Nos últimos tempos têm saído na imprensa em geral várias pesquisas e recomendações para leitura de livros para crianças. Li uma matéria sobre isto no Pediatrics e tinha como referência um livro da AAP (Academia Americana de Pediatria) e achei interessantes estes marcos do desenvolvimento para se ler para crianças.

 

Menores de 6 meses: Nunca muito cedo

Ao contrário de alimentos sólidos, nunca é cedo demais para começar a ler com o seu bebé. Quem se importa se é a página de esportes ou qualquer coisa mais colorida, o que importa vai ser o tempo que você compartilhar juntos que conta, para se divertir com isso!

6-12 meses: Desenvolvendo um gosto por livros

O que quer que os bebês estejam interessados ​​nessa idade, eles previsivelmente colocarão diretamente em suas bocas. Livros não são exceção. Agora que seu bebê pode se sentar em seu colo; pegar um livro; e mostrar o seu interesse por batendo em, girando, ou resinagem as páginas, você vai encontrar-se especialmente úteis os livros de cartão ou de plástico pela sua natureza à prova de baba.

1-2 anos: Rotina iniciada

Assim como a comida, seu filho vai agora descobrir que há muito mais que pode fazer com os livros que apenas colocá-los na boca. Como ele faz questão de mantê-los, virando-os do lado correto para cima, e levá-los até você para ler vez após vez. Você pode começar relacionando o que está em seus livros com o que existe na vida real, como fazer experiências apontando para fotos e perguntando: “Onde está a bola?  Você pode encontrar a bola? “Antes que você perceba, ela estará respondendo suas perguntas, preenchendo as extremidades de cada frase, e recitando suas histórias favoritas de volta para você. Tal como acontece com as refeições, não espere um tempo de atenção muito tempo, já que é a qualidade do tempo gasto que realmente importa, não a quantidade.

2-3 Anos: Ler, Ler e Ler Mais uma vez

Crianças de dois anos prosperam na rotina e a vontade para dominar o poder de previsibilidade, por isso não se surpreenda se o seu filho é menos curioso ou disposto a tentar algo novo e em vez disso quer ler a mesma história uma e outra (ou mais) de novo.

Se os livros antes de dormir já se tornaram um hábito ótimo!  Este é um hábito que você nunca mais vai precisar quebrar. Dê uma passada numa livraria ou numa biblioteca e procure algo legal para ler para seu filho.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Lendo em casa com o seu recém-nascido, 2 ª Edição (Copyright © 2010 Academia Americana de Pediatria)

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Categorias: Desenvolvimento e Comportamento Infantil

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Vivemos numa sociedade em que as crianças possuem uma agenda tão lotada que mais parecem pequenos executivos. Escola, inglês, futebol, balett, escolinha de esportes, natação, entre outros tantos compromissos sugam as energias de nossos pequenos. Além disso, as crianças vão dormir cada dia mais tarde e acordam cedo para poderem dar conta dessa agenda carregada que lhes é imposta.

Aliado a esses fatores, o segundo semestre é geralmente mais puxado que o primeiro. Os feriados são mais escassos e a correria nas escolas absorve toda energia possível das nossas crianças.

Surgem então os primeiros sinais de fadiga ou cansaço, isto 6é, aquela sensação de falta de energia no corpo. O cansaço infantil pode estar ligado também a distúrbios do sono ou até mesmo indicar depressão. É preciso avaliar as condições das crianças: quantidade de atividades físicas, alimentação, estresse emocional, relação com a escola, sono.

Há momentos em que o corpo (ou a mente, ou ambos) pedem uma trégua. Nesses momentos temos duas opções: ou descansamos – e o cansaço passa – ou persistimos e continuamos sem descanso, até esgotarmos nossos limites e cairmos em alguma doença. Assim também acontece com as crianças. Cada um possui seus limites físicos e psíquicos em termos de cansaço, e isso pouco tem a ver com estruturar esquelética ou muscular, com obesidade ou magreza. Em algumas épocas do ano o cansaço é mais frequente, principalmente no final do ano letivo. É preciso que fiquemos sempre alerta.

As três razões principais de cansaço infantil são:

  1. Má alimentação, ou seja, não se alimentar da maneira correta nos horários corretos. É muito comum as crianças dormirem e após longas horas tomarem apenas um copo de leite e irem p a escola. É importantíssimo verificar sempre o número de horas que a criança fica sem se alimentar. É importante também avaliar a qualidade das refeições que devem estar repletas de frutas, verduras e legumes.
  2. Sono: cada pessoa tem seu ritmo de sono mas as crianças tem mais necessidades em horas de sono do que um adulto. Muitas vezes faz-se também necessário um tempo de descanso após o almoço, tanto para crianças como para os jovens. É importantíssimo que os pais coloquem um horário certo para as crianças irem dormir.
  3. Excesso de atividades: algumas crianças possuem as agendas sobrecarregadas e esse excesso de atividades associado às poucas horas de sono e a uma alimentação inadequada tornam-se um caminho largo para o cansaço infantil.

 

Na fase dos 11/12 anos, muitas crianças queixam-se de dores de cabeça, causadas muitas vezes pelo bombardeio hormonal que se dá nessa faixa etária. No entanto deve-se ficar atento às possíveis enxaquecas.

O cansaço pode também estar associado a fatores psíquicos, isto é, uma tentativa de chamar a atenção, seja porque a criança se sente marginalizada dentro da família, seja porque se sente desprezada, seja porque se sente pouco amada. Uma doença em família também pode ser causa de cansaço na criança.

O importante é sempre estarmos atentos às nossas crianças. Cuidar para que não tenham uma agenda lotada, que tenham alimentação saudável e regrada, que tenham horas de sono compatível com a idade e acima de tudo que tenham momentos de descanso, sejam eles vendo TV, jogando videogame e ou simplesmente brincando com carrinhos e bonecas. Uma criança que brinca, pula, dança, canta, sorri é sinal de criança descansada e feliz!

maria helena

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Categorias: Atividade Física

Dentro das polêmicas do tratamento do TDAH, está o uso ou não do tratamento químico (com medicação). Seguem algumas orientações para os pais se decidirem junto com o pediatra sobre o tratamento de seu filho.

Você pode já estar ciente de que a dosagem de muitos medicamentos, incluindo antibióticos, remédios para resfriados e outras drogas, são determinadas pelo peso de uma criança. Este não é o caso com medicamentos estimulantes.

Assim como as crianças individualmente respondem diferentemente a diferentes estímulos, cada criança requer uma dosagem diferente, que não pode ser previsto com antecedência. A melhor dosagem para uma criança com TDAH é a que alcança os melhores resultados sem ter efeito colateral- não a dose mínima que leva a qualquer nível de resposta positiva (mesmo que no passado esta tem sido uma prática bastante comum entre os médicos). Como a dosagem é determinada pela forma como ele funciona, e porque ele varia muito entre as crianças, o pediatra do seu filho pode precisar de ajustar a dose várias vezes antes de encontrar o melhor nível.

O pediatra pode optar por começar com uma dose baixa, e progredir através de uma série de aumentos de dose, monitoramento dos resultados por feedback de vocês, seu filho e seu professor. Lembre-se também que você já é alvo de comportamentos específicos que você espera ver melhorar com gestão de medicamentos. O ideal é que o pediatra do seu filho irá rever isso com você, e também irá pedir para a opinião de professores e outras pessoas que têm contato com a criança tratada.

Uma vez que o médico do seu filho reviu quaisquer alterações nos sintomas centrais do seu filho e comportamentos-alvo, a dose da medicação pode ser gradualmente ajustada até que sejam alcançados os melhores resultados. Se uma dose mais elevada produz efeitos colaterais ou nenhuma melhoria adicional, a dosagem pode ser reduzida. Este método gradual de chegar à dose adequada (titulação) pode minimizar alguns dos efeitos secundários iniciais que possam ter ocorrido se ele tivesse começado com a dose mais elevada desde o início.

Estimulantes que estão disponíveis são de curta ação (cerca de 4 horas), intermediário agindo (6-8 horas), ou de liberação prolongada (10-12 horas) formas, fazendo com que o esquema de administração de medicação do seu filho bastante flexível. Alguns médicos sugerem tomar “férias de medicamentos” parando seu o uso da medicação nos finais de semana, durante as férias de verão, ou em relação a outros períodos mais longos, quando sentem que a criança precisa-los menos. Estas pausas podem falar com um desejo de pais ou filhos para minimizar o uso de estimulantes, mas não há nenhuma evidência confiável indicando que as quebras são úteis ou necessárias a partir de um ponto de vista médico. Em muitos casos, famílias acham que dando continuidade ao cronograma de medicação fora do horário escolar e dias letivos ajuda relações familiares, apoiando melhores habilidades de escuta e ajuda a criança mais hiperativo e impulsivo aproveitar melhor as experiências sociais, tais como reuniões de escoteiros, atividades da igreja e esportes.

A dose da medicação do seu filho deve ser aumentada até que os melhores resultados são alcançados sem efeitos colaterais significativos. Apenas um pequeno número de crianças que são introduzidas a medicação estimulante na maneira sistemática que descrevemos e que seguem sua programação medicação consistentemente-vai encontrar efeitos secundários demasiado intrusivo. Embora cada medicação pode potencialmente criar efeitos colaterais em algumas crianças, não há maneira de prever qual criança vai experimentar efeitos colaterais com qualquer medicação.

Os efeitos colaterais causados ​​por estimulantes tendem a ocorrer no início do tratamento e são geralmente leves. Os efeitos colaterais mais comuns incluem a diminuição do apetite, dores de estômago, dores de cabeça, dificuldade para dormir, nervosismo, e retraimento social. Raramente, as crianças que são excessivamente sensíveis aos estimulantes ou em uma dose demasiado elevada pode tornar-se excessivamente focado e parecer maçante. Outros efeitos secundários menos comuns incluem tonturas, efeito rebote (aumento da atividade, irritabilidade ou tristeza por um curto período de tempo como o efeito do medicamento), e tiques transitórios (olho repetitivo piscando, encolhimento dos ombros, etc) mais comum quando um novo estimulante é o primeiro feita.

Pediatra do seu filho pode ajudar a gerir a maioria destes efeitos secundários através de ajustes na quantidade de dose ou horário, o uso de preparações de medicamentos alternativos, ou ocasionalmente adicionando outros medicamentos.

 

Autor: Dr. José Luiz setúbal

Fonte TDAH: O que cada pai precisa saber (Copyright © 2011 American Academy of Pediatrics)

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Categorias: Desenvolvimento e Comportamento InfantilPsicologia e Humanização

brincando

****compartilho com vocês um texto já meio antigo, mas que sempre releio pelas milhões de experiências que vivemos e revivemos, todos os dias…rebolando o ano inteiro.

 

E então que Isaac começa hoje mais um ano letivo.

Lá se foi meu menininho, todo orgulhoso, amanhecer no Jardim 1.

Logo, começo eu, a pensar em todas as novidades que esse ano trará.

Primeiro que filhote está mais moleque, evoluiu e muito nas lutinhas e cambalhotas durante as férias. Tenho até que registrar aqui que Isaac evoluiu também no quesito mordidas, tapas e pontapés.

(logo, já imagino o que me aguarda nas reuniões e rodinhas de mães na hora da saída)

 

Mas fora o comportamento, temos ai sala nova, professora nova, possíveis novos colegas. Tudo o que o volta às aulas proporciona.

Temos também o novo aprendizado, o início da alfabetização, os novos traçados, as novas dúvidas e a nova infinidade de perguntas.

 

O ano também reserva novidades para esta mãe aqui.

Acontece que, relacionado a escola, Isaac não vai ter mais aqueles dois dias integrais.

Chorou um ano inteiro dizendo que não gostava. Sofreu. Sofri. Sofremos.

Decidimos então que pra escola mesmo ele só vai de manhã.

A tarde a Deus pertence?

Necas.

Pertence a ele. Ao Isaac.

 

Ficamos assim então.

Os dias são divididos entre natação, psicóloga e inglês.

Acho que é atividade pacas?

Acho sim. Mas pior seria se ele ficasse só em casa ou só me acompanhando aos afazeres domésticos ou repetindo programinhas básicos aqui da city a semana toda.

 

E eu me vejo agora com a função mãetorista mais do que intensa.

E não é só isso. Isaac tem só 4 anos. Em todas as suas atividades eu sento e espero.

Leio. Converso. Observo. Releio.

Aprendo mais sobre paciência e sobre mim.

 

Por enquanto Isaac tem adorado a natação.

São duas horas por semana, ou seja, dois dias de aula.

Ele também está louco para voltar ao inglês.

Somamos ai mais duas horas por semana, dois dias de aula.

E a Querida Psicóloga, mais dois dias na semana.

 

Rebolei e Remexi a agenda. Organizei horários e hábitos.

Noves fora, ainda temos um dia livre na semana. Pra ficar sentado no sofá, no meio dos brinquedos ou fazer qualquer coisa que der vontade.

Ufa.

E falo de dia livre porque os horários dessas atividades acabam pegando o meio da tarde. Aí já viu, some uma atividade nova a rotina já cheia de horários de uma criança.

 

Já experimentei dessa nova rotina nas férias.

Estou me adaptando a ela, assim como a cria, que tem odiado ir ao supermercado comigo e já fez amizade com a cabeleireira.

Sei que ela vai ficar mais intensa com o recomeço de tudo, mas venho me preparando.

E tenho tentado fazer Isaac entender que sua companhia agora é necessária não só na vida de mãe como na vida e dona de casa e mulher também.

 

O pilates?

Parei.

Sei que não está certo, mas é o que dá pra agora.

Logo retomo alguma atividade física. Logo me encaixo no meio disso tudo. Logo completo esse quebra-cabeças.

E tudo dá certo.

Que assim seja.

Carol Garcia

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Categorias: Mamãe Blogueira

david e o bolo de limão

Uma das minhas coisas preferidas da vida é sentar na varanda (ou na cozinha, na sala – em qualquer lugar, na realidade) e tomar com café comendo alguma coisinha. Se for bolo simples, melhor ainda!

Esse bolo de limão é campeão, sucesso de bilheteria sempre que faço. Todo mundo aqui em casa ama e meus amigos vibram quando o levo para o café-da-manhã dos meus grupos de estudo. Ele é denso mas leve, doce mas não muito, incrivelmente aromático e desmancha na boca.

Além de tudo, é muito versátil, dá pra fazer praticamente em qualquer formato. Eu adoro ele com sementinhas de papoula também, se você encontrar, e se quiser uma caldinha, chocolate amargo cai como uma luva.

 

Hoje eu fiz ele nesse formato de mini-tubo porque é ótimo pra congelar e deixar lá pra quando a necessidade de parar e descansar um pouquinho bater forte, em poucos minutos, está lá. Ah sim, e quando a criança tiver querendo um lanche de última hora!

 

Caso não tenha uma similar, forma de cupcake funciona com um tempo de forno reduzido.

 

Bolinhos de limão

Rende 8 bolinhos ou 16 cupcakes

 

Ingredientes:

–      120g manteiga sem sal

–      100g cream cheese

–      ¾ xícara de açúcar

–      2 ovos caipiras

–      1 colher (sopa) suco de limão siciliano

–      1 colher (sopa) raspas de limão siciliano

–      ½ colher (chá) essência natural de baunilha

–      1 xícara de farinha de trigo

–      2 colheres (sopa) de amido de milho

–      1 colher (chá) fermento em pó

–      1 pitada de sal marinho

–      1 colher (chá) gengibre em pó

 

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno a 180o C e tenha as forminhas preparadas e untadas.

Em uma vasilha peneire a farinha de trigo com o amido de milho e misture com o fermento, sal e gengibre em pó. Misture tudo e reserve.

Bata a manteiga com o cream cheese e o açúcar até que fique bem cremoso e fofinho. Adicione os ovos um a um batendo bem a cada adição até que fiquem bem incorporados. Junte a essência de baunilha.

Diminua a velocidade da batedeira ao máximo e coloque a mistura de farinha aos poucos. Adicione o suco de limão e as raspas. Misture com uma espátula apenas até que a massa esteja homogênea.

Divida a massa nas forminhas e asse por cerca de 22 minutos (se estiver fazendo cupcakes, o tempo deve ser de aproximadamente 16 minutos), até que ao fazer o teste do palito, ele saia limpo. Cuidado para não assar demais: essa massa não cora muito e pode enganar!

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Categorias: Guloseimas da Bia

tdah

Com o aumento da incidência do TDAH em todo mundo e com o uso mais intenso de medicação, muitos questionamentos estão sendo feitos. Medicamentos estimulantes são muitas vezes utilizados para tratar déficit de atenção / hiperatividade (TDAH), mas há uma preocupação estas drogas, pois elas podem retardar o crescimento das crianças.

Um estudo publicado na Pediatrics de 2014, “TDAH, tratamento com estimulantes, e Crescimento: Um Estudo Longitudinal”, encontrou que os medicamentos não afetaram a altura final das crianças. Para o estudo, os pesquisadores examinaram 340 crianças com TDAH que nasceram entre 1976 e 1982, e comparou as alturas finais adultos com um grupo de crianças que não têm controle de TDAH.

Nem TDAH nem tratamento com estimulantes foi associada com altura final adulta. Entre os meninos com TDAH, aqueles tratados com estimulantes por três meses ou mais teve um surto de crescimento em idade mais avançada do que os meninos não foram tratados com estimulantes, mas não houve diferença na magnitude do surto de crescimento. Não houve relação entre a maior duração do tratamento estimulante e estatura final do adulto.

Os autores do estudo concluem que nem TDAH na infância, nem o tratamento com medicamentos estimulantes está associado a problemas de crescimento ou baixa estatura na vida adulta.

Ainda temos muito a estudar sobre TDAH e seus tratamentos. Enquanto isto é sempre bom estarmos atento às informações científicas, já que as polêmicas tendem a cair no “achismo” empírico e sem bases em informações relevantes, conseguidas em pesquisas com viés na Ciência.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: “ADHD, Stimulant Treatment, and Growth: A Longitudinal Study,” Pediatrics –2014

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cong

Durante  três  dias reunimos mais de 1500 pessoas no Congresso Sabará de Especialidades Médicas para discutir assuntos pertinentes à saúde infantil.

O Hospital Sabará juntamente com o Instituto Pensi, cumprindo a missão de sua Fundação Mantenedora, realizam a cada dois anos um grande congresso de especialidades pediátricas para se discutir com profissionais renomados de todo o Brasil e de fora o que nós fazemos no hospital e nas pesquisas em comparação o que há de mais moderno e atual no Mundo.

Nestes três dias podemos conversar com representantes do Ministério da Saúde, da Secretária de Saúde do Estado de São Paulo, da prefeitura de SP, de órgão fomentadores de pesquisa, e com profissionais de saúde de várias universidades da cidade de São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Canadá, Estados Unidos, Espanha, Argentina, Costa Rica. Trocamos experiências com grandes hospitais de São Paulo e do Brasil.

Não discutimos só assuntos de especialidades médicas, mas também demos voz aos trabalhos das enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogas, serviço de voluntariado e humanização, farmácia, pesquisa clínica, sociedade de pediatria de São Paulo, e à Rede Nacional da Primeira Infância, que em um evento paralelo pode discutir sobre o Brincar e a Violência sobre as crianças.

Contamos na abertura e no evento da RNPI com a presença da primeira Dama da cidade, Dra. Ana Estela Haddad, responsável do programa “São Paulo Carinhosa” que realiza ações na primeira infância. Nesta ocasião pudemos ver a colocação de Pontos e Contrapontos sobre “Consumismo Infantil”, realizados pelo professor Lino de Macedo e a Dra. Ekatine Karageorgiads do Instituto Alana. Finalizando a abertura os presentes puderam apreciar uma bela apresentação das crianças do Projeto Social do Coral Bacarelli.

Ficamos muito felizes com os resultados alcançados, pois sabemos que todo este conhecimento adquirido por nós e pelas outras instituições e profissionais, poderão melhorar a vida de muitas crianças no Brasil inteiro.

Parabéns ao Instituto PENSI e ao Hospital Sabará por mais esta realização e por cumprirem tão brilhantemente seu papel de agente de transformação social.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

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Categorias: Artigos

cuidar de si

Participei do II Congresso Internacional Sabará de Especialidades Pediátricas, ocorrido nos dias 12, 13 e 14 de setembro, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Gostei muito das atividades em que estive presente. Comento aqui duas delas, que fizeram parte do Simpósio, “Psicologia Hospitalar, Psicanálise e Humanização”, muito bem organizado pela Doutora Gláucia Faria da Silva, psicóloga do Hospital Infantil Sabará. A primeira atividade refere-se à apresentação – “A cada ausência tua, eu vou te amar” – de Denise Lopes Madureira, do Hospital Infantil Sabará. Ela falou de um garoto, a quem chamou de Samuel, e sobre o que compartilhou com ele em seu processo de um morrer inevitável e indesejado. Seu relato foi tocante pela forma doce, calma, sem dramas, respeitosa e profissional com que nos contou sobre uma vida que teve seu começo, meio e fim, ainda que precoce, para nós que pensamos que só os velhos estão na idade de morrer. Aos presentes, foi o que aconteceu comigo, era como se ele ainda estivesse vivo, entre nós, graças ao seu testemunho e à reverência que atribuía à sua vida e à sua morte.

Outra apresentação, que muito me chamou a atenção, foi a que fez o Professor Christian Dunker, do Instituto de Psicologia, da Universidade de São Paulo, sobre “o tempo da infância: cuidado e violência”. Não vou resumir sua fala, mas destacar segundo meu ponto de vista um aspecto que me chamou a atenção e que penso ser valioso para aqueles que cuidam ou tem filhos ou netos pequenos. Trata-se do aprender a cuidar de si, para, então, poder cuidar do outro. Em nossa visão adulta pensamos que a criança pequena, nos seus dois ou três primeiros anos de vida, não sabe cuidar de si, julgamos que ela é pura dependência dos outros, sobretudo de seus pais ou responsáveis. É verdade. Sem eles, ela não saberia encontrar comida, cuidar da saúde, proteger-se do frio, enfim, sobreviver. Sem eles, ela não seria apresentada ao social e ao cultural, não teria a quem ouvir, dar risadas, não se sentiria parte do mundo. Cuidar de uma criança e se importar com sua vida e bem estar, com tudo aquilo que promove seu desenvolvimento, são, de fato, o maior prova de amor que podemos prestar a ela, pois, sem isso, a criança mais saudável e forte não sobreviveria. Podemos, então, por causa disso concluir que uma criança pequena não sabe ou não pode cuidar de si? Minha resposta é que ela, em algum nível, sabe sim cuidar de si. Mais que isso, entendo que esse cuidado que ela tem de si é fundamental para sua vida, para seu desenvolvimento em termos físicos, emocionais, cognitivos e sociais.

Em que situações a criança cuida de si, não é passiva ou submissa aos cuidados dos adultos? Mesmo no hospital, doente, com restrições para andar, falar, comer ou brincar, ela ainda assim cuida de si. Respira, reage com sensibilidade aos estímulos e medicamentos que lhe oferecem, chora, faz pedidos, reclama, toma iniciativas, luta, em seus termos, para viver, para recuperar seu bem estar. Há uma situação em especial significativa para o saber cuidar de si da criança pequena. Ela se refere ao brincar, ao reagir às propostas de brincadeiras que lhe fazem. Cuidar de si, nesse caso, significa poder escolher o que fazer com um brinquedo: olhar, bater, esconder, chocalhar, por no colo, mudar de lugar, inventar histórias. Ela está cuidando de si através de seus comportamentos, pelas formas com interage com eles. Às vezes, está séria, compenetrada, outras vezes, exploradora e curiosa, cheirando, tocando, lambendo, apertando. Nestes momentos, mesmo doente, ela é pura presença, força e alegria de vida. É certo que, também, as crianças gostam e precisam das brincadeiras com os adultos. Elas precisam que eles leiam histórias, olhem nos seus olhos, “conversem” com ela, abracem-nas, demonstrem interesse e carinho. Não nos esqueçamos de que essa criança, faz pouco tempo, era uma parte do corpo de sua mãe, estava dentro de sua barriga e desfrutava uma possibilidade de se desenvolver diretamente através dela. Agora que já nasceu, não é mais uma parte, é una, é um indivíduo, com suas responsabilidades frente à vida. E são muitas as responsabilidades de uma criança pequena, sobretudo aquelas que os azares da genética ou do social não lhe possibilitaram as melhores condições de saúde e bem estar.

Corro um perigo de má leitura ao que acabei de afirmar. Não se trata de, pelo que eu disse, considerar a criança um pequeno adulto, que sabe e deve se virar sozinha. Que não precisa de nós, de nosso cuidado e importância. Eu não disse isso. Disse que elas mereciam ser respeitadas no seu brincar e no exercício, dentro de seus limites, de suas possibilidades de viver. Não se trata, por isso, de exigir nem mais, nem menos, do que ela pode fazer. Uma criança pequena é uma criança pequena. Esperar que ela se comporte como se fosse grande é uma exigência impossível para ela. Cobrar dela um desempenho, uma competência para a qual ela não tem condição de oferecer, é também cobrar demais. Crianças pequenas não foram feitas para nos agradar ou realizar nosso desejo de, através delas, sermos isso ou aquilo. Crianças pequenas são o presente e o futuro do mundo. E para isso precisam ser cuidadas naquilo que só os adultos podem cuidar, mas, ao mesmo tempo, precisam ser respeitadas naquilo que só elas podem fazer por si mesmas.

Lino de Macedo_Assinatura

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Categorias: Humanização e Psicologia

question

Isaac é menino decidido.

Ok.

Mas está longe da fase de pensar no futuro.

Ele se limita a dizer que, quando crescer, será engenheiro de espaçonaves, jornalista, homem aranha e Ben 10.

Como disse ontem, ele está aprendendo essa questão toda de tempo, de hoje, ontem e amanhã.

Vamos aos poucos.

Mas junte então, na equação sofredora-materna, Decisão e Tempo.

 

Outro dia estávamos falando sobre as vovós do Isaac.

Eu e ele.

Disse o que gosta em uma e o que gosta na outra.

Falou dos nomes, dos cabelos, das histórias.

E eu, besta que sou, disse que serei uma vozinha muito da bacana.

 

– Vozinha de quem?

 

– Dos meus netos, oras.

 

– E que netos?

 

– Bom, você é meu filho certo?

 

– Hum hum…

 

– E minha mãe é sua avó, né?

 

– Né.

 

E logo se pôs a pensar, já de testa franzida. Mas, como de costume me desafiou:

 

– Então você vai ser avó dos filhos de quem hein???

 

– Dos seus, Isaac. Serei a avó lindona dos seus filhotes.

 

Pronto. Fez-se a guerra e acabou comigo:

 

– Aaaaaaa, mas eu não vou casar nunca. Nem ter filho nunca!

 

E falou firme, até com dedinho indicador levantado, como um bom italianinho.

Carol Garcia

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Categorias: Mamãe Blogueira

Nos últimos dias temos podido acompanhar a discussão sobre a polêmica das fotos das meninas em poses sensuais veiculadas pela revista Vogue Kids. Errado, certo, posições à parte, essa questão nos leva a uma outra, antiga, talvez de sempre, mas que atualmente ganha formatos instantâneos com abrangência até mesmo mundial. Qual o direito dos pais de utilizar a imagem de seus filhos? O que vimos nesse editorial de moda foi uma autorização pelos responsáveis das crianças para que elas pudessem ser expostas nessas fotos. Sim, pois se trata de crianças de 10 a 13 anos que não tem esse poder (e até mesmo discernimento) para tal. Não se trata somente de falar desses adultos, mas da maioria dos pais hoje em dia que dispõem da imagem de seus filhos a seu bel-prazer. Refiro-me àqueles que postam desenfreadamente fotos, imagens, até mesmo comentários e histórias do dia a dia de seus filhos nas redes sociais.

Não pretendo tomar partido ou posição contra ou a favor, mas apenas polemizar para que haja uma reflexão e se possível uma discussão sobre o assunto. Quando disse que isso sempre existiu é verdade, podemos ver em museus imagens, quadros, reproduções de várias crianças, certamente feitas pelos desejos de seus pais. Hoje em dia a diferença é a rapidez e o alcance. Uma foto pode estar disponível nas redes sociais em segundos, e poderá atingir (potencialmente) o mundo inteiro. Sabemos que uma foto que “cai na rede” dificilmente sumirá dado o seu poder de replicação. Ela torna-se eterna, permanente.

Será que os pais têm esse direito de veicular seus filhos a seu bel-prazer? Será que têm o direito de montar páginas com e sobre eles? Quantos bebês já nascem com páginas no Facebook desde que estavam ainda na barriga de suas mães. Filhos lindos, em momentos felizes, orgulhos de seus pais, que querem compartilhar dessa alegria mostrando ao mundo o quanto seus rebentos são maravilhosos. Esse exibicionismo não perpassa pela posição dos pais em poder mostrar aos outros o quanto sabem fazer filhos lindos, felizes? Não se enganem, não que seja errado, mas é uma satisfação muito mais pessoal do que dos filhos. Há um quê de Narcisismo nesse ato. As crianças, os bebês não são expostos para serem mais felizes, mas para serem compartilhados, desfilados por seus pais. Há algum benefício para esses pequenos? Devemos parar para pensar.

Podemos achar bonitinho, lindo, fofinho postarmos fotos de nossos filhos em situações que consideramos legais, mas o que eles, no futuro acharão de terem sido expostos dessa forma para que todos pudessem ver? Talvez não gostem. Talvez preferissem ter o poder de escolha, de decidir como, com quem e quando compartilhar seus momentos. Quantas vezes somos discretos conosco, nossas vidas, não “espalhando por aí” tudo o que nos acontece, mas com os filhos será que há esse cuidado?

Pior ainda, e sabemos de vários casos pela mídia, são aquelas situações em que pais aproveitam das redes sociais usando a imagem de seus filhos numa forma de punição, espalhando para todos o que estes fizeram de errado. Quantos pais utilizam desse artifício para castigar seus filhos expondo-os em situações vexatórias ou desagradáveis porque não obedeceram, ou não se comportaram?

É um assunto sério, que precisa ser refletido e que no dia a dia ocorre de maneira totalmente ingênua, sem compromisso. Esquecemos que existe um compromisso sim, com o futuro. Com o futuro dessas crianças que, muitas vezes desde bebês, já tiveram sua imagem divulgada para tantos. Que quando forem adolescentes, fase difícil, poderão ficar muito chateados de terem tido sua vida dividida com tantos sem que pudessem decidir se queriam ou não que compartilhassem dela. Será que os pais têm esse direito, essa propriedade sobre seus filhos, de se utilizar de suas vidas, de seus momentos e imagens? Há um sujeito, criança, bebê ou não, que está em jogo e talvez não sendo respeitado como tal.

As redes sociais, a globalização, a “internetização”, as mídias impressas que podem ser acessadas de qualquer computador digitalmente são fatos presentes, importantes e uma realidade (vide eu escrevendo nesse blog), mas ainda recente, com um desenvolvimento rápido e espantoso, que como tal leva a novas situações que ainda não sabemos como lidar. Todo um posicionamento, uma etiqueta e acima de tudo, uma ética, tem que ser desenvolvida e assim o está sendo feito, mas não na mesma rapidez com que a tecnologia se desenvolve, o que nos leva a situações, questionamentos, que devem ser pensados e refletidos.

Segundo o Art. 17, do Estatuto da Criança e do Adolescente, “o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”. Com o maior amor, orgulho e carinho, sem dúvida nenhuma, será que muitos pais, não estão se esquecendo disso? De respeitar a imagem desses seres?

Não estou criticando ou apoiando, apenas levantando alguns aspectos que, espero, façam com que os pais numa próxima oportunidade tomem a decisão de utilizar ou não a imagem de seus filhos de uma maneira mais consciente de sua posição, pensando a esse respeito.

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