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Visualize a cena:

A Mãe.

há tempos sem sair a noite.

se vira, pede ajuda pra avó, conversa com filhote, dá banho nele, se banha, troca a criança, se troca, se arruma, se enfia no salto, corretivo, base, sombra, blush e batom.

Se olha bem no espelho antes de se entregar aos olhares do filho e do marido que alí no quarto brincavam de alguma coisa.

Para na porta.

Marido cutuca o filho e este, no automático, já solta um mamãããããe todo miado.

Mas para.

E no pós pausa manda:

- Nossa!!!!! Nem parece que é a minha mamãe.

sem mais.

Carol Garcia

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Vivemos num mundo de modismos. Já há alguns anos, vivemos a moda de partos diferentes, no domicílio, na água etc. Sei que esta postagem gerará críticas das pessoas mais entusiasmadas, mas nossa obrigação é levar opiniões médicas baseadas na ciência.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) e o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) lançará novas recomendações sobre trabalho de parto na água, publicadas na edição impressa de Pediatrics de abril de 2014.

Em um relatório clínico conjunto, tanto a AAP quanto a ACOG observou que a primeira etapa do trabalho de parto em uma piscina (especial para esta finalidade) pode oferecer algumas vantagens, tais como a diminuição da dor e trabalhos mais curtos. No entanto, a imersão em água durante a segunda fase (nascimento subaquático) tem benefício para a mãe ou o bebê não comprovada, e podem representar riscos graves e às vezes fatais de saúde.

A AAP e ACOG conclui que pode haver alguns benefícios da imersão em água para as mulheres saudáveis ​​com gravidez sem complicações durante os primeiros estágios do trabalho de parto, mas não há nenhuma evidência se esta prática melhora os resultados perinatais.

A segurança e eficácia de nascimento subaquático não foi estabelecida, e isto deve ser considerado como um procedimento experimental, que não devem ser realizados, a menos que no contexto de um ensaio clínico adequadamente concebido com o consentimento informado. A imersão durante o trabalho de parto não deve impedir ou inibir o equipamento necessário, tais como monitoramento materno ou fetal.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Pediatrics Magazine april 2014

From the American Academy of Pediatrics

Clinical Report

“Immersion in Water During Labor and Delivery”

AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS Committee on Fetus and Newborn, AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS Committee on Obstetric Practice

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Uma das primeiras perguntas que um jovem atleta vai fazer após a lesão ou doença é: “Quando eu posso jogar de novo?”

 

A resposta raramente é rápida ou simples. O retorno geralmente é controverso, além de ser uma fonte de conflito entre os prestadores de cuidados de saúde e outros. Decisões rigorosas, excessivamente brandas ou arbitrárias podem levar a resultados pouco saudáveis e insatisfatórios.

 

Para algumas condições médicas e alguns esportes, existem políticas específicas que ajudam a tomar decisões. No entanto, a maioria das decisões de retorno ao jogo envolvem circunstâncias únicas que não podem ser totalmente dirigidas por declarações genéricas.

 

A seguir, informações da Academia Americana de Pediatria (AAP) com orientações sobre quando um jovem atleta pode voltar a praticar esportes depois de uma lesão. As respostas a muitas dessas perguntas exigem a opinião de um médico. No entanto, compreender o processo pode ajudar a atletas e famílias a trabalharem com o seu médico em decisões de retorno ao jogo além de compreender melhor as razões para quaisquer atitudes, sejam elas positivas ou negativas.

 

                Qual é o diagnóstico?

 

Um diagnóstico preciso é fundamental para tratar a causa dos sintomas, as melhores opções de tratamento, período de tempo para a recuperação e nível esperado de recuperação. Etiquetas gerais como “entorse no joelho” ou “espasmo” não fornecem informações suficientes para fazer um plano de tratamento ou determinar quanto tempo de recuperação vai demorar.

 

  • Como é que a condição afeta a performance?

Será que a condição física afeta a capacidade do atleta em praticar ou jogar algum esporte? Por exemplo, se a condição pode afetar adversamente a resistência, flexibilidade, força, coordenação ou alguma outra função.

 

  • Qual é o risco de agravamento de uma doença, na prática do esporte?

Lesões ocorrem em estruturas vulneráveis. Como resultado da lesão, a estrutura lesada pode se tornar ainda mais vulnerável. Se um atleta volta a jogar antes de uma recuperação completa, a lesão irá previsivelmente piorar. Entorses leves podem se tornar entorses graves. A fratura por estresse pode se tornar uma fratura completa. A concussão leve pode aumentar o risco de uma segunda lesão cerebral ou mesmo morte.

 

  • Qual é o risco de lesão secundária?

Quando o atleta tenta proteger uma parte lesionada ele pode expor outras partes do corpo a lesões e criar lesões secundárias. Lesões secundárias também podem ocorrer se houver uma doença contagiosa que pode se espalhar por meio do contato com outros colegas ou concorrentes.

 

  • Qual tem sido o efeito do tratamento?

Existe tratamento disponível para a doença? O tratamento foi realizado? Qual foi a eficácia do tratamento? Existem efeitos negativos do tratamento? Será que o tratamento foi concluído? Já o déficit de lesão / doença foi restaurado?

  •  É possível modificar a frequência com a qual se pratica o esporte, para amenizar?

O atleta pode mudar de posição para preservar o corpo? É possível reduzir o tempo de esporte durante o período de recuperação? Pode a técnica ou equipamento utilizado para o          esporte ser modificado para permitir que o atleta continuar a jogar?

 

  •  Existem diretrizes publicadas que abordam a decisão de retorno ao jogo?

A AAP publica diretrizes que abordam muitas questões de jogabilidade. Porque as diretrizes podem estar incompletas, controverso, ou pouco claras no que se refere à sua pergunta específica de retorno ao jogo, falar com o seu médico é um elemento importante de compreender plenamente as implicações das diretrizes publicadas em sua decisão de retorno ao jogo.

  • Existe um risco desproporcionalmente alto para o mais prejuízos?

Todos os esportes têm algum risco de lesão. O risco é maior para o contato e esportes de colisão. Lesão grave e de longo prazo também pode ocorrer a partir de esportes sem contato e de resistência. Estes riscos devem ser entendidas e aceitas pelo atleta e família antes de jogar qualquer esporte. No entanto, se a lesão ou doença aumenta o risco ainda mais, pode ser mal aconselhado para jogar. Quando o risco de novas lesões é desproporcionalmente alta, os médicos têm a responsabilidade de identificar estas situações e recomendar mudanças ou restrições de participação.

  • Existe o consentimento informado?

Praticar esportes pode parecer não ter nada em comum com o agendamento de um procedimento cirúrgico, mas ambas as atividades exigem o consentimento informado. As perguntas anteriores ajudar a definir o risco de novas lesões ou outras complicações associadas com o retorno para jogar. Em alguns casos, o verdadeiro risco não é conhecido. Em outros casos, o risco é elevado ou inaceitável. Seja qual for o caso, voltar a jogar não deve ocorrer até que todos os riscos sejam compreendidos e considerados aceitáveis ​​pelo atleta, família e médico.

  •  Será que o atleta quer jogar?

A maioria dos atletas jovens que gostam de esportes e querem voltar logo, depois de uma lesão ou doença. Se os atletas não querem voltar, eles não devem ser liberados para participar. Há uma variedade de razões pelas quais um atleta não pode querer voltar a jogar. Pode ser medo de novas lesões; preocupação de que sua lesão não permite que eles para jogar bem; perda de interesse; esgotamento; ou pressão por treinadores, pais ou outros. Seja qual for a razão, os atletas que não querem jogar não deve ser pressionado para voltar, mesmo se a lesão foi resolvido.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte Cuidados com o jovem atleta do paciente folhetos de educação (Copyright © 2011 Academia Americana de Pediatria)

 

As informações contidas neste site não devem ser usadas como substitutas para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Categorias: Saúde do Adolescente

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No mundo em que vivemos, onde a busca pelo corpo ideal leva o adolescente a procurar todos os caminhos possíveis para atingir os objetivos, entra em pauta a Suplementação Alimentar. Os adolescentes de hoje, envolvidos em atividades físicas e esportivas, estão cada vez mais usando suplementos, e na maior parte das vezes, sem indicação e supervisão. A suplementação alimentar pode ser benéfica para pessoas cuja dieta não seja balanceada. Comprovada a deficiência de um nutriente, o aumento de sua ingestão, quer por meio da alimentação habitual, quer por meio de suplementos, é sim indicado. No entanto, as doses recomendadas têm sido em muito excedida, principalmente pelos jovens do sexo masculino, em busca de um corpo mais “sarado”. O mito do corpo ideal leva o jovem a adquirir suplementos por “recomendação” de amigos e colegas que utilizam esse tipo de suplementos. Além disso, os conselhos de treinadores, o acesso às revistas, sites na internet, entre tantos outros, levam também os jovens a procurar o caminho dito como o “mais fácil e eficaz” para atingir seus fins. A facilidade de aquisição desses produtos também é outro grande motivo que leva ao consumo desenfreado dos suplementos.

Suplementos alimentares são substâncias utilizadas com o objetivo de complementar uma determinada deficiência na dieta. São utilizados por via oral e suas principais razões para serem utilizados são: compensar dietas inadequadas, melhorar a imunidade, prevenir doenças e melhorar o desempenho físico e competitivo. As substâncias mais utilizadas por praticantes de atividades físicas são as proteínas, aminoácidos, creatina, carnitina, vitaminas, microelementos, cafeína, betahidroximetilbutirato, bicarbonatos, entre outros.

Um grande exemplo de suplemento que vem sendo utilizado em grande escala por nossos jovens é o Whey Protein. O Whey protein é a proteína do soro do leite, extraída durante o processo de transformação do leite em queijo. É considerada a proteína mais nobre. De acordo com a concentração de proteínas este suplemento pode ser de 3 tipos: whey protein concentrado (onde a concentração de proteínas gira em torno de 70 a 80%); whey protein isolado (onde a concentração de proteínas gira em torno de 95%); whey protein hidrolisado (onde, além da alta concentração de proteína, por ser uma proteína mais pura, é também mais rapidamente absorvida pelo organismo). Mas e quais são seus benefícios e riscos? O uso do whey protein promove uma maior retenção de nitrogênio no músculo (fator esse que leva a um aumento do crescimento muscular, tão procurado pelos jovens nas academias). Possui também uma ação antioxidante, fortalece o sistema imunológico e reduz sintomas de overtraining (excesso de treinamento, causando cansaço e desgaste excessivo do organismo). No entanto, o uso incorreto e excessivo do whey protein podem levar à sobrecarga das funções renais (rins) e hepáticas (fígado). E por que? Existem diversas marcas no mercado, que possuem ingredientes tóxicos que acabam por agredir o organismo ao invés de auxiliá-lo, levando à inflamação de alguns órgãos, esgotando reservas nutricionais no interior das células. Além disso, alguns possuem adoçantes artificiais e conservantes que são prejudiciais à saúde. Existe ainda um terceiro ponto importante que é o uso de proteínas de soja e glúten, substâncias altamente alergênicas, podendo também causar reações alérgicas e inflamatórias.

Assim sendo, antes de pensar em tomar qualquer suplemento, é importante que se procure um profissional da área, isto é, um nutricionista. Este profissional será capaz de analisar a alimentação e auxiliar no correto equilíbrio para que a mesma seja saudável e completa, satisfazendo, da melhor maneira possível, os objetivos desejados!

maria helena

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Categorias: Atividade Física

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1-      Faz pouco ou nenhum contato visual

  1. Mostra menos ou nenhuma expressão em resposta ao sorriso dos pais ou outras expressões faciais
  2. Evita seguir o olhar ou o dedo de um dos pais para ver o pai está olhando ou apontando para
  3. Não atente a chamados de atenção
  4. Menor probabilidade de trazer objetos para mostrar aos pais apenas para compartilhar seu interesse
  5. Não apresentam expressões faciais
  6. Dificuldade em reconhecer o que os outros pensam ou sentem, de acordo com  as suas expressões faciais

 

2-      Menos propensos a demonstrar preocupação (empatia) para os outros

  1. Têm dificuldade em estabelecer e manter amizades

 

3-      Diferenças de Comunicação

  1. Não diz palavras simples até os 15 meses ou frases de 2 palavras por 24 meses
  2. Pode repetir exatamente o que os outros dizem, sem compreender o seu significado (repetindo ou ecolalia)
  3. Responde aos sons (como uma buzina de carro ou miado de um gato), mas menos propensos a responder ao nome sendo chamado.
  4. Pode referir-se a si mesmo como “você” e outros como “Eu” (inversão pronominal)
  5. Mostra nenhum ou menos interesse em se comunicar
  6. Menos provável que inicie ou continue uma conversa

 

4-      Menos propensos a usar brinquedos ou outros objetos para representar as pessoas ou a vida real na brincadeira

5-      Pode ter uma boa memória, especialmente para números, músicas, jingles de TV, ou um tópico específico.

6-      Pode perder os marcos de linguagem, geralmente entre as idades de 15 e 24 meses em algumas crianças (regressão).

7-      Diferenças comportamentais (padrões estereotipados, repetitivos e restritos).

  1. Pode balançar, fazer  rotação, balançar, torcer dedos ou bater as mãos (comportamento estereotipado)
  2. Gosta de rotinas, ordem e rituais
  3. Pode ser obcecado com algumas atividades, fazê-las repetidamente durante o dia.
  4. O mais provável é jogar com peças de brinquedos, em vez de todo o brinquedo (por exemplo, rodas de fiar de um caminhão de brinquedo).
  5. Pode ter habilidades dissidentes, tais como a capacidade de ler em uma idade adiantada, mas muitas vezes sem entender o que isso significa.
  6. Pode não chorar se em dor ou parecem ter qualquer medo
  7. Pode ser muito sensível ou não sensível a todos os cheiros, sons, luzes, texturas e toque ( diferenças de processamento sensorial ).
  8. Pode ter uso incomum de visão ou olhar (por exemplo, olha para os objetos a partir de ângulos incomuns).
  9. Pode ter interesses incomuns ou intensas, mas estreitas

 

Nem sempre é fácil para os pais para saber se uma criança tem um transtorno do espectro do autismo (ASD). Alguns dos sintomas de CIA podem ser vistos em crianças com outros tipos de problemas de desenvolvimento, comportamentais ou, em menor extensão, em crianças com desenvolvimento típico. Além disso, nem todos os sintomas são observados em todas as crianças. Algumas crianças só podem apresentar alguns dos sintomas. Isto é o que torna o processo de diagnosticar ASDs difícil. Mas aqui estão alguns exemplos que podem ajudar a distinguir uma criança com um ASD das outras crianças.

 

Com 12 meses

- Uma criança com desenvolvimento típico vai virar a cabeça quando ouve seu nome.

- Uma criança com um ASD pode não voltar-se para olhar, mesmo depois que seu nome é repetido várias vezes, mas vai responder a outros sons.

Com 18 meses

- Uma criança com habilidades de fala em atraso irá apontar, gesto, ou usar expressões faciais para compensar sua falta de falar.

- Uma criança com um ASD pode fazer nenhuma tentativa para compensar a fala atrasada ou pode limitar discurso repetindo o que se ouve na TV ou o que ela acabara de ouvir.

Com 24 meses

- Uma criança sem um ASD traz uma foto para mostrar a sua mãe e compartilha sua alegria dele com ela.

- Uma criança com um ASD pode trazer-lhe uma garrafa de bolhas para abrir, mas não olhar para o rosto de sua mãe quando ele faz ou compartilhar o prazer de jogar juntos.

 

Autor: Dr. José Luiz setúbal

Fonte: Transtornos do Espectro do Autismo: O que cada pai precisa saber (Copyright © American Academy of Pediatrics 2012)

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Categorias: Saúde da Criança

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Das histórias que lembro, sempre.

Quando quero rir. Só por rir.

Quando sinto o dia pesar e me agarro as fofurices infantis do Isaac.

Ou quando, sem motivo aparente, me pego no apego dos momentos delícia que só o ser mãe nos oferece.

começo este pequeno texto com uma máxima que aprendi lá não sei quando.

nunca, nunquinha, never, faça uma pergunta a uma criança se ao menos uma das possibilidades de respostas possam te desagradar/ofender/envergonhar/etc.

vizinha nos recebe em sua casa toda alegre com o menininho pedindo “doces ou tavessulas”.

uma querida.

chama as filhas, dá balinhas e nos lembra de que o dia de halloween também é o dia do seu aniversário.

aquela festa.

e ela então diz ao isaac sobre o dia das bruxas e sua data de nascimento.

e vem a pergunta fatídica.

“e vc acha que eu pareço uma bruxa?”

e vem a resposta, natural como um cochilo pós almoço.

“só falta o chapéu”

Se eu morri de vergonha?

Não morro mais.

Mas já morri sim, em várias vezes.

Mas tô aqui, ó, vivinha da silva pra contar as historias

Carol Garcia

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Categorias: Mamãe Blogueira

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Recebemos no Hospital Sabará a visita do Professor Charles Nelson III, um pesquisador mundialmente famoso que atua no Centro de Desenvolvimento Infantil (CDC) de Harvard. Muitas de suas perguntas foram sobre autismo. Na região metropolitana de São Paulo, temos pelo menos 3 associações (ONGs) que lidam com o tema especificamente.

Em resposta a novos dados os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, diz que 1 em cada 68 crianças norte-americanos foram diagnosticados com um transtorno do espectro do autismo , a Academia Americana de Pediatria (AAP) destaca a necessidade contínua e urgente para a seleção culturalmente sensíveis e de acesso a intervenções eficazes para todas as crianças. Essas taxas crescentes certamente ressaltam a necessidade de melhorar a nossa compreensão das causas do autismo e trabalhar na prevenção.

Os dados do CDC foram coletados pela Rede de Monitorização do Autismo e Deficiências do Desenvolvimento e foram publicados hoje no Morbidity and Mortality Weekly Report do CDC . Os dados indicam o número de crianças diagnosticadas com transtorno do espectro do autismo até 8 anos de idade em 2010. A prevalência representa um aumento de 30 por cento nos últimos dois anos.

A AAP defende rastreio precoce de distúrbios do espectro do autismo, diagnóstico precoce e encaminhamento para uma intervenção eficaz, coordenada pelo pediatra da Unidade Básica de Saúde ou Saúde da Família. A pesquisa mostra que a intervenção precoce pode melhorar consideravelmente o desenvolvimento das crianças em longo prazo e os comportamentos sociais. A AAP continua empenhada em fornecer aos seus 62 mil pediatras de membros com as ferramentas e treinamento necessário para identificar adequadamente as crianças com transtornos do espectro do autismo e encaminhá-las para o tratamento e serviços de que necessitam.

Se a AAP com toda a força que tem, além de recursos faz toda esta campanha e esforço, no Brasil estamos muito longe disto, as entidades que lidam com o autismo têm dificuldades de trabalharem juntas, os diagnósticos são ainda raros e as Unidades Básicas de Saúde e o Programa de Saúde da Família, estão mais preocupados (talvez com razão) com outras doenças mais prevalentes. Enquanto isto, o sofrimento das crianças autistas e suas famílias, sobretudo as menos favorecidas continuará, seja pelo preconceito, seja pela falta de diagnóstico, como foi mostrado em uma novela recente.

 

Autor: Rede de Monitorização Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: http://www.cdc.gov/mmwr/

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Categorias: Saúde da Criança

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Escrevo em primeira pessoa, com nome e sobrenome, obviamente com a autorização dos pais de Cássia, Valéria e Willians, a quem agradeço a generosidade de compartilharem sua história.

 

Há mais de três meses no Sabará, Valéria esperava ansiosamente o dia CINCO de MAIO.

Para este dia muitos desejos foram secretamente projetados, muitos sonhos foram gestados e muito trabalho: preparava-se no corpo e na alma a esperada da festa de 15 anos de Cássia. O dia de seu aniversário era o limiar para todos os sonhos de alta hospitalar, quando então organizariam a festa, com bolo e parabéns bem barulhento, com príncipe e princesa, que sempre fizeram a alegria desta pequena moça, portadora de uma síndrome que nunca se apresentou pelo nome.

Mas Cássia “aprontou”, como Valéria sempre diz. Na última semana de abril não dava sinais de melhora significativa. Parâmetros alterados, os rins ameaçando dar trabalho, o desânimo tomou conta de todos. A equipe tentava animar a família, imaginando a festa ali, na UTI, com o que fosse possível. Os dias passaram e no dia quatro de maio Cássia continuava intubada, na luta para debelar um grande processo infeccioso.

Amanhece dia cinco. Dia do aniversário. Cássia um pouco mais acordada e ativa, parâmetros bons, quadro mais estável e… extubação marcada para as 13h!!!!

Valéria relata: “e foi a nossa alegria, ela sem tubo, respirando sozinha e consciente. Peço ao meu marido Willians que traga o bolo e o irmão tão amado. Cássia curtiu o quarto enfeitado com bexigas e o carinho da equipe. Cantamos parabéns do jeito que ela gosta com toda alegria e bagunça… Cássia abriu os olhos e curtiu tudo. Quando o cantar acabou, ela derrubou uma lágrima e a partir daquele momento começou a descompensar e precisou ser reintubada….”

Seguramente, Cassia curtiu seu aniversário, como conta Valéria. Talvez menos do que a família sonhou, mas muito mais do que todos esperavam nas últimas semanas.

No dicionário, curtir, na linguagem informal, pode ser:

4. Queimar a pele por exposição ao sol ou ao vento.

5. Suportar sofrimento ou situação penosa. = .AGUENTAR, PADECER, SOFRER

6. Tornar mais forte, mais resistente. = CALEJAR, ENDURECER

ou

7. Sentir prazer ou satisfação; gostar muito de = APRECIAR, DELEITAR-SE, DESFRUTAR[1]
É inegável que Cassia CURTIU seu aniversário. Cantou Parabéns e derramou uma lágrima. Uma imagem forte e delicada, esperançosa e triste, uma imagem de quem está na luta, quem padece, endurece e aprecia.

Curtiram Valéria e sua família: “É um misto de sentimentos… feliz e agradecida a Deus por ter permitido e nos presenteado em deixa-la acordar e participar de sua singela festinha, respirando sozinha e consciente. Um tanto triste pela descompensação. Mas ela é guerreira e vencerá todos os obstáculos.”

Padece, endurece a apreciaaguenta, caleja e desfruta. Quem de nós pensa na vida conjugando simultaneamente todos estes aspectos?

Respondo de pronto, com orgulho e gratidão, ao conhecer esta e outras tantas famílias. Quem conjuga todos estes aspectos da vida, a encara com BRIO, ou seja:

1. Sentimento que induz a cumprir o dever ou a fazer algo com perfeição ou sentido de responsabilidade.

2. Generosidade.

3. Valor.

4. Garbo, elegância.

5. Fogo, vivacidade (ex.: brio do cavalo).[2]
O que mais há para acrescentar?

 

Gláucia Faria da Silva e Valéria



[1] http://www.priberam.pt/dlpo/curtir

[2] “brio”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/brio [consultado em 21-05-2014].

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Categorias: Histórias de SuperaçãoHumanização e Psicologia

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Rotineiramente tenho recebido crianças em meu consultório para tratamento endodôntico, mais popularmente conhecido como tratamento de canal. É uma situação desagradável para a criança, difícil para o dentista e inesperado para muitos pais. A surpresa vem do fato de que muitos ainda desconhecem a situação e perguntam: mas precisa tratar canal em dentes de crianças? Ou dente de criança tem raiz?  Mas o dente de leite não vai cair?

Claro que são dúvidas pertinentes, mas elas surgem da desinformação dos não profissionais de odontologia e principalmente de histórias, nem sempre muito agradáveis, de tratamentos anteriores.  Tem sempre alguém com uma história própria ou de uma pessoa próxima que transforma o tratamento de canal em um desastre de proporções gigantescas. Alguns chegam a comentar: “se eu tiver que tratar o canal, prefiro extrair o dente”. Calma, devagar, não é bem assim.

Hoje, com técnicas modernas, equipamentos e materiais de última geração os tratamentos de canal são rápidos, indolores e de custo-benefício bem satisfatório. Além de tudo preservam os dentes e mantém intactas as arcadas dentárias. Por isso fique tranquilo, se precisar tratar o canal de um dente, procure um bom profissional, de preferência um endodontista e preserve sua saúde bucal.

Mas, e com as crianças, como deve ser o tratamento? Primeiro vamos orientar o seguinte: as crianças têm dentes de leite e permanentes, e podem necessitar tratar qualquer um deles. No caso de dentes permanentes de crianças é preciso avaliar a faixa etária e com o auxilio de exames radiográficos definir o procedimento adequado, ele pode ser definitivo ou expectante até o dente completar seu tamanho definitivo (ah, aqui um parêntesis: os dentes não nascem com as raízes completas, elas se formam depois de um tempo, que varia de acordo com o tipo de dente). De maneira geral com o tamanho completo e fechamento do ápice da raiz, o tratamento é semelhante ao do adulto.

Os dentes de leite, porém, têm outras regras. Para começar, mesmo tendo as mesmas estruturas do dente permanente: esmalte, dentina, cemento e polpa (onde está o famoso “nervinho”), as dimensões são bem diferentes. O esmalte e a dentina são mais finos, mas a polpa (o nervo) é ampla, por isso, às vezes, mesmo uma cárie aparentemente pequena pode atingir o canal, e se isso acontecer, hum, pode correr para o dentista, porque vai doer, e se não doer, vai infeccionar. E nenhuma criança merece isso, principalmente seu filhote.

Se tratar pacientes adultos já demanda orientações, explicações, convencimentos e não é fácil, pense em uma criança pequena (bem, não precisa ser pequena) com dor, abscesso, inflamação e infecção. Peça para ela abrir a boquinha e ficar quietinha enquanto o “titio” aplica a anestesia e passa o motorzinho e trata o “canalzinho”. Com tantas histórias (aquelas) que todos têm, e esse mundo me pertence, reconheço que é difícil para todos, mas         infelizmente alguém tem que cuidar e cabe ao dentista, com apoio dos pais ou responsáveis, essa dura missão, mas recompensadora, de salvar dentes que doem. Ou você prefere ver seu pequeno sofrer?

Ah, mas aí vem o ingênuo e diz: “não precisa, o dente de leite vai cair”. Vai sim, mas com que idade? Muitas dessas crianças vêm pequenas ao consultório, com cáries extensas que podem atingir o canal em uma criança aos dois anos de idade, sendo que aquele dente vai cair aos sete. Ou uma cárie que atinge o canal um dente molar infantil aos seis anos, mas vai trocar esse dente aos doze. O que fazemos no intervalo desses anos todos? Extrair o dente é uma possibilidade, às vezes, a pior de todas. A perda precoce dos dentes de leite traz desarmonias nas arcadas e alterações na cronologia das erupções dos dentes permanentes, por isso o melhor a se fazer, dentro de critérios adequados é tratar o canal e conservar o dente até a época correta dele cair.

Se seu baby nem reclamou, mas você percebeu uma bolinha na gengiva, vermelhinha ou amarelinha, fique esperta, pode não ser uma afta, mas sim uma fístula, que é um canal patológico formado para expelir o pus de um dente infectado e que pode se transformar em um abcesso enorme, trazendo riscos para a saúde geral da criança.

Por isso, sempre que você for ao dentista, peça para fazer uma revisão geral da boca, avalie com ele se o dente decíduo vai permanecer por bastante tempo mantendo o espaço para o dente permanente e então decida a melhor opção para a preservação. Sorrisos de crianças são faróis que iluminam nossos dias, não deixem que elas sofram com dores e infecções.

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Categorias: Saúde Bucal

Weening

O universo está de cabeça para baixo. É Copa do Mundo, inverno, filho doente. Não pera, dois filhos doentes! Até o marido tá doente, e eu aqui tendo que ir trabalhar. Daqui a pouco eu estou doente também. E como tem trânsito nessa cidade! E o frio? E o calor? É tudo junto ao mesmo tempo agora.

E por isso eu ainda não consegui entrar na cozinha pra inventar docinhos. Só entro na cozinha pra fazer papinhas, estou me tornando uma verdadeira alquimista de papinhas!

Acho que vou começar uma nova fase da coluna de papinhas pra bebês, será que a produção deixa? Será que tem algum interessado? Às vezes me sinto falando pro nada… tem alguém aí?

Mas enquanto não vem resposta e a vida segue nessa aceleração insana, me manterei no tema com uma receita de cereal de arroz vapt-vupt que é excelente pra introdução de comidas sólidas para pequeninos.

 Cereal de Arroz Integral

(Funciona com arroz branco também, mas o integral é mais nutritivo)

Escolha a quantidade de arroz que quiser, eu faço normalmente de 1 a duas xícaras. Lave bem e deixe escorrendo até que esteja completamente seco. Coloque no liquidificador e triture até que se de torne um pó, como uma farinha (só não precisa ser muito fino). Guarde em um recipiente fechado.

 Para preparar: numa panela pequena, coloque um pouquinho de água, ½ xícara é o suficiente. Deixe ferver e adicione cerca de 2 colheres de sopa da farinha de arroz. Mexa bem com uma espátula até que esteja completamente cozido, cerca de 3 minutos.

Vai ficar com uma consistência parecida com mingau, mas um pouco pegajosa, dependendo da quantidade de água. Tire do fogo e adicione um pouquinho mais água, leite ou fórmula até que atinja a consistência desejada (mais durinha ou mais fluida).

Amasse uma banana bem docinha (eu gosto daquela pequenininha Ouro, que é um mel) e misture com o arroz, misture bem e se quiser, coloque uma colher de chá de essência natural de baunilha.

Pode misturar outras frutas também. Ou dar o cereal puro. Só não vale colocar açúcar, porque não precisa! As crianças devoraram tudo sem precisar de incentivos, vocês vão ver. Meu Davizinho só de ver começa a dar pulinhos de alegria.

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Categorias: Guloseimas da Bia