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Seus filhos vão aprender habilidades de leitura na escola, contudo, ás vezes, eles podem associar a leitura com algo que não seja bom. Para mudar este cenário, a melhor maneira é ler para os pequenos em voz alta e continuar com o costume por um bom tempo, como forma de diversão.

1-   Leia para seu filho todos os dias, mesmo que apenas por alguns minutos. É o seu tempo juntos.

2-   A leitura deve ser divertida. Você não precisa terminar uma história, se seu filho perder o interesse.

3-   Deixe seu filho escolher o livro, mesmo que isso signifique ler o mesmo livro diversas vezes.

4-   Convide seu filho para “ler” um livro para você. Aquele que de tanto que você leu ele acabou memorizando.

5-   Pare e pergunte sobre as ilustrações ou o que seu filho pensa que vai acontecer a seguir. As respostas podem surpreender.

6-   Leia a uma variedade de livros infantis, incluindo contos de fadas, poesia e canções de ninar.

7-   Siga os interesses do seu filho na escolha dos livros. Há muitos livros sobre temas de não-ficção, como o oceano ou cães.

Como ler livros com crianças pequenas

Mesmo os bebês podem desfrutar de livros e aprender com você, pois a leitura ajuda no desenvolvimento da fala dos bebês.

Crie uma rotina para leitura:

Substitua a TV por livros e transforme isso em uma rotina. Além de ser bom para a comunicação a criação de rotinas ajudam na prevenção de lutas futuras, quando o assunto é a hora de dormir.

Encontre um lugar tranquilo e confortável para a leitura do livro.

Nomeie e aponte as imagens que o seu bebé mostra interesse

Ajude seu bebê a virar as páginas.

Leia imagens usando seu rosto, mãos e voz. Faça sons diferentes.

Já as crianças mais velhas, certamente colocarão o livro na boca e tentarão virar as páginas sozinhos, mas também serão capazes de escolher livros e de contar uma parte deles. A repetição faz parte desta rotina.

Escolha um livro para compartilhar.

Desfrute lendo o mesmo livro mais de uma vez!

Repita algumas das palavras e frases.

Faça perguntas como: “O que é isso?”

Desfrute de uma visita até uma livraria ou à biblioteca pública local. Muitas vezes eles têm contadores de história.

Nomeie os livros que quer ler com ele.

Peça para a criança fingir ler um livro favorito em voz alta para você.

Questione como o seu pequeno vê a istória

Faça perguntas sobre o livro que estão lendo.

Conte a história do livro com suas palavras.

Responda com entusiasmo as perguntas e comentários do seu pequeno.

 Peça ao seu pequeno para mostrar todas as coisas sobre as quais você questiona, como: “quais são todas as imagens azuis?” “Quais são os animais que podem voar?”… Entre outras.

 Aponte cores, formas e números em seus livros.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Comissão da Primeira Infância (Copyright © 1994 Academia Americana de Pediatria)

 

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substitutas para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Categorias: Psicologia e EducaçãoSem categoria

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Não sei aí, mas por aqui o ano parece que passou e eu nem vi. Meio ano, que seja. Quando se tem crianças, percebemos a máxima do “o tempo voa” ainda mais intensamente. Também porque elas ocupam um lugar especial na nossa reserva temporal, por assim dizer, mas principalmente porque tenho a impressão de que se desenvolvem na velocidade da luz! Parece que foi ontem que Davizinho chegou ao mundo todo dorminhoco e mamando no peito. Hoje ele come de tudo e está aí, quase andando, ganhando o mundo abraçado no irmão.

Por essas e outras, ainda no ritmo alucinante, agora potencializado com as férias escolares, hoje venho com uma receita dupla pra você mamãe que tem filhos de idades diferentes e quase tempo nenhum pra pensar em lanches para faixas etárias diversas.

Pera com Baunilha para Bebê e para Criança

(rende um copo de refresco e um pratinho de papinha)

Ingredientes:

-      2 peras grandes maduras, descascadas e sem caroço.

-      1 fava de baunilha, aberta e com as sementes tiradas (se não tiver pode substituir por 2 colheres (chá) de essência, preferencialmente natural)

-      1 colher (sopa) de suco de limão

-      2 colheres (sopa) açúcar

-      Água com gás

 Modo de preparo:

Corte as peras em 4 e cozinhe no vapor até que estejam mais macias.

Numa panela pequena, coloque as peras, o suco de limão e as sementes de baunilha (ou a essência). Cozinhe tudo até que as peras estejam praticamente desmanchando. Retire do fogo e amasse tudo com um garfo ou mixer.

Divida em 3 partes e coe duas delas reservando o líquido. Adicione o açúcar e mexa até que esteja completamente dissolvido. Junte a polpa coada à outra parte e deixe esfriar tudo.

Você deverá ter aproximadamente 120ml de líquido. Adicione 240ml de água com gás e sirva para a criançada como refresco.

O restante do purê de pera, pode dar de lanche ou sobremesa para seu bebê de acordo com a quantidade que ele está acostumado.

Se você só tiver crianças, pode dobrar a quantidade de açúcar e adicionar tudo direto na panela e proceder como na receita coando todo o purê.

Se você só tiver bebê, suprima o açúcar e simplesmente amasse tudo, sem coar. Se as peras não tiverem bastante docinhas, pode até deixar o suco de limão de fora.

 

Boas férias!

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Categorias: Guloseimas da Bia

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Estar no hospital é diferente, para a criança, do que estar em casa ou na escola. Mas, o brincar, para ela,  tem a mesma função em qualquer lugar. É certo que, para nós, adultos, suas funções são diferentes, mas sobre isso comentaremos outro dia.

A mesma criança se sente muito diferente quando está em casa, na escola ou no hospital. Em casa é filho. Na escola é aluno. No hospital é paciente. É muito diferente também para ela estar com os adultos que são as figuras mais importantes nesses lugares: pai e mãe, em casa; professor e gestor, na escola; médico e enfermeiro, no hospital. Diferente disso é ela estar com seus colegas fazendo alguma coisa ou brincando sozinha com seus brinquedos. Dizendo desse jeito, tudo parece óbvio, mas na prática não é, tanto para ela como para os adultos responsáveis por seu cuidado. Sua casa é seu lar. É lá onde dorme, come, passa a maior parte de sua vida, se uma criança pequena, ou a maior parte dela, se um pouco maior. Lá estão seus pais e tudo o que fazem com ela, para ela e às vistas dela. Eles são e serão sua maior referência. É por eles e através deles que conhecerão o amor como cuidado e importância, ou, então, que sofrerão suas distorções com todas as suas marcas ou cicatrizes. Na escola, estão seus professores, seus colegas, e um ambiente bem diferente de casa, mas que igualmente será a segunda e talvez maior referência de suas vidas. É lá que aprenderão a como viver fora de casa e a saber coisas que lhes serão úteis para sempre, na perspectiva delas e na de todos nós. No hospital estão as pessoas que cuidam de sua saúde. É para lá que ela vai quando está doente e precisa ser tratada. Família, escola e hospital, principalmente para as crianças com doenças crônicas ou que precisam frequentá-lo muitas vezes, são três grandes instituições, cada qual com sua diferença, cada qual com seu valor. Todas elas, ao mesmo tempo, em favor do que é ou do que será melhor para a criança.

 

Pensemos, agora, a perspectiva da criança e algo que lhe faz sentido, tanto de gosto, quanto de vida. Esse algo é o brincar. O interessante é que, ao menos para mim, o brincar tem uma função invariante, seja na escola, em casa ou no hospital. É que em qualquer lugar ele proporciona à criança, quando sozinha com seus brinquedos, a oportunidade de escolher e fazer as coisas que ela sabe e gosta de fazer. Nele, ela pode repetir e repetir, fazer de outro modo, usar seu corpo, cheirar, lamber, esconder, encontrar, organizar de muitos jeitos, fazer de conta, imaginar, representar, desenhar. Em qualquer lugar, adultos brincalhões podem lhe encher de graça. Ela gosta de ouvir suas histórias, seus gestos e palhaçadas, a variação de seus tons de voz, seus modos de fazer com o corpo e a cara, as brincadeiras que lhes propõem fazer. Com eles, quando eles estão assim, em qualquer lugar elas são felizes e se sentem seguras e amadas. Não ficam com medo da vida, porque o “medo” ou “graça” da brincadeira são o único que lhes chama a atenção. É assim, mesmo no hospital. Por exemplo, no Sabará, palhaços, cantores, cachorros, contadores de histórias, voluntários brincam com as crianças e as fazem, não importa se por pouco tempo, esquecer que estão doentes.

É que, em qualquer lugar, para a criança, o brincar se refere ao prazer de ver, de fazer e repetir ações, de explorar, de imitar, de fazer de conta e enfrentar desafios. O que importa é o que criança faz ou as delícias e o gosto de elas verem alguém, como brincalhão, fazer. A Dra. Gláucia, psicóloga no Sabará, afirma que o brincar cura e dignifica a criança. De fato, cura porque recupera sua condição de criança, sem importar com o seu estar, agora, doente. Cura, porque, como lembra a Dra. Sandra, que dirige nosso voluntariado, através dele (do adulto) comunicam-se quatro mensagens: “Eu estou aqui”, “Eu te ouço”, “Eu te compreendo”, e “Eu me importo”. Dignifica porque humaniza, e dá à criança a oportunidade de expressar suas angústias e enfrentá-las ao seu modo, sobretudo, se tem um adulto (psicólogo, voluntário, médico, enfermeira, mãe) que a ouve e a mobiliza nos termos das quatro frases mencionadas. Essa é a nossa proposta para a matéria de hoje: as estruturas de vida de uma criança são variáveis, diferentes e importantes. Não há porque confundir casa, escola e hospital. Mas, para a criança, a função e o lugar do brincar em sua vida são os mesmos não importa onde. Onde há possibilidade de brincar, aí estará uma criança no melhor e mais significativo de sua vida. E se me pedirem números para lhes provar essas afirmações, eu lhes lembrarei que há também outra forma de evidência tão importante quanto a estatística. Trata-se da evidência por redundância. No dia a dia do hospital o que vemos repetidamente são crianças doentes, mas felizes porque brincam ou porque desfrutam de brincadeiras.

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Categorias: Desenvolvimento e Comportamento Infantil

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Para se beneficiar do crescimento e desenvolvimento fetal, mulheres que estão amamentando, grávidas ou que possam engravidar devem consumir 300  gramas de peixe por semana (2-3 porções), de acordo com projeto de aconselhamento atualizado de duas agências federais americanas. As crianças também devem comer mais peixes, as agências observaram.

 

O projeto de orientação, da Food and Drug Administration (FDA) e da Agência de Proteção Ambiental (EPA), é o primeiro a sugerir uma quantidade mínima de peixes que devem ser consumidos semanalmente. Em 2004, as agências recomendavam comer “até 12 postas” de peixes.

 

O conselho também sugere evitar quatro tipos de peixes associados com altos níveis de mercúrio: Peixe espada, Tilefish do Golfo do México, Tubarão  e cavala. Além disso, o atum branco (voador) deve ser limitado a 6 postas por semana para as mulheres.

 

Peixe com teores mais baixos de mercúrio incluem salmão, camarão, atum em lata, tilápia, bagre e bacalhau, de acordo com estas agências. Variar o tipo de peixe comido é a melhor abordagem para um plano de alimentação equilibrada, de acordo com o projeto. Famílias que comem peixes capturados a partir de córregos locais, rios e lagos devem seguir os avisos de peixe das autoridades locais. Se isso não estiver disponível, limitar a ingestão de peixes locais.

 

Peixes e mariscos oferecem proteínas de alta qualidade, vitaminas, minerais e ômega-3 os ácidos gordos, e alguns contêm vitamina D. “O pacote completo de nutrientes um peixe possui pode ser necessário para beneficiar plenamente o desenvolvimento fetal e infantil”, de acordo com comunicado à imprensa do FDA.

 

A maioria dos estudos sobre os benefícios do consumo de peixe em mulheres grávidas e crianças pequenas têm mostrado melhorias no QI global da criança e escores de QI verbal, de acordo com Stephen Ostroff, MD, atuando cientista-chefe da FDA.

 

As análises do FDA descobriram que mulheres grávidas consomem pouca quantidade de frutos do mar. 21% disseram que não comeram frutos do mar no mês anterior; 50% comiam menos de 100 gramas por semana e 75% comiam menos de 150 gramas.

 

As mulheres grávidas que consomem montantes zero de peixes “estão perdendo benefícios muito importantes para a saúde e desenvolvimento das crianças.” disse Ostroff. “É muito importante haver um pouco de peixe na dieta, e para otimizar os benefícios do ponto ideal é de 250 a 500 gramas por semana.”

 

Num país com uma costa tão grandes e projetos de aquicultura deveríamos estimular o consumo de peixes e frutos do mar nos hábitos alimentares dos brasileiros.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: AAP Notícias (Copyright © 2014 Academia Americana de Pediatria)

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Categorias: Saúde da Criança

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Cinco noites.

Cinco noites seguidas.

Cinco noites em que um menininho dá a volta na cama e vem me chamar.

Os motivos são os mais variados: sede, medo, dor de ouvido, saudade.

Ele vem, se encosta, mia na minha orelha e ganha espaço.

E sempre às 3 da manhã.

E sempre eu fico sem dormir até às 5, horário que o despertador grita não toca.

Cinco noites.

E eu nem me arrisco a fazer as contas das horas perdidas.

Não sou louca. Nem gosto de sofrer.

Mas cinco já me parece um número grande demais.

Retomemos então um outro tipo de desmame.

O do meu travesseiro.

Essa noite empresto o meu pra ele e vejo se resolve.

Mas peraí!

Papai tá indo viajar hoje?

Dias fora?

Esquece tudo.

Mamãe e filhote panda dormirão abraçadinhos.

E se os cães quiserem também serão bem vindos.

Passou o cansaço.

Aha Uhu! A cama agora é nossa.

E daqui uns dias eu retomo esse desmame.

Pra quê a pressa né?

Carol Garcia

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Categorias: Mamãe Blogueira

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Uma preocupação constante dos pais de adolescentes é com a quantidade que seus filhos dormem. Nesta fase da vida o metabolismo volta a aumentar devido ao estirão, principalmente nos meninos. Isto é facilmente observado pelo aumento do apetite para suprir a necessidade de crescimento. Nesta época, também, há mais necessidade de sono, sendo comum ver os adolescentes tirarem uma soneca à tarde. ​

Num interessante artigo da Pediatrics de maio, pesquisadores avaliaram um grupo de 250 adolescentes americanos de baixa renda sobre seus hábitos de sono.  Para descobrir isso, os pesquisadores avaliaram estudantes do ensino médio, saudáveis ​​e de famílias de classe média baixa que frequentavam a escola pública. Usando mapeamentos diários de sono  dos alunos acompanhando os padrões de sono durante uma semana.

Participantes negros e participantes do sexo masculino dormiam menos e tinha um sono mais fragmentado. As meninas  relataram uma  pior qualidade de sono e mais sonolência diurna. Em suma, a maioria dos estudantes dormia menos do que as sugeridas 8 ou 9 horas por noite, com média de aproximadamente 6 horas em noites nos dias de escola. Pouco sono pode desempenhar um papel nos riscos de saúde significativos vividos por este grupo demográfico. Os autores concluem que os pediatras devem rotineiramente orientar os  pacientes adolescentes sobre o seu sono, especialmente aqueles em situação de risco.

Nem sempre é fácil fazer com que adolescentes tenham uma quantidade de sono satisfatória, mas é sempre bom insistir que o sono diário não é reposta nos finais de semana e dormir uma quantidade de sono insuficiente trará prejuízos para a saúde, sem falar no rendimento escolar deste jovem. Vale a pena realçar estes aspectos nas conversas com seus filhos adolescentes.

 

Autor: dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Pediatrics maio 2014 – “O sono em Adolescente Saudável”

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Categorias: Saúde do Adolescente

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A Odontologia conta com 19 especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO). Neste post vou me ater sobre uma delas e que atualmente está em bastante evidência: a Odontologia Hospitalar. Não quero entrar na discussão sobre a especialidade em si e sim qual é a importância dela para a odontologia infantil.

A primeira vez que me dei conta da Odontologia Hospitalar eu estava cursando meu último ano de graduação e alguns professores faltaram na aula porque foram realizar um tratamento odontológico em um hospital, na época o tratamento foi realizado em uma criança deficiente e se restringia a fazer extrações de dentes destruídos e que afligiam a paciente. Minha história dentro de um centro cirúrgico hospitalar também começou há bastante tempo, lá pelos idos de 1986. Naquela época, já especialista em Odontopediatria, também fui cuidar de crianças com necessidades especiais em hospital. Não era uma atividade muito comum, mas já tínhamos a preocupação de não executarmos apenas procedimentos cirúrgicos radicais, a conservação dos dentes em crianças já se fazia necessária.

Quanto estagiei no Children Hospital, em Washington, D.C., nos Estados Unidos, no meu primeiro dia de hospital fui para o centro cirúrgico com uma colega colombiana. Nosso procedimento foi simples: moldar um bebê com pouco mais de um ano para prepararmos um aparelho ortodôntico, pois a criança apresentava fenda palatina. Era uma criança com menos de dois anos de idade e já estava recebendo sedação em hospital. Algum tempo depois, ao visitar um amigo texano, que havia conhecido no hospital, pude constatar que a Odontologia Hospitalar já era praticada regularmente por ele e sua equipe. Só naquele ano ele havia levado mais de oitenta crianças para serem atendidas em hospital. Devo confessar que o número me surpreendeu, mas nos Estados Unidos, tanto pela formação profissional, como pelas facilidades operacionais esse já é um hábito corriqueiro, tanto para crianças como para pacientes especiais.

Meus números ainda são mais modestos que o do meu amigo texano, mas depois de mais de 600 tratamentos odontológicos em hospital, aprendi alguma coisa sobre o assunto. Para começar, todo mundo fica preocupado quando vai para um hospital realizar uma cirurgia, se é nosso filho então a apreensão é muito maior.

Mas por que uma criança precisa ser levada para fazer tratamento odontológico em hospital?

São várias as situações. A começar pelas crianças (mais os adolescentes e adultos) com necessidades especiais que não permitem uma abordagem adequada para se fazer o tratamento no consultório. Posso falar tranquilamente que aproximadamente 10% dos meus pacientes com necessidades especiais precisam de tratamento em hospital, simplesmente porque é absolutamente impossível tratá-los com segurança e executar procedimentos com qualidade, devido às condições clínica. Incoordenações motoras, deficiências graves, falta de colaboração e alterações sistêmicas severas são apenas algumas das condições que indicam o tratamento em hospital.

Outra condição importante é o acesso do paciente ao consultório. Já recebi crianças de outros estados, do interior e até de outros países que me procuram pela indisponibilidade de tratamento de qualidade em seus locais de origem. A criança vem para São Paulo porque em sua cidade o tratamento é difícil ou não existe. Para que o tratamento, às vezes extenso, não demore semanas ou meses, a indicação do hospital é uma boa pedida.

Atualmente a Odontologia Hospitalar tem sido bem aceita pela população, por isso, crianças pequenas, com menos de cinco anos, dependendo das condições clínicas e bucais, têm sido indicadas para tratamento em hospital. O tratamento é mais rápido, menos angustiante para a família e para a criança.

Recentemente, atendi uma criança no hospital com três anos. Precisei tratar seis canais e reconstruir doze dentes, tudo por causa daquela famigerada cárie de mamadeira, já comentada em outros posts. Para uma criança pequena, que precisa vir regularmente ao consultório, tomar anestesia, ficar de boca aberta por muito tempo não é uma tarefa fácil. Para os pais que precisam acompanhar seus filhos e necessitam, muitas vezes, alterar suas rotinas de trabalho ou cuidados com outros filhos, também não é fácil. Portanto, um procedimento desse porte pode ser realizado em algumas horas e a criança sai com uma boca, vamos dizer, seminova. Porque nova mesmo só quando houver as trocas dos dentes de leite pelos permanentes. Não é fácil, mas pelo menos se afastam os fantasmas da dor e infecção.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas e aí, como ficam os pais, com aquela angústia de ver o filho indo para o centro cirúrgico? Costumo dizer: você tem medo? Mas de avião você viaja, né? Eu também tenho minhas preocupações com a anestesia geral, mas é um procedimento muito, mais muito, seguro. Como dizia um amigo anestesiologista, professor de faculdade: “Reynaldo, fale para seu paciente que é mais seguro fazer a anestesia do que ele ir de carro da casa dele para seu consultório”.

Sou muito criterioso, seleciono o máximo os pacientes que levo para o hospital, tento de todas as maneiras resolver os problemas no consultório, mas em determinadas circunstâncias é a melhor opção. Algumas regrinhas são fundamentais: escolha um ótimo cirurgião-dentista, que seja habilitado para operar em hospital, existem ótimos profissionais, muitos deles não afeitos ao ambiente hospitalar. Tenha uma equipe de anestesiologistas de primeira qualidade, ali no centro cirúrgico quem manda é ele. Escolha um hospital que tenho o serviço odontológico e que saiba cuidar bem de seu pequeno, como por exemplo, o Hospital Infantil Sabará. Está tudo certo? Bem, fé em Deus e orações, assim como fazemos quando viajamos de avião.  E não se esqueça, isso só deve acontecer dessa vez, não faça disso uma rotina, a não ser que seja absolutamente imprescindível. Você vai ver, o bicho não é de pelúcia, mas também não tem sete cabeças.

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Categorias: Saúde Bucal

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O transtorno de atenção de hiperatividade é uma das doenças mais estudadas na atualidade e seu tratamento com drogas estimulantes como a ritalina é muito controverso.

 

​            Pesquisas têm documentado que adolescentes com déficit-atenção/hiperatividade (TDAH) são de duas a três vezes mais propensos a fumar cigarros do que seus pares sem TDAH. Numa meta-análise publicada em junho de 2014 na Pediatrics foram encontrados indivíduos com TDAH, que são tratados com medicamentos estimulantes, no entanto, são menos propensos a fumar. Dados de meta-análise de pesquisadores de 14 estudos, incluindo um total de 2.360 participantes; 1.424 foram tratados com medicação e 936 não.  O tratamento estimulante foi associado com um risco menor para fumar. O efeito protetor foi maior na adolescência em comparação à idade adulta.

De acordo com os autores do estudo, é necessário mais investigação para identificar os mecanismos comportamentais e neurofarmacológicos que explicam a associação entre a medicação estimulante e o ato de fumar. O apoio de resultados, o uso de medicamentos para tratar o TDAH em jovens e sugerem que pode haver melhores resultados com a medicação se for usado consistentemente informações adicionais:

1- O que você precisa saber sobre medicação

2- A medicação para TDAH é determinada por meio de exames

3- Tratamentos e terapia comportamentais

4- Falar com seu adolescente sobre drogas — e continuar falando

 

Como se vê, as polêmicas continuarão e defensores e detratores da medicação irão achar fatos que justifiquem suas posições, portanto cabe aos pais se informarem sobre as doenças de seus filhos e saber questionar os médicos sobre o tratamento proposto. Esta é a função deste blog e do tome do Hospital Sabará e Instituto Pensi: divulgar informação atualizada para pais, educadores e curiosos sobre saúde infantil.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte> Pediatrics junho de 2014 – Stimulant Treatment of ADHD and Cigarette Smoking: A Meta-Analysis

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Categorias: Saúde do Adolescente

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É costume tradicional que as famílias se reúnam para o famoso “almoço de família”, muitas vezes no domingo. Pesquisas demonstram que a convivência familiar nas refeições é muito importante para a educação e relação entre pais e filhos. Comer juntos como uma família é uma ótima maneira de:

1-           Ajudar o seu filho a aprender hábitos alimentares saudáveis.

2-           Modelar uma alimentação saudável para o seu filho.

3-           Passar tempos valiosos.

O Poder da Família

Ajudar o seu filho a perder peso deve ser um projeto de família. Você não pode esperar que o seu filho mude seus hábitos alimentares sozinho, enquanto outros membros da família continuam a chegar com doces e sorvetes. O que você pode fazer neste caso:

1-           Obter apoio da família e incentivar todos no auxilio a perda de peso do seu filho;

2-           Certificar-se de que todos contribuam com costumes saudáveis

3-           Evitar fazer com que seu filho sinta-se isolado. Isso fará com que seu filho fique ressentido e aumente as chances de fracasso.

4-           Explique que quando uma pessoa tem problema de peso, toda a família precisa contribuir e ajudar.

Transforme as refeições em tempo para a família sempre que possível. Elas devem ser fortemente estruturadas, não só para o seu filho, mas para toda a família.

1-           Definindo horários para as refeições. Se o seu filho sabe que o jantar vai ser servido às 19:00h, talvez comece a procurar por um lanche às 18:30h mas provavelmente esperará a hora do jantar. Se o jantar é servido em um momento diferente a cada noite, o seu filho pode tomar um lanche ao invés de arriscar ter que esperar 2 ou 3 horas para comer.

2-           Ofereça a sua família 3 refeições bem equilibradas por dia. Evite pular refeições. Se o seu filho pula uma refeição, ele ou ela irá sentir muita fome, preparando o palco para excessos.

3-           Ofereça ao seu filho de 1 a 2 lanches saudáveis ​​por dia. Desencorajar os lanches (quando a criança tem acesso a e pega comida durante todo o dia).

4-           Prepare as refeições que são equilibradas e têm o tamanho das porções que são adequadas para a idade do seu filho.

5-           Fornecer pelo menos uma fruta ou vegetal a cada refeição.

6-           Deixe seu filho ajudar a escolher o que vai ser servido no menu. Incentivar e elogiar o seu filho para fazer escolhas alimentares saudáveis ​​.

Comer como Família

Em muitas casas, as famílias raramente se sentam para uma refeição juntos. Ter refeições regulares juntos como uma família é uma forma importante para que as famílias se aproximem. As refeições familiares dão a todos a chance de falar sobre o seu dia. Elas também são uma oportunidade para que você possa manter um olho sobre o que seu filho está comendo e conversar sobre assuntos que você ache importante ou pertinente. O que você pode fazer:

1-           Tente ter muitas refeições juntos como uma família sempre que possível.

2-           Defina uma regra de não-TV durante as refeições da família. A TV é uma perturbação que você deve evitar quando você está comendo.

3-           Mantenha refeições agradáveis e foque nos aspectos positivos. Celebrar sucessos do seu filho e fazer elogios para os seus esforços.

4-           As crianças aprendem mais sobre boas escolhas alimentares e nutrição saudável, quando os membros da família se juntam a uma outra para as refeições. A pesquisa também mostra que as crianças comem mais frutas e legumes e menos alimentos fritos e bebidas açucaradas quando comem com a família inteira.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Obesidade Pediátrica: prevenção, intervenção e estratégias de tratamento para a Atenção Básica – Autor Sandra G. Hassink, MD,   (Copyright © 2014 Academia Americana de Pediatria)

As informações contidas neste site não devem ser usadas como substitutas para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Categorias: Humanização e Psicologia

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Brincar é mais do que entretenimento ou distração. Que tal aproveitar e resgatar algumas brincadeiras?

É época de férias! Crianças sem ir à escola e a eterna preocupação com o que fazer com elas. Junte-se a Copa e adultos ocupados, torcendo, sofrendo… Mas criança precisa brincar. O brincar não é apenas entretenimento, é necessidade. Pelo brincar na infância desenvolve-se importantes aspectos, como cognição, motricidade, personalidade, além de habilidades sociais como aprender a dividir, comemorar, perder, ajudar. O brincar é uma forma de descoberta importante e necessária.

Em grandes cidades nossas crianças já não têm as oportunidades de vida ao ar livre como antes. Há o perigo da violência, a pouca disponibilidade de espaços que propiciam essa vivência, como parques mal conservados, lugares pequenos. Correr, subir em árvores, participar de brincadeiras que necessitam de grandes espaços já não é uma presença constante na infância nos grandes centros. Há, contudo, aspectos positivos, elas estão mais espertas no tocante a modernidade e tecnologia. Não é incomum vermos crianças de menos de 3 anos sabendo utilizar aparelhos como ipads, joguinhos eletrônicos, até mesmo controle remotos. São outros tipos de inteligência desenvolvidos. Além de que, não podemos nos esquecer, estão sujeitas a muito mais informações e conhecimentos do que outrora. As inovações tecnológicas são ótimas, porém também acabam por isolar os pequenos, cada um com seu jogo não interage tanto com os outros.

Mas são férias, e elas precisam brincar e ampliar seu leque de possibilidades. Os brinquedos são ótimas ferramentas, assim como jogar vídeo-game, utilizar computadores e ver televisão também fazem parte. Não podemos negar o progresso, temos que acompanhá-lo. Mas que tal resgatarmos brincadeiras tradicionais? Elas também podem fazer parte do rol de escolhas e ofertas para nossos pequenos. Pode ser divertido! E sair do lugar comum. Além, claro, de manter vivas as tradições.

Há brincadeiras que não requerem muito, nem mesmo espaço. Algumas dicas:

- Lenço atrás (ou Corre cotia)
- Passa anel
- Macaco (ou o mestre) mandou
- Mamãe posso ir?
- Mímica (ou Espelho)
- Contar histórias
- Cantar
- Desenhar e colorir
- Rabo no burro
- Fabricar brinquedos com sucata (como telefone de latinha, por exemplo)
- Sombras na parede
- Brincadeiras de roda (já pararam para pensar o quão pouco as crianças fazem isso hoje em dia?)
- Estátua
- Caça ao tesouro (colocar um “tesouro” escondido e espalhar pelo lugar dicas para encontrá-lo é simples, divertido, ocupa e desenvolve o raciocínio e diversas habilidades dos pequenos)
- Pular corda (tão simples, tão à mão e tão interessante para o desenvolvimento motor)

E muito mais! As opções são inúmeras!

São dicas simples, fáceis e práticas. Uma maneira de podermos, pelo brincar, não só ocupar e entreter as crianças, mas propiciar nas suas férias momentos divertidos, diferentes para muitos, além de ajudar em seu desenvolvimento. Brincar é importante, faz parte e deve ser estimulado.

Para quem quiser ter mais idéias, há diversos sites que dão idéias de vários tipos de brincadeiras, descrevendo-as, sua importância, faixa etária entre outras informações. É só procurar.

Boas brincadeiras!

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Categorias: Desenvolvimento e Comportamento Infantil