Síndrome do Pânico

A doença que tem o medo excessivo como um dos sintomas, também ocorre em crianças e jovens

Que mundo louco o que vivemos atualmente! Outro dia foi ao meu consultório uma criança de 14 anos com Síndrome do Pânico, mal conseguia sair do quarto. Infelizmente, situações como essas estão se tornando mais frequentes nos consultórios pediátricos.

A Síndrome do Pânico é uma condição caracterizada por episódios recorrentes de medo que paralisa e uma ansiedade muito grande, conhecidos como ataques de pânico.

O Transtorno do Pânico afeta de 3 a 6 milhões de jovens americanos (não temos dados referentes ao Brasil), geralmente entre os 15 e 19 anos.

Ataques de pânico podem ser precipitados por eventos específicos, mas também podem acontecer sem aviso prévio, mesmo durante o sono.

A crise dura cerca de 10 a 55 minutos e pode ser muito assustadora para as crianças. Elas ficam com medo de que estejam loucas ou pensam que estão tendo um ataque cardíaco.

Muitos jovens podem nunca ter outro ataque de pânico, no entanto, os que sofrem com a doença geralmente desenvolvem profundas ansiedades sobre quando e onde o próximo irá ocorrer.

Esses jovens evitam lugares e situações. O mundo para eles, muitas vezes, torna-se progressivamente menor. Por exemplo, se tiveram um ataque de pânico, enquanto dirigiam, podem desenvolver uma fobia quando estiverem dentro de um carro.

Se o pequeno tiver pelo menos quatro dos seguintes sintomas, ele poderá estar sofrendo de Transtorno de Pânico:

- Palpitações;
– Sudorese;
– Tremores e ansiedade;
– Falta de ar;
– Sensação de asfixia;
– Dor ou desconforto no peito;
– Náusea ou desconforto abdominal;
– Vertigens, tonturas;
– Sentimento distanciado de si mesmo (despersonalização);
– Sensação irreal (desrealização);
– Medo de perder o controle ou enlouquecer;
– Medo de morrer;
– Sensação de dormência ou formigamento;
– Calafrios ou ondas de calor;
– Se preocupar com ataques de pânico futuros.

Se sua criança ou algum conhecido tiver Síndrome do Pânico, procure entender isso como uma doença e não crise de manha, de frescura. A compreensão por parte da família e o apoio a esses pequenos são fundamentais para a melhora do quadro.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Caring for Your Teenager (Copyright © 2003 American Academy of Pediatrics)

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