refrigerante

No nosso blog já falamos várias vezes sobre a cafeína e sua alta ingestão na infância. Embora as pessoas pensem sempre em café, ela está presente em várias bebidas, como chás, refrigerantes do tipo “Cola”, guaraná, bebidas energéticas, achocolatados, etc.

O total de cafeína ingerida por crianças não tem aumentado nos últimos anos, mas as fontes de cafeína mudaram. As crianças estão bebendo refrigerante com menos cafeína, mas eles estão bebendo mais bebidas energéticas e café.

Os autores de um estudo realizado em março 2014, “Tendências no consumo de cafeína entre crianças e adolescentes norte-americanos“, examinaram dados dietéticos de crianças americanas entre 1999-2010 e concluiu que 73% das crianças já consumiram cafeína um  dia.

Embora o consumo de cafeína não aumentasse, a Academia Americana de Pediatria mantém uma posição de que as bebidas energéticas que contêm estimulantes não têm lugar na dieta de crianças e adolescentes. Este estudo levanta preocupação sobre o papel das bebidas energéticas e café como contribuintes cada vez mais significativas para o consumo de cafeína entre crianças e adolescentes.

Os autores concluem que este estudo fornece uma base para o consumo de cafeína entre as crianças norte-americanas e adultas jovens como pesquisas adicionais são realizadas para monitorar as tendências nesta área.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte:, “Trends in Caffeine Intake Among U.S. Children and Adolescents,” (published online Feb. 10) Authors of a study in the March 2014 issue of Pediatrics

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Categorias: Nutrição Infantil

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Da mesma maneira que para criar filhos não existe um manual, ao menos algo definitivo, com regras e exceções, para escovar os dentes também não existe um manual definitivo. Claro que para cuidar dos filhos é sempre bom ler matérias de profissionais que entendem do assunto e podem em muito te ajudar, mas manual, aquele que você segue, como se estivesse montando um aviãozinho de aeromodelismo, ah, esse não existe.

Para escovar os dentes existe uma variedade de orientações, textos muito bem explicados, escritos e ilustrados, milhares deles até, que orientam como escovar os dentes das crianças, todos eles importantes, mas não definitivos, mesmo porque as pessoas são diferentes.

Costumo ler muito sobre o tema, mesmo porque faz parte do meu dia-a-dia no consultório e para cada paciente dou uma orientação diferente, depende da idade, da motivação, de quem cuida, se a criança tem ou não necessidades especiais, são várias as técnicas e aplicações. Oriento as mães a cuidarem da saúde bucal dos filhos antes de eles nascerem ou terem dentes, imagine quando aparecem essas joias que proporcionam o sorriso?

Vou dar algumas orientações breves sobre a escovação dos dentes, mas lembre-se bom senso é fundamental. A primeira questão é quando começar a escovar os dentes? Essa é simples: quando os dentes aparecem na boca. Tão logo irrompam, escova neles. Mesmo nos bebês? Claro. Você se lembra de quando seu bebê nasceu e ainda no quarto da maternidade, antes do parto, a enfermeira te pediu roupinha do bebê? Pois bem, seu bebê nunca mais saiu de casa sem roupa, hábito puro e bom senso, claro.

Comece bem cedo à escovação, a criança vai chorar, fazer dengo, mas você não deve esmorecer, nessa fase é importante evitar a cárie de mamadeira e você pode controlar facilmente seu bebê. Use uma escova pequenininha, macia ou uma dedeira com cerdas. Não se preocupe com a técnica, mas faça movimentos circulares delicados na parte da frente e por trás dos dentes.

Sua criança cresceu, já está com todos os dentes de leite na boca? Utilize uma escova adequada à idade, mas sempre macia. Sem muita técnica ainda, mas sempre lembrando que o dente tem várias faces e todas precisam ser escovadas, capriche na face oclusal, essa que morde os alimentos e está cheia de sulcos, e não se esqueça de chegar junto às gengivas, levemente, e mesmo que essa sangre um pouquinho não pare a escovação, uma gengivite inicial pode ser curada apenas com uma escovação.

Seu filho agora está em fase escolar, ele já é um craque no videogame ou no tablet, tem um habilidade enorme com as mãos…esqueça. Nessa fase tem mesmo que deixar a criança escovar sozinha, mas você tem que conferir. Você acha mesmo que ele vai escovar os dentes com a mesma dedicação que devota ao computador? Então se coloque atrás do seu filho (você pode estar sentado ou de pé, depende da altura da criança), encoste a cabeça dele em seu peito e faça-o abrir a boca, você terá uma visão panorâmica dos dentes e pode passar a escova com uma visualização total. Não tente escovar os dentes da criança estando em frente a ela, você não conseguirá olhar direito e a cabeça se afastará à medida que você tentar chegar aos dentes do fundo.

Seu filho já é um adolescente? Pois bem, existem técnicas clássicas de escovação. Quer o nome de algumas, vá lá: Fones, Bass, Scrub, Stillman, Charters, técnica do “rolo”, técnica da “bolinha”, todas explicadas em livros e com indicações específicas e podem, com orientação do dentista ou da TSB (técnica de saúde bucal), ser úteis, porém mesmo com seu filhote já querendo a chave do carro você deve ficar em cima dele e monitorar a escovação. Não é querer intervir na vida daquele moço ou moça, mas trata-se de uma interação gostosa, saudável. Fiz isso com meus filhos e não me arrependi, hoje os dentes deles são perfeitos.

Ah, claro que existem regrinhas básicas tanto para criar os filhos como para escovar os dentes deles e não precisam vir escritas em manuais: faça com carinho, paciência e amor. Sorrisos lindos te acompanharão por toda a vida.

 

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garganta

Na minha geração quase todas as crianças sofreram cirurgia de amígdalas. Hoje apesar de ter diminuído muito o número, graças ao uso de antibióticos, ainda é um procedimento bem comum. No Hospital Sabará, fizemos em 2013 cerca 140 amigdalectomias.

Mais de meio milhão de amígdalectomia são realizados todos os anos em crianças nos EUA, tornando o procedimento a segunda razão mais comum para o atendimento em hospitais infantis.

Um estudo publicado na revista Pediatrics em fevereiro 2014 mostra qualidade do atendimento de crianças depois de uma cirurgia e como as crianças são propensas a voltar para o hospital para problemas como sangramento, vômitos e desidratação após a cirurgia – variando significativamente entre os hospitais.

O estudo “Variation in Quality of Tonsillectomy Perioperative Care and Revisit Rates in Children’s Hospitals,”, acompanhou uma série de crianças de baixo risco submetida no mesmo dia amigdalectomia em 36 hospitais pediátricos entre 2004 e 2010.

Os pesquisadores avaliaram a qualidade do atendimento com base em  hospitais que seguem diretrizes atuais e recomendam que a dexametasona (um corticosteróide utilizado para reduzir náuseas, vômitos e dor) seja prescrito no dia da cirurgia, e não antibióticos. Eles também acompanharam quantos pacientes retornaram ao hospital para problemas dentro de 30 dias da cirurgia.

Dos quase 140.000 crianças, 8% tiveram um retorno ao hospital dentro de 30 dias, mais comumente para o sangramento e vômito e desidratação. Em alguns hospitais, no entanto, a taxa de nova visita era de 3%, em comparação com 12,6% em outros hospitais. As crianças mais velhas, entre 10 e 18 anos de idade, estavam em maior risco de voltar para o hospital devido a hemorragia, e em menor risco de vômitos e desidratação, em comparação com crianças com idades entre 1 a 2 anos.

Os autores do estudo concluem que uma variação substancial existe na qualidade do atendimento para amigdalectomia de rotina em hospitais infantis dos Estados Unidos. Os dados devem ser úteis para os esforços de melhoria da qualidade amigdalectomia dos hospitais, de acordo com os autores do estudo.

Aqui no Hospital Infantil Sabará não costumamos usar este procedimentos, e nossa taxa de complicações é muito menor, talvez explicado por uso de técnicas diferentes no Brasil e EUA. De qualquer maneira vale a pena conversar com seu médico caso seu filho seja operado e perguntar das complicações.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

“Variation in Quality of Tonsillectomy Perioperative Care and Revisit Rates in Children’s Hospitals,”

 

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perigo refrigerante

O corante caramelo é adicionado a muitos refrigerantes e alguns alimentos. Recentemente, tem havido alguma preocupação com alguns tipos destes corantes artificiais que podem conter uma substância química chamada 4-metilimidazole, ou 4-MEI.

4-MEI é criado quando alguns tipos de cores de caramelo artificial são produzidos, e também é quando alguns alimentos são preparados – como por exemplo quando o café é torrado, ou malte é cozido para bebidas alcoólicas .

Em 2007, um estudo do governo federal americano, mostrou que 4-MEI causou câncer em ratos, e em 2011 foi classificado como um “possível carcinógeno humano” por uma divisão da Organização Mundial da Saúde (OMS). O estado da Califórnia estabeleceu limites na quantidade de 4-MEI que pode estar presente em alimentos e bebidas. No entanto, de acordo com a FDA , não existe o perigo de curto prazo apresentado pelo 4-MEI.

Um artigo publicado no “Consumer Reports” , publicado 23 janeiro de 2014, detalha os resultados de testes realizados pela revista com o Centro de Johns Hopkins em 10 marcas de refrigerantes e uma marca de chá. Vários dos refrigerantes tinham níveis de 4-MEI  altos do que o limite estabelecido pelo estado da Califórnia para a indústria química.

As crianças são mais suscetíveis de encontrar este produto químico em refrigerantes que são marrons (colas). Nós não sabemos ainda se o consumo de uma pequena quantidade de 4-MEI durante um longo período de tempo poderá ter impacto sobre a saúde das crianças. As crianças não precisam ter qualquer teste especial feito se tiverem consumido refrigerante, não há maneira de medir 4-MEI no corpo.

Os pais que estão preocupados com 4-MEI podem limitar a ingestão de refrigerante já que não é uma parte necessária da dieta de qualquer criança. A Academia Americana de Pediatria aconselha que as crianças consumam preferencialmente água e leite, e em quantidades limitadas, suco de frutas natural.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte:  Consumer reports  jan 2013 

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Categorias: Nutrição Infantil

musica-criança

Isaac é curioso.

E como toda criança da sua idade – aquelas cujas mães são agraciadas e abençoadas – estendeu a fase dos porquês o tanto que pôde. E não só isso, esticou e fez um upgrade. Agora ele pergunta “o que significa”.

Vá lá, mamãe aqui merece um descanso e uma variação na perguntaria. Tanto pergunta e tanto exige respostas que agora o cuidado com o que se fala, se ouve e até se pensa é mais que redobrado aqui em casa. Ouviu na TV, de alguém, no rádio, na sala de espera, do vizinho, parentes e qualquer ser que emita som ele vem:

 - Mamãããããe, o que significa?

 E as músicas.

Parte ótima é que a tal fase chegou no dia em que CDs da Adriana Partimpim, Pato Fu e Palavra Cantada voltaram a viver no meu carro. Mas Isaac não se satisfaz com pequena explicação. Espera refrão e pergunta de novo. Nesses dias ouvíamos a Ciranda da bailarina:

 - Mamããããe, o que significa essa música?

- Você lembra como é a bailarina? Toda limpinha, rosinha, retinha, arrumadinha?

- Lembo.

- A música mostra isso filho. Que a bailarina parece ser tão perfeita que não tem tudo o que todo mundo tem.

- Ela não fica doente? Ela não tem calcinha furada? Ela não tomou vacina? Ela não vai no parque? Ela não come?

E conforme foi pensando foi tendo os olhos cada vez mais arregalados. Diante disso me dei o direito:

 - Mas é uma música Isaac. Ela só que mostrar que toda a beleza da bailarina faz a gente pensar que ela é só bailarina e não menina. Mas toda bailarina é menina/mulher também. E toma vacina, corre, brinca, fica doente.

 - Aaaaaaaa….

 E pensou mais um pouco.

 - E ela não tem mãe?

 Logo, todo ser humano encardido, doente e desnutrido tem mãe? E seres perfeitos não precisam dela? Fico cá eu com meus botões.

Pois filhote rapidinho mudou o foco e quis saber o que significam as letras coloridas estampadas num muro qualquer da rua.

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 conversar com crianças

As crianças mais velhas que estão expostas a pouco contato com a fala de adultos são conhecidos por estar em risco de atraso de linguagem. Um novo estudo analisou se o mesmo é verdadeiro para prematuros.

Para o estudo, “A conversa de adulto na UTI neonatal (UTIN) com bebês prematuros e de desenvolvimento da fala“, publicado na revista Pediatrics de março. Os pesquisadores registraram 16 horas de fala dos adultos e sons vocais de crianças em unidade de terapia intensiva neonatal de Mulheres e Crianças do Hospital, em Rhode Island.

Os pesquisadores usaram um dispositivo digital para gravar adultos conversando com 36 recém-nascidos prematuros na idade 32 semanas, e novamente com a idade de 36 semanas. Cada aumento de 100 palavras de adultos por hora durante a gravação com a idade de 32 semanas resultou em um aumento de 2 pontos em escores compostos de linguagem aos 18 meses, e um aumento de 0,5 pontos nos escores de comunicação expressivos. Para cada 100 palavras por hora com o bebê de 36 semanas de idade, houve um aumento de 1,2 pontos aos 7 meses, e um aumento de 0,3 pontos nos escores de comunicação expressivos em 18 meses. Aos 7 meses, a contagem de palavras do adulto cumulativa para todas as gravações foi associada com maiores pontuações, composta de cognitivas e de linguagem, e contagens de comunicação receptivas. Para os resultados de 18 meses, a contagem de palavras de adultos para todas as gravações estavam ligados a pontuação mais elevada de comunicação expressiva.

Os autores do estudo concluíram que as crianças sendo atendidas na UTI, com benefício da exposição a conversa adulta, resultando tanto em maior linguagem e escores cognitivos mais tarde na vida. Os pais devem ser encorajados a falar com seus bebês prematuros enquanto na UTIN para evitar risco de atraso de linguagem.

Apesar de ser difícil de entender o trabalho para quem não é da área, podemos resumir dizendo que o importante é que pais de crianças, sejam elas prematuras ou não, precisam conversar com elas, contarem histórias e cantarem músicas, pois quanto mais palavras a criança ouvir, maior será seu estímulo e maior a facilidade de adquirir uma linguagem.

Autor: dr. José Luiz Setúbal

Fonte:  “Adult Talk in the NICU With Preterm Infants and Developmental Outcomes,” Pediatrics published online Feb. 10,

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prevenir doenças oculares

Crianças e adolescentes são particularmente propensos a traumas oculares, sejam eles físicos (boladas, ciscos, objetos, etc.), químicos (substâncias irritantes, perfumes, cosméticos), por uso de lente de contato, entre outros. O pronto socorro do Hospital Sabará atendeu 1200 casos referentes a este tipo de problema, em 2013. Em sua maioria foi de conjuntivites infecciosas, mas houve cerca de 200 casos de traumas, hordéolos, corpo estranho, conjuntivite químicas etc.

Nos EUA as lesões oculares afetam mais de 2,5 milhões de pessoas (adultos e crianças) todos os anos, mas 90% dessas lesões podem ser prevenidas com práticas preventivas. Considere essas colocações:

 Em casa:

- Lave as mãos depois de utilizar produtos químicos domésticos;

- Usar óculos de segurança química quando se utiliza solventes perigosos e detergentes, e não misture produtos de limpeza ao redor ou perto de seu filho;

- Abra embalagens longe do seu rosto e os rostos de outros. Mantenha tintas, pesticidas e fertilizantes devidamente armazenados em uma área segura;

- Proteja seus olhos do sol, vestindo ou um chapéu ou óculos de sol ultravioleta (UV). Nunca olhe diretamente para o sol (especialmente durante um eclipse).

Nas brincadeiras e no esporte:

- Óculos de proteção recomendados devem ser usados durante os esportes apropriados e atividades recreativas;

- Um capacete com uma máscara facial de policarbonato ou fio blindado deve ser usado durante os esportes apropriados;

- Fogos de artifício devem ser manuseados com cuidado e somente por adultos;

- Não exponha os olhos para a água, enquanto o uso de lentes de contato.

 O olho pode ser perigos associados com o uso de cosméticos?

 De acordo com a Academia Americana de Oftalmologia e Associação Americana de Optometria, os cosméticos estão entre algumas das fontes mais comuns de problemas para os usuários de lentes de contato. O mau uso de cosméticos pode levar a reações adversas graves, incluindo o seguinte:

 - Depósitos na lente;

- Irritação nos olhos;

- Alergia.

 Existem medidas de segurança para escolher, aplicar e usar cosméticos, que você deve discutir com sua filha para ajudar a proteger seus olhos com as lentes de contato:

 - Escolha os cosméticos sem perfume, hipoalergênicos e de marca de confiança;

- Não emprestar ou emprestar seus cosméticos para os outros e lave todos os pincéis de aplicação de maquiagem com frequência;

- Aplique maquiagem depois de inserir as lentes de contato. Não aplique cremes demasiado perto dos olhos.

 A seguir estão os sintomas mais comuns relacionados à TV, computador e videogame, que podem ser atribuídas a visualização da tela por tempo prolongado. No entanto, cada indivíduo pode experimentar sintomas de forma diferente. Os sintomas podem incluir:

- Olhos vermelhos, lacrimejantes  ou irritados;

- Pálpebras cansadas, com dor ou pesados;

- Espasmos musculares do olho ou pálpebra;

- Dor de cabeça;

- Dor nas costas.

 Os sintomas de cansaço visual são frequentemente aliviados após descansar os olhos, mudando o ambiente de trabalho, e/ou usando os óculos adequados. Os sintomas de cansaço visual podem assemelhar-se outras doenças oculares e pode ser amenizado posicionando o terminal de vídeo um pouco mais longe do que onde você normalmente realizar material de leitura e posicione a parte superior da tela do monitor ou um pouco abaixo do nível dos olhos. Consulte um oftalmologista do seu adolescente, como alguns indivíduos que normalmente não precisam de óculos podem precisar de lentes corretivas para trabalho no computador.

 Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Medical Reviewer: Bogus, William J., OD, FAAO, Medical Reviewer: Grantham, Paula, RN, BSN © 2000-2013 KramesStayWell, 780 Township Line Road, Yardley, PA 19067. Allrightsreserved. Thisinformation

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armas de fogo

Todo ano lemos notícias de disparos acidentais causados por crianças. Este interessante artigo que li na página de orientações da Academia Americana pode ser útil.

A arma,se encontrada por uma criança, pode mudar a vida para sempre em apenas alguns momentos. Os pais são lembrados para pedir a outros pais, se há uma arma em casa, onde seu filho está indo para jogar.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) ajudou a iniciar ASK Day, que é liderada pelo Centro para a Prevenção da Violência Juvenil, para evitar lesões e mortes por armas de fogo que estão armazenados sem segurança em residências.

Cerca de 1/3 dos lares com crianças têm armas, muitas desbloqueadas ou carregadas. Não basta falar com seu filho sobre os perigos das armas de fogo, isto não é suficiente. As crianças são naturalmente curiosas. Se uma arma é acessível na casa de alguém, há uma boa chance de a criança encontrá-la e brincar com ela. Incontáveis ​​tragédias ocorreram quando as crianças descobriram armas que os pais pensavam estar bem escondidas ou armazenadas de forma segura.

A mensagem da campanha ASK para os pais é a seguinte: se o seu filho está indo brincar ou sair para uma casa onde ele não tenha sido convidado antes, pergunte se existe uma arma ou munição nessa casa e, se existir, como está guardada. Esta pergunta simples é um passo importante que todos os pais podem tomar para ajudar seus filhos a ficar seguro. A Campanha ASK oferece dicas para os pais para tornar a conversa mais fácil.

Como armas de fogo não são uma rotina e nossa população não é tão armada como nos EUA, talvez nos preocupemos pouco com este problema, mas de qualquer forma ele aparece nos jornais por aqui.

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Categorias: Prevenção

choro-criança

chora, dizendo que eu não o amo mais.

chora, dizendo que eu não beijei.

chora, dizendo não gostar da escola.

chora, dizendo que fulano não quer mais ser seu amigo.

chora, porque não quer comer ou porque quer assistir mais 5 minutos ou porque nem sabe.

chora, resmungando que os cachorros não querem ficar perto dele.

chora, sentido, quando não dou tanta atenção. ou quando sento e choro com ele.

chora, lamentando o passeio, o encontro, o compromisso.

chora quando quer ficar em casa.

chora quando quer sair.

chora quando não quer voltar.

chora porque não quer passar o colírio.

chora quando saio pra trabalhar.

chora quando fico e cumpro meu papel de mãe.

chora se o pai não está em casa.

chora quando ele chega.

chora se vai na avó. e chora pra ficar lá.

chora, chora e chora.

O que acontece é que eu não sei se Isaac entrou numa fase deprê.

E muito menos sei se essa fase existe.

(e se existe acho muita injustiça)

E eu, ando preocupada com o chororô todo lá em casa.

Sinto filhote triste, sem vontade.

Tem se isolado de outras crianças.

Reclama de tudo.

Desenvolveu ódio por atividades coletivas e nem pensa mais em frequentar festas de aniversário.

E se frequenta, se fecha.

Não conversa tanto, não sorri.

E eu sofro.

Sofro porque sou mãe, sou exagerada, sou dramática, sou intensa.

Sim.

Já estamos procurando ajuda técnica e específica.

Lancei meus pedidos de socorro.

Estamos fazendo força tarefa em prol da felicidade e das gargalhadas sem motivo.

Morrendo de saudade das brincadeiras à fantasia, das músicas em volume alto, das corridas pelo quintal.

Perdi as chaves.

Perdi.

É exatamente essa a sensação que eu tenho.

Carol Garcia

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video-mae-filho

Recentemente vi um vídeo onde diversas mães se descreviam. Todas, sem exceção, tinham críticas a seu papel. Umas diziam achar que tinham pouca paciência, que gostariam de poder controlar melhor suas emoções e reações no trato com os filhos. Aliás, o quesito mais recorrente foi este, paciência, ou falta de. Muitas questionavam sua habilidade maternal. Também criticavam seu grau de exigência para com os filhos. Algumas gostariam de ter mais tempo para ficar com eles. Cada uma se descreveu querendo ser melhor em algum aspecto. Não houve uma sequer que tenha colocado achar que era boa mãe, que estava realizando bem seu papel. Em seguida o vídeo mostra os filhos descrevendo essas mães. Todos as elogiavam. Todos diziam que sua mãe era ótima. Todos demonstravam serem muito felizes e apreciarem o carinho e a educação que elas lhes dedicavam. A surpresa e emoção dessas mães ao ouvir os depoimentos é visível em suas feições. A alegria que demonstram após ouvi-los e a satisfação de perceberem que estão cumprindo bem seu papel, pelo menos ao olhar de seus filhos, é clara na mudança em seus discursos ao final.

Essas mães, descreveram-se pelo viés da falta, da necessidade de melhorar, enquanto seus filhos, ao contrário, as descreveram pelos aspectos positivos de seu relacionamento. As crianças valorizaram pequenos momentos, pequenas atitudes, como cozinhar, ir ao shopping, brincar juntos. Podemos então perceber o quanto, e mais importante, são os alicerces desse relacionamento, que são construídos desde o início. E a chave é o apego.

Mary Ainsworth, psicóloga do desenvolvimento norte-americana, define-o como “um vínculo afetivo que uma pessoa ou animal cria entre si mesmo e alguém mais – um vínculo que os interliga no espaço e perdura no tempo”. A qualidade do apego pode ser mensurada pela maneira em que as necessidades da criança são sentidas pelos seus cuidadores, a responsividade aos sinais específicos da criança, e especialmente, pela interação entre a criança e seus pais, estes devendo estimular seu desenvolvimento e crescimento. Um bom apego, ou um apego seguro, de acordo com Mary Ainsworth, apontará para um bom relacionamento dos filhos com seus pais ao longo da vida. Isso essas crianças traziam ao descreverem suas mães. Elas sentiam o carinho, o amor e o afeto que essas mulheres lhes proporcionavam, e os valorizavam acima de tudo. Mais do que uma bronca, ou do que uma falta de paciência, como as mães colocavam como sendo aspectos negativos delas.

Mães não são perfeitas (mesmo que o sejam ao olhar dos filhos), são humanas e erram. Têm sentimentos, raivas, frustrações, preguiça. E assim serão no relacionamento com seus filhos. Não podem separar ser mãe de ser pessoa, por mais que tentem. Mesmo porquê, a vida não é perfeita, os relacionamentos não são perfeitos, tampouco as pessoas. Não há como garantir um mundo, ou um relacionamento entre pessoas que seja perfeito e poupe os filhos de sofrimento. Aquilo que não se aprende na infância com os pais, como lidar com a frustração, vivenciar um momento de falta de atenção, será aprendido na vida, fora do âmbito familiar. E isso ocorrerá de uma forma muito mais dura. Logo, vivenciar suas limitações juntos aos filhos e demonstrá-la faz parte e é importante. Mas construindo um apego de qualidade, eles tenderão a perceber suas mães de forma muito mais positiva, como nos exemplos dos depoimentos no vídeo descrito. E quantas vezes isso não é feito naturalmente, como o foi para essas mães que nem o percebiam.

Assista o vídeo:

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Categorias: Humanização e Psicologia