Categoria: Mamãe Blogueira

Categoria destinada à troca de experiências maternas por meio de divertidos textos da jornalista Carol Garcia

carnaval fim

Um menininho alegre, feliz e sorridente, com os seguintes aprendizados:

– “Eu mato, eu mato que roubou minha cueca pra fazer pano de prato”

– “Ei! você aí! Me dá um dinheiro aí!”

– “Olha a cabeleira do zezé! Será que ele é, será que ele é?”…

– É mamãe???? É o quê????

– Bicha? Como assim? Ele é bicho? Que bicho?

E as perguntas seguem:

– Não é ser humano?

– Mas esse Zezé é homem? E a Keith (nossa cachorrinha) então é bicha e não bicho?

– Ninguém viu o Zezé? Porque se viram dá pra saber se é gente ou bicho, não dá?

– Existe meio gente meio bicho? Ou bicha?

 

Bora então pra mais uma sessão de conversinhas sobre sexo, opções e diversidade.

A seguir cenas…

 

Carol Garcia

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carnaval

Pois é.

Isaac curte uma folia.

Que delícia!

E logo, está desde o começo da semana, se preparando para o Carnaval da escola .

Decidiu que fantasia colocaria.

Pronto.

Tudo certo.

Mas choveu e esfriou, né?

Então pensou naquela mais quentinha e pediu pra ir com uma, levando a outra na mochila.

Precavido esse menino.

Mas tá que ele me vira esses dias e diz:

– Olha mãe, eu vou de Hulk com chapéu.

– Chapéu? – pergunta a mãe toda trabalhada na loucura cotidiana, já se culpando por não lembrar onde enfiou o bendito chapéu do Hulk.

– É mãe… um chapéu.

– Um chapéu??? – enrolo mais um pouco – Aquele verde? (como se existisse um chapéu verde em casa).

Ele vira os olhos e tenta:

– Nããããão… Pode ser o chapéu do Woody.

– Hulk com chapéu do Woody, meu filho? De que planeta ele veio?

– Não veio de planeta não. Veio da sala da justiça!

– E eles estão distribuindo chapéu cowboy por lá?

– Nãããããão…. é que EU preciso de um chapéu.

– Por causa do….. sol?

– Nãããããão mãããããe….

– Então, ó, desculpa a mamãe, mas ela não entendeu nada mesmo.

– Ó, escuta bem. Presta bem atenção. Eu preciso de um chapéu pra jogar o confete pra cima.

Essa vida simples…

A gente é que complica…

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mae

Tenho reblogado toda a minha linda, mas não tão extensa assim, história como mãe.

A mãe do Isaac.

Mas o texto de hoje é novo.

Feito especialmente pra vcs.

Com um carinho imenso.

Cheio de esperanças e de pensamentos positivos.

Porque mãe tem desses poderes. Já descobriram?

O de sentir que tudo vai passar. E vai dar certo.

Ressalto: Muita gente fala, dá conselhos sobre isso. Mas mãe sente mesmo. De verdade.

Com aquele amor puro e imenso que mora no coração.

Bom, mas o que eu queria deixar aqui para vcs, além de todos os desejos de que 2015 seja mágico e fantástico para todos nós, é que por mais que sejam só dias, horas e segundos, por mais que vc esteja cansada e que o sono pareça não te deixar pensar direito, é sim um novo ano.

Pois se vc tem um pequeno da idade do Isaac, ou menor, ou maior, sabe que vem por aí um capitulo novo. Novinho em folha.

Aliás, cheio de folhas brancas, prontas a serem escritas.

Uma nova história a ser descoberta.

Com novas perguntas, novos sentimentos, tudo novo.

Pois se tem uma certeza que toda mãe tem é aquela, de que nunca viu de tudo nessa vida.

Que sabe bem, que muitas surpresas a esperam.

Então, um ano novo com tudo novo, renovado.

Especialmente nossas forças e vontades.

Bjos em vcs

 

Carol Garcia

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criança

Isaac está numa fase doida.

Do um zilhão de palavras que ele fala por dia, metade delas representam a anatomia humana.

Não acho ruim.

É fase.

Está se descobrindo como homem, como ser. Com diferenças e necessidades.

Mas acontece que ele tem achado graça master em ser um Ari Toledo mirim.

Fala bunda, pipi, cocô, pum e pitica (apelido do órgão sexual feminino por aqui) aos quatro ventos.

Inventa músicas, frases, histórias.

Muda o nome das coisas e acrescenta bunda a todas as fonéticas possíveis.

Não fico brava. Só explico.

Falo que há lugares e momentos certos pra colocar as “bundas de fora”.

Ele não entende não.

Acha um absurdo coisa tão natural “que todo mundo tem, né mamãe?”, ter que ficar só dentro da cabeça da gente.

Eu não sou das bocas mais limpas desse planeta, mas ele não me vê falando da minha própria ou da bunda alheia assim, nas rodinhas e reuniões.

Mas sei que é o básico da idade.

Já convivi com outras crianças que, no auge dos seus 4 anos, gritavam BUNDA assim, como se fosse a melhor palavra do mundo a ser dita.

Já recebi olhares horrorizados.

Já fui vítima de bullying nas rodinhas de mães.

Já dei risada de tudo isso.

E já fui séria quando necessário.

Mas e aí?

Uma hora acaba, né?

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criança imitando03

Que “criança vê, criança repete” já estamos todos carecas de saber.

Mas é engraçado perceber isso no dia-a-dia, né?

Já ouvi do filhote as seguintes reprises do que eu mesma falo:

– Estou com enxaqueca.

– Pai amado! Que calor é esse?

– Sente, mamãe, que vento abençoado.

– Iron! Volte já aqui que eu vou dar um nó no seu pipi! (não, não torturamos animaizinhos, é só um jeito de demonstrar raivinha diante dos xixis pela casa)

– Afe!

– Você não me entende! Você realmente não me entende!

– Vou só dar uma descansada, tá?

E esses dias, me veio com a pérola plagiada, todo cheio de si. Achado que ia colar mesmo e eu ia ceder, deixando que ele almoçasse na sala, vendo tv:

– Olha mãe, como o papai não vem almoçar, a gente almoça na sala e assim deixa a roberta livre pra adiantar o serviço…

Mereço?

Mereço.

 

Carol Garcia

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