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Para se beneficiar do crescimento e desenvolvimento fetal, mulheres que estão amamentando, grávidas ou que possam engravidar devem consumir 300  gramas de peixe por semana (2-3 porções), de acordo com projeto de aconselhamento atualizado de duas agências federais americanas. As crianças também devem comer mais peixes, as agências observaram.

 

O projeto de orientação, da Food and Drug Administration (FDA) e da Agência de Proteção Ambiental (EPA), é o primeiro a sugerir uma quantidade mínima de peixes que devem ser consumidos semanalmente. Em 2004, as agências recomendavam comer “até 12 postas” de peixes.

 

O conselho também sugere evitar quatro tipos de peixes associados com altos níveis de mercúrio: Peixe espada, Tilefish do Golfo do México, Tubarão  e cavala. Além disso, o atum branco (voador) deve ser limitado a 6 postas por semana para as mulheres.

 

Peixe com teores mais baixos de mercúrio incluem salmão, camarão, atum em lata, tilápia, bagre e bacalhau, de acordo com estas agências. Variar o tipo de peixe comido é a melhor abordagem para um plano de alimentação equilibrada, de acordo com o projeto. Famílias que comem peixes capturados a partir de córregos locais, rios e lagos devem seguir os avisos de peixe das autoridades locais. Se isso não estiver disponível, limitar a ingestão de peixes locais.

 

Peixes e mariscos oferecem proteínas de alta qualidade, vitaminas, minerais e ômega-3 os ácidos gordos, e alguns contêm vitamina D. “O pacote completo de nutrientes um peixe possui pode ser necessário para beneficiar plenamente o desenvolvimento fetal e infantil”, de acordo com comunicado à imprensa do FDA.

 

A maioria dos estudos sobre os benefícios do consumo de peixe em mulheres grávidas e crianças pequenas têm mostrado melhorias no QI global da criança e escores de QI verbal, de acordo com Stephen Ostroff, MD, atuando cientista-chefe da FDA.

 

As análises do FDA descobriram que mulheres grávidas consomem pouca quantidade de frutos do mar. 21% disseram que não comeram frutos do mar no mês anterior; 50% comiam menos de 100 gramas por semana e 75% comiam menos de 150 gramas.

 

As mulheres grávidas que consomem montantes zero de peixes “estão perdendo benefícios muito importantes para a saúde e desenvolvimento das crianças.” disse Ostroff. “É muito importante haver um pouco de peixe na dieta, e para otimizar os benefícios do ponto ideal é de 250 a 500 gramas por semana.”

 

Num país com uma costa tão grandes e projetos de aquicultura deveríamos estimular o consumo de peixes e frutos do mar nos hábitos alimentares dos brasileiros.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: AAP Notícias (Copyright © 2014 Academia Americana de Pediatria)

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Categorias: Saúde da Criança

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Cinco noites.

Cinco noites seguidas.

Cinco noites em que um menininho dá a volta na cama e vem me chamar.

Os motivos são os mais variados: sede, medo, dor de ouvido, saudade.

Ele vem, se encosta, mia na minha orelha e ganha espaço.

E sempre às 3 da manhã.

E sempre eu fico sem dormir até às 5, horário que o despertador grita não toca.

Cinco noites.

E eu nem me arrisco a fazer as contas das horas perdidas.

Não sou louca. Nem gosto de sofrer.

Mas cinco já me parece um número grande demais.

Retomemos então um outro tipo de desmame.

O do meu travesseiro.

Essa noite empresto o meu pra ele e vejo se resolve.

Mas peraí!

Papai tá indo viajar hoje?

Dias fora?

Esquece tudo.

Mamãe e filhote panda dormirão abraçadinhos.

E se os cães quiserem também serão bem vindos.

Passou o cansaço.

Aha Uhu! A cama agora é nossa.

E daqui uns dias eu retomo esse desmame.

Pra quê a pressa né?

Carol Garcia

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Categorias: Mamãe Blogueira

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Uma preocupação constante dos pais de adolescentes é com a quantidade que seus filhos dormem. Nesta fase da vida o metabolismo volta a aumentar devido ao estirão, principalmente nos meninos. Isto é facilmente observado pelo aumento do apetite para suprir a necessidade de crescimento. Nesta época, também, há mais necessidade de sono, sendo comum ver os adolescentes tirarem uma soneca à tarde. ​

Num interessante artigo da Pediatrics de maio, pesquisadores avaliaram um grupo de 250 adolescentes americanos de baixa renda sobre seus hábitos de sono.  Para descobrir isso, os pesquisadores avaliaram estudantes do ensino médio, saudáveis ​​e de famílias de classe média baixa que frequentavam a escola pública. Usando mapeamentos diários de sono  dos alunos acompanhando os padrões de sono durante uma semana.

Participantes negros e participantes do sexo masculino dormiam menos e tinha um sono mais fragmentado. As meninas  relataram uma  pior qualidade de sono e mais sonolência diurna. Em suma, a maioria dos estudantes dormia menos do que as sugeridas 8 ou 9 horas por noite, com média de aproximadamente 6 horas em noites nos dias de escola. Pouco sono pode desempenhar um papel nos riscos de saúde significativos vividos por este grupo demográfico. Os autores concluem que os pediatras devem rotineiramente orientar os  pacientes adolescentes sobre o seu sono, especialmente aqueles em situação de risco.

Nem sempre é fácil fazer com que adolescentes tenham uma quantidade de sono satisfatória, mas é sempre bom insistir que o sono diário não é reposta nos finais de semana e dormir uma quantidade de sono insuficiente trará prejuízos para a saúde, sem falar no rendimento escolar deste jovem. Vale a pena realçar estes aspectos nas conversas com seus filhos adolescentes.

 

Autor: dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Pediatrics maio 2014 – “O sono em Adolescente Saudável”

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Categorias: Saúde do Adolescente

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A Odontologia conta com 19 especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO). Neste post vou me ater sobre uma delas e que atualmente está em bastante evidência: a Odontologia Hospitalar. Não quero entrar na discussão sobre a especialidade em si e sim qual é a importância dela para a odontologia infantil.

A primeira vez que me dei conta da Odontologia Hospitalar eu estava cursando meu último ano de graduação e alguns professores faltaram na aula porque foram realizar um tratamento odontológico em um hospital, na época o tratamento foi realizado em uma criança deficiente e se restringia a fazer extrações de dentes destruídos e que afligiam a paciente. Minha história dentro de um centro cirúrgico hospitalar também começou há bastante tempo, lá pelos idos de 1986. Naquela época, já especialista em Odontopediatria, também fui cuidar de crianças com necessidades especiais em hospital. Não era uma atividade muito comum, mas já tínhamos a preocupação de não executarmos apenas procedimentos cirúrgicos radicais, a conservação dos dentes em crianças já se fazia necessária.

Quanto estagiei no Children Hospital, em Washington, D.C., nos Estados Unidos, no meu primeiro dia de hospital fui para o centro cirúrgico com uma colega colombiana. Nosso procedimento foi simples: moldar um bebê com pouco mais de um ano para prepararmos um aparelho ortodôntico, pois a criança apresentava fenda palatina. Era uma criança com menos de dois anos de idade e já estava recebendo sedação em hospital. Algum tempo depois, ao visitar um amigo texano, que havia conhecido no hospital, pude constatar que a Odontologia Hospitalar já era praticada regularmente por ele e sua equipe. Só naquele ano ele havia levado mais de oitenta crianças para serem atendidas em hospital. Devo confessar que o número me surpreendeu, mas nos Estados Unidos, tanto pela formação profissional, como pelas facilidades operacionais esse já é um hábito corriqueiro, tanto para crianças como para pacientes especiais.

Meus números ainda são mais modestos que o do meu amigo texano, mas depois de mais de 600 tratamentos odontológicos em hospital, aprendi alguma coisa sobre o assunto. Para começar, todo mundo fica preocupado quando vai para um hospital realizar uma cirurgia, se é nosso filho então a apreensão é muito maior.

Mas por que uma criança precisa ser levada para fazer tratamento odontológico em hospital?

São várias as situações. A começar pelas crianças (mais os adolescentes e adultos) com necessidades especiais que não permitem uma abordagem adequada para se fazer o tratamento no consultório. Posso falar tranquilamente que aproximadamente 10% dos meus pacientes com necessidades especiais precisam de tratamento em hospital, simplesmente porque é absolutamente impossível tratá-los com segurança e executar procedimentos com qualidade, devido às condições clínica. Incoordenações motoras, deficiências graves, falta de colaboração e alterações sistêmicas severas são apenas algumas das condições que indicam o tratamento em hospital.

Outra condição importante é o acesso do paciente ao consultório. Já recebi crianças de outros estados, do interior e até de outros países que me procuram pela indisponibilidade de tratamento de qualidade em seus locais de origem. A criança vem para São Paulo porque em sua cidade o tratamento é difícil ou não existe. Para que o tratamento, às vezes extenso, não demore semanas ou meses, a indicação do hospital é uma boa pedida.

Atualmente a Odontologia Hospitalar tem sido bem aceita pela população, por isso, crianças pequenas, com menos de cinco anos, dependendo das condições clínicas e bucais, têm sido indicadas para tratamento em hospital. O tratamento é mais rápido, menos angustiante para a família e para a criança.

Recentemente, atendi uma criança no hospital com três anos. Precisei tratar seis canais e reconstruir doze dentes, tudo por causa daquela famigerada cárie de mamadeira, já comentada em outros posts. Para uma criança pequena, que precisa vir regularmente ao consultório, tomar anestesia, ficar de boca aberta por muito tempo não é uma tarefa fácil. Para os pais que precisam acompanhar seus filhos e necessitam, muitas vezes, alterar suas rotinas de trabalho ou cuidados com outros filhos, também não é fácil. Portanto, um procedimento desse porte pode ser realizado em algumas horas e a criança sai com uma boca, vamos dizer, seminova. Porque nova mesmo só quando houver as trocas dos dentes de leite pelos permanentes. Não é fácil, mas pelo menos se afastam os fantasmas da dor e infecção.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas e aí, como ficam os pais, com aquela angústia de ver o filho indo para o centro cirúrgico? Costumo dizer: você tem medo? Mas de avião você viaja, né? Eu também tenho minhas preocupações com a anestesia geral, mas é um procedimento muito, mais muito, seguro. Como dizia um amigo anestesiologista, professor de faculdade: “Reynaldo, fale para seu paciente que é mais seguro fazer a anestesia do que ele ir de carro da casa dele para seu consultório”.

Sou muito criterioso, seleciono o máximo os pacientes que levo para o hospital, tento de todas as maneiras resolver os problemas no consultório, mas em determinadas circunstâncias é a melhor opção. Algumas regrinhas são fundamentais: escolha um ótimo cirurgião-dentista, que seja habilitado para operar em hospital, existem ótimos profissionais, muitos deles não afeitos ao ambiente hospitalar. Tenha uma equipe de anestesiologistas de primeira qualidade, ali no centro cirúrgico quem manda é ele. Escolha um hospital que tenho o serviço odontológico e que saiba cuidar bem de seu pequeno, como por exemplo, o Hospital Infantil Sabará. Está tudo certo? Bem, fé em Deus e orações, assim como fazemos quando viajamos de avião.  E não se esqueça, isso só deve acontecer dessa vez, não faça disso uma rotina, a não ser que seja absolutamente imprescindível. Você vai ver, o bicho não é de pelúcia, mas também não tem sete cabeças.

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Categorias: Saúde Bucal

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O transtorno de atenção de hiperatividade é uma das doenças mais estudadas na atualidade e seu tratamento com drogas estimulantes como a ritalina é muito controverso.

 

​            Pesquisas têm documentado que adolescentes com déficit-atenção/hiperatividade (TDAH) são de duas a três vezes mais propensos a fumar cigarros do que seus pares sem TDAH. Numa meta-análise publicada em junho de 2014 na Pediatrics foram encontrados indivíduos com TDAH, que são tratados com medicamentos estimulantes, no entanto, são menos propensos a fumar. Dados de meta-análise de pesquisadores de 14 estudos, incluindo um total de 2.360 participantes; 1.424 foram tratados com medicação e 936 não.  O tratamento estimulante foi associado com um risco menor para fumar. O efeito protetor foi maior na adolescência em comparação à idade adulta.

De acordo com os autores do estudo, é necessário mais investigação para identificar os mecanismos comportamentais e neurofarmacológicos que explicam a associação entre a medicação estimulante e o ato de fumar. O apoio de resultados, o uso de medicamentos para tratar o TDAH em jovens e sugerem que pode haver melhores resultados com a medicação se for usado consistentemente informações adicionais:

1- O que você precisa saber sobre medicação

2- A medicação para TDAH é determinada por meio de exames

3- Tratamentos e terapia comportamentais

4- Falar com seu adolescente sobre drogas — e continuar falando

 

Como se vê, as polêmicas continuarão e defensores e detratores da medicação irão achar fatos que justifiquem suas posições, portanto cabe aos pais se informarem sobre as doenças de seus filhos e saber questionar os médicos sobre o tratamento proposto. Esta é a função deste blog e do tome do Hospital Sabará e Instituto Pensi: divulgar informação atualizada para pais, educadores e curiosos sobre saúde infantil.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte> Pediatrics junho de 2014 – Stimulant Treatment of ADHD and Cigarette Smoking: A Meta-Analysis

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Categorias: Saúde do Adolescente

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É costume tradicional que as famílias se reúnam para o famoso “almoço de família”, muitas vezes no domingo. Pesquisas demonstram que a convivência familiar nas refeições é muito importante para a educação e relação entre pais e filhos. Comer juntos como uma família é uma ótima maneira de:

1-           Ajudar o seu filho a aprender hábitos alimentares saudáveis.

2-           Modelar uma alimentação saudável para o seu filho.

3-           Passar tempos valiosos.

O Poder da Família

Ajudar o seu filho a perder peso deve ser um projeto de família. Você não pode esperar que o seu filho mude seus hábitos alimentares sozinho, enquanto outros membros da família continuam a chegar com doces e sorvetes. O que você pode fazer neste caso:

1-           Obter apoio da família e incentivar todos no auxilio a perda de peso do seu filho;

2-           Certificar-se de que todos contribuam com costumes saudáveis

3-           Evitar fazer com que seu filho sinta-se isolado. Isso fará com que seu filho fique ressentido e aumente as chances de fracasso.

4-           Explique que quando uma pessoa tem problema de peso, toda a família precisa contribuir e ajudar.

Transforme as refeições em tempo para a família sempre que possível. Elas devem ser fortemente estruturadas, não só para o seu filho, mas para toda a família.

1-           Definindo horários para as refeições. Se o seu filho sabe que o jantar vai ser servido às 19:00h, talvez comece a procurar por um lanche às 18:30h mas provavelmente esperará a hora do jantar. Se o jantar é servido em um momento diferente a cada noite, o seu filho pode tomar um lanche ao invés de arriscar ter que esperar 2 ou 3 horas para comer.

2-           Ofereça a sua família 3 refeições bem equilibradas por dia. Evite pular refeições. Se o seu filho pula uma refeição, ele ou ela irá sentir muita fome, preparando o palco para excessos.

3-           Ofereça ao seu filho de 1 a 2 lanches saudáveis ​​por dia. Desencorajar os lanches (quando a criança tem acesso a e pega comida durante todo o dia).

4-           Prepare as refeições que são equilibradas e têm o tamanho das porções que são adequadas para a idade do seu filho.

5-           Fornecer pelo menos uma fruta ou vegetal a cada refeição.

6-           Deixe seu filho ajudar a escolher o que vai ser servido no menu. Incentivar e elogiar o seu filho para fazer escolhas alimentares saudáveis ​​.

Comer como Família

Em muitas casas, as famílias raramente se sentam para uma refeição juntos. Ter refeições regulares juntos como uma família é uma forma importante para que as famílias se aproximem. As refeições familiares dão a todos a chance de falar sobre o seu dia. Elas também são uma oportunidade para que você possa manter um olho sobre o que seu filho está comendo e conversar sobre assuntos que você ache importante ou pertinente. O que você pode fazer:

1-           Tente ter muitas refeições juntos como uma família sempre que possível.

2-           Defina uma regra de não-TV durante as refeições da família. A TV é uma perturbação que você deve evitar quando você está comendo.

3-           Mantenha refeições agradáveis e foque nos aspectos positivos. Celebrar sucessos do seu filho e fazer elogios para os seus esforços.

4-           As crianças aprendem mais sobre boas escolhas alimentares e nutrição saudável, quando os membros da família se juntam a uma outra para as refeições. A pesquisa também mostra que as crianças comem mais frutas e legumes e menos alimentos fritos e bebidas açucaradas quando comem com a família inteira.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Obesidade Pediátrica: prevenção, intervenção e estratégias de tratamento para a Atenção Básica – Autor Sandra G. Hassink, MD,   (Copyright © 2014 Academia Americana de Pediatria)

As informações contidas neste site não devem ser usadas como substitutas para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Categorias: Humanização e Psicologia

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Brincar é mais do que entretenimento ou distração. Que tal aproveitar e resgatar algumas brincadeiras?

É época de férias! Crianças sem ir à escola e a eterna preocupação com o que fazer com elas. Junte-se a Copa e adultos ocupados, torcendo, sofrendo… Mas criança precisa brincar. O brincar não é apenas entretenimento, é necessidade. Pelo brincar na infância desenvolve-se importantes aspectos, como cognição, motricidade, personalidade, além de habilidades sociais como aprender a dividir, comemorar, perder, ajudar. O brincar é uma forma de descoberta importante e necessária.

Em grandes cidades nossas crianças já não têm as oportunidades de vida ao ar livre como antes. Há o perigo da violência, a pouca disponibilidade de espaços que propiciam essa vivência, como parques mal conservados, lugares pequenos. Correr, subir em árvores, participar de brincadeiras que necessitam de grandes espaços já não é uma presença constante na infância nos grandes centros. Há, contudo, aspectos positivos, elas estão mais espertas no tocante a modernidade e tecnologia. Não é incomum vermos crianças de menos de 3 anos sabendo utilizar aparelhos como ipads, joguinhos eletrônicos, até mesmo controle remotos. São outros tipos de inteligência desenvolvidos. Além de que, não podemos nos esquecer, estão sujeitas a muito mais informações e conhecimentos do que outrora. As inovações tecnológicas são ótimas, porém também acabam por isolar os pequenos, cada um com seu jogo não interage tanto com os outros.

Mas são férias, e elas precisam brincar e ampliar seu leque de possibilidades. Os brinquedos são ótimas ferramentas, assim como jogar vídeo-game, utilizar computadores e ver televisão também fazem parte. Não podemos negar o progresso, temos que acompanhá-lo. Mas que tal resgatarmos brincadeiras tradicionais? Elas também podem fazer parte do rol de escolhas e ofertas para nossos pequenos. Pode ser divertido! E sair do lugar comum. Além, claro, de manter vivas as tradições.

Há brincadeiras que não requerem muito, nem mesmo espaço. Algumas dicas:

- Lenço atrás (ou Corre cotia)
- Passa anel
- Macaco (ou o mestre) mandou
- Mamãe posso ir?
- Mímica (ou Espelho)
- Contar histórias
- Cantar
- Desenhar e colorir
- Rabo no burro
- Fabricar brinquedos com sucata (como telefone de latinha, por exemplo)
- Sombras na parede
- Brincadeiras de roda (já pararam para pensar o quão pouco as crianças fazem isso hoje em dia?)
- Estátua
- Caça ao tesouro (colocar um “tesouro” escondido e espalhar pelo lugar dicas para encontrá-lo é simples, divertido, ocupa e desenvolve o raciocínio e diversas habilidades dos pequenos)
- Pular corda (tão simples, tão à mão e tão interessante para o desenvolvimento motor)

E muito mais! As opções são inúmeras!

São dicas simples, fáceis e práticas. Uma maneira de podermos, pelo brincar, não só ocupar e entreter as crianças, mas propiciar nas suas férias momentos divertidos, diferentes para muitos, além de ajudar em seu desenvolvimento. Brincar é importante, faz parte e deve ser estimulado.

Para quem quiser ter mais idéias, há diversos sites que dão idéias de vários tipos de brincadeiras, descrevendo-as, sua importância, faixa etária entre outras informações. É só procurar.

Boas brincadeiras!

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Categorias: Desenvolvimento e Comportamento Infantil

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Quando falamos em saúde, raramente pensamos na saúde mental ou bem estar emocional das crianças. Em um mundo cada vez mais atribulado, com uma sociedade gradativamente competitiva, os problemas do bem estar emocional ou a saúde mental das crianças, está ameaçado.

Se você é o pai de uma criança mais velha ou adolescente, você não pode pensar sobre suas necessidades médicas do dia-a-dia, como muitas vezes você fez durante a infância delas. Mas as crianças mais velhas também são dependentes de você, especialmente quando se trata de saúde emocional e bem-estar.

Dicas de Saúde Mental para Pais de Adolescentes e Jovens Adultos

1-     A cada nova etapa na vida do seu filho, esteja atento para os sinais de que ele precisa de apoio extra. Esteja pronto para fornecê-la.

2-     Mantenha as linhas de comunicação abertas. Se seu filho está na faculdade ou já se mudou para fora, fale com ele regularmente por telefone. As crianças devem saber que podem falar com você sobre qualquer coisa. Estar comprometido com a abordagem de temas difíceis. Fale sobre suas próprias experiências e medos quando era um adolescente.

3-     Se seu filho adolescente tem um diagnóstico de saúde mental, ele ou ela vai precisar de apoio extra. Pediatras, conselheiros escolares e profissionais de saúde mental são recursos importantes.

4-     Cuidado com sinais de alertas em saúde mental, tais como sono excessivo, mudanças de personalidade, mau humor excessivo, perda de peso ou ganho perceptível, o sigilo excessivo ou sinais de autoflagelação.

5-     Faça visita ao pediatra para um exame físico anual. Não são apenas os as crianças, mas adolescentes ainda possuem um esquema de vacinação e os check-ups são uma oportunidade crucial para conversar com o seu pediatra sobre quaisquer preocupações, bem como diagnosticar eventuais problemas de saúde física e mental. É também um grande momento para incentivar os adolescentes  a procurar aconselhamento confidencial.

6-     Proteja a sua casa contra o abuso de medicamentos, mantendo seus próprios medicamentos trancados. De acordo com a AAP, uso indevido de drogas de prescrição por adolescentes é uma dos abusos de drogas mais frequentes após a maconha e álcool.

7-     Fornecer apoio logístico para os jovens adultos, como o preenchimento de formulários e exames de saúde para a faculdade; criação de acomodações na escola, se eles têm um diagnóstico de saúde mental; encontrar médicos para cuidar de suas necessidades de adultos; e se inscrever para o seguro de saúde.

8-     Ajudar a limitar o stress dos adolescentes. Não incentivá-los a assumir atividades extracurriculares demoradas e em excesso. Evite comparar seus filhos. Crianças são únicas e cada uma tem suas peculiaridades e qualidades

9-     Incentivar hábitos que reduzam o estresse e promovam a saúde física e mental, tais como uma dieta bem equilibrada, ter pelo menos sete horas de sono por noite, e fazer exercício físico regularmente.

Nessa idade, é importante que os pais habilitem seus filhos mais velhos com habilidades de enfrentamento que irá atendê-los por toda a vida, ao invés de fazer tudo para eles.

Como a criança fica mais velha, não deixe que a saúde física e mental tomar um banco traseiro para outras considerações.

​Autr: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: The Substance ​Abuse and Mental Health Services Administration

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Categorias: Psicologia e EducaçãoPsicologia e HumanizaçãoSaúde do Adolescente

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Quando meus filhos, hoje já adultos, me fizeram esta pergunta do título desta postagem, fiquei sem saber o que responder e apesar de pesquisar não encontrei muita informação sobre o assunto. Na Pediatrics de agosto saiu um interessante artigo sobre este assunto e que divido com nossos leitores que podem ter as mesmas dúvidas que eu tive há 15 anos.

O estudo, ” Hookah Use Among US High School Seniors, encontrou a prevalência anual do uso de narguilé de 18 por cento, com base em uma pesquisa nacional de 5540 alunos do ensino médio.
Os alunos que fumavam cigarros, e aqueles que nunca tinham usado álcool, maconha ou outras substâncias ilícitas eram mais propensos a usar narguilé. Os pesquisadores também descobriram diferenças socioeconômicas; Alunos cujos pais tinham níveis mais elevados de educação, e aqueles com rendimentos mais elevados são mais propensos a usar narguilé. Inesperadamente, quando o nível socioeconômico é mais baixo e a escolaridade dos pais é menor – fatores de risco conhecidos para o uso do cigarro – foram associados com taxas mais baixas de uso do cachimbo de água como é conhecido o narguilé.
Uma crença comum entre adolescentes e adultos jovens é que o uso do cachimbo de água é menos prejudicial e viciante do que os cigarros, que podem conduzir à normalização social do uso do cachimbo de água como uma forma aceitável de se divertir com os amigos.

Os pesquisadores concluem que é fundamental para os pais e educadores preencher as lacunas na compreensão do público sobre os danos do fumo do cachimbo de água.

*Os cachimbos de água ou Narguilé, são uma forma mais socialmente orientada do consumo do tabaco. O tabaco é aquecido, filtrado pela água, e em seguida inalado através de uma mangueira. Em seguida, o tubo é passado para a próxima pessoa no grupo e que também inala.
O cachimbo de água pode causar diferentes tipos de câncer e doenças do coração e pulmões. Além disso, porque as pessoas diferentes utilizam do mesmo bocal, o risco de hepatite, herpes, tuberculose e outras doenças transmissíveis existe. Os bares e lounges do cachimbo de água estão ganhando popularidade como uma maneira para as pessoas socializarem e abraçarem o  multiculturalismo enquanto fumam. Estes lugares são especialmente populares entre as populações mais jovens nos EUA.
Autor: José Luiz Setúbal
Fonte: Article: “Hookah Use Among US High School Seniors”
Joseph J. Palamar, PhD, MPHa, Sherry Zhou, BAb, Scott Sherman, MD, MPHa, and Michael Weitzman, MDb – Pediatrics aug. 2014

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Fato.

Não sou magrelinha nem nada.

Nunca fui.

Me amo com pança e tudo mas tem dias que detesto esse meu avesso de anorexia.

E lógico que Isaac convive com meus altos e baixos estéticos.

Lógico que acha tudo uma grande besteira.

Lógico que me ama assim mesmo, sem padrões.

E demonstra. A sua maneira.

Ele já me chamou de baleinha, fofinha, barrigudinha.

Lindo.

Ahã.

Depende do dia.

Mas acontece que agora a cria usa tudo no aumentativo.

Quando não, no superlativo.

Não enxergo preconceito ou maldade não. É o jeito que ele me vê e só.

E daí que quando não são pérolas, são a forma mais graciosa de acabar com a mamãe. Em ambos os sentidos.

Outro dia mesmo disse que meu popozão não passaria na porta.

Que queria pular no meu barrigão. E disse isso olhando com a mesma vontade que olha pra um pula pula inflável, daqueles bem cheios.

Já gritou pra todos os pais da escola, na hora da saída, como estavam grandes os meus peitões.

Ontem me cutucou até a exaustão. E quando perguntei o que ele queria, respondeu apenas que estava medindo o meu suvacão.

Mostrando a medida com as mãos, esticando beeeeeem os bracinhos.

Só para não haver dúvidas.

Carol Garcia

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