creme manga

Criança pequena tem uma curiosidade e uma abertura para coisas novas que são verdadeiramente fascinantes. Você pode por qualquer coisa na frente deles que vão querer por na boca pra experimentar, até pedra. Ou no meu caso, até a comida do gato… É colocar a criança no chão e ir pegar o brinquedo caído, pronto, já está lá o bebê fazendo arte.

Mas isso também tem seu lado bom. Não digo querer comer a comida do gato especialmente, mas comer qualquer coisa. Isso quer dizer também que a gente pode dar as mais variadas comidas que eles estarão dispostos a experimentar. Quando se tem um menino de quase 5 anos em casa que inventa de repente que não gosta de algo que sempre comeu sem problemas, essa postura do pequenino é praticamente revitalizante para uma mãe que gosta de cozinhar coisas diferentes.

Então eu aproveito. Eu dou tudo pro Davizito. Tudo! (Bom, tudo o que tá liberado pelo pediatra, tem alguns alimentos que não damos muito cedo por motivos diversos.) E confesso, adoro ver como ele gosta de comida temperada, com gosto forte. Puxou a mãe.

A receita de hoje é uma sobremesa de manga que é uma delícia para todas as idades. Eu sou super a favor de ir acostumando as crianças com temperos desde cedo e, para crianças pequenas, ir fazendo experimentos com coisas doces surge bastante resultados. Fica aí uma sugestão pra quem quiser se aventurar. Quem quiser algo mais convencional, é só suprimir a páprica.

Pra o pequenino, dou pura ou com pedacinhos de outras frutas, mas pro mais velho colocamos com um pouco de sorvete de creme ou de coco que fica ótimo também. Adoro manga com coco!

Creme de manga a jato

Rende um potinho de 250g, aproximadamente.

Ingredientes:

  • 1 manga pequena/média
  • 2 colheres (sopa) de água filtrada
  • 1 colher (chá) essência de baunilha
  • ½ colher (chá) páprica doce (opcional)

Modo de fazer:

Descasque a manga e corte em pedaços médios. Bata num liquidificador ou com um mixer junto com a água até que fique pastosa. Adicione os temperos e pulse mais algumas vezes até que esteja bem homogênea. Prontinho! Mais fácil impossível.

 

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Categorias: Guloseimas da Bia

O carro afunda, o avião afunda, até a gente afunda se não souber nadar, então por que o barco não afunda? Pois é, se ainda tem tanto adulto que não compreende isso direito, como é que as crianças vão entender? É cada pergunta de pegar mamães e papais desprevenidos, mas, na verdade, essa questão é mais simples do que parece.

Você pode começar pensando na bolinha de gude, tão pequenininha, tão menor do que o barco e não flutua que nem ele, muito pelo contrário, vai direto para o fundo, rapidinho. E uma bolota de massinha, será que afunda também? Coloque-a em um copo d’água e veja só o que acontece: para o fundo, igual a bola de gude.

Mas e se a gente achatar ela igual a um barquinho? Ups, flutuou… E se agora a gente colocar a bolinha de gude dentro do barco de massinha? Ela afundou um pouquinho, mas… Continua flutuando! Por que será?

Tanto a bolinha de gude quanto a bolota de massinha afundam porque são mais pesadas do que a água que estaria no lugar que elas ocupam. Mas quando a bolota vira um barquinho de massinha ela se torna mais leve do que a água que estaria naquele lugar – e ainda consegue carregar a bolinha de gude.

Assim, quando você coloca o barquinho na água, o volume deslocado provocauma reação em contrário. Há muitos e muitos anos um italiano chamado Arquimedes descobriu que se o peso do barco for igual a essa pressão, que ele deu o nome de empuxo, o barco não vai afundar: ele se equilibra pela própria força da pressão que recebe da água.

O formato do barco também ajuda um bocado a manter o equilíbrio e a compensar essa pressão, por isso, quando ele está na água, vazio, você pode reparar que grande parte do casco fica para o lado de fora da água – e conforme vai recebendo peso, como as bolinhas de gude, o casco vai afundando.

Se tiver peso demais em cima do barco, aí não tem jeito, o peso não vai ficar igual à pressão, ou seja, ao empuxo, e o barquinho vai acabar afundando. Por isso é preciso distribuir direitinho o peso, como aqueles navios de carga que a gente vê no porto, cheio de containers – mas só até um determinado limite.

A flutuação também vai depender do meio, porque nem toda água é igual. A água salgada é mais densa e ajuda a flutuar mais do que a água doce, aquelas dos rios e lagoas – e da piscina também. Os sais dissolvidos que existem na água do mar ajudam o barquinho a flutuar, como se ajudassem a segurá-lo em cima d’água.

É só um pouquinho, cerca de 3% a mais que a água doce, mas isso já faz diferença. Isso é o que chamamos de a densidade da água. Quanto mais densa a água, quanto mais salgada, no caso do mar, maior a sua flutuabilidade, ou seja, mais fácil o barquinho flutuar – e carregar bolinhas de gude.

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Categorias: Cantinho do Aprendizado

mamadeira

Mamar, mamar, mamar é tudo que um bebê necessita e gosta de fazer no primeiro ano de sua vida, que desejamos longa, saudável, feliz e digna. Além da mama da mamãe, dos dedos e outras partes de seu corpo e de outros objetos, ele mama a mamadeira. E como mama! Como ela é tão especial e presente, vou propor, apoiado em Piaget[1], dois problemas a serem colocados para seu bebê muitas vezes, se ele e você curtirem a brincadeira. Os problemas servem também para observar e compartilhar com a criança, algo que nos acompanhará – como desafio – a vida toda: temos necessidade de conhecer as coisas, os objetos e as pessoas que são importantes para nós, que fazem parte de nossa experiência. E conhecer, nesse caso, significa superar a indiferenciação, em favor da diferenciação e integração.

O que é isso? A criança ganha vida na barriga da mamãe, é uma parte, pode-se dizer assim, de seu corpo, está tão vinculada a ela que uma e outra são pura continuidade ou indiferenciação, pois não se distinguem. Depois que nasce a criança é uma e a mamãe é outra, são duas pessoas, não importa se uma é grande e a outra é pequena. Mas, a indiferenciação ou continuidade continua: respiram o mesmo ar, olham-se diretamente quando há luz, e mamar, mamãe e mama ou mamadeira são para o bebê uma coisa só. Reconhecer mamãe e mamadeira como coisas separadas da criança são, pois duas grandes conquistas ou conhecimentos. E o fato é que isso acontece muito lentamente a partir do sexto ou sétimo mês de vida. Os problemas a serem propostos te permitirão constatar isso! Mas, por favor, não os utilizem como teste ou forma de julgar seu filho ou filha. Considerem-nos como primeiras formas de brincadeiras de esconde-esconde, que tanto deliciam as crianças a partir do oitavo mês de vida.

Primeiro problema. Seu filho ou filha faminto está com a mamadeira cheia de leite. Você esconde a mamadeira totalmente da visão dele ou dela. E, em seguida, volta a apresentar a mamadeira. O que acontece? Como a criança reage? Por suas reações, dá para imaginar que a mamadeira longe de seus olhos, e apesar da fome, continuou existindo para ela, ou é como se tivesse desaparecido?

Segundo problema. Desta vez, você esconde a mamadeira com leite, de seu filho faminto, apenas parcialmente, ou seja, parte dela é visível para a criança e parte, invisível. Você pode colocar o problema de um modo mais fácil ou mais difícil. No modo fácil, esconde a metade inferior da mamadeira, deixando visível a parte superior, mais importante, que é o bico. No modo mais difícil, faz o contrário, ou seja, é só o fundo que fica visível. Como a criança reage diante destas situações? Ela chora, observa, busca recuperar a mamadeira? O que faz?

Duas observações. Primeira: Pesquisas indicam que muitas crianças necessitam de todo o seu primeiro ano de vida para resolverem bem essas duas situações, ou seja, recuperarem, por si mesmas, o objeto escondido. Por que isso é tão difícil para elas? É que demora muito tempo para aprendermos a ver com os “olhos” de dentro de nós, os olhos da imaginação. É como se só existissem os “olhos” da percepção. Segunda: Superar, pouco a pouco, a indiferenciação – algo só existe se em contato direto, visual, comigo – abre o caminho da diferenciação, conquista que só alcançaremos, para certas coisas, a partir dos sete anos. Por igual, a diferenciação abre o caminho para a integração, ou seja, para aquelas situações em que o outro e as coisas, estão lá fora, mas também dentro de nós, e podem se expressar como conhecimento, amor e respeito, e podem organizar nossa vida de um jeito ou outro. É para esse futuro que o presente de seu filho ou filha precisa ser bem cuidado

[1] Jean Piaget, A construção do real na criança. São Paulo: Ática, 1967. p. 48-50.

Lino de Macedo_Assinatura

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Categorias: Psicologia e Educação

Num mundo conturbado como o da atualidade, as doenças mentais parecem aumentar e o que era raro em crianças e adolescentes, como a depressão, a ansiedade, hoje não é mais. Os adolescentes são os que mais estão expostos aos riscos destas doenças.

A adolescência não é um momento fácil nem para os jovens nem para os pais, também. Como as crianças se movem através das várias transições tumultuadas que acompanham a adolescência – físico, emocional, hormonal, sexual, social intelectual – as pressões e problemas podem muito facilmente parecer esmagadora. Para muitos adolescentes, estas e outras pressões podem levar a uma ou mais de uma variedade de doenças mentais; todos são assuntos de interesse, e alguns são de risco de vida. Algumas dicas importantes para os pais estão listadas abaixo:

  • Comunicação constante, aberta e honesta: Seus filhos não só devem saber que podem falar com você sobre qualquer coisa, como você tem que estar comprometida em abordar temas de interesse e fazê-lo abertamente. Fale sobre suas próprias experiências e medos quando era um adolescente. Que eles saibam que eles não estão sozinhos; nem são as suas ansiedades únicas.
  • Entenda que as perturbações mentais são tratáveis. Arme-se com informações sobre as doenças mentais mais comuns entre os adolescentes; falar com o pediatra do seu filho, o departamento de saúde local, o líder religioso, e orientadores das escolas do seu filho sobre o que tipos de informações estão disponíveis a partir deles.
  • Esteja atento ao comportamento de seu filho adolescente. A adolescência é, de fato, um momento de transição e mudança, mas as alterações mais graves, dramáticas, ou bruscas de comportamento podem ser fortes indicadores de sérios problemas de saúde mental.

 

As “bandeiras vermelhas” da saúde mental que você deve estar alerta são:

  • Excesso de sono, além de fadiga adolescente de costume, o que poderia indicar depressão ou abuso de substâncias; dificuldade em dormir, insônia e outros distúrbios do sono
  • A perda da autoestima
  • O abandono ou perda de interesse em passatempos favoritos
  • Inesperado e dramático declínio no desempenho acadêmico
  • A perda de peso e perda de apetite, o que poderia indicar um distúrbio alimentar
  • Mudanças de personalidade e mudanças, como agressividade e excesso de raiva que são nitidamente de caráter e poderia indicar, de drogas, ou sexuais problemas psicológicos

 

Alguns dos principais problemas de saúde mental para ter em conta são:

Depressão

Enquanto todos nós estamos sujeitos a “TRISTEZA”, a depressão clínica é uma condição médica séria que requer tratamento imediato. Preste atenção para:

Alterações nos padrões de sono

Choro inesperado ou mau humor excessivo

Hábitos alimentares que resultam em perda de peso ou ganho perceptível

Expressões de desesperança ou inutilidade

Paranóia e sigilo excessivo

Automutilação, ou menção de ferir a si mesmo

Preocupações obsessivas de imagem corporal

Isolamento excessivo

Abandono de amigos e grupos sociais

Transtornos Alimentares

Preocupações com a imagem corporal pode tornar-se obsessões, o que resulta na perda de peso surpreendente, afetando severamente a saúde do adolescente:

Anorexia: Evitar alimentos e mudanças drásticas ​​nos hábitos alimentares deve provocar preocupação.

Bulimia: vômito forçado depois de comer – estar alerta tanto para perda de peso dramática, sem mudanças nos hábitos alimentares (o que poderia, é claro, indicar outros problemas de saúde que requerem atenção de um médico) e também para viagens imediatas ao banheiro ou outro privado manchar após uma refeição.

 

Abuso de Drogas

Além da pressão dos colegas, problemas de saúde mental pode levar os adolescentes não só para experimentar com álcool e drogas, mas também de usar substâncias para “automedicação”. E, além de estar ciente dos sinais comportamentais e físicas do abuso de álcool e drogas – drogas e álcool parafernália ou provas, ressacas, fala arrastada, etc – Os pais também devem:

Esteja alerta para a prescrição de medicamentos utilização indevida e abusiva: De acordo com a AAP, uso indevido de drogas de prescrição por adolescentes é muito comum de maconha e álcool. Os mais comumente abusadas medicamentos nos EUA incluem Vicodin e Xanax, no Brasil nunca li nada a respeito, mas parece ser comum também, principalmente o uso de antidepressivos e estimulantes.

A preocupação com a saúde mental de seu filho adolescente deve primeiro ser tratadas com o seu filho – promover a comunicação aberta vai um longo caminho para promover hábitos de saúde mental de adolescentes de som.

Se as suas preocupações são graves, discuti-las com o seu pediatra. Porque tantos problemas de saúde mental, exibir manifestações físicas – de perda de peso é o mais dramático, mas não o único – o seu pediatra pode oferecer tanto a avaliação médica inicial e também encaminhá-lo para se apropriar das organizações de saúde mental e profissionais para aconselhamento e tratamento em caso de necessidade.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: AAP

 

 

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Categorias: Psicologia e EducaçãoSaúde do Adolescente

governança

A Fundação José Luiz Egydio Setúbal respeita as regras de governança recomendadas pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) para Fundações. Por isso,  mantem uma Diretoria Executiva, um Diretor e um Conselho Superior.

A Diretoria é formada por um Presidente e por um Diretor Administrativo, que são escolhidos pelo instituidor ou por sua família, e tem a função de controlar as administrações do Hospital Infantil Sabará e do Instituto Pensi.

Conselho Superior – O Conselho Superior é composto por até 11 membros (Metade externos e metade representando a família do instituidor). Dos membros, um é o Presidente e outro Vice-Presidente, eleitos na forma do disposto no regimento interno para cumprir mandato de seis anos, que por sua vez não é coincidente e permite a renovação parcial dos mandatos de seus membros a cada três anos.

Os membros do Conselho Superior serão escolhidos pelo instituidor da Fundação José Luiz Egydio Setúbal. No caso de renúncia, impedimento ou falecimento do instituidor, suas atribuições serão exercidas pelos seus filhos. Desta forma, cada um escolherá um membro do Conselho Superior para as vagas remanescentes. A escolha será feita por consenso entre os mesmos.

 

Diretoria

Presidente: José Luiz Egydio Setúbal

Diretora: Sandra Regina Mutarelli Setúbal

 

Conselho Superior

Presidente: José Luiz Egydio Setúbal

Vice- presidente: Milton Luís Monteiro

Membros

Alfredo Setúbal

Beatriz de Mattos Setúbal

Gabriel de Mattos Setúbal

Olavo Egydio Mutarelli Setúbal

Henri Penchas

Luís Arnaldo Szultan

Frederico Octávio Sabatel Bourroul

 

Modelo de Gestão

A Fundação José Luiz Egydio Setúbal foi instituída pensando em sua perenidade. Parte do patrimônio instituidor foi o Hospital Infantil Sabará, que no modelo idealizado é o gerador de recursos financeiros para a Fundação.

Estes recursos devem, a critério do Conselho Superior, ser depositados em um Fundo Patrimonial.  Deste valor, uma porcentagem será alocada para o Instituto Pensi realizar a missão da Fundação, ou seja gerar conhecimento em saúde infantil por meio de pesquisas, além de  divulgar e disseminar conhecimento por meio de redes sociais, ensino e educação. Deve também realizar projetos sociais além de capacitar voluntários para trabalhar em organizações de saúde.

 

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Categorias: Artigos

BBBB

Hoje publicamos um levantamento sobre a vacina de rotavírus e sua importância no atendimento de pediatria nos EUA. A vacina contra o rotavírus reduziu o número de crianças hospitalizadas por rotavírus associada à diarreia em até 94 por cento em alguns anos, de acordo com pesquisa pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

O estudo, “Vacinas contra Rotavírus e Saúde Utilização de Unidades de Saúde pela diarreia nos Estados Unidos (2007-2011)”, publicado em junho pela Pediatrics, analisou os dados de hospitais em relação às doenças diarreicas, tanto antes como depois da vacina contra o rotavírus, que foi recomendada em 2006.

As hospitalizações associadas ao rotavírus e todas as internações diarreia foram substancialmente mais baixas para as crianças menores de cinco anos de idade, de 2007 a 2011, especialmente entre as crianças de até um ano. Durante 2009-2011 houve também uma redução significativa no serviço de urgência e consultas ambulatoriais. Na temporada de rotavírus de 2009-2010, as taxas de hospitalizações relacionadas com o rotavírus diminuiu 94 por cento em comparação com as taxas de pré-vacinais. Crianças não vacinadas também tiveram menores taxas de hospitalização nos anos pós-vacinais, devido aos benefícios indiretos da vacinação.

No geral, durante 2007 e 2011, os autores do estudo estimam que a vacinação contra o rotavírus reduziu visitas de cuidados de saúde relacionados com diarreia em 1,5 milhões de visitas, com uma economia de 924 milhões dólares em os EUA.

Como se vê, estudos de economia da saúde podem ser importantes para uma definição dos governos em como gastar bem o dinheiro dos impostos e para o benefício da saúde de toda a população. Pensando nisto, nós do Hospital Sabará e do Instituto Pensi fazemos pesquisas em algumas áreas da saúde infantil, para assim ajudar a influenciar as políticas públicas do Brasil tanto nas medidas de impacto na saúde como no gasto.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: “Rotavirus Vaccines and Health Care Utilization for Diarrhea in the United States (2007–2011)” – Pediatrics jun -2014

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Categorias: Saúde da CriançaSaúde do Bebê

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Como podemos ajudar nossos filhos a lidar com as tensões da vida cotidiana? Durante a infância, as pressões podem vir de uma série de fontes: de dentro da própria criança, bem como dos pais, professores, colegas e da sociedade em geral, na qual a criança vive.

A pressão pode assumir muitas formas que desafiam as crianças e para as quais devem responder, ou muitas vezes, se adaptar. Se estes são eventos de consequências duradouras, como o divórcio de seus pais, ou apenas um aborrecimento menor, como perder a sua lição de casa, essas demandas ou tensões são uma parte da vida diária das crianças.

Ensinar as crianças que alguns eventos são ruins mas que elas são capazes de se adaptar a eles com relativa facilidade irá ajuda-las. Elas aprenderão que outros eventos como ameaças às suas rotinas diárias, da sua família ou sensação geral de bem-estar, são bem mais problemáticos, mas se sentirão capazes de enfrenta-los.

O estresse habitual é importante para a criança se preparar para vida, mas estresses muito prolongados e de muita intensidade podem provocar danos emocionais e de saúde que persistirão por toda vida, é o chamado estresse tóxico. Este estresse tóxico é observado em crianças que vivem em ambientes de muita violência, de pobreza extrema, que sofrem algum tipo de abuso ou doença crônica que leva a um sofrimento constante.

Grandes eventos, especialmente aqueles que mudam para sempre a família de uma criança, como a morte de um pai, pode ter efeitos duradouros sobre a saúde psicológica das crianças e bem-estar. Tensões diárias menores também podem ter consequências. Eles podem contribuir para a perda de sono ou apetite. As crianças podem tornar-se irritadas ou irritáveis ou suas notas escolares podem sofrer. Seu comportamento e sua vontade de cooperar pode mudar.

Temperamentos das crianças variam e, portanto, eles são muito diferentes em sua capacidade de lidar com o estresse e aborrecimentos diários. Alguns são, por natureza, descontraídos e ajustam facilmente a eventos e situações novas. Outros são tirados do seu equilíbrio por mudanças em suas vidas. Todas as crianças melhoram em sua capacidade de lidar com o estresse, se anteriormente conseguiram gerenciar desafios e se eles sentem que têm a capacidade e o apoio emocional da família e dos amigos. As crianças que têm um claro senso de competência pessoal, e que se sentem amados e apoiados, geralmente saem bem neste desafio.

Certamente, a idade e o desenvolvimento de uma criança vão ajudar a determinar quão estressante uma determinada situação pode ser. Alterar professores em meados do ano pode ser um grande evento para uma criança na primeira série e apenas um aborrecimento para uma sexta série.

Como a criança percebe e responde ao estresse depende em parte de seu desenvolvimento, na experiência de vida, e, em parte, temperamento individual de uma criança. Por isto é importante que os pais e cuidadores não resolvam tudo e incentivem as crianças a procurarem seus caminhos para solucionar os problemas.

Ironicamente, muitos pais acreditam que seus filhos em idade escolar não estão cientes das tensões ao seu redor e são de alguma forma imune a elas. Afinal de contas, seus filhos não só tem todas as suas necessidades básicas atendidas, mas talvez eles também têm uma sala cheia de brinquedos, amigos para compartilhá-los com, muita brincadeira, e uma agenda cheia de atividades extracurriculares.

No entanto, as crianças são muito sensíveis às mudanças ao seu redor, especialmente para os sentimentos e as reações de seus pais, mesmo que esses sentimentos não são comunicados diretamente em palavras. Se um pai perde o emprego, as crianças terão de se ajustar a crise financeira de sua família; eles têm de lidar não só com as familiares alterações orçamentarias evidentes, mas também com as mudanças nos estados emocionais de seus pais. As crianças podem ter de lidar com um valentão no playground, uma mudança para um novo bairro, doença grave de um dos pais ou a decepção de um fraco desempenho esportivo. Eles podem sentir uma importunação para se vestir da maneira “certa”, ou para alcançar as notas altas que pode colocá-los no caminho certo para a faculdade “direito”.

Alguns psicólogos acreditam que a média os jovens de hoje, na verdade, são confrontados com mais estresse do que as crianças das gerações anteriores foram e têm menos apoios sociais disponíveis. A mudança na estrutura familiar dos grandes de apoio, famílias ampliadas (incluindo ambos os pais, tias, tios e avós) das gerações anteriores, ao apresentam alta incidência de famílias divorciadas, as famílias monoparentais e as famílias adotivas alterou drasticamente a experiência da infância. Milhões de jovens devem se ajustar a essas mudanças.

Mesmo em famílias estáveis, os dois pais trabalham, o que muitas vezes obriga as crianças a passar mais tempo em programas pós-escola ou em casa sozinho ou com empregados ou cuidadores. Para algumas crianças essa perda de tempo junto a seus pais é bastante estressante. Assim, também, é a responsabilidade de cuidar de si e da família em casa e às vezes por supervisionar um irmão mais novo depois da escola.

Muitas crianças e adolescentes são submetidas a múltiplas atividades que enchem o “tempo livre” das crianças com uma agenda que pode ser exaustiva e sem tempo para brincadeiras.

As crianças e adolescentes de hoje também estão sendo criados em uma época onde são expostos à violência e à pressão dos pares sobre a atividade sexual e uso de drogas e são avisados ​​para ser cauteloso sobre o sequestro, abuso sexual e outros crimes. Esta sensação de que eles estão vivendo em um mundo inseguro é uma fonte constante de estresse para algumas crianças. Em suma, os jovens de hoje são regularmente confrontados com desafios para suas habilidades de enfrentamento e muitas vezes são esperados para crescer rápido demais.

Nem todo estresse é ruim. Quantidades moderadas de pressão impostas por um professor ou um técnico, por exemplo, pode motivar uma criança para manter suas notas altas na escola ou a participar mais plenamente em atividades atléticas. Gerenciar com sucesso as situações ou eventos estressantes aumenta a capacidade de uma criança para lidar com dificuldades no futuro.

Quando o estresse é contínuo ou particularmente intensa, isso tem um preço, tanto a psique e o corpo. Eventos estressantes repentinas vai acelerar a respiração de seu filho e os batimentos cardíacos, se contraem seus vasos sanguíneos, aumenta a pressão arterial e tensão muscular e talvez causar dor de estômago e dores de cabeça. Como o estresse persiste, ela pode ser mais suscetível à doença e fadiga experiência, pesadelos, ranger de dentes, insônia, birras, depressão e fracasso escolar.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte Cuidar de sua escola-Criança: Idade 5 a 12 (Copyright © 2004 Academia Americana de Pediatria)

As informações contidas neste blog não devem ser usadas como um substituto para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Categorias: Desenvolvimento e Comportamento Infantil

New tooth

No mês passado conversamos com os amigos do Blog Saúde Infantil sobre uma condição bastante desagradável no consultório: o traumatismo nos dentes decíduos ou de leite (Traumatismo dentário – Parte 1). É uma situação bem complicada porque acontece em crianças pequenas e não dá muito para explicar para elas o que aconteceu. A criança chora, a mãe ou o pai ficam atônitos e às vezes bate o desespero, mas por mais que seja um acidente chato, digamos que ainda há uma salvação: o dente permanente vai vir logo, ou não tão logo, mas vai vir.

O complicado mesmo é quando acontece esse mesmo acidente com crianças maiores, pré-adolescentes, adolescentes e adultos. Está bem que a intervenção é mais fácil, em caso da criança estar mais desenvolvida, e é possível manter a calma e correr para o dentista o mais rápido possível. Até por isso, se acontecer em um final de semana, em um feriado ou até mesmo de noitão, tenha sempre o telefone do seu dentista ali na agenda do celular e é para ele que você tem que ligar urgentemente. Pare de querer correr para o pronto-socorro do hospital, exceto se o hospital tiver um dentista de plantão naquele momento, até chegar um pode ser tarde. Ou pior, você pode cair na mão de um atendente que vai te mandar voltar pra casa e mandar tomar uma dipirona ou um anti-inflamatório.

Não é bem assim. Alguns casos de traumatismos dentários precisam de atendimento emergencial, principalmente se houver avulsão total do dente (o dente sai inteiro – coroa e raiz – da boca). Esse dente precisa ser recolocado imediatamente em posição, a essa manobra denominamos REIMPLANTE, e não tem nada a ver com implantes dentários, que são outra coisa.

Então vamos lá: quais são as consequências de um traumatismo em dentes permanentes? Primeiro, podem acontecer tanto em dentes anteriores como nos posteriores. Sim, até os molares podem sofrer traumatismos, é bem raro, mas acontece. O comum mesmo são nos dentes anteriores superiores, e a idade do paciente pode ser relevante para o sucesso do tratamento.

Se a criança estiver em idade escolar (seis e oito anos) ou na pré-adolescência (entre nove e doze anos) o dente traumatizado pode ainda não estar completamente formado e o tratamento pode não ser completado, até que o dente complete sua formação. Acontece assim, quando um dente irrompe na boca a raiz ainda não está completa, se o traumatismo acontecer nessa época e existir necessidade de um tratamento de canal, por exemplo, o paciente vai precisar um bocado de paciência para finalizar o tratamento. Se for um traumatismo simples não há muito com que se preocupar.

O traumatismo pode atingir as estruturas mais duras do dente, esmalte e dentina, se isso ocorrer, se houver fratura e se for possível recuperar o pedaço de dente fraturado, leve ao seu dentista, pode ser útil. Em algumas situações, a colagem dos fragmentos pode deixar o dente quase que perfeito.

Se atingir a polpa (nervo) não vai ter como escapar do tratamento de canal. E existem casos que mesmo não havendo exposição da polpa, pode haver necessidade de tratar o canal porque houve rompimento dos feixes vasculares e nervosos que estão lá na pontinha da raiz, o ápice dentário.

Até aí o tratamento está sendo feito a contento, são soluções rápidas e corriqueiras de um consultório dentário, mas se houver avulsão total, vai ser necessário, como disse acima, um reimplante. E algumas regrinhas podem ser essenciais para o sucesso do reimplante. Vamos lá:

  • Se você estiver preparado, pegue o dente pela coroa e não pela raiz, lave-o em água corrente e recoloque-o imediatamente na posição. Correta, por favor, já vi gente que se apressou e inverteu a posição.
  • Você não está com coragem de recolocar o dente, pode ser assustador para alguns. Coloque o dente avulsionado em um copo de leite ou no soro fisiológico. Se não tiver, coloque em um copo de água mesmo.
  • Não acha o dente que caiu, deixou para o outro dia, esqueça. O sucesso será praticamente nulo.
  • Em todos os casos, vá ao dentista imediatamente, o sucesso do tratamento está diretamente relacionado ao tempo que o dente ficou fora da boca, quanto mais tempo fora, mais improvável o sucesso.
  • E o que é o sucesso em um reimplante? É manter o dente o maior tempo na boca da criança, isso pode durar meses ou anos, mas provavelmente vai haver a necessidade de um tratamento de canal e em um futuro não determinado a colocação de um implante de titânio.

O sucesso do reimplante não é duradouro, mas ainda assim não se deve desesperar por isso. Soluções estéticas são bem acessíveis e realmente ficam boas. E claro, traumatismos na região da face podem ser mais severos e causar transtornos permanentes para qualquer um. No mais é torcer para isso nunca acontecer com nossos filhotes.

 

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Categorias: Saúde Bucal

Drogas, incluindo o tabaco e o álcool, estão facilmente disponíveis para crianças e adolescentes e são uma fonte de preocupação para a grande maioria dos pais que eu conheço. Uma coisa que é preciso ser dita, é que como pai, você tem um grande impacto sobre a decisão de seu filho a não usar drogas lícitas ou ilícitas.

Muito provavelmente, as crianças na escola primária não começaram a usar álcool, tabaco, ou qualquer outro tipo de droga. É por isso que a escola primária é um bom momento para começar a falar sobre os perigos do uso de drogas. Prepare seu filho para um momento em que as drogas podem e serão oferecidas aos seus filhos.

Prevenção do abuso de drogas começa com os pais aprendendo a falar com seus filhos sobre temas difíceis. Prevenção começa quando você começa a falar e ouvir, o seu filho.

Ajude seu filho a fazer boas escolhas e boas amizades e ensine –as maneiras diferentes de dizer “Não!”. Não há garantia de que o seu filho não vai usar drogas, mas o uso de drogas é muito menos provável de acontecer se você:

Fornecer orientação e regras claras sobre não usar drogas.

Gaste tempo com seu filho.

Não utilizar tabaco ou outras drogas, não seja um mau exemplo

Se você beber, faça-o com moderação e nunca dirigir depois de beber.

Quais as mensagens que suas ações e palavras você está dando para o seu filho?

Crianças notam como os pais usam álcool, tabaco e drogas em casa, na sua vida social, e em outros relacionamentos. Isso inclui a forma como os pais lidam com sentimentos fortes, emoções, estresse e até mesmo pequenas dores e sofrimentos. Ter um exemplo que envia mensagens é muito importante para as crianças adquirirem segurança e responsabilidade. As ações falam mais alto que palavras. Crianças realmente observam o que os pais dizem e fazem.

Converse francamente com o seu filho sobre escolhas saudáveis ​​e comportamentos de risco. Ouça o que seu filho tem a dizer. Fazer falar e ouvir um hábito, quanto mais cedo melhor! Aprenda os fatos sobre os efeitos nocivos das drogas e converse com ele sobre o álcool e as drogas e como seus efeitos negativos atua em seus cérebros e corpos e na capacidade de aprender ou praticar esportes. Seja claro e consistente sobre as regras da família.

Não importa o que as outras famílias decidem; suas regras familiares mostrar seus valores familiares. Uma vez que é difícil escapar das mensagens encontradas na música e na publicidade, discutir com o seu filho a influência dessas mensagens têm sobre nós.

Usando uma mistura de elogios e críticas, você pode corrigir o comportamento do seu filho sem dizer o seu filho é ruim. Isso ajuda as crianças a construir a autoconfiança e aprender a fazer escolhas saudáveis ​​e seguras.

 

Autor: José Luiz Setúbal

Fonte Crianças Conectadas: seguro, forte, auto-confiante (Copyright © 2006 Academia Americana de Pediatria)

 As informações contidas neste blog não devem ser usadas como um substituto para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Categorias: Psicologia e EducaçãoSem categoria

leticia

Ver os filhos crescer não é fácil, sentimos que uma parte de nossa vida está indo embora. Uma hora eles serão adultos e isso nos assusta. Aqueles que eram tão dependentes, de repente, como num piscar de olhos, tornam-se independentes, donos de seus narizes, capazes de fazer tantas coisas sozinhos. Como viver isso?

Muitas mães (e aqui as coloco e não os pais, pois em nossa sociedade são as que acabam ficando com a maior parte do dia a dia da criança) o fazem de forma tranqüila, respeitando o desenvolvimento natural de seus filhos, mas muitas acabam por querer manter ainda neles traços incongruentes com sua idade. Talvez por isso observemos tantas mães infantilizando seus filhos. Ou seja, aquelas mães que ainda dão papinha em casa para crianças que na escola comem sanduíche; mães que se comunicam com elas chamando as coisas não pelo nome correto, mas pelo vocabulário de neném (papá, naninha…), isso com crianças que já falam fluentemente, e não com os pequenos que ainda não sabem se expressar; que não tiram a chupeta e a usam como “calaboca”, ou “calmante”, numa fase em que seus filhos já deviam ter largado-a; que as deixam fazer manha numa etapa que deveriam lhes estar ensinando limites.

É o caso daquelas que dão mamadeira para seu filho, grande, cheio de dentes, que vai para a escola, que desenha e tem total capacidade de comer sozinho, que bebe em copo e até já pega água no bebedor, numa idade em que esta já deveria estar aposentada. Aí ouvimos a velha desculpa: mas ele gosta! Ora, quem é que gosta, a criança ou a mãe? Quem decide? Será que não é sua mãe que prefere mantê-la regredida, na mamadeira? E mais, se a criança é quem manda, qual o papel dessa mãe? Basta então deixá-la decidindo tudo e viver à sua mercê. Estas mães acabam por dar duas mensagens, a de que seu filho é grande para certas coisas, mas continua bebê. Em outras palavras é criança grande, mas neném ao mesmo tempo. Que confusão. Para ambos! Inconscientemente, sem perceber, estas mães ficam mantendo seus filhos em situação regredida. Como freiando-os. Se pararmos para pensar, no fundo, estão negando que eles crescem. Querem manter o bebê vivo o maior tempo possível.

Será que estas mães estão preparando seus pequenos para a vida? Preparar para a vida não é carregar no colo, mas ensinar a andar. Como diz o ditado, não é dar o peixe, mas ensinar a pescar. Em um filme sobre a vida de Ray Charles, uma cena muito tocante é quando ele, criança já cego (ele nasceu com visão normal e perdeu-a na infância), entra em casa e chama por sua mãe para ajudá-lo. Esta, no canto, fica escondida e não responde. Faz isso sofrendo. Depois lhe explica que ele precisa aprender a ser cego e fazer as coisas por si próprio pois estará sozinho muitas vezes, especialmente depois que ela morrer. Que sábio. Em tempo, claro que antes disso,  ela já havia ensinado muitas coisas, não o deixou sozinho aquém de seus limites. Não é fácil, com certeza, que mãe quer ver seu filho sofrer? Mas necessário, infelizmente. Os filhos devem ser preparados para a vida e a vida não é bondosa. Cada um tem que se virar.

Crianças dependentes, super protegidas, que recebem tudo de mão beijada, muito freqüentemente, crescem adultos sem ambição, sem garra, sem capacidade de lutar por suas conquistas. Isso não é novidade. Muitas vezes a culpa não é deles, mas da forma como foram criados, aprendendo que tudo vêm a eles. Como então na vida adulta sobreviverão, dado que a vida não proporciona tudo? Claro, isso é inconsciente, não é de forma pensada. Nenhum rapaz fica pensando: Nossa! A vida foi feita para me dar tudo e portanto é só esperar. Mas eles foram educados assim; a mensagem que sempre receberam é essa, nada lhe faltará porque (nós pais) provemos sempre. Claro que nenhum pai ou mãe faz isso de propósito também. Pais sempre querem o melhor para os filhos. Mas esse melhor muitas vezes é realizado de uma forma que não os prepara para a vida, e isso deve ser colocado em questão.

Educar é difícil, desafiante, nos coloca em posições complicadas.  Já escrevi sobre a “A difícil e fundamental arte de dizer: não!”, que é necessário na educação dos filhos. Nesse caso, acrescento, é dizer não para um tempo que já passou. Para uma fase em que a criança já não precisa usar fraldas, que já não precisa só tomar papinha, usar chupeta. Ela está crescendo! Não podemos impedir isso. O que está em nosso alcance é tornar esse processo mais tranqüilo, ou mais difícil e doloroso para todos os envolvidos, ao não permitir que nossos filhos se desenvolvam e ganhem maturidade e autonomia na hora certa. Esse momento chegará, é inevitável. É melhor termos filhos preparados do que dependentes, que sofrerão com isso e não serão capazes de enfrentar a vida, seus momentos, seus desafios.

Crescer, várias teorias do desenvolvimento infantil (Piaget, Erik Erikson, Vygotsky…) defendem, requer desafios.  Se esses não são colocados na hora certa aparecerão em algum momento, claro, mas “atrasados”, comprometendo o “desenvolvimento padrão”, retardando todo um aprendizado, um crescimento emocional. Talvez se mudarmos a perspectiva de pensamento, para ao invés de encararmos como sofrimento, mas como descoberta todo esse processo, haja uma mudança de paradigma. Portanto, por mais duro que seja, vamos deixar os filhos crescerem, não passando múltiplas mensagens, duplas informações: Você é grande para ir para a escola, mas ainda bebê para tomar mamadeira. Não gerar essa confusão para a criança, que acaba, claro, por não querer desapegar daquilo que lhe é importante, significativo e gostoso, mantendo hábitos que não condizem mais com seu desenvolvimento. Cabe aos adultos, responsáveis, pensar sobre isso e tomar as decisões na condução de sua criação.

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Categorias: Psicologia e EducaçãoPsicologia e Humanização