Categoria: Mamãe Blogueira

Categoria destinada à troca de experiências maternas por meio de divertidos textos da jornalista Carol Garcia

mame logueira - dia 11 de abril

- Mamãe, veja bem, eu não quelo ir passear.

- Gosto. Pincipalmente aquela parte do Duende Verde.

- Realmente você não gosta mais de mim.

- Estava aqui pensando…

- Aliás, você disse que íamos ao shopping.

- Gosto de suco, polém, água mata a minha sede melhor.

- Que tal pegar um cineminha?!?!

- Mãe, você topa uma piscininha?

- Não é nada legal esse castigo.

- Eu sou um super podeloso herói intergalático!!!!

- Nananinanão! Tá pensando o quê dessa vida, hein?

- Quando chegar em casa eu vou te apertar até fazer suco de mamãe.

- Eu fiz pintula hoje, mas isso não intelessa muito.

- O que você fez hoje? (eu respondo) Intelessante….

- Posso assistir mais um pouco? Só 5 minutinhos? E 10? Meia horinha???

- Vou alí fazer xixi. MAS TEM QUE SER SO-ZI-NHO.

(Isaac, aos 4 e pouquinhos)

….

 

Carol Garcia

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IMAGEM_53

E então que passamos o feriadão só nós dois.
Eu e maridex.
Lindos, leves, livres e soltos.
Literalmente.
Tínhamos um evento na capital e Isaac, por mais que ame a loucura paulistana, não caberia na programação.
Depois do Oh vida! Oh céus!, levo ou não levo, somos ou não pais de merda, fomos salvos pela dinda do Isaac que fez o convite pro final de semana e ele aceitou na hora.
Alívio de um lado, drama do outro.
Mãe é assim ser complexo.
Mesmo mortinha de saudade eu não vejo vantagem em ficar ligando tanto. Monitorando tanto.
Deixo acontecer.
Trocamos alguns torpedos, recebemos foto. E só.
Tanto foi o sossego que cheguei a mencionar, em voz alta, a seguinte frase:

Se Isaac tiver pronunciado meu nome em uma única frase seria na seguinte “ainda bem que a chata da minha mãe não está aqui”.

Influenciada pela fase general que tenho vivenciado em casa.
Diante de um reizinho sem escrúpulos.
Deixo claro.
Fomos, curtimos, encontramos gente super querida e curtimos mais ainda e dormimos e voltamos.
E eu, pensei durante a longa estrada, que com certeza o final de semana dele tinha sido muito divertido, e eu ali seria só um detalhe esquecível.
Cheguei a pensar que ele nem me daria bola.
Isaac primeiro abraçou o pai. Rolou no chão com ele.
Riu.
Depois veio até mim, pediu colinho, abraçou grudadinho e disse, olhando nos meus olhos, que estava morto de saudades.
Boba, né?

Carol Garcia

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Young woman and her son having fun together

 

Correria.

Dia foi louco, final dele idem.

Compromisso agendado.

Tia Querida vem ficar com Isaac.

Ele todo animado porque a tia é daquelas loucas agitadas que fazem do mundo um lugar mais colorido.

Filhote adora.

A gente também.

Mas a mãe encarna a chata, a louca e o general ao mesmo tempo pra fazer a janta, tomar banho e se arrumar em 40 minutos.

Vamos por prioridades, tento eu me organizar.

Em vão.

Filho pede macarrão.

Toca ferver água, fazer molhinho compatível com atual situação do intestino infantil alí presente.

Foi-se o tempo. Foi-se o banho.

Tá, vou assim mesmo, se consola a mãe após uma leve cheirada no próprio suvaco (quem nunca?).

Senta.

Passa o tempo que resta insistindo pro filho comer.

E comer sozinho, espetando os fusilis de farinha integral.

Sim, somos saudáveis.

Até onde dá.

Enquanto isso, monto um lego, de peças minúsculas, driblando os cachorros que, mancomunados com menininho sem vergonha, sempre estão prontos para ajudá-lo raspar o prato.

E no meio da luta, cria olha bem nos meus olhos, coisa que não tem feito muito ultimamente, e manda:

- Quando você era divertida…

- Como assim? Não sou mais?

- Não. Não é. Você ERA divertida.

E enfiou um macarrão na boca, deixando bem claro que a conversa acabara alí.

Carol Garcia

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musica-criança

Isaac é curioso.

E como toda criança da sua idade – aquelas cujas mães são agraciadas e abençoadas – estendeu a fase dos porquês o tanto que pôde. E não só isso, esticou e fez um upgrade. Agora ele pergunta “o que significa”.

Vá lá, mamãe aqui merece um descanso e uma variação na perguntaria. Tanto pergunta e tanto exige respostas que agora o cuidado com o que se fala, se ouve e até se pensa é mais que redobrado aqui em casa. Ouviu na TV, de alguém, no rádio, na sala de espera, do vizinho, parentes e qualquer ser que emita som ele vem:

 - Mamãããããe, o que significa?

 E as músicas.

Parte ótima é que a tal fase chegou no dia em que CDs da Adriana Partimpim, Pato Fu e Palavra Cantada voltaram a viver no meu carro. Mas Isaac não se satisfaz com pequena explicação. Espera refrão e pergunta de novo. Nesses dias ouvíamos a Ciranda da bailarina:

 - Mamããããe, o que significa essa música?

- Você lembra como é a bailarina? Toda limpinha, rosinha, retinha, arrumadinha?

- Lembo.

- A música mostra isso filho. Que a bailarina parece ser tão perfeita que não tem tudo o que todo mundo tem.

- Ela não fica doente? Ela não tem calcinha furada? Ela não tomou vacina? Ela não vai no parque? Ela não come?

E conforme foi pensando foi tendo os olhos cada vez mais arregalados. Diante disso me dei o direito:

 - Mas é uma música Isaac. Ela só que mostrar que toda a beleza da bailarina faz a gente pensar que ela é só bailarina e não menina. Mas toda bailarina é menina/mulher também. E toma vacina, corre, brinca, fica doente.

 - Aaaaaaaa….

 E pensou mais um pouco.

 - E ela não tem mãe?

 Logo, todo ser humano encardido, doente e desnutrido tem mãe? E seres perfeitos não precisam dela? Fico cá eu com meus botões.

Pois filhote rapidinho mudou o foco e quis saber o que significam as letras coloridas estampadas num muro qualquer da rua.

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choro-criança

chora, dizendo que eu não o amo mais.

chora, dizendo que eu não beijei.

chora, dizendo não gostar da escola.

chora, dizendo que fulano não quer mais ser seu amigo.

chora, porque não quer comer ou porque quer assistir mais 5 minutos ou porque nem sabe.

chora, resmungando que os cachorros não querem ficar perto dele.

chora, sentido, quando não dou tanta atenção. ou quando sento e choro com ele.

chora, lamentando o passeio, o encontro, o compromisso.

chora quando quer ficar em casa.

chora quando quer sair.

chora quando não quer voltar.

chora porque não quer passar o colírio.

chora quando saio pra trabalhar.

chora quando fico e cumpro meu papel de mãe.

chora se o pai não está em casa.

chora quando ele chega.

chora se vai na avó. e chora pra ficar lá.

chora, chora e chora.

O que acontece é que eu não sei se Isaac entrou numa fase deprê.

E muito menos sei se essa fase existe.

(e se existe acho muita injustiça)

E eu, ando preocupada com o chororô todo lá em casa.

Sinto filhote triste, sem vontade.

Tem se isolado de outras crianças.

Reclama de tudo.

Desenvolveu ódio por atividades coletivas e nem pensa mais em frequentar festas de aniversário.

E se frequenta, se fecha.

Não conversa tanto, não sorri.

E eu sofro.

Sofro porque sou mãe, sou exagerada, sou dramática, sou intensa.

Sim.

Já estamos procurando ajuda técnica e específica.

Lancei meus pedidos de socorro.

Estamos fazendo força tarefa em prol da felicidade e das gargalhadas sem motivo.

Morrendo de saudade das brincadeiras à fantasia, das músicas em volume alto, das corridas pelo quintal.

Perdi as chaves.

Perdi.

É exatamente essa a sensação que eu tenho.

Carol Garcia

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como-fazer-filho-rir

E então que eu sou daquelas mães que luta pela educação do filho. Pego no pé. Me apego a rotina. Sou chata. General. Mas não sou 100% isso.

E tem momentos que eu quero mesmo é ser a palhaça e tirar do Isaac todas as gargalhadas que eu puder. Mas acontece que tem dia que não é fácil. E eu acabo me surpreendendo com uma cria séria, de rosto fechado, mesmo que eu faça cócegas.

Então, outro dia percebi eu que a vida é uma graça mesmo e a gente nem precisa fazer tanta força. Filhote saiu do banho irritado. E disse que estava muito bravo por ter sido obrigado a desencalacrar a areia e a sujeira do próprio corpinho ficando de molho por um tempo. Olhou pra mim e rugiu como um leão.

Eu fiz cara de paisagem como se ter um leão rugindo sobre minha cama fosse a coisa mais normal do universo. Ele rugiu mais alto. Eu fingi que não era comigo. Só que Isaac sabe bem onde me pega e resolveu fazer gracinha fofa-inteligente:

- Os leões são felinos. Os gatos e as panteras também.

Eu só olhei bem pra ele e dei de ombros:

- E cachorros são caninos. Os lobos também.

O tiro saiu pela culatra:

- Caninos???? hahahahahahahahahahahahahahahahah…

E fez-se ali uma crise de riso que custou a parar.

Quer mais? Ontem mesmo fomos ao parquinho do condomínio. Isaac está mega caseiro e não suporta nem ouvir a possibilidade de um passeio. Foi emburrado.

Sentamos pra brincar e logo construímos uma montanha de areia. Ele colocou uns galhos dizendo que eram as árvores. Eu espalhei umas pedrinhas e disse que era o “povo pedregulho”. E lá tinha noção que pedregulho é palavra assim engraçada?

Isaac riu e riu e riu. E pediu que eu repetisse sobre o “povo pedregulho” por um bom tempo.

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Chamegos de família e um menininho que só quer ser mais amado que todo mundo

Toda forma de amor

Isaac tem pais melados.
A gente vive se beijando, dizendo que ama, fazendo carinho.
Até os cachorros lá em casa são beijoqueiros.
E o pequeno está crescendo assim.
Todo trabalhado na declaração de amor, no dengo e no chega-chega.

  

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Algumas anotações sobre um menino cheio de conclusões com pouca idade

Pequenos conflitos

Isaac se descobre como menino.
Como ser do sexo masculino.
Como pessoa.
Com suas particularidades.
Com seu lugar no mundo.
E define assim o tamanho das coisas.

  

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Lembranças, brincadeiras, descontração, cócegas e risos à parte

cócegas

Isaac é uma das milhares de crianças mais fofas do planeta.
A diferença é que é meu filho.
E eu babo em rede mundial de computadores.
Fato.

  

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Quando a vontade dos pais é ter um segundo filho e o primogênito não entende

Não é ele que decide, eu sei. Mas pesa.

E a cada dia que passa, a opinião do Isaac vai ganhando mais peso.

Lógico que cabe a ele decidir algumas coisas como que brinquedo quer pegar, que fruta vai comer, se prefere cinema ou parquinho, mas as questões adultas são exclusivas dos adultos desta casa.

  

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