Cerca de um em cada cinco mortes por síndrome da morte súbita infantil (SMSI) ocorre enquanto uma criança está sob os cuidados de alguém que não seja um dos pais. Muitas dessas mortes ocorrem quando os bebês estão acostumados a dormir de costas. Crianças que dormem de costas são dezoito vezes mais propensas a ter morte súbita do recém-nascido.

Você pode reduzir o risco do seu bebê de morrer de SMSI, conversando com aqueles que cuidam de seu bebê, incluindo prestadores de cuidados infantis, babás, familiares e amigos, sobre como colocar o bebê para dormir de costas durante cochilos e à noite.

SIDS é a principal causa de morte de crianças entre 1-12 meses de idade nos EUA, sendo mais comum entre as crianças entre 1-4 meses de idade. Ao contrário do que se diz, SIDS não é causada por Imunizações, Vômitos ou asfixia.

 

O que posso fazer para reduzir o risco de SIDS antes do nascimento do meu bebê?

Durante a gravidez, antes mesmo de dar a luz, você pode reduzir o risco de seu bebê morrer de SIDS:

1-           Não fume ou exponha-se ao fumo durante a gravidez e após o nascimento do bebê.

2-           O álcool e uso de drogas também pode aumentar risco do seu bebê para SIDS.

3-           Certifique-se de visitar um médico para exames pré-natais regulares para reduzir o seu risco de ter um baixo peso ao nascer ou o bebê prematuro.

 

Faça o seu melhor para seguir essas orientações. Dessa forma, você vai saber que você está fazendo tudo o que puder para manter seu bebê saudável e seguro.

Amamente seu bebê: Os especialistas recomendam que as mães alimentem seus filhos tanto quanto possível, e, pelo menos nos primeiros seis meses de vida.

Puericultura: É importante para o seu bebê para ser atualizado nas imunizações e bem acompanhados pelo pediatra.

Berço o lugar mais seguro para o seu bebê dormir é no quarto onde você dorme, mas não em sua cama. Coloque o bebê num berço perto de sua cama (ao alcance do braço). Isso torna mais fácil para amamentar e de se relacionar com o seu bebé. O berço deve estar livre de brinquedos, cama macia, cobertores e travesseiros.

 

Práticas de sono seguro

1-           Coloque sempre os bebês para dormir de costas durante cochilos. Porque os bebês para dormir de lado são mais propensos a rolar acidentalmente em seu estômago, a posição lateral é tão perigosa como a posição de bruços.

2-           Evite deixar que o bebê fique muito aquecido. O bebê pode estar muito quente, se você notar suor, os cabelos úmidos, as faces coradas, brotoeja, e respiração rápida, coloque uma roupinha bem leve no bebê para dormir. Ajuste a temperatura ambiente para que fique confortável para um adulto levemente vestido.

3-           Considere o uso de uma chupeta na hora da sesta e da hora de dormir. A chupeta não deve ter cordas ou clipes que podem ser um risco de estrangulamento.

4-           Coloque o bebê em um colchão firme, coberto por um lençol que atende às normas de segurança vigentes.

5-           Coloque o berço em uma área que está sempre livre de fumo.

6-           Não coloque os bebês para dormir em camas de adultos, cadeiras, sofás, travesseiros, almofadas ou com cobertores macios, edredons, almofadas, bichos de pelúcia, almofadas e cunhas não devem ser colocados no berço com o bebê.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Guia para os Pais de Seguro do sono (Copyright © American Academy of Pediatrics, revista 4/2012)

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Confesso.

Ando pelada pela casa. Tomo banho com filhote. E não sou nada adepta das portas trancadas.

Mas além do conforto e sensação de liberdade que isso me traz, ganho também comentários do menininho que alí cresce e percebe as diferenças nos seres humanos.

Saio do banho, começo a me arrumar e logo vem Isaac me mirando.

Olhou, olhou e concluiu:

- Mamãe, você parece um graaaande rosto.

- Ah é? Como assim?

Dedinhos apontaram meus seios:

- São dois olhos.

Apontaram meu umbigo:

- Um naliz.

Apontaram minhas partes íntimas:

- E uma boca.

- Hummmm…. então eu pareço um rosto.

- É, mas seus olhos estão um pouco caídos.

Toma!

Carol Garcia

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tomas

Era uma vez um rapaz que adorava ler. Desde criança os livros eram a sua principal companhia. Hoje é feliz porque ele escolheu a profissão que mais queria: ser engenheiro ambiental. Quer conhecer a história dele? 

O seu nome é Tomás. Quando era criança, Tomás adorava ouvir as histórias que a mamãe e o papai contavam. Todos os dias, antes de ir para a cama, ele pedia para contarem muitas histórias, até que um dia aprendeu a ler e começou a escolher os livros. Foi então que descobriu algo sensacional: não havia apenas livros de histórias. Alguns contavam factos verdadeiros sobre a época dos dinossauros. Outros falavam do Universo, dos planetas e cometas.

Como o Tomás já sabia ler, cada dia aprendia mais uma coisa nova. Ele procurava livros que davam resposta às suas perguntas de pequeno cientista. Ele perguntava: Por que é que o céu é azul? Ou ainda: O que há no fundo do mar? Como era uma criança muito curiosa, aprendeu um pouco de tudo. Mas não aprendia sozinho. A mamãe e o papai dele ajudavam-no muito. Iam com ele à biblioteca, a museus, a exposições… e todas essas coisas fizeram com que o Tomás aprendesse muita coisa.

Na escola,  Tomás sempre foi um aluno fantástico e gostava muito de fazer o dever de casa. Mas se a gente fosse espreitar na mochila do Tomás, sabem o que a gente encontrava? Um livro, sempre um livro. Para o Tomás os livros eram como os seus amigos: inseparáveis.

Quando o Tomás ficou adulto, teve uma grande surpresa: como ele sempre gostou de aprender muito e de pesquisar… Conseguiu escolher o trabalho que ele mais gostava: agora já todos o chamam de engenheiro Tomás e ele ajuda a que todos sejam amigos do ambiente. Ele se lembra muitas vezes dos passeios que dava com a mamãe e o papai e gostaria que todas as crianças pudessem fazer o mesmo.

Hoje ele deixa um recado para você:
Pegue num livro, na tua bicicleta e vai com tua família escutar uma história debaixo de uma árvore. No final, fica pense e respire o ar puro da natureza. À noite, quando for para a cama, pense nesse momento e você terá um sono muito tranquilo.

 

Fim.

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tarja

Semana passada vi o filme “Tarja branca – a revolução que faltava”. Trata-se de um documentário, dirigido por Cacau Rhoden, distribuído por Maria Farinha Filmes e patrocinado, principalmente, pelo Instituto Alana. É sobre o brincar de crianças pequenas e das memórias do brincar de crianças grandes, os adultos que foram entrevistados e deram seus depoimentos. Ele mostra e fala da alegria que a música, a dança, a leitura, os brinquedos, as relações lúdicas entre as pessoas, por exemplo, pais e filhos, ou avós e netos, produzem em nossa vida, e nos deixam marcas, para sempre. É que brincar é agradável, dá gosto de fazer e continuar fazendo, conecta-nos com as coisas e os outros, alegram a nossa vida, dão-nos sentimento de competência ao permitir que façamos as coisas como sabemos, como queremos, o quanto e com quem quisermos. Daí que o brincar é uma experiência de liberdade, de uma magia que se vive concretamente, porque não se brinca ontem ou amanhã, brinca-se agora e desfruta-se agora do prazer de seu fazer. O brincar é um faz de conta vinculado à realidade, não é uma fantasia que substitui ou antecipa o que se quer fazer, mas é um fazer mesmo, um fazer fantasioso, livre, urgente, criativo que nos aproxima com o melhor de nós mesmos, dos outros e das coisas. Quem brinca, quando brinca, está bonito, saudável, feliz. Está de bem com a vida, está vivo. Não importa se apenas por alguns minutos ou horas. Daí, penso, a metáfora “tarja branca” como etiqueta que classifica as brincadeiras, os brincalhões, os brinquedos e o próprio brincar.

Tarja branca opõe-se, aqui, à tarja preta. Aos medicamentos de alto risco, que só se compra na farmácia com receita médica, que fica retida. Medicamentos que podem causar dependência, que se usa, mas que não se gostaria de precisar usar. Justo o contrário dos “medicamentos tarja branca”. Eles são aconselháveis e bons para todos. O filme mostra bem isso. Todos os depoimentos, as cenas de pessoas grandes e pequenas brincando, os comentários saudosos sobre retratos de uma infância passada e brincada, são prova disso. Tarja branca é o contrário de tarja preta?, pensei. Por isso, o filme ainda que faça apenas uma referência ao título, ainda que não mostre crianças ou adultos doentes ou hospitalizados, quis se intitular de “tarja branca – a revolução que faltava”. Se Cacau Rhoden me permite, eu diria “que falta” ainda. Sobretudo no contexto do hospital, da escola e da casa, e nos momentos “sérios e importantes”, quando os adultos, que tratam, ensinam ou cuidam das crianças, estão exercendo suas atividades “mais nobres” e bem justificadas. Nessas situações, é como se lúdico não pudesse rimar com lúcido. O filme mostra-nos o contrário disso. Crianças produzindo e brincando com seus brinquedos, adultos preparando-se para a festa e se desempenhando nela, tocando seus instrumentos, dançando, cantando brincam de forma comprometida, concentrada, focada, felizes e responsáveis por uma vida que vale a pena ser vivida, porque ela é pura graça e magia. É puro reconhecimento de uma dádiva, não importa em que condições ou recursos.

No Hospital Infantil Sabará é isso que buscamos também. Palhaços, cantores, contadores de história, voluntários, cães, e os próprios funcionários da casa organizam-se para criar um ambiente lúdico, para proverem um tempo e espaço em que o brincar da criança possa ser conciliado com o tratar-se e se recuperar para uma vida, que não separa um lá fora (casa, escola) de um aqui dentro (hospital), pois a vê como um contínuo, em que saúde e doença, aprendizagem e desenvolvimento, lúdico e lúcido são partes de um mesmo todo. Pensando assim, “tarja preta” não é o contrário de “tarja branca”, mas um desafio para transformar uma em outra, para tratar uma como se fosse outra. Tal como consegue fazer, ao seu modo, Arnaldo Antunes, com a música “ela é tarja preta”!

Confira o trailer do documentário:

Lino de Macedo_Assinatura

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Categorias: Psicologia e Humanização

futebol

Quantos meninos já não sonharam em ser verdadeiros campeões? Quantos já não sonharam com Pelé, Ronaldinho, Kaká, Julio Cesar, Neymar e tantos outros jogadores que fazem vibrar a torcida. Assim é a paixão pelo futebol. E essa paixão passa de geração em geração. Mas, e quais os benefícios da prática dessa modalidade esportiva? Quando nossos filhos podem começar a praticar? Quando parar? Quais os riscos de lesões?

O futebol é uma modalidade esportiva que nasce praticamente com os meninos. Desde muito pequenos, o “chutar a bola” torna-se algo obrigatório na rotina da maioria deles. Idade para começar? Não existe, pois a qualquer momento a criança pode chutar uma bola. No entanto, quando devemos realmente colocar nossas crianças nas escolinhas?

Não existe como definir uma idade ideal para a iniciação, pois ela depende de dois fatores diretamente relacionados: condição motora da criança e o prazer com que realiza determinada atividade. No futebol, a partir do momento que a criança inicia os primeiros chutes na bola, seja na rua, na praia, na escola ou no jardim de casa, ela já está inserida em uma metodologia da iniciação, estando apta a praticar essa modalidade. Obviamente que não me refiro aqui ao esporte de alto rendimento, isto é, passes perfeitos, domínio de bola, etc. O que importa aqui é o jogar.

A partir dos sete anos a criança já está apta a aprender os fundamentos e iniciar as competições. Entre os 7 e 12 anos, a criança atinge um ápice de sua capacidade motora, sendo capaz de concentrar-se, ter maior interesse pela modalidade, bem como um maior domínio corporal.

Além de todos os benefícios que a pratica de uma modalidade esportiva traz para as crianças, como ganho de força, resistência, habilidades diversas, o futebol possuí uma grande vantagem: é um esporte coletivo. Assim sendo, as crianças aprendem a trabalhar em equipe, a respeitar os companheiros, a lutarem uns pelos outros e a trocarem experiências diversas. Aprendem a ganhar e perder juntos. Mas acima de tudo aprendem a conviver com as diferenças e a respeitá-las. No entanto é muito importante que exista sempre a supervisão de um professor de Educação Física. Somente esse profissional será capaz de orientar as crianças de maneira correta, evitando a sobrecarga e as possíveis lesões decorrentes da prática esportiva.

maria helena

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Categorias: ArtigosAtividade Física

Grande parte da pesquisa original sobre os efeitos adversos da exposição na mídia para crianças e adolescentes se concentra no uso da televisão. A televisão comercial dá uma imagem do mundo mais amplo, que pode moldar as normas dos jovens. Publicidade que destaca o prazer de beber cerveja e comer alimentos calóricos, sem referências a moderação ou riscos potenciais é projetado para incentivar o seu consumo.

Informações importantes para os pais sobre os efeitos adversos da exposição de mídia sobre as crianças

Na televisão comercial americana no horário nobre, 75% dos programas contêm referências sexuais ou de conteúdo erótico, mas apenas 10% mencionam a necessidade de contracepção ou infecção sexualmente transmissível proteção. Programas de televisão e anúncios publicitários que mencionem ou defendem o uso do preservativo ou de controle de natalidade são raramente vistos em redes comerciais. Acredito que o mesmo seja válido para o Brasil.

Televisão que visa o público jovem pode conter mais violência do que a televisão adulta, com um quarto de interações violentas apresentando armas. Violência em espetáculos para crianças é frequentemente retratado como engraçado ou como uma solução aceitável para um problema complexo. A noção de violência justificada pode reforçar o comportamento agressivo e dessensibilizar crianças e adolescentes à violência e suas consequências.

Crianças e adolescentes americanos assistem a dois mil comerciais de cerveja por ano. A maioria dos comerciais sugerem que o consumo de álcool é relacionado com pessoas são bem sucedidos, felizes e sexy. Para cada propaganda do serviço público contra o álcool na televisão, há uma estimativa de 25 a 50 comerciais de cerveja! A maioria das campanhas antidrogas se concentram em maconha, cocaína, inalantes, ou heroína, não uso de álcool que é a substância principal usada por adolescentes norte-americanos de hoje, e um fator-chave de muitas mortes de adolescentes.

Numerosos estudos demonstram uma ligação entre a quantidade de horas em frente à televisão e excesso de peso entre as crianças. Os mecanismos permanecem obscuros. Ver televisão pode deslocar atividades mais ativas, expor crianças e adolescentes a escolhas alimentares pouco saudáveis, alterar hábitos alimentares, ou interferir com o sono. A criança ou o adolescente vê média entre 4.400 e 7.600 propagandas de alimentos por ano na televisão, a maioria dos quais são para lanches, fast food, cereais e bebidas açucaradas (refrigerantes e sucos).

Os riscos associados com o aumento da visualização de televisão sem supervisão (por exemplo, quando uma criança ou adolescente tem uma conexão de televisão ou Internet em seu quarto). Por outro lado, os pais de adolescentes podem melhorar a comunicação com suas crianças e adolescentes assistindo televisão juntos, discutindo o conteúdo quando aparecem na tela, e realizando “pequenas” discussões sobre sexo , violência e álcool. Alguns estudos têm demonstrado que, como acontecem com outras atividades da família, as famílias que assistem TV ou jogar jogos de vídeo em conjunto têm maior conectividade.

Recomendações para reduzir tempo de tela vai se tornar cada vez mais difícil à medida que mais adolescentes assistem televisão em dispositivos móveis.

Uma pesquisa chamada Charitable Fund Pew 2009  constatou que 79% dos adolescentes americanos possui um iPod ou MP3 player, 75% possui um telefone celular e 69% possui um computador desktop ou laptop. Como se pode ver, nestes cinco anos os números são muitos maiores, mesmo em países em desenvolvimento como o Brasil. As novas tendências no uso e facilidade de mobilidade de muitos destes dispositivos desafia pesquisadores, educadores e pais para explorar a melhor forma de ajudar os adolescentes a se beneficiar de um maior acesso à mídia, minimizando seus riscos associados.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Kenneth R. Ginsburg, MD, MS Ed, FAAP, FSAHM e Sara B. Parente, MD, Phd AAP –  2013

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Categorias: Desenvolvimento e Comportamento Infantil

Isaac adora livros.

E filmes também.

Sem preconceito, ele assiste de tudo. De heróis a princesas.

Tira proveito de tudo, aprende até com a mais cor de rosa das bonecas.

E eu, que também adoro as novidades do cinema de animação, não me canso de assistir com ele.

Lógico que papeamos muito depois:

- A princesa Merida é a melhor.

- Pq mamãe?

- Pq ela é decidida, corajosa, cavalga e não penteia o cabelo.

- É. não penteia.

- E tem mais. Não é extremamente loira como todas as outras.

- Ela é o quê?

- É ruiva.

- Ruuuuuuuiva?

- Sim. Quem tem cabelo vermelho é ruivo.

- huuuuummmmm…

- Vc nasceu ruivo, sabia?

- Meu cabelo era vermelho????

- Isso. Vermelho.

- Você passou tinta de canetinha em mim?

Carol Garcia

 

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Categorias: Mamãe Blogueira

 

apego-desapego-bebes

 

“Não existe essa coisa chamada bebê”, famosa frase de Donald Winnicott, pediatra e psicanalista inglês (1896-1971), resume que não há uma criança sem uma mãe (que não necessariamente é a figura feminina, nem a que deu à luz). Um bebê é incapaz de sobreviver sozinho, é um ser receptor em todos os aspectos, totalmente dependente. A qualidade dos cuidados dispensados ainda na primeira infância é fundamental não só para sua garantia de vida, mas para todo o seu desenvolvimento. Sua história será uma conseqüência de como foi tratado desde o início, pois disso dependerá toda a sua visão de mundo e dos outros, o que influenciará diretamente a maneira como ele se relacionará com as pessoas e o meio, ao longo de sua existência. Apenas alimentar, prover as necessidades básicas fisiológicas não é suficiente, há um “que” a mais a lhe ser dedicado. É o carinho, o aconchego, a segurança. Essa ligação emocional, conjunto de toda essa relação, é o apego, uma das peças mais importantes no relacionamento pais e filhos.

Quando há apego entre as pessoas, elas procuram interagir e ficar próximas umas das outras. Vem daí a expressão popular de que alguém é “apegado” a outro. Pais demonstram apego reagindo afetivamente às necessidades do bebê, a seus gestos, acariciando-o, estando próximos, mantendo olhar vigilante. E nas crianças, o percebemos pelos seus comportamentos. Na busca de proximidade, querer se aproximar, acompanhar e permanecer no colo, bem como pela manutenção de contato, agarrando-se a pessoa, resistindo a sair de perto.

Mary Ainsworth, psicóloga do desenvolvimento americana, percebeu que praticamente todas as crianças desenvolvem apego especial com as pessoas que delas cuidam, mas que se sentem mais seguras em seu apego do que outras e classificou-o em dois tipos básicos: seguro e inseguro. O primeiro proporciona conforto e confiança e é evidenciado primeiramente pelas tentativas da criança ficar próxima da pessoa familiar e em seguida pela disposição da criança de realizar explorações, pois sentindo-se amparada está mais propensa a aventurar-se em suas descobertas. Já o segundo caracteriza-se pelo temor, ansiedade, irritação ou indiferença em relação ao cuidador, não demonstrando confiança suficiente em explorar o ambiente. Ela desenvolveu um procedimento para mensurar o apego, chamada Situação Estranha, que baseia-se na observação do bebê em relação ao cuidador em condições difíceis. As reações indicam a motivação para estar junto a ele, bem como se a presença deste fornece confiança para que o bebê aventure-se mais. Essa observação dá-se com relação à exploração de brinquedos – aquele que demonstra apego seguro brinca tranquilo na presença do cuidador, à reação ao afastamento deste adulto – um choro alto, uma pausa no brincar ou um olhar preocupado pode demonstrar que o bebê sente falta do cuidador e apresenta então apego seguro, e à reação à volta do cuidador – uma resposta de boas vindas quando ele volta é indício de uma criança seguramente apegada. São observações simples e corriqueiras de serem feitas, mas que podem indicar aspectos importantes.

A qualidade do apego está relacionada à fatores como: sensibilidade dos cuidadores às necessidades gerais da criança, a responsividade a seus sinais específicos, e, acima de tudo à interação entre a criança e seu cuidador. Quanto maior a sincronia nas interações iniciais mais propensão ao desenvolvimento do apego seguro, ideal.

O padrão de apego de uma criança pode ser uma previsão do desenvolvimento social e da personalidade dela nos anos futuros. É importante ressaltar que o apego é também influenciado pelo contexto ampliado da família, como os demais membros que a compõem, bem como a natureza do relacionamento conjugal e o contexto social em geral. Pode se modificar ao longo da vida, bem como seus efeitos no longo prazo, mas, sem dúvida os hábitos e atitudes desenvolvidos nas primeiras relações sociais têm influencia durante toda a vida.

Fonte: BERGER, Kathleen Stassen. O Desenvolvimento da Pessoa – Da Infância à Terceira Idade. Rio de Janeiro; LTC Editora, 2003

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Categorias: Artigos

Como se forma o arco iris?

O arco-íris é um fenômeno muito próximo das crianças e que estimula sua imaginação. Veja como explicar sua formação para elas da forma mais simples. 

O arco-íris é um dos fenômenos naturais mais fascinantes e mais próximos das crianças. Depois da sucessão da noite e do dia, dos dias de sol e de chuva, o arco-íris é logo o que mais vai tomar a imaginação dos mais pequenos. Como é possível que, surgindo do nada, um grande arco colorido ocupe todo o céu, sem pensarmos que existem fadas ou duendes relacionados com esse negócio? Tal como a luz intensa do relâmpago e o barulho forte do trovão fascinam (ou enchem de medo) muitas crianças, o arco-íris é um pedaço de magia ocorrendo diante de seus olhos.

Como explicar para os mais pequenos? Se você prefere dar a explicação científica desde o início, da forma mais simples, não é difícil. O arco-íris nasce de um encontro entre a luz do sol e as gotas de chuva, e é por isso que ele só aparece se tiver chuva caindo e sol brilhando ao mesmo tempo.
A luz do sol, que é branca, é feita de todas as cores. Mas para que as cores sejam separadas, é preciso que a luz encontre uma gota de água. As nuvens de chuva são feitas de muitas gotas de água, por isso quanto mais estiver chovendo, ou mais perto de você, maior poderá ser o arco-íris. Mostre à criança como o arco-íris vai desaparecer não por magia, mas apenas porque a chuva vai parar – ou porque outra nuvem vai esconder o sol.

Para mostrar à criança como criar um arco-íris artificial, tem duas formas simples, e só precisa que tenha sol lá fora. A primeira envolve colocar um pequeno espelho em um copo com água. Coloque o copo perto de uma janela, ou de forma que a luz do sol bata direto no copo. Depois, vire o espelho, flutuando dentro do copo, até que esteja refletindo a luz do sol em uma parede. Aí, você verá um arco-íris dentro de sua casa – ainda que não seja circular!

Outra forma é utilizando uma mangueira. Coloque a criança entre você e o sol. Deixe sair a água, pressionando o dedão para fazer um jato, e movendo a mangueira para cima e para baixo. A criança verá assim uma “cortina íris”, ou uma “parede íris”, em vez do arco.

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Categorias: Cantinho do Aprendizado

 

No último mês estive como convidado no “32nd Annual Conference on Professional Issues of Child Life Council”  e após no “The State of International Pediatric Psychosocial Services: A Global Perspective on Play and Psychosocial Care for Children in Hospitals” onde a Professora Sandra Mutarelli Setúbal, presidente do Instituto Pensi e diretora do voluntariado do Hospital Sabará, estava como delegada do Brasil.

Child Life Specialist ou Especialista em Crianças é um profissional que trabalha em hospitais e organizações de saúde e fazem com que a vida da criança seja facilitada dentro destas instituições. Ajudam nas brincadeiras, ajudam explicando exames e procedimentos, ajudam nos problemas emocionais e sociais das crianças. Foi muito interessante ver como estas coisas são tratadas nos hospitais americanos e as apresentações e discussões foram muito interessantes.

No summit internacional havia delegados de mais de 40 países que fizeram apresentações de como o assunto psicossocial é tratado nas mais diversas regiões do planeta. Podemos ver experiências de lugares muito pobres da África até lugares ricos como a Finlândia, passando por países semelhantes ao Brasil como Portugal, Chile e Argentina.

A experiência foi mais do que válida e nos mostrou que apesar de não termos este profissional específico, temos as ações realizadas por vários profissionais dentro do Hospital, num esquema mais parecido com o Europeu. Acredito que a partir desta visão poderemos mostrar algumas coisas no nosso congresso em setembro e pensarmos em novas formações e capacitações a serem dadas ao nosso corpo de voluntários e aos nossos profissionais além de fazer isto para profissionais das áreas de educação infantil, psicologia, assistência social e profissionais da saúde.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: http://www.childlife.org/
http://www.childlife.org/Annual%20Conference/2014AnnualConference-NewOrleans.cfm
http://www.childlife.org/Annual%20Conference/InternationalSummit.cfm

 

 

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