Isaac adora livros.

E filmes também.

Sem preconceito, ele assiste de tudo. De heróis a princesas.

Tira proveito de tudo, aprende até com a mais cor de rosa das bonecas.

E eu, que também adoro as novidades do cinema de animação, não me canso de assistir com ele.

Lógico que papeamos muito depois:

- A princesa Merida é a melhor.

- Pq mamãe?

- Pq ela é decidida, corajosa, cavalga e não penteia o cabelo.

- É. não penteia.

- E tem mais. Não é extremamente loira como todas as outras.

- Ela é o quê?

- É ruiva.

- Ruuuuuuuiva?

- Sim. Quem tem cabelo vermelho é ruivo.

- huuuuummmmm…

- Vc nasceu ruivo, sabia?

- Meu cabelo era vermelho????

- Isso. Vermelho.

- Você passou tinta de canetinha em mim?

Carol Garcia

 

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“Não existe essa coisa chamada bebê”, famosa frase de Donald Winnicott, pediatra e psicanalista inglês (1896-1971), resume que não há uma criança sem uma mãe (que não necessariamente é a figura feminina, nem a que deu à luz). Um bebê é incapaz de sobreviver sozinho, é um ser receptor em todos os aspectos, totalmente dependente. A qualidade dos cuidados dispensados ainda na primeira infância é fundamental não só para sua garantia de vida, mas para todo o seu desenvolvimento. Sua história será uma conseqüência de como foi tratado desde o início, pois disso dependerá toda a sua visão de mundo e dos outros, o que influenciará diretamente a maneira como ele se relacionará com as pessoas e o meio, ao longo de sua existência. Apenas alimentar, prover as necessidades básicas fisiológicas não é suficiente, há um “que” a mais a lhe ser dedicado. É o carinho, o aconchego, a segurança. Essa ligação emocional, conjunto de toda essa relação, é o apego, uma das peças mais importantes no relacionamento pais e filhos.

Quando há apego entre as pessoas, elas procuram interagir e ficar próximas umas das outras. Vem daí a expressão popular de que alguém é “apegado” a outro. Pais demonstram apego reagindo afetivamente às necessidades do bebê, a seus gestos, acariciando-o, estando próximos, mantendo olhar vigilante. E nas crianças, o percebemos pelos seus comportamentos. Na busca de proximidade, querer se aproximar, acompanhar e permanecer no colo, bem como pela manutenção de contato, agarrando-se a pessoa, resistindo a sair de perto.

Mary Ainsworth, psicóloga do desenvolvimento americana, percebeu que praticamente todas as crianças desenvolvem apego especial com as pessoas que delas cuidam, mas que se sentem mais seguras em seu apego do que outras e classificou-o em dois tipos básicos: seguro e inseguro. O primeiro proporciona conforto e confiança e é evidenciado primeiramente pelas tentativas da criança ficar próxima da pessoa familiar e em seguida pela disposição da criança de realizar explorações, pois sentindo-se amparada está mais propensa a aventurar-se em suas descobertas. Já o segundo caracteriza-se pelo temor, ansiedade, irritação ou indiferença em relação ao cuidador, não demonstrando confiança suficiente em explorar o ambiente. Ela desenvolveu um procedimento para mensurar o apego, chamada Situação Estranha, que baseia-se na observação do bebê em relação ao cuidador em condições difíceis. As reações indicam a motivação para estar junto a ele, bem como se a presença deste fornece confiança para que o bebê aventure-se mais. Essa observação dá-se com relação à exploração de brinquedos – aquele que demonstra apego seguro brinca tranquilo na presença do cuidador, à reação ao afastamento deste adulto – um choro alto, uma pausa no brincar ou um olhar preocupado pode demonstrar que o bebê sente falta do cuidador e apresenta então apego seguro, e à reação à volta do cuidador – uma resposta de boas vindas quando ele volta é indício de uma criança seguramente apegada. São observações simples e corriqueiras de serem feitas, mas que podem indicar aspectos importantes.

A qualidade do apego está relacionada à fatores como: sensibilidade dos cuidadores às necessidades gerais da criança, a responsividade a seus sinais específicos, e, acima de tudo à interação entre a criança e seu cuidador. Quanto maior a sincronia nas interações iniciais mais propensão ao desenvolvimento do apego seguro, ideal.

O padrão de apego de uma criança pode ser uma previsão do desenvolvimento social e da personalidade dela nos anos futuros. É importante ressaltar que o apego é também influenciado pelo contexto ampliado da família, como os demais membros que a compõem, bem como a natureza do relacionamento conjugal e o contexto social em geral. Pode se modificar ao longo da vida, bem como seus efeitos no longo prazo, mas, sem dúvida os hábitos e atitudes desenvolvidos nas primeiras relações sociais têm influencia durante toda a vida.

Fonte: BERGER, Kathleen Stassen. O Desenvolvimento da Pessoa – Da Infância à Terceira Idade. Rio de Janeiro; LTC Editora, 2003

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Como se forma o arco iris?

O arco-íris é um fenômeno muito próximo das crianças e que estimula sua imaginação. Veja como explicar sua formação para elas da forma mais simples. 

O arco-íris é um dos fenômenos naturais mais fascinantes e mais próximos das crianças. Depois da sucessão da noite e do dia, dos dias de sol e de chuva, o arco-íris é logo o que mais vai tomar a imaginação dos mais pequenos. Como é possível que, surgindo do nada, um grande arco colorido ocupe todo o céu, sem pensarmos que existem fadas ou duendes relacionados com esse negócio? Tal como a luz intensa do relâmpago e o barulho forte do trovão fascinam (ou enchem de medo) muitas crianças, o arco-íris é um pedaço de magia ocorrendo diante de seus olhos.

Como explicar para os mais pequenos? Se você prefere dar a explicação científica desde o início, da forma mais simples, não é difícil. O arco-íris nasce de um encontro entre a luz do sol e as gotas de chuva, e é por isso que ele só aparece se tiver chuva caindo e sol brilhando ao mesmo tempo.
A luz do sol, que é branca, é feita de todas as cores. Mas para que as cores sejam separadas, é preciso que a luz encontre uma gota de água. As nuvens de chuva são feitas de muitas gotas de água, por isso quanto mais estiver chovendo, ou mais perto de você, maior poderá ser o arco-íris. Mostre à criança como o arco-íris vai desaparecer não por magia, mas apenas porque a chuva vai parar – ou porque outra nuvem vai esconder o sol.

Para mostrar à criança como criar um arco-íris artificial, tem duas formas simples, e só precisa que tenha sol lá fora. A primeira envolve colocar um pequeno espelho em um copo com água. Coloque o copo perto de uma janela, ou de forma que a luz do sol bata direto no copo. Depois, vire o espelho, flutuando dentro do copo, até que esteja refletindo a luz do sol em uma parede. Aí, você verá um arco-íris dentro de sua casa – ainda que não seja circular!

Outra forma é utilizando uma mangueira. Coloque a criança entre você e o sol. Deixe sair a água, pressionando o dedão para fazer um jato, e movendo a mangueira para cima e para baixo. A criança verá assim uma “cortina íris”, ou uma “parede íris”, em vez do arco.

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No último mês estive como convidado no “32nd Annual Conference on Professional Issues of Child Life Council”  e após no “The State of International Pediatric Psychosocial Services: A Global Perspective on Play and Psychosocial Care for Children in Hospitals” onde a Professora Sandra Mutarelli Setúbal, presidente do Instituto Pensi e diretora do voluntariado do Hospital Sabará, estava como delegada do Brasil.

Child Life Specialist ou Especialista em Crianças é um profissional que trabalha em hospitais e organizações de saúde e fazem com que a vida da criança seja facilitada dentro destas instituições. Ajudam nas brincadeiras, ajudam explicando exames e procedimentos, ajudam nos problemas emocionais e sociais das crianças. Foi muito interessante ver como estas coisas são tratadas nos hospitais americanos e as apresentações e discussões foram muito interessantes.

No summit internacional havia delegados de mais de 40 países que fizeram apresentações de como o assunto psicossocial é tratado nas mais diversas regiões do planeta. Podemos ver experiências de lugares muito pobres da África até lugares ricos como a Finlândia, passando por países semelhantes ao Brasil como Portugal, Chile e Argentina.

A experiência foi mais do que válida e nos mostrou que apesar de não termos este profissional específico, temos as ações realizadas por vários profissionais dentro do Hospital, num esquema mais parecido com o Europeu. Acredito que a partir desta visão poderemos mostrar algumas coisas no nosso congresso em setembro e pensarmos em novas formações e capacitações a serem dadas ao nosso corpo de voluntários e aos nossos profissionais além de fazer isto para profissionais das áreas de educação infantil, psicologia, assistência social e profissionais da saúde.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: http://www.childlife.org/
http://www.childlife.org/Annual%20Conference/2014AnnualConference-NewOrleans.cfm
http://www.childlife.org/Annual%20Conference/InternationalSummit.cfm

 

 

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Categorias: Artigos


Em tempos de medo em relação à epidemia do Ebola na África, vamos explicar um pouco do que se trata esta doença, cujo risco de chegar ao Brasil parece ser pequeno segundo os especialistas em doenças infectocontagiosas.

O Ebola ou Febre Hemorrágica Africana é uma doença causada pelo vírus Ebola, com cinco subtipos dependendo do país de procedência.

Este vírus foi descoberto em 1976 e sua letalidade é bem grande, de cerca de 50 a 90% em geral por desidratação causada por complicações gástricas. Os sintomas iniciais se assemelham a um resfriado comum, com febre, astenia, diarreia, dor de cabeça e dor no corpo. A hemorragia aparece no quarto ou quinto dia e inclui conjuntivite, mucosas do aparelho digestivo, com depressão medular.

Ocorre nas regiões florestais da África Central  e o vírus é hospedeiro de várias espécies de macacos como chipanzés, gorilas, babuínos, entre outros, e seres humanos. A transmissão ocorre entre o contato de um animal infectado ou pessoa a pessoa através de secreções corporais (saliva, sangue, sêmen, etc). O período de incubação é de 2 a 20 dias mas em geral entre 4 e 9 dias.

Não existe vacina ou tratamento eficiente com antivirais, portanto as medidas de higiene e prevenção são as mais importantes. O mundo todo se encontra em estado de alerta e se for para região de contágio, deve-se tomar as precauções necessárias para evitar entrar em contato com doentes.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Public Health Agency of Canada, 2010


As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Pois bem….

E a gente vai ensinando e aprendendo.

Vai mesmo.

Isaac estava todo empolgado com o tal amigo secreto da escola.

E ele ficaria mais feliz ainda se não tivesse tirado o menino que durante o ano passou de melhor amigo a “aquele sacana mirim que bate no meu filho quase todo o santo dia”.

Isso.

Cômico e trágico ao mesmo tempo.

E então que nos dias antes da revelação do tal amigo, explicamos pro Isaac que ele poderia falar algumas coisas do amigo secreto antes de dizer o nome dele:

- O meu amigo secreto é menino, tem cabelos pretos e adora lutas.

- Que mais??? – dizia o menininho de olhos curiosos.

- Ah! Você pode dizer que ele tem os olhos assim, ó. – e mostrei a ele minha imitação gracinha de olhos orientais.

Isso.

O amigo secreto do Isaac é o único descendente de japoneses da sala.

Tá. Nisso não há problemas. Somos todos iguais, somos todos irmãos.

Mas ser mãe é ensinar e aprender, como comecei esse texto…

- Mamãe, como é que eu posso falar do meu amigo secreto mesmo????

- Que é menino, tem cabelos pretos, gosta de luta….. – e então fui interrompida.

- É um safaaaaado…. que tem olho assim ó e vive me batendo assim ó!

Ploft!

Lógico que expliquei que esse não era o tipo de coisa legal de se falar.

Lógico que procurei outros adjetivos para o amigo secreto.

Lógico que quase morri do avesso.

Lógico que tive vontade de ser uma mosca pra saber como foi a tal revelação…

E até me senti um tanto vingada por todas as vezes que peguei Isaac chorando na escola por ter apanhado do colega violentinho.

Mas foi tudo bem.

Isaac teve vergonha de falar qualquer adjetivo.

Entregou presente pro amigo e veio todo saltitante pra casa por ter acertado na escolha do mimo.

E eu estou aqui.

Falando ufa até agora.

Dois dias depois.

Carol Garcia

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O sarampo é uma das doenças virais mais contagiosas do mundo. Durante anos, o sarampo vinha sendo raro no Brasil e em muitos países, graças à vacinação. Mas, recentemente, isso mudou. Com o número de casos de sarampo em ascensão, é vital para os pais e cuidadores estarem bem informados sobre maneiras de proteger seus filhos.

Precauções para viagens internacionais

As vacinas contra doenças como o sarampo são especialmente importantes quando sua família viaja internacionalmente. Apesar endêmico (surto generalizado), o sarampo foi eliminado dos EUA em 2000, porém os viajantes que retornam de visita ou de outros países têm sido associados à maioria dos casos de sarampo relatados em os EUA. E surtos ocorrem. É importante para o seu filho ser totalmente imunizado e protegido.

O que os pais devem saber

Certifique-se de que as vacinas do seu filho estão atualizadas. As crianças devem tomar duas doses da vacina MMR ou (SCR) (Primeira Dose: 12-15 meses de idade; Segunda Dose: 4-6 anos de idade)

O vírus do sarampo pode permanecer no ar por até 2 horas depois de uma pessoa com sarampo deixou o ambiente.

O sarampo é contagioso durante 4 dias antes da erupção aparecer e até 4 dias após ela desaparecer.

Informe ao seu pediatra se você está planejando viajar para fora do país (incluindo a Europa e EUA). Algumas crianças com menos de 12 meses devem receber uma dose da vacina tríplice viral, se eles estão viajando para fora do país.

Crianças estão em risco para o sarampo antes de receber a sua primeira dose de MMR. Algumas crianças e pré-escolares ainda estão em risco para o sarampo, porque eles são apenas parcialmente imunes até receber a sua dose de reforço. Mantenha seu filho longe das outras crianças que têm uma febre e / ou erupção. Ligue para o seu pediatra imediatamente se você acha que seu filho tenha sido exposto ao sarampo.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: AAP

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Esta é a última parte dos artigos que relacionam as evidencias e risco de reações adversas na infância. Neste artigo apresentamos os riscos relacionados com as vacinas de sarampo, rubéola e caxumba.

Vacinas contendo sarampo e convulsões febris em crianças em idade 4 a 6 anos

Klein, N. et al., Pediatrics. 2011; 129

O acompanhamento de 715.484 crianças com idades compreendidas entre 48-83 meses que receberam uma dose de MMRV,(vacina de sarampo, cachumba, rubeola e Varicela) para determinar o risco de convulsão pós-vacinação nesses grupos. Os resultados mostraram que crianças que receberam a vacina MMRV tiveram mais febre e convulsão, em comparação com crianças que tinham recebido MMR + Varicela, ou MMR ou varicela separadamente, embora este dado não tenha sido estatisticamente significativo. O estudo não encontrou qualquer pico na apreensão ou febre em qualquer um dos grupos de estudo, no período pós-vacinação 7-10. Das 4 convulsões febris observadas nos 7-10 dias no período pós-vacinação para crianças que recebem MMRV, apenas uma convulsão febril pôde ser confirmada, resultando em autores alegando que a taxa de convulsão febril após MMRV ser 1 em 86.750 doses.

Pesquisadores não encontraram aumento do risco de convulsões febris em qualquer um dos grupos de estudo dentro de 6 semanas após a vacinação.

Confira o estudo na íntegra aqui!

 

Em estudo prospectivo de 14 anos, não há nenhuma evidência de doença inflamatória intestinal ou autismo associados às vacinas para sarampo, caxumba e rubéola.

Peltola H. et ai Lancet. de 1998; 351:1327-8

Este estudo analisou três milhões de eventos adversos em relação temporal com a vacina MMR. Um formulário foi preenchido e enviado para os coletores de dados, seguida de outra forma, com mais informações algumas semanas mais tarde. Pesquisadores rastrearam indivíduos que desenvolveram sintomas ou sinais (com duração de 24 horas ou mais) gastrointestinais em qualquer altura após a vacinação com MMR (sarampo , caxumba rubeola). Os pesquisadores também verificaram os registros hospitalares, centros de saúde e entrevistou os enfermeiros de saúde pública locais.

Ao longo de uma década para detectar todos os eventos adversos graves associados à vacina MMR, os pesquisadores não conseguiram encontrar dados que apoiam a hipótese de que esta vacina poderia causar transtorno invasivo do desenvolvimento ou inflamatória doença intestinal.

Confira o estudo na íntegra aqui!

 

Autismo x Sarampo, Caxumba x Rubéola: nenhuma evidência epidemiológica para uma associação causal.

Taylor B et al. Lancet . 1999; 353 (9169) :2026-9

Investigadores procuraram uma mudança de tendência na incidência ou a idade no momento do diagnóstico associado à introdução de sarampo, caxumba e rubéola (MMR) ao Reino Unido em 1988. O estudo identificou 498 casos de autismo (261 de autismo básico, 166 de autismo atípico, e 71 da síndrome de Asperger) em crianças nascidas naquele país desde 1979. Houve um aumento constante de casos por ano de nascimento sem  mudança súbita na linha de tendência, após a introdução da vacinação MMR. Não houve diferença de idade no momento do diagnóstico entre os casos vacinados antes ou depois de 18 meses de idade e aqueles nunca vacinados. Não houve associação temporal entre o início do autismo dentro de 1 ou 2 anos após a vacinação com MMR. Regressão do desenvolvimento não foi agrupada nos meses após a vacinação.

Os dados não suportam uma associação causal entre a vacina MMR e o autismo. Se ocorrer uma associação desse tipo, é tão raro que não puderam ser identificados nesta grande amostra regional.

Confira o estudo na íntegra aqui!

 

Caxumba, Sarampo e Rubéola e a incidência de autismo Gravado por Clínicos Gerais: Uma Análise de Tendência

Kaye JA et al. British Medical Journal. 2001; 322:460-63

Estudo compara a prevalência de sarampo, caxumba e rubéola (MMR) na vacinação entre as crianças no Reino Unido para analisar o aumento da prevalência de diagnósticos de autismo em crianças.

Os dados fornecem evidências de que não existe correlação entre a prevalência de vacinação MMR e o rápido aumento dorisco de autismo ao longo do tempo.

Confira o estudo na íntegra aqui!

 

MMR e autismo: mais uma prova contra uma associação causal

Farrington CP, et al. Vacina . 2001; 14 de junho; 19 (27) :3632-5

Dados os resultados anteriores sobre vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR), foram realizadas novas pesquisas (Taylor et al, 2000) para testar uma segunda hipótese.

Os resultados novamente não fornecem evidências de associação causal entre a vacinação MMR e o autismo.

Confira o estudo na íntegra aqui!

 

Tendências em Autismo e em MMR cobertura vacinal na Califórnia.

Dales L et al. Jornal da Associação Médica Americana. 2001; 285 (9) :1183-5

Os cientistas olharam para a correlação entre o aumento na taxa de diagnósticos de autismo e aumentos na taxa de sarampo, caxumba e rubéola (MMR) em crianças nascidas entre 1980 e 1994.

Estes dados não sugerem uma associação entre a vacinação MMR em crianças e um aumento na ocorrência de autismo.

Confira o estudo na íntegra aqui!

 

Sarampo, caxumba, rubéola e outras vacinas contendo sarampo não aumentam o risco de Doença Inflamatória Intestinal: Um Estudo de controle de caso Datalink Projeto Vaccine Safety

Davis RL et al. Arquivos de Medicina Pediátrica e Adolescente. 2001; 155 (3) :354-9

Um estudo de controle de caso de 155 pessoas com doença inflamatória intestinal com até cinco avaliações cada. Nem vacinações passada, nem a idade de vacinação com outras MCV foi associada com risco aumentado para a doença de Crohn, colite ulcerativa ou IBD. Risco para a doença de Crohn, colite ulcerativa ou IBD não foi elevado no período imediatamente após a vacinação com qualquer vacina.

A vacinação com MMR ou outro MCV, ou o calendário de vacinação no início da vida, não aumentou o risco de Doença Inflamatória Intestinal.

Confira o estudo na íntegra aqui!

 

Nenhuma evidência de uma nova variante do autismo sarampo, caxumba e rubéola Induzida.

Fombonne E et al Pediatria. De 2001; 108 (4): E58

Estudo comparou 96 crianças com transtorno invasivo do desenvolvimento (PDD) nascidos entre 1992 e 1995 e que haviam recebido  vacina contra sarampo, caxumba, a pacientes de PDD que não receberam vacina contra rubéola.

Não foram encontradas evidências de apoio uma síndrome distinta do autismo induzido por MMR ou de “enterocolite autista.” Estes resultados adicionar aos estudos epidemiológicos em larga que todos falharam para apoiar uma associação entre a vacina MMR eo autismo em nível populacional. Estes resultados não defendem mudanças em programas de vacinação atuais e recomendações.

Confira o estudo na íntegra aqui!

 

Vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola e problemas intestinais ou regressão do desenvolvimento em Crianças com Autismo: Estudo da População.

Taylor B et al. British Medical Journal. 2002; 324 (7334) :393-6

Estudo populacional de 278 crianças com autismo núcleo e 195 com autismo atípico, nascidos entre 1979 e 1998. A proporção de crianças com regressão do desenvolvimento (25% do total) ou sintomas intestinais (17%) não se alterou significativamente durante os 20 anos de 1979, um período que incluiu a introdução de vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR) em outubro de 1988.

Os dados não fornecem suporte para um MMR associada  com“nova variante” forma de autismo com problemas de regressão e do desenvolvimento, e também contra o envolvimento da vacina MMR na iniciação de autismo.

Confira o estudo na íntegra aqui!

 

Veja também:

Especial Vacina (Parte I)

Especial Vacina (Parte II)

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

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Dando sequência aos artigos que mostram evidencias da segurança das vacinas nas crianças. Estudos mostram as evidências de proteção: Risco de autismo, doenças neurológicas e erros inatos do metabolismo.

O aumento da exposição ao anticorpo estimulante de proteínas e polissacarídeos em vacinas não está associado ao risco de autismo.
(DeStefano F, Preço CS, Weintraub ES. Journal of Pediatrics. 2013)

Este estudo analisou mais de mil crianças com idade de 6-13 anos que possuíam Transtorno do Espectro do Autismo (ASD), Transtorno Autista (AD)  com regressão e crianças que não foram diagnosticadas com autismo. Os autores estudaram as suas exposições sob vacinas durante os primeiros dois anos de vida. Os resultados mostraram que as chances de desenvolvimento de qualquer uma das três formas de autismo estudadas não progridem com o aumento da exposição às proteínas e polissacarídeos estimulantes de anticorpos presente nas vacinas.

Para o alívio de pais preocupados, os autores concluíram que tomar muitas vacinas “cedo demais” não causa autismo. Não havia nenhuma indicação de que as crianças com autismo estavam propensas por terem sido expostas a mais antígenos por meio de vacinas. Os autores também apontaram que, embora as crianças de hoje possam receber mais vacinas do que as crianças do presente estudo, algumas das crianças neste estudo foram expostas a muito mais antígenos (por mil) do que as crianças de hoje. Isso ocorre porque a vacina contra coqueluche de células inteiras não é mais usada.

Confira o estudo na íntegra aqui: http://jpeds.com/webfiles/images/journals/ympd/JPEDSDeStefano.pdf

 

Receber vacina no primeiro ano de vida não afeta negativamente o desenvolvimento neuropsicológico.
(Smith M e Woods C, Pediatria. Vol. 125 No. 6 Junho de 2010)

Já esta pesquisa reuniu os dados de mil crianças nascidas entre 1993 e 1997, comparou suas carteiras de vacinação até um ano de idade e estudou seus desenvolvimentos até uma década depois em 42 diferentes exames neuropsicológicos.

A comparação de crianças vacinadas com as crianças cujas vacinas foram atrasadas ou incompletas não encontrou nenhum benefício em retardar imunizações durante o primeiro ano de vida. Para os pais que estão preocupados se crianças recebam muitas vacinas logo cedo, esses dados podem fornecer garantias de que a vacinação oportuna durante a infância não tem efeito adverso sobre os resultados neuropsicológicos de longo prazo.

Confira o estudo na íntegra aqui: http://pediatrics.aappublications.org/cgi/content/abstract/125/6/1134

 

Avaliação de Imunização de câmbio e de segurança entre as crianças com erros inatos do metabolismo
(Klein, N. et al., Pediatrics. 2011; 127 (5), E1139-46)

Pesquisadores estudaram crianças no norte da Califórnia para determinar se 77 crianças com erros inatos do metabolismo que receberam vacinas eram mais propensas a experimentar eventos adversos após a vacinação, de 1.540 controles pareados (crianças nascidas sem erros inatos do metabolismo). Autores não encontraram qualquer associação entre a vacinação de crianças com erros inatos do metabolismo e um aumento nas hospitalizações ou visitas de departamento de emergência no prazo de 30 dias após a vacinação.

Vacinas em idade inicial não estão associadas com aumento do risco de eventos adversos graves nos 30 dias após a vacinação, mesmo em crianças que não têm condições de metabolismo. Isso deve fornecer garantias de que as crianças com erros inatos do metabolismo que são vacinadas rotineiramente não experimentam efeitos adversos.

Confira o estudo na íntegra aqui: http://pediatrics.aappublications.org/content/127/5/e1139

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

 

Veja também: Especial Vacina (Parte I)

Em Breve: Especial Vacina (Parte III)

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Vacina:  Estudos que mostram as evidências de proteção geral

A segurança e eficácia das vacinas estão em estudo constante. Porque as vacinas são projetadas para serem dadas rotineiramente durante as visitas de puericultura, elas devem ser extremamente seguras.

Os testes de segurança começam assim que uma nova vacina é iniciada como uma pesquisa, continua até que seja aprovado pelo FDA ou qualquer outro órgão de controle, e é monitorada por tempo indeterminado após a licenciatura. A Academia Americana de Pediatria (AAP) trabalha em estreita colaboração com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) para fazer recomendações para o uso da vacina.

Ao longo da última década, foram levantadas questões a respeito de uma relação entre autismo e vacinas. Junto com a segurança em geral preocupações, os questionamentos frequentes dos pais são sobre os seguintes temas:

- Se muitas vacinas sobrecarregam o sistema imunológico;

- Sarampo,  papeira, e a vacina combinada contra rubéola (MMR);

- Conservante timerosol, que nunca esteve presente em MMR, mas estava presente em várias vacinas utilizadas na década de 1990, desde então foi removido de todas as vacinas infantis utilizados rotineiramente com exceção da gripe.

A investigação foi conduzida em todos esses tópicos e os estudos continuam para encontrar vacinas que sejam uma  maneira segura e eficaz para prevenir a doença grave. Este documento enumera os estudos e fornece links para as publicações para que pais e todos aqueles que administram ou recomenda vacinas leiam provas por si mesmos. Estes estudos não mostram qualquer ligação entre o autismo e a vacina tríplice viral, timerosal, várias vacinas dadas de uma só vez, febre ou convulsões. Esta não é uma lista exaustiva de estudos de segurança da vacina, que estão constantemente sendo realizados e publicados e não podem ser refletidos aqui. Favor examinar a evidência para si mesmo. Se você tiver alguma dúvida, fale com seu pediatra.

Em breve:

Especial Vacina (Parte II)
Especial Vacina (Parte III)

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

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