pedra nos rins

Quando falamos em pedra nos rins, raramente associamos a uma doença em crianças, mas ela existe e não é tão rara assim.

Pedras nos rins são concreções duras dos minerais e outros elementos normalmente encontrados na urina. A pedra forma-se primeiramente no rim, antes de passar para os tubos de ligação entre o rim e a bexiga. Raramente, pode formar pedras na bexiga.

Enquanto pedras nos rins podem ocorrer em qualquer idade, mesmo em recém-nascidos prematuros, a maioria ocorre em adolescentes, sendo que a maior incidência está entre as meninas adolescentes.

Existem muitos tipos de pedras renais em crianças, mas o mais comum contém cálcio em associação com outros materiais. As pedras variam em tamanho a partir de uma fracção de uma polegada de vários centímetros, com a maior parte ao redor de 0,5 a 1 cm de tamanho.

Na maior parte das crianças e adolescentes, pedras nos rins são devidos à dieta e / ou a quantidade de fluido das bebidas. Em algumas crianças, no entanto, acontece por conta de:

1-      Problema herdado (genético)

2-      A obstrução do fluxo de urina

3-      Infecção renal

O sinal mais comum de pedra nos rins em crianças mais velhas e adolescentes é o início súbito de dor nas costas ou de lado. A dor geralmente é constante e intensa, e muitas vezes provoca náuseas e vômitos. Esta dor pode se encaminhar para a área da virilha a medida que a pedra passa para baixo do trato urinário. Na maioria das vezes, isso faz com que o sangue apareça na urina. Algumas vezes as pedras nos rins só são detectadas por meio de exame de sangue, outras vezes é possível ver a olho nu.

As crianças com pedras nos rins são geralmente incapazes de dizer exatamente onde está a dor e só se queixam de que sua barriga dói. Há crianças que não sentem dor e o diagnóstico só é percebido durante avaliação médica.

Embora a localização e intensidade da dor e a presença de sangue na urina sejam sugestivos de uma pedra de rim, o diagnóstico baseia-se em encontrar uma pedra no trato urinário por um raio-X ou ultra-som. Por vezes, o diagnóstico é feito por meio da captação da pedra na urina depois de ter sido passado.

Muitas pedras podem ser vistas com um raio-x simples de abdômen ou com um ultra-som dos rins. A tomografia computadorizada pode mostrar as menores pedras, mas expõe a criança a mais radiação. Se você ou o seu médico suspeitarem que seu filho tenha uma pedra no rim, ele ou ela pode ajudá-lo a decidir o método necessário, a fim de fazer um diagnóstico.

Uma vez que uma pedra é descoberta, o objetivo inicial é ajudar seu filho a passar pelo problema e um dos primeiros atos do tratamento é incentivar a ingestão de grandes quantidades de água e outros fluidos. Em certo sentido, eles estão tentando “eliminá-la.” Se o seu filho não consegue urinar por causa da dor e náuseas, pode ser necessário que a urina seja incentivada por meio de uma infusão de soro na veia. Muitas vezes, a medicação é dada para ajudar a reduzir a dor.

Pedras maiores do que um centímetro podem exigir cirurgia ou litotripsia para removê-las. A Litotripsia usa uma máquina especial para enviar ondas sonoras cujo objetivo é para esmagar a pedra em pedaços muito pequenos que podem ser passados ​​para baixo do trato urinário. Embora possa parecer assustador, é bastante seguro e não danifica os rins. A Litotripsia pode ser feita até mesmo em crianças pequenas, ainda que para isso elas precisem tomar anestesia e adormecer.

O melhor tratamento é a prevenção de novas pedras. Todas as crianças com pedras nos rins devem:

1-      Beber muito líquido ao longo do dia

2-      Limitar os sais minerais em sua dieta

3-      Limitar a quantidade de sódio ou refrigerantes que consomem

O seu médico pode pedir-lhe para recolher toda a urina do seu filho por um período de 24 horas com o objetivo de testar por fatores específicos que podem predispor a criança a pedras nos rins. Com esta informação, o médico vai entender melhor por que seu filho adquiriu uma pedra e ser capaz de fazer recomendações dietéticas específicas ou prescrever certos medicamentos para ajudar a prevenir a formação de novas pedras. Seu médico também pode recomendar que o seu filho consulte um nefrologista pediátrico ou urologista que tem experiência no tratamento de crianças com pedras nos rins.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte Academia Americana de Pediatria (Copyright © 2012)

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Saúde da Criança

blog bebe entende

Será que meu bebê me entende? Será que interpreto corretamente meu bebê?

Humanos são seres sociais e de comunicação. Até mesmo o recém nascido tem uma pré-disposição inata para a sociabilidade. Mas como ela é desenvolvida? Por meio das interações! Quando os bebês começam a perceber, compreender e reagir ao ambiente e às pessoas ao seu redor. Os meios de interação social são as emoções. Suas expressões são o código vital de comunicação. Na medida em que o bebê se desenvolve, entram em campo então os dois lados, as emoções do bebê que passam a ser mais fáceis de ser entendidas pelas pessoas a seu redor, bem como ele passa a compreender melhor as expressões emocionais dos outros. Um choro, uma careta, um sorriso, são sinais significativos que vão sendo interpretados pelos adultos, num processo de troca e conhecimento.

A aflição é a primeira emoção do recém-nascido, demonstrada facilmente pelo choro de fome, dor, incomodo. Um barulho, um desconforto físico, um susto, levam o bebê a pedir socorro por meio de seu choro, alertando os responsáveis a conceder conforto, proteção e segurança. A sensibilidade à tristeza também é uma emoção vivida logo no início da vida, começando a ser sentida entre um e três meses. Essas são muitas vezes repostas à seus cuidadores quando estão tristes ou deprimidos e são expressas pela agitação do bebê ou desvio do seu olhar. O prazer é outra emoção logo experienciada com um pequeno sorriso em resposta a um som tranquilizador, uma barriguinha cheia. À medida em que começa a crescer, as emoções infantis tornam-se ainda mais diferenciadas, especialmente entre seis e nove meses.

Por volta dos cinco meses, os bebês já começam a associar significados emocionais a determinadas expressões faciais, passando a lê-las. Eles começam a perceber as diferenças entre o sorriso de felicidade, a manifestação de insatisfação, os diferentes tons de voz empregados, começando a discernir o agrado do desagrado. Já por volta dos seis meses eles passam a utilizar das referencias sociais, examinando as expressões das pessoas à sua volta. Um olhar de tranquilização, de alarme, de susto, uma advertência, tudo isso passa a ganhar o sentido de bússola para o bebê, dando informações a ele de como agir em eventos pouco familiares ou ambíguos. Desta forma, o ambiente em que ele está inserido passa também a fazer parte de toda a sua formação enquanto ser humano. Um ambiente tranqüilo, com pessoas que não se sobressaltam por qualquer motivo, fará com que o bebê passe a reagir de forma mais calma nas diversas situações, ao passo que outro cercado por pessoas menos tranquilas, ou inseguras, fará com que ele reaja com mais sobressaltos às diversas situações.

Quando o bebê passa engatinhar, por volta dos nove meses, um novo mundo se abre para ele e as referências sociais tornam-se mais distintas e importantes. Isso se amplia mais ainda quando ela começa a andar. Entre nove e quinze meses podemos perceber o quanto a criança já acompanha as expressões e os gestos dos adultos (normalmente representados pelos pais, que costumam ser os mais próximos), depois compartilham com interesse as experiências emocionais mútuas, até estarem aptas a iniciar o processo de interação utilizando suas próprias palavras e gestos.

Com o desenvolvimento vêem as mudanças nas emoções, que tornam-se mais evidentes com o medo e a ansiedade. À medida em que amadurecem as crianças vão se tornando mais receosas. A angústia de estranhos costuma começar por volta dos seis meses, atingindo o auge de sua expressão entre dez e quatorze meses. Outra reação que costuma surgir nessa fase é a angústia de separação, o medo de ser abandonado pela mãe, atingindo o seu pico aos quatorze meses, quando costuma diminuir.

Então podemos dizer sim, nosso bebê nos entende, percebe nossas expressões de emoção. Não em termos de palavras ou significados, mas pela nossa janela social, desenvolvendo dessa forma a interação social. Assim como nós também podemos compreendê-los, lendo cada vez melhor suas expressões emocionais. É um conhecimento que vai se desenvolvendo pela troca, não de forma clara e imediata, mas construída e observada. Podemos não ter certeza se o choro é de tristeza ou de outra fonte, mas conseguimos entender que esse bebê (que tiver tido suas necessidades sempre supridas ao chorar) está demonstrando uma insatisfação que cabe a nós desfazer, por exemplo.

OBS: As fases descritas são apenas referências orientadoras, não sendo uma regra geral. Como sabemos, cada bebê e cada criança tem o seu grau e ritmo de desenvolvimento, podendo variar bastante de acordo com os meses acima apontados.

Fonte: BERGER, Kathleen Stassen. O Desenvolvimento da Pessoa – Da Infância à Terceira Idade. Rio de Janeiro; LTC Editora, 2003

 

assinatura_leticia

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Desenvolvimento e Comportamento Infantil

gripe

É a estação da gripe e dos resfriados. Os pronto atendimentos dos hospitais ficam cheios, as filas são demoradas e o mau humor toma conta das pessoas, principalmente dos acompanhantes de crianças.

O Pronto Socorro do Hospital Infantil Sabará, um dos maiores do Brasil em pediatria, nesta época do ano chega a atender de 12 a 13 mil crianças por mês, quase o dobro de janeiro e dezembro, os meses de menor movimento. Boa parte destas crianças têm doenças de trato respiratório, como gripe, resfriados, pneumonias ou bronquites.

 

A gripe sazonal ainda está ativa no Brasil nesta época de outono e inverno. O vírus da gripe pode se espalhar facilmente de uma pessoa para outra, causando doenças graves que podem resultar em hospitalização ou morte. Sempre que as crianças estão juntas, como nas escolas, berçários e creches, há ainda mais de uma chance de propagação da doença.

 

Começa então a temporada para adquirir a vacina contra gripe. Para reduzir o risco de adoecer com a gripe, prestadores de cuidados infantis e de todas as crianças que estão sendo cuidadas devem receber todas as vacinas recomendadas, incluindo a vacina contra a gripe. A melhor maneira de proteger contra a gripe é tomar a vacina todos os anos. Esta abordagem é extremamente importante e coloca a saúde e a segurança de todos no ambiente de cuidados de criança em primeiro lugar. A Vacina contra a gripe é recomendada para todos os 6 meses de idade ou mais, incluindo o pessoal que cuida das crianças.

 

Evitar a propagação de germes é outra medida importante. Uma vez que a gripe passa a circular, pode ser um desafio evitar a propagação dos germes. Alguns procedimentos podem ajudar:

1         – Lavar as mãos.

2         Limpar e higienizar brinquedos e cômodos.

 

Embora a vacina da gripe seja eficaz, alguns indivíduos podem desenvolver a gripe, apesar de ter recebido a imunização. Assim, durante a temporada de gripe, qualquer pessoa com uma doença respiratória aguda pode ter a gripe.

 

Qualquer criança com sintomas respiratórios (tosse, nariz escorrendo ou dor de garganta) e febre deve ser excluída do seu programa de cuidados infantis e ficar em casa. A criança pode retornar às aulas depois que a febre tenha se resolvido (sem o uso de medicamentos para baixar a febre).

Como se pode ver com medidas simples como a vacinação, lavagem das mãos e resguardo das crianças que estão com sintomas, pode-se controlar a principal causa da procura por Pronto Socorro nesta época. Se você tem contato com crianças, passe esta mensagem a seus cuidadores.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Doenças da Estação

odontologia para adolescentes

Você sabe o que é Odontohebiatria?

Odontohebiatria é a odontologia que cuida do adolescente, mas na verdade ela é a mesma odontologia praticada para qualquer pessoa, porém o que difere é essa pessoa que vai receber o tratamento e que está em uma fase de grandes mudanças tanto no aspecto físico, como biológico e emocional. O nome vem da deusa da juventude na mitologia grega: Hebe.

Segundo a Organização Mundial da Saúde a adolescência vai dos 10 aos 19 anos e é nessa fase que começa a puberdade, quando os meninos e as meninas começam a experimentar mudanças em seus comportamentos, com os hormônios entrando em ebulição. Mas as mudanças, apesar de comuns, não são tão fáceis de administrar. A conquista pela independência é diária, novas descobertas, a busca pela autoafirmação, os questionamentos, as dúvidas estão ali e acontecem a todo momento. Até por isso a adolescência é conhecida, talvez maldosamente ou impacientemente como “aborrescência”.

E por que isso acontece?

Sempre gostei de ler, desde menino eu lia tudo que me aparecia pela frente, até bula de remédio. Um dia, folheando uma revista de variedades, li uma frase atribuída ao grande mestre das artes, o gênio Pablo Picasso, ele dizia o seguinte:

- “Hoje ao completar 70 anos, acho que já sei metade do que eu pensava que sabia, quando eu tinha 17”.

Aos 17 anos a gente sabe de tudo, ou pensa que sabe, e isso repercute imensamente nos cuidados da saúde bucal. Mesmo o adolescente tendo um controle maior para o uso da escova e do fio dental é difícil convence-lo a usá-los. Aquela criança que escovávamos os dentes, controlávamos a alimentação já não existe mais.  Para alguns pais um alívio, mas para outros uma ruptura marcante. Lembra-se que após as refeições, antes de ir para cama você escovava os dentes do filhote? Agora ele nem quer que você chegue perto.

Sobre certo aspecto é muito bom que isso aconteça, ele vai desgrudando da barra da mãe e do pai e vai aprendendo a crescer, e uma adolescência saudável e feliz facilita o desenvolvimento de um adulto responsável. Contudo, no assunto saúde bucal essa fase traz uma série de complexidades, as quais precisamos estar atentos.

Na adolescência irrompem os pré-molares, os segundos molares permanentes e os dentes do siso. O uso de aparelhos ortodônticos também são bastante comuns. O risco de cáries pode ser aumentado devido a uma dieta alimentar desequilibrada, com muitos doces e refrigerantes. Os cuidados bucais, antes supervisionados pelos pais, agora estão nas mãos, nem sempre caprichosas, de jovens sedentos de informações, de diversão, mas que infelizmente não estão tão preocupados com a saúde bucal. Nesses tempos modernos ainda aparecem essas “pragas” como os piercings dentais e bucais, que para alguns podem ser bonitinhos, mas trazem riscos para a saúde geral.

Longe de ser uma criança, mas também distante da fase adulta, devemos reconhecer a importância dos cuidados bucais nos adolescentes. Nem sempre chamando a atenção, mas muitas vezes conversando e explicando a necessidade de uma boa dentição e sua repercussão para o futuro, podemos mais uma vez trazer nossos filhos para uma relação mais amistosa, sem confrontos e estimulá-los a cuidar dos dentes, sem prejuízo para o “tempo” que eles pensam estar perdendo. Com isso estaremos continuando sua formação e educação e conquistando mais sorrisos e adultos saudáveis.

assinatura-reynaldo-nova

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Saúde Bucal

 

vacina blog dia 15 de abril

Atualmente, todas as crianças são vacinadas e com isso doenças antigas foram quase erradicadas. Pólio, Sarampo, Coqueluche e Difteria, atualmente, são raras e muitas vezes os estudantes de medicina nem as conhecem a não ser nos livros. Podemos dizer que as vacinas estão entre as grandes descobertas e invenções da medicina do século XX.

O governo brasileiro fornece gratuitamente para todos os que quiserem a grande maioria das vacinas disponíveis no Mundo, e mais recentemente acrescentou vacinas contra o HPV. Esta é uma política inteligente não só para a saúde da população, mas também para o ponto vista econômico.

Uma nova análise econômica da vacinação infantil, mostra que a vacinação correta impedirá 42.000 mortes precoces e 20 milhões de casos de doenças, com uma economia de US $ 13,5 bilhões em custos diretos e 68.800 milhões dólares no total de custos sociais em um único grupo.

Os dados são do estudo ” Avaliação Econômica do Programa de Imunização de rotina da infância nos Estados Unidos, de 2009″ que foi publicado em abril 2014 na revista Pediatrics.  A análise utilizou como base populacional e cobertura de vacinação, dados de eficácia da vacina, dados históricos sobre a incidência da doença antes da vacinação e os dados de incidência da doença após a vacinação, para calcular o impacto econômico que aconteceria se todas as crianças nascidas em 2009 fossem vacinadas nos EUA.

O estudo atualiza uma análise prévia que foi publicada em 2005. Os pesquisadores concluem que a partir de uma perspectiva social, a economia média por cada dólar gasto com vacinação é de pelo menos US $ 10.

De acordo com os autores do estudo, “as vacinas atualmente recomendadas para crianças pequenas representam não só uma grande vitória da saúde pública em termos de prevenção de doenças, mas também um excelente ‘investimento’ de saúde pública em termos de dólares e centavos.”

Como se vê, com planejamento e boa vontade dos governantes podemos fazer verdadeiros milagres na saúde pública e financeira do país.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: ” Avaliação Econômica do Programa de Imunização de rotina infância nos Estados Unidos, de 2009 , “Peditrics – março 2014

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Desenvolvimento e Comportamento Infantil

blog dormir a noite inteira dia 14 de abril

As mães sempre perguntam ao pediatra quando, finalmente, vão poder dormir a noite toda. Os bebês saudáveis e que estão crescendo normalmente não precisam ser despertados para comer durante a noite. Portanto, não precisa acordar seu pequeno a noite se ele estiver nos seguintes processos:

1-     Crescendo e ganhando peso de forma constante.

2-     Alimentando-se bem de 8 a 12 vezes por dia.

3-     Urinando normalmente com, pelo menos, quatro micções por dia.

4-     Ter pelo menos 3 evacuações normais por dia. A maioria dos bebês têm movimentos intestinais mais frequentes durante a amamentação.

Maneiras concretas para ajudar recém-nascidos a dormir:

 Ajude-o a adormecer com calma, como o balanço suave, (chupar um dedo ou mão, ou de sucção não nutritiva no peito pode ajudar mas não é recomendado). No entanto, nunca coloque seu bebê no berço sem fazer a higiene da boca, após a amamentação. O açúcar natural em muitos líquidos promove o crescimento de bactérias que causam a cárie dentária, e o efeito é especialmente grave quando o resíduo açucarado permanece na boca durante toda a noite. Isso pode resultar em cárie de mamadeira. Líquido, até mesmo água, acumulando na boca também pode ocasionar refluxo por meio das trompas de Eustáquio (pequeno canal entre a garganta e o ouvido). Isso pode criar condições que favoreçam o desenvolvimento de infecções de ouvido.

Conceda total atenção enquanto seu pequeno estiver acordado. Especialmente quando são recém nascidos. Os bebês precisam de ajuda para se sentirem calmos e seguros. Segurar o seu bebê para ajudá-lo a sentir-se seguro não é um comportamento errôneo.

Preste atenção aos sinais de sono e cansaço que o bebê apresenta. Ao perceber os sinais que seu bebê apresenta desde cedo você também vai ter a oportunidade de ajudá-lo a adormecer antes que ele esteja totalmente cansado. Estes sinais se tornarão mais fáceis de identificar e na medida que você vai conhecendo o seu filho as coisas vão se tornando mais fáceis na hora do adormecer.

A orientação é para atender às necessidades do seu bebê desde cedo, de modo que ele vai ser mais capaz de regular seus ciclos de sono e emoções.

O que realmente significa ser um “bom dorminhoco”

É importante para os pais, cuidadores, famílias e amigos entenderem que nessa idade, mesmo com sono profundo uma criança acorda com frequência, mas pode voltar a dormir com facilidade.

Despertar frequentemente é normal e de forma apropriada permite que o bebê acorde quando está com fome ou pode não estar recebendo oxigênio suficiente ou estar com problemas respiratórios. O sono imperturbável nesta idade não é comum.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte;  Sono: O que cada pai precisa saber (Copyright © 2013 Academia Americana de Pediatria)

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Desenvolvimento e Comportamento Infantil

nutrição infantil 15 de abril

Há muito tempo sabe-se que as crianças precisam comer e se alimentar bem para serem saudáveis. Nos últimos anos, com o desenvolvimento da neurociência, isto se confirmou com bases científicas irrefutáveis. No governo brasileiro, em todos os níveis, há uma preocupação com isto e desde o Programa Fome Zero, a nutrição ficou em evidência.

A Fundação José Luiz Egydio Setúbal, tem em seu braço de ensino e pesquisa, o Instituto Pensi, na qual uma das áreas desenvolvidas está um Núcleo de Nutrição e Metabolismo, que neste ano iniciou um projeto de pesquisa em Dificuldades Alimentares com o Professor Mauro Fisberg.

Como Fundação, nossa preocupação social está em fazer pesquisas que possam ser utilizadas nas políticas públicas dos governantes. E isto fica evidente no projeto desenvolvido nos EUA com a populações de baixa renda e publicado na revista Pediatrics de março. São exemplos como este que esperamos desenvolver.

O objetivo do maior programa de assistência nutricional federal do governo americano, o Programa de Assistência Suplementar de Nutrição (SNAP), é reduzir a fome e melhorar a vida das pessoas de baixa renda e famílias, particularmente as desfavorecidas com crianças.

No Programa de Assistência Suplementar de Nutrição, os pesquisadores entrevistaram 3.000 famílias com crianças participantes e fez uma análise transversal comparando famílias que recentemente aderiram ao programa e famílias que participaram durante 6 meses.

Eles também realizaram uma pesquisa longitudinal comparando novas famílias SNAP e as mesmas famílias 6 meses mais tarde. Descobriu-se que as crianças das famílias que participaram do Programa por 6 meses experimentaram melhorias substanciais na segurança alimentar e apresentaram, aproximadamente, 36% menos probabilidade de estar em situação de insegurança alimentar, em ambas as amostras. Na análise transversal apenas, o Programa foi associado com uma redução na probabilidade de as crianças em situação de insegurança alimentar grave (conhecida como a segurança alimentar muito baixa).

Os autores concluem que o Programa reduz a insegurança alimentar da criança, e desempenha um papel vital na melhoria da saúde e bem-estar das crianças de baixa renda por meio da prestação de benefícios a serem gastos em alimentos.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: ” Participação de Assistência Suplementar Nutrição Programa Criança e Segurança Alimentar” Pediatrics de março  de 2014

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Nutrição Infantil

ALERGIAS--644x362

 

Anafilaxia é uma reação alérgica aguda, com risco de morte, que pode afetar todo o corpo geralmente é provocada por algo ingerido ou injetado. É uma EMERGÊNCIA médica!

Em um primeiro contato com um alérgeno, por exemplo, uma picada de abelha, a pessoa alérgica pode desenvolver um tipo particular de anticorpo conhecido como imunoglobulina E (ou IgE). A reação alérgica generalizada que se segue é chamada anafilaxia. O corpo todo é envolvido. As reações podem ser leves, e só envolver a pele (urticária ou vergões, vermelhidão da pele e coceira generalizada), ou graves (falta de ar e / ou perda de consciência, com perda de pressão arterial).

SINTOMAS

Os sintomas aparecem em alguns minutos após um encontro com um alérgeno, e geralmente atingem maior gravidade em até 30 minutos. Por vezes, pode haver uma segunda fase de reação, 1 a 8 horas após o início.

Quais são os sintomas mais frequentes, podem iniciar juntos ou em sequencia:

  • Coceira nos lábios, língua, palato e pele.
  • Inchaço nos lábios, língua, pálpebras e garganta.
  • Coceira e lacrimejamento nos olhos.
  • Manchas ou placas vermelhas na pele (urticária)
  • Aumento da frequência cardíaca.
  • Cólicas abdominais, náuseas, vômitos, diarreia.
  • Dificuldade em respirar devido ao inchaço na garganta, chiado e asma.
  • Sensação de morte iminente.
  • Colapso, perda de consciência, fraqueza e mal-estar causado por uma queda da pressão arterial.

 

CAUSAS

Em teoria, qualquer proteína é capaz de causar anafilaxia. Entretanto, dentre as causas principais estão os alimentos, medicamentos, veneno de insetos e látex.

Alimentos: cerca de 6% das crianças sofrem de alergias alimentares, algumas com anafilaxia. Os alimentos mais comumente implicados são:

  • Leite (de vaca, de cabra).
  • Frutos secos: amendoim, nozes, avelã, castanha, amêndoa.
  • Ovos.
  • Peixes e mariscos (camarão, caranguejo, lagosta, ostra, vieiras).
  • Sementes (gergelim, mostarda), frutas, legumes.
  • Pólen: ambrósia, grama ou pólen de árvores. Em alguns casos, as pessoas suscetíveis à anafilaxia podem sofrer da “Síndrome da alergia oral”, na qual ocorre intensa coceira na boca e garganta, com ou sem inchaço na face, causada pela ingestão de certos alimentos derivados de plantas. Isto é devido a estreita relação entre proteínas encontradas em ambos os pólens e os alimentos. Exemplos específicos destes tipos de associações são:
    • Pólen de bétula: maçãs, batatas cruas, cenouras, aipo e avelãs.
    • Artemísia pólen: aipo, maçã, amendoim e kiwi.
    • Pólen ambrósia: melancia, melão e bananas.
    • Látex: banana, abacate, kiwi, castanha e mamão

Antibióticos e outros medicamentos:

  • Antibióticos: Penicilinas e cefalosporinas.  Ocorrem com maior frequência se usado injetado e menos por via oral. As reações alérgicas ocorrem em 1 a 5% dos tratamentos com penicilinas e 20% destas são do tipo anafilático.
  • Relaxantes musculares e narcóticos usados ​​em anestesia.
  • Anti-inflamatórios.
  • Contrastes radiológicos: causam reações alérgicas em cerca de 5% dos pacientes.
  • Produtos derivados do sangue (transfusões).

 

Insetos

  • Veneno de abelha, vespa, marimbondos e formiga de fogo (contêm enzimas que são capazes de causar anafilaxia).

Látex

  • Materiais e equipamentos de uso em procedimentos médicos e dentários: luvas, cateteres e sondas. Os profissionais da saúde podem desenvolver alergia ocupacional através do uso frequente de luvas de látex, especialmente as que contêm pó.
  • Materiais de uso cotidiano, por exemplo, em balões de festa, luvas para limpeza doméstica, preservativos, elásticos e brinquedos de borracha.

 

Produtos químicos

  • Sulfitos: conservantes adicionados a alimentos, bebidas e medicamentos para impedir a deterioração podem raramente causar anafilaxia em pessoas susceptíveis.

TRATAMENTO

O tratamento deve ser o mais precoce possível, assim que ocorrem os primeiros sintomas, para evitar a progressão do quadro. Quanto mais cedo o ataque é tratado, menos grave será.

Aos pacientes com este diagnóstico, recomenda-se que ele sempre carregue um kit de injeção de epinefrina, que deve ser administrada no músculo imediatamente, enquanto se aguarda o socorro. Se não houver melhora após alguns minutos, deve ser dada uma segunda injeção. Em nosso país não há registro deste medicamento para auto-aplicação, o que dificulta a rapidez do tratamento e, neste caso, torna-se imperativo o socorro médico imediato.

Mesmo quando há uma boa resposta à injeção de epinefrina, o paciente deve ser transferido para o hospital para observação, por causa do risco de uma segunda fase de ataque anafilaxia. O tratamento no hospital pode envolver o uso de outras drogas como anti-histamínicos e corticoides, além da adrenalina e soro intravenoso.

 PREVENÇÃO

Um indivíduo que tenha sofrido um ataque de anafilaxia deve ser encaminhado ao especialista para identificar a causa da reação. O alergista é o profissional responsável por indicar o exame apropriado para identificar os anticorpos responsáveis pela alergia presentes no corpo e, portanto, definir qual é o provável alérgeno provável responsável pela anafilaxia. Os pacientes em risco deverão utilizar um bracelete ou outra identificação de alerta médico detalhando as alergias conhecidas. Isso auxiliará o socorro, durante um possível ataque. Em casa, trabalho e escola, as pessoas que convivem com o paciente devem ser alertados para o problema do paciente, e orientadas sobre o que fazer em caso de emergência.

Conselhos para prevenção alergia a alimentos

  • O aleitamento materno é a melhor opção para prevenção da alergia ao leite de vaca.
  • Observe com cuidado os rótulos dos alimentos, existem muitos alimentos processados que “escondem” alérgenos alimentares. Por exemplo, amendoim em sorvete e proteína do leite de vaca em fast food. Existe uma campanha nacional para conscientização sobre a necessidade da rotulagem adequada dos alimentos e produtos.
  • Se seu filho é alérgico a algum alimento, certifique-se que os professores e supervisores de refeições na escola estão cientes.
  • Refeições fora de casa: consulte os ingredientes utilizados com o garçom ou chef.
  • Consulte uma nutricionista que pode ajudar na orientação de uma dieta que substitua os alérgenos alimentares.

Conselhos para prevenção de picadas de inseto

  • Mantenha-se afastado de áreas onde os insetos constroem ou têm seus ninhos,
  • Tenha cuidado ao escolher frutos maduros ou quando essa fruta está no chão debaixo de uma árvore.
  • Mantenha sempre os alimentos cobertos e limpe as áreas para refeição ao ar livre (churrasqueira) e lixeiras.
  • Não use perfume, roupas de cores florais e brilhantes.
  • Mantenha um spray inseticida no carro.
  • Usar sapatos fechados ao ar livre e não andar descalço
  • Não use roupas folgadas que possam aprisionar os insetos .

Conselhos para prevenção de reações a medicamentos

  • Informe aos médicos, dentistas e outros profissionais da saúde sobre sua alergia.
  • Verifique a bula de medicamentos para gripes e resfriados que podem conter substância à qual você é alérgico.

Conselhos para evitar reações de látex

  • Evitar o contato com produtos de látex natural. Existe uma campanha nacional para obrigar a rotulagem dos materiais que contém látex natural.
  • Informar médicos, dentista e outros profissionais de saúde, familiares, empregadores e funcionários da escola sobre a alergia.
  • Use produtos sintéticos em vez de produtos de látex natural.
  • Evite o uso de luvas de látex com pó para evitar a inalação de proteínas do látex.
  • Em caso de reação cruzada, evitar alimentos que contêm as mesmas proteínas alergênicas do látex como: abacate, banana, kiwi, mandioca e castanhas.

 

Fonte: Fatima Rodrigues Fernandes

Diretora Executiva do Instituto Pensi – Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil

1 Comentário - Participe!
Categorias: Saúde da Criança

mame logueira - dia 11 de abril

- Mamãe, veja bem, eu não quelo ir passear.

- Gosto. Pincipalmente aquela parte do Duende Verde.

- Realmente você não gosta mais de mim.

- Estava aqui pensando…

- Aliás, você disse que íamos ao shopping.

- Gosto de suco, polém, água mata a minha sede melhor.

- Que tal pegar um cineminha?!?!

- Mãe, você topa uma piscininha?

- Não é nada legal esse castigo.

- Eu sou um super podeloso herói intergalático!!!!

- Nananinanão! Tá pensando o quê dessa vida, hein?

- Quando chegar em casa eu vou te apertar até fazer suco de mamãe.

- Eu fiz pintula hoje, mas isso não intelessa muito.

- O que você fez hoje? (eu respondo) Intelessante….

- Posso assistir mais um pouco? Só 5 minutinhos? E 10? Meia horinha???

- Vou alí fazer xixi. MAS TEM QUE SER SO-ZI-NHO.

(Isaac, aos 4 e pouquinhos)

….

 

Carol Garcia

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Mamãe Blogueira

criança comendo - blog dia 10 de abril

Os pais estão interessados na saúde dos filhos. O papel dos pais é o de fornecer alimentos saudáveis ​​em porções apropriadas, e o papel do  filho é decidir o quanto comer. É por isso que é importante, para compreender este processo de evolução alimentícia, como fornecer escolhas saudáveis.

Leia estas informações da Academia Americana de Pediatria sobre como fazer escolhas saudáveis. Se você tiver perguntas específicas sobre nutrição do seu filho, converse com o médico ou um nutricionista.

 Para começar:

1-     Adaptar as porções ao tamanho das crianças pode ajudá-las a aceitar novos alimentos. Duas dicas na hora de montar o prato:

  1. Sirva de um quarto a um terço da quantidade que um adulto costuma comer, ou uma colher de sopa de cada alimento para cada ano de idade da criança.
  2. Dar menos do que você acha que seu filho vai comer. Deixe-o pedir mais se ainda estiver com fome.

 

2-      Como eu sei quando o meu filho está comendo o suficiente?

As crianças comem quando estão com fome e geralmente param quando estão satisfeitas. Alguns pais se preocupam, pois as crianças parecem comer pequenas quantidades de comida, especialmente quando comparado com porções de adultos.

3-       Para verificar o padrão alimentar do seu filho, preste atenção às suas escolhas alimentares.

  1. Oferecer todos os grupos de alimentos em cada refeição. Certifique-se de que nenhum grupo de alimentos é deixado de fora. Se isso acontecer por alguns dias, não se preocupe. No entanto, a falta de um determinado alimento por um longo tempo pode prejudicar seu pequeno na ingestão de ingredientes necessários e indispensáveis.
  2. Incentive seu filho a comer uma variedade de alimentos dentro dos grupos de alimentos. Mesmo dentro de um grupo de alimentos, alimentos diferentes fornecem diferentes nutrientes. O melhor sinal de que uma criança come bem é o resultado do seu crescimento.

4-      Montando um prato saudável

Ao longo dos anos, diversas ferramentas foram criadas para fornecer orientações sobre o tipo e a quantidade de alimentos que os norte-americanos devem comer MyPlate (o novo ícone de alimentação saudável ​​que substituiu MyPyramid) recomenda o seguinte:

a-      Equilibrar as calorias. Aprecie a sua comida, mas coma menos. Evite porções muito grandes.

b-     Alimentos para comer sem pena: As frutas e legumes. Mude os lacticínios para o desnatado ou leite com baixo teor de gordura.

c-      Alimentos para reduzir. Compare o sódio em alimentos como sopa, pão e refeições congeladas ou semiprontas, e escolha os alimentos com números mais baixos. Beba água em vez de bebidas açucaradas como sucos ou refrigerantes.

Grupos de alimentos:

Há uma variedade de alimentos de cada grupo de alimentos (o que se segue é uma lista de exemplos de escolhas alimentares). A próxima vez que você fizer compras, experimente algo novo.

Importante: Não forneça às crianças menores de 4 anos alimentos sólidos e em grandes porções. Os seguintes alimentos causam riscos de asfixia: nozes e sementes; pedaços de carne ou queijo; cachorros-quentes; uvas inteiras; pedaços de frutas (como maçãs); pipoca; vegetais crus; doces e gomas de mascar. Manteiga de amendoim ou Nutella pode ser um risco de asfixia para crianças menores de 2 anos. Se o seu filho tem alergias alimentares com amendoim ou castanhas evite nozes e qualquer alimento que os contenha.

Grupos de alimentos

Grãos:  Alimentos de grãos são compostos de amidos (complexo de carboidratos). Os carboidratos são a melhor fonte de energia para os organismos ativos, em crescimento.

Grãos integrais: arroz integral, trigo sarraceno, farinha de aveia, cevada, farinha de milho, centeio, pão de trigo integral, flocos de cereais de trigo integral, biscoitos de trigo integral, macarrão de trigo integral, trigo integral, tortillas, arroz selvagem.

Outros produtos: em sua maioria feitos a partir de grãos refinados, no entanto, alguns podem ser feitos a partir de grãos integrais (confira os ingredientes para “grão integral” ou “trigo”): pão de milho, tortillas de milho, cuscuz, biscoitos, tortillas de farinha, massas, pitas, pretzels, cereais prontos-a-comer.

Legumes e Verduras: Os vegetais são a mais importante fonte de beta-caroteno e muitas outras vitaminas e fitoquímicos. Legumes também fornecem a abundância de fibra. Nossos corpos convertem beta-caroteno em vitamina A. Isso proporciona uma pele saudável, bom funcionamento das glândulas, sistema imunológico e função ocular. Os fitoquímicos são compostos naturais de plantas que são acreditados para lutar contra o câncer e outras doenças. Vegetais podem ser frescos, enlatados ou congelados.

Verde-escuro legumes: Brócolis, couve, couve-flor, espinafre;

 Vegetais vermelhos e alaranjados: Abóbora, cenoura, pimentão vermelho, batata doce, tomate, beterraba.

Vegetais ricos em amido: Milho, ervilhas, feijões, batatas.

Outros produtos hortícolas: Alcachofras, espargos, abacate, brotos de feijão, beterraba, couves de Bruxelas, couve, couve-flor, aipo, pepino, berinjela, feijão verde, pimentão verde, cogumelos, quiabo, cebola, ervilhas, tomates, abobrinha.

Frutos: As frutas inteiras fornecem muitas vitaminas e minerais essenciais, juntamente com uma variedade de substâncias que combatem doenças como as de legumes e fibras. As frutas são a fonte mais importante de vitamina C, que é necessária para a produção de colágeno, a substância que mantém as células unidas e ajuda a manter os vasos sanguíneos, ossos e cartilagem, e dentes.

Maçãs, damascos, banana, bagas (amoras, morangos), 100% sucos de frutas (sem açúcar), toranja, uvas, kiwi, manga, melão (melão, melada, melancia), nectarinas, laranjas, mamões, pêssegos, peras, abacaxi, ameixas, ameixas, passas, tangerinas. Frutas podem ser frescos, enlatados, congelados ou secos.

A proteína é necessária para o crescimento, bem como para manter a massa muscular, do osso e da cartilagem, dos dentes, e todos os sistemas do organismo.

Carnes vermelhas: cortes magros de carne, presunto, cordeiro, porco e vitela

Aves: frango sem pele e peru, frango.

Frutos do mar: peixe (peixe-gato, bacalhau, arenque, salmão, truta, atum); marisco (amêijoas, caranguejo, lagosta, mexilhões, ostras, vieiras, lulas [lula], camarão

Nozes e sementes: amêndoas, castanha de caju, amendoim, manteiga de amendoim, sementes de girassol, nozes.

Ovos: os ovos de galinha, ovos de pato

Laticínio: O leite é a melhor fonte de cálcio para as crianças e uma fonte importante de proteínas, riboflavina (vitamina B2), e muitos outros nutrientes. Leite desnatado, iogurte, queijo (cheddar, mussarela, suíço, parmesão, queijo cottage), pudim, iogurte congelado, leite. Leite de soja fortificado com cálcio (bebida de soja) também faz parte do grupo de laticínios.

Para tirar o máximo dos lanches, os pais e encarregados de educação devem oferecer escolhas saudáveis e ser coerente com o tempo de lanches.  Lanches devem ser programados em torno de acontecimentos diários normais e pelo menos 2 horas antes das refeições. As crianças não devem se sentir saciada o tempo todo. A sensação de fome entre as refeições e lanches incentiva as crianças a comer bem quando os alimentos saudáveis ​​são oferecidos.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Desde o início: ABC da boa nutrição para crianças pequenas (Copyright © 2012 Academia Americana de Pediatria)

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Nutrição Infantil