Pilhas e baterias podem ser perigosas
Estudo revela que frequentemente crianças com 5 anos ou menos engolem baterias
Em 30 de atuação em pediatria, vejo que casos de ingestão de baterias estão aumentando, fato que é confirmado por este interessante artigo.
Baterias, especialmente as moeda de tamanho de botão, que podem ser encontradas na maioria dos lares em São Paulo, estão presentes em jogos eletrônicos, controles remotos, relógios e outros dispositivos comuns.
Pequenas, brilhantes e atraentes para as crianças pequenas, as baterias botão podem causar lesões graves se ingeridas, segundo um estudo publicado na edição de junho de 2012 da revista Pediatrics.
Foram cerca de 66.000 visitas ao departamento de emergência por crianças com idade inferior a 18 anos, associadas com as baterias, durante o período de estudo de 20 anos.
As crianças atendidas pela avaliação de emergência colocaram baterias na boca, ouvido ou nariz. Mais frequentemente os pequenos com 5 anos ou menos de idade, tinham engolido o objeto. A ingestão de pilhas e baterias é responsável por 84% de todas as ocorrências relacionadas a esses itens entre menores de 18 anos de idade.
O número de visitas ao médico por motivo de ingestão da bateria botão duplicou durante o período de estudo. Este tipo de ingestão é perigoso, porque essas baterias menores podem se alojar facilmente no esôfago, causar lesões graves e até a morte.
Como o número de ocorrências relacionadas às baterias nas visitas ao departamento de emergência aumenta todos os anos, autores do estudo recomendam que os esforços de prevenção sejam aumentados, e devem se concentrar em crianças mais novas. Os cuidadores devem se certificar de que os compartimentos de baterias de todos os itens eletrônicos estejam fechados e que as baterias soltas sejam sempre armazenadas fora do alcance dos pequenos.
Por Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: “Pediatric Battery-Related Emergency Department Visits in the United States, 1990-2009.” Pediatrics june 2012


















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