia, pois tinham um compromisso muito importante e não podiam se atrasar. Preocupado em ganhar outro castigo e perder todos os privilégios (como assistir televisão e jogar videogame, coisas que adorava), preferiu ir por dentro da mata.

Assim que deu o primeiro passo lá dentro começou a tremer de medo. Ninguém sabia disso, mas Pedrinho achava que aquelas árvores imensas podiam sugá-lo e que os animais podiam machucá-lo com algum super poder de voo ou rastejante e, por isso, se defendia por antecipação e afastava tudo ligado à natureza. Mas, nesse dia foi diferente. O menino respirou fundo, contou até 10 e cheio de coragem entrou no bosque. Lá ele se deparou com uma encantadora fauna e flora, muitas flores e plantas de todas as espécies, borboletas coloridas que voavam ao seu redor e outros insetos carismáticos. Um lago com sapos sorridentes chamou sua atenção. Cachorros e gatos também apareceram para lhe fazer companhia e aquele passeio que parecia ser um desastre se tornou um divertido passeio, os animais o ajudaram inclusive a chegar mais rápido do outro lado, guiando seu caminho. Os animais e a natureza pareciam conversar com Pedro e, depois daquele dia, ninguém entendeu porque nem como, mas ele ia ao bosque todos os dias e passava horas lá, apenas admirando a natureza e sua grandiosidade.

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A bronquiolite é uma infecção que faz com que os pequenos tubos respiratórios dos pulmões (bronquíolos) inflamem. Isto bloqueia o fluxo de ar através dos pulmões, tornando-se difícil respirar. Ocorre mais frequentemente em crianças porque suas vias aéreas são menores e bloqueiam com mais facilidade do que em crianças mais velhas. Bronquiolite não é a mesma coisa que a bronquite, que é uma inflamação das vias aéreas maiores e mais centrais que normalmente provoca problemas em crianças maiores e adultos.

Bronquiolite é causada por um de vários vírus respiratórios, tais como a gripe, o vírus sincicial respiratório (VSR), influenza e metapneumovirus humano. Outros vírus também podem causar bronquiolite.

Crianças com infecção pelo VSR são mais propensas a ter bronquiolite com chiado e dificuldade para respirar. A maioria dos adultos e muitas crianças com infecção por VSR só tem um resfriado. RSV é transmitido pelo contato com o muco de uma pessoa infectada ou saliva (gotículas respiratórias produzidas durante a tosse). Ele muitas vezes se espalha através das famílias e creches.

Nos estágios iniciais de uma infecção respiratória, você pode ajudar a aliviar os sintomas gripais do seu filho. Sucção suave do nariz e lavagem com soro pode ser útil. Você não deve usar medicamentos, pois podem causar efeitos colaterais e não são eficazes para a criança.

Vaporizador não tem sido mostrado para ser útil. Mas inaladores podem ser usado para aliviar os sintomas. Consulte o seu pediatra imediatamente se o bebê ou a criança:

1-        Tem dificuldades respiratórias

2-        É mais jovem do que 2 ou 3 meses e tem febre

3-        Mostra sinais de desidratação, como boca seca, choro sem lágrimas, e urinar com menos frequência

O seu pediatra pode solicitar exames laboratoriais de amostras provenientes do nariz e da garganta de seu filho para ver se VSR ou outro vírus está presente. O vírus pode ser cultivado em culturas especiais, ou partes do vírus podem ser identificados por testes rápidos.

Não há tratamento eficaz para a VSR ou outros vírus (exceto influenza). É necessário observar se não ocorre agravamento. Se ocorrer piora, você deve levar ao serviço médico, pois crianças com bronquiolite pode ter de ser hospitalizada para tratamento com oxigênio. Se o seu filho é incapaz de beber por causa da respiração rápida, ele pode precisar de receber fluidos intravenosos. Em raras ocasiões, os bebês infectados vai precisar de um respirador para ajudá-los a respirar ou ter uma internação em UTI.

A maioria das crianças com infecções virais estão bem no seu caminho para a recuperação em cerca de uma semana, e quase todos se recuperar totalmente. Quase todas as crianças são infectadas com VSR, pelo

menos, uma vez até os 2 anos de idade, e uma recorrência leve da infecção durante toda a vida é comum. Conforme a criança cresce, as infecções virais se tornam menos grave do que quando eram crianças e geralmente são difíceis de distinguir de um resfriado.

Estas infecções podem tornar as condições respiratórias crônicas graves. Crianças com doença cardíaca congênita pode ter um caso mais grave de VSR. Algumas crianças necessitam de hospitalização, e alguns vão precisar de cuidados intensivos.

Seu filho deve evitar contato próximo com outras crianças e adultos que estão infectadas com o vírus. Em creches, boas práticas de higiene devem ser usados pela equipe e as crianças, incluindo frequente e completa a lavagem das mãos.

Palivizumab é um anticorpo que se pode reduzir o risco de infecção por RSV. Ele é dado como uma injeção intramuscular uma vez por mês para crianças que estão em maior risco de doença grave causada por VSR. Estes incluem muito prematuros e alguns bebês com doença pulmonar crônica.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte:  Bronquiolite e seu jovem Brochura Criança (Copyright © 2005 Academia Americana de Pediatria, Atualizado 7/2014)

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Aí você lê esse título e acha que eu fui a alguma final de campeonato.

Não.

Pensa que me meti a ser ativista em algum movimento sem medo de nada.

Não.

Então de onde raios saiu essa violência toda, pergunta a querida leitora.

E eu respondo:

Do comportamento louco que agora habita a rotina do loirinho fofinho que chamo de filho.

Simples.

Sofri (oh! vida!) tanto em vê-lo sendo aquele que apanha, que perde o brinquedo, que não revida… que no mínimo, fui castigada.

Dramas a parte, sei que é fase.

Fui avisada pela Querida Psicóloga que ele estaria soltando “alguns monstros” nos próximos capítulos e assim foi.

Agora Isaac é encrenqueiro.

Daqueles que vão pra cima até dos meninos maiores.

Eu fico de longe deixando ele aprender algo com isso, mas me enfio no meio quando acho que devo:

 

- Mas eles me chamaram de tampinha mamãe….

 

- Ok. Você está certíssimo em se defender. Mas a mamãe veio porque “brincadeira de mão” não dá muito certo.

 

(eu é que não ia deixar dois marmanjinhos de 8 anos judiarem do meu filho, certo?)

 

Mas existem outras situações também. Ele não é vitima.

Fomos passear ontem numa praça pública, cheia de equipamentos para ginástica.

Logo Isaac ganhou uma fã (uma menininha de dois anos) que o seguia por onde ele fosse.

E tão logo quanto, a fã ganhou cara feia e um apertão daqueles.

Daqueles com raiva, pra doer.

E lá fomos nós, procurar um meio termo e salvar a pequena desconhecida (e que um dia vai dar uma fora nele na balada, certeza):

 

- Mas ela está me seguindo.

 

- E você não sabe pedir pra ela parar?

 

Embicou e calou.

Em casa retomamos um pouco a questão.

E vamos convivendo com a necessidade de ensinar quando e como usar essa raiva que ele libera agora.

Não é fácil.

Ainda mais quando nos tornamos alvos também.

Isaac tentou me bater e não ficou feliz com as consequências.

Agora ele não faz mais isso.

Ele urra, berra, e me xinga numa língua que só ele entende.

Eu vou aprendendo.

E tentando.

Muito.

Carol Garcia

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