Então que eu não tive medo de parto normal ou cesárea.

Não tive medo das mais de 200 injeções que tomei.

Não tive medo de bebê prematuro, de cuidar sozinha, dar vacina.

Mas confesso, tinha um pavor enorme de Isaac trocar o R pelo L eternamente.

  

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Mamãe Blogueira

Os malefícios do cigarro para a saúde é conhecido há muitos anos, mas muitas pessoas continuam a fumar. O tabagismo passivo, onde pessoas que não fumam acabam absorvendo de fumantes no mesmo ambiente também é comprovado como uma fonte de piora de saúde, principalmente em crianças pequenas.

Os pediatras como agentes de saúde precisam ter a consciência de olhar a saúde infantil com um olhar global, que envolva também a família e o ambiente no qual vive a criança. Como as crianças visitam muitas vezes o seu prestador de cuidados de saúde e o ambiente de cuidados de saúde infantil proporciona um momento de aprendizado para influenciar comportamentos de fumar dos pais.

  

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Saúde da CriançaSaúde do Bebê

Sempre quando chega a data de escrever um novo post eu fico pensando qual o assunto da hora, algumas vezes são indagações dos pacientes, dúvidas de tratamento ou prevenção, temas referentes a datas específicas, por exemplo: dia das crianças e também de acontecimentos do dia a dia. Hoje vai ser um deles.

Uma coisa que me incomoda, não apenas me incomoda, mas me espanta, é a quantidade de crianças que vêm ao consultório com os dentes mal higienizados. Algumas delas até com bala ou chiclete na boca, sem contar a casquinha da pipoca da noite anterior. Ok, muitas vêm após o período escolar e não deu tempo de escovar, vamos dar um desconto, mas não tem como enganar olhos treinados, muitas vezes da para perceber que aqueles dentinhos estão a muito sem receber a visita da escova. O fio dental então…

Quando eu era criança, mesmo quando adolescente, havia duas regrinhas básicas antes de ir ao dentista, uma era escovar os dentes ao máximo, para diminuir as broncas, outra era levar o lenço. Moleque quer jogar futebol na rua, empinar papagaio, e brincar de queimada, quando chegava a hora de ir ao dentista não tinha conversa, dava um trato na aparência, escovava os dentes e pegava o lenço. Hoje mudou, quem usa lenço de pano ainda? Não me lembro de nos últimos anos ver uma criança com um lenço, a coisa ficou mais prática, logo que o paciente senta na cadeira já recebe um lencinho de papel e o babador é colocado. Com relação aos dentes limpos a conversa é outra.

Lógico que existem pacientes que chegam com a boca nos “trinks”, mas tem alguns que eu me pergunto: como os pais deixaram vir assim? E é bastante democrático, ocorre em qualquer classe social, faixa etária, etnia e religião. Fico pensando como puderam sair de casa com uma boca dessas, ainda mais para visitar o dentista. Ao chamar a atenção da criança ela diz que escovou, olho para o responsável ele se esquiva e aí como só restam na sala eu e minha auxiliar, jogo a culpa nela. Só pode ser, afinal ninguém tem culpa daquela boca maltratada ou não tratada pela escova ou fio dental.

Apesar da minha ironia ser ignorada, eu lamento que as pessoas ainda não deem o devido valor para os cuidados bucais. A cárie é uma doença de gente pobre, não de dinheiro ou bens, mas de informação. Não é possível crer que com a evolução social e tecnológica desses nossos tempos a higienização bucal ainda continua sendo um drama. Por que parece tão difícil manter limpos os dentes da moçada? De vez em quando ouço uma pérola no consultório que arrepiam: “Mas o Sr. ou a Sra. escovou os dentes dele ou dela antes de vir ao consultório? Não, mas ele escovou. Claro, afinal ele liga o tablet ou o smartphone com a maior facilidade”. E a criança tem três ou quatro anos. Calma lá minha gente, uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa.

As habilidades manuais tecnológicas das crianças e adolescentes não estão diretamente relacionadas com sua capacidade de entender a importância dos dentes e gengivas para sua saúde geral e para o futuro. Isso cabe aos pais e educadores, vá lá, aos profissionais também, mas isso tem que ser reforçado em casa, deixar que o dentista tenha a responsabilidade exclusiva pelos cuidados da saúde bucal da criança é um pouco demais.

Costumo dizer aos pais de meus pacientes que os cuidados da saúde bucal são uma parceria do dentista com os responsáveis. De nada adianta receber orientações de higiene, fazer prevenção, se em casa os potes vivem cheios de balas e bolachas e as escovas duram meses para acabar, sinal de que não estão sendo usadas. É mais ou menos como mandar o filho para a escola, se você acha que o professor, por melhor que seja, vai resolver o problema da educação do seu filhote, esqueça. A educação começa no lar, no máximo eles vão participar da formação das crianças, isso se elas forem cobradas em casa no dia a dia.

Interessante é que muitas crianças até cobram dos pais uma ajuda, mas essa vida agitada da gente… Sei não. Colocar filho no mundo e não ter tempo nem de escovar os dentes do pequeno. Ah, e tem criança que também entrega: “na minha casa não tem fio dental”, “meu pai também não escova os dentes depois do almoço ou antes de deitar”, é constrangedor.

Por isso meus queridos pais, mães, responsáveis, cuidadores, tios, tias, avós, pensem bem naquela coisinha linda que é o sorriso do príncipe ou da princesinha. Eles estão bem evoluídos nos dias de hoje, nos surpreendem a cada dia, mas cuidar de seus dentinhos em casa ainda é ainda a melhor prática para obtenção de um futuro sem cáries. Por falar nisso, você já olhou para os dentes do seu filho hoje?

assinatura-reynaldo-nova

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Saúde BucalSaúde da Criança

medicação

Erros de medicação envolvendo crianças representam um problema de saúde pública que ocorrem com frequência, mas pesquisas anteriores têm lutado para descrever completamente o escopo do problema. Mais de 200 mil casos fora do hospital de erros de medicação são relatados nos EUA por ano, e cerca de 30% destes casos envolvem crianças menores de 6 anos de idade.

De acordo com um estudo publicado na edição de novembro 2014 da Pediatrics, a maioria dos erros de medicação envolvidos líquidos formulações (81,9%), seguido de comprimidos / cápsulas / comprimidos (14,9%).

O número e a taxa de erros de medicação aumentaram com a diminuição da idade, sendo que as crianças menores de 1 ano de idade são responsáveis por por mais de um quarto dos episódios. A ingestão foi responsável por 96,2% de eventos, e 27% de todos os erros foram atribuídos a tomar inadvertidamente ou sendo dada medicação mais do que uma vez. Durante o período de estudo de 11 anos, erros com medicação para tosse e resfriado diminuiu significativamente, enquanto que a taxa de outras medicações aumentou para todas as idades. A maioria dos casos (94,1%) não necessitaram de tratamento médico, mas 25 crianças morreram como resultado de erros de medicação fora do hospital.

Os autores do estudo concluem que estes erros de medicação representa um grande problema de saúde pública, e são necessários esforços suplementares, usando estratégias comprovadas para evitar esses eventos. De acordo com os autores do estudo, a embalagem do produto tem de ser redesenhada para fornecer dispositivos de dosagem e instruções precisas, e uma melhor rotulagem para aumentar a visibilidade para os pais.

Este é mais um dos muitos artigos que eu já escrevi sobre este assunto, e nossa função e salientar a importância de consultar um pediatra antes de dar qualquer medicação para seu filho. Quando for dar, prestar atenção na dose, no horário e como dar este remédio. Evite a automedicação e mantenha as medicações fora do alcance das crianças.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Article: “Out-of-Hospital Medication Errors Among Young Children in the United States, 2002–2012” Pediatrics nov. 2014

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o atendimento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Artigos

Muitas vezes é difícil não se estressar com o choro contínuo do bebê e nem se frustrar por não conseguir fazê-lo parar. Muitos pais acabam por descarregar esses sentimentos e, sem perceber, acabam sacudindo seu filho. Esse gesto pode, no entanto, ser muito mais perigoso do que parece. Não costumo escrever nessa linha, mas deparei-me com um interessante artigo sobre o fato e achei interessante compartilhar.

A cabeça de um bebê é grande e pesada comparada ao resto de seu corpo. Se não amparada, ela pende para frente, lado ou trás, pois os músculos do pescoço não são ainda fortes o suficiente para segura-la parada. Prejuízos causados por sacudidas não ocorrem acidentalmente durante uma brincadeira normal. Quando o neném é sacudido sua cabeça é jogada para frente e para trás muito rapidamente e com muita força. Esta força pode fazer com que os pequenos vasos dentro de sua cabeça rasguem e sangrem, resultando em uma ou mais do seguinte:

– cegueira ou surdez
– convulsões
– danos cerebrais que podem contribuir com dificuldades de comportamento e aprendizagem
– morte

Tudo indica, por experiências clínicas e relatos, que a principal razão de um bebê “ser sacudido” é porque os pais ou cuidadores ficam frustrados e angustiados com o choro do neném. Não se esquecendo que muitas famílias têm outros estressores em suas vidas que podem diminuir a capacidade de lidar com os efeitos emocionais que o choro de um bebê pode causar.

Não é totalmente claro o quanto o grau de força ou quantidade de sacudidas pode causar prejuízos a uma criança ou bebê. No entanto, qualquer grau é considerado perigoso e deve ser evitado. Portanto, não importa o quanto vocês se sinta desconcertado… Sacudir o pequeno não é a solução!

Mas quando o bebê chora?

Pode ser:

– desconforto (está com calor ou frio?)
– fome (oferecer outro alimento)
– chateação
– medo ou tédio (dar conforto e palavras doces)
– indisposição (dentição, mal-estar)
– solidão (fazer companhia pode ser a solução)
–  susto (talvez seja necessário acalmá-lo e aconchegá-lo)

Tenha em mente:

– Chorar é normal. Bebês podem chorar por duas a três horas por dia.
– Nenhum neném ou criança morreu de chorar.
– Chorar é a principal forma de comunicação que os bebês têm de comunicar o que necessitam
– Descobrir o que ele quer nem sempre é fácil.

 

Como lidar então com um bebê chorando?

Se você já tiver checado os motivos mais comuns (fome, fralda, sede…) e seu bebê continuar a chorar, tente:

– Nova alimentação – ele pode ainda estar com fome
– Oferecer um boneco, algum objeto de conforto ou um brinquedinho
– Se estiver se sentindo calmo, segure seu bebê perto de seu peito para que ele possa ouvir a batida de seu coração
– Cantar ou conversar gentilmente com ele
– Carinhosamente massagear seu bebê
– Levar seu bebê para um passeio ao ar livre
– Enrolar-lo em um pequeno lençol ou manta, para que ele se sinta seguro, e tente acalmá-lo no escuro e num lugar sossegado
– Mudá-lo de ambiente

 

Por fim, é importante lembrar:

– O cérebro de um bebê é muito frágil
– Todos os bebês podem ser vítimas potenciais
– Qualquer um pode perder o controle e, portanto, ser capaz de sacudir um bebê ou criança
– Ficar frustrado ou estressado com o choro de um bebê é normal
– Há estratégias que podem auxiliar em acalmar, confortar um bebê
– Não se desespere!

 

Fonte:  http://kidshealth.schn.health.nsw.gov.au/sites/kidshealth.schn.health.nsw.gov.au/files/attachments/740/crying_baby_dl_broch.pdf

assinatura_leticia

 

Seja o primeiro a comentar
Categorias: Psicologia e EducaçãoPsicologia e Humanização