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Outro dia, na UTI uma médica explicava: “Sabe qual o problema desta criança? Ela tem uma mãe boa demais!”. Tal como está, como diz minha avó, a frase não orna

O caso em questão era o de um bebê de quase um ano, com uma condição cardiopulmonar congênita que não podia ser alimentado com nada líquido, só papinhas. Bem, descobriu-se que a família o alimentava por conta própria. E essa decisão  colocava em risco a criança.

Por que não conseguiam substituir o leite? Qual a dificuldade?

Psicanálise

Dizem por aí que nos primeiros anos, uma mãe de primeira viagem só fala de…

(Dica: o que nos interessa e angustia nos primeiros meses sobre o bebê? Qual o tema de nossas perguntas quando encontramos o pimpolho depois de algumas horas fora de casa?)

Garanto que pelo menos 80% das mães de bebês até 24 meses pensam em algo que gira em torno da saúde, e mais especificamente, de tudo que entra e o que sai…  alimentação e xixi/cocô.

Assim, a saúde, o vínculo pais-bebê, a medida dos dotes femininos e maternos, o critério para criticar avós, babás e berçários passam incondicionalmente por estes elementos.

Se pensarmos na alimentação, o alimento é o símbolo mais primário e primordial de cuidado. A gente pode até falar ‘leite’, mas essa é uma palavra que se adensa, distende e contrai, transborda fervente de sensações, cheiros, emoções indistinguíveis. Deste amálgama pré-racional de intensidades afetivas, nascem pensamentos, crenças e ações posteriores – como essa que contei da UTI.

Para a criança, Freud já dizia em 1895 que “(…) o desamparo inicial dos seres humanos é a fonte primordial de todos os motivos morais” (FREUD, 1895, p. 431). Essa frase aponta que dependência inicial absoluta do bebê é determinante para sua constituição subjetiva.

No caso das famílias, por outro lado, o leite tem valor quase medicinal! Para uma mãe, não dar LEITE para seu filhinho significa deixá-lo sem o básico, o mínimo, o remédio para todos os males, judiar, tirá-lo da rotina, do que gosta, do aconchego, do essencial.

O que as famílias percebem depois de muito sofrer, é que a relação afetiva primordial a que se refere Freud pode ser mantida se o bebê for alimentado com a papinha, a sonda ou a gastrostomia… Este desfecho, porém, é uma construção a ser feita entre pais, criança e equipe. Ela é dolorida e lenta. É necessário atravessar um momento de verdadeiro luto até que os novos substitutos possam deixar todos satisfeitos.

 

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Categorias: Humanização e Psicologia

dicas de escovação

Entro mais uma vez na seara do Dr. Reynaldo Figueiredo, excelente odontopediatra e o mais celebrado dos nossos colunistas, mas estas informações da Academia Americana de Pediatria me pareceram bem uteis:

Cada criança tem diferentes habilidades e necessidades que podem orientar os pais no sentido de ajudar na hora de escovar os dentes.

1-     Escolhendo uma escova de dentes. Use uma escova com cerdas macias projetada para escovar os dentes da criança ou bebê.

2-     Segurando uma escova de dentes. Se a criança tem dificuldade ao segurar uma escova de dente, tente fazer a alça mais grossa, colocando-o dentro de uma bola de tênis, por exemplo. A alça da escova também pode ser presa a mão da criança com uma fita ou velcro. Escovas de dente com alças grossas também podem ser encontradas em lojas de varejo e farmácias.

3-     Ensinar a criança a escovar. Quebre o processo em pequenos passos para que a criança possa entender e praticar. Pergunte a um dentista, higienista dental, terapeuta ocupacional ou especialista em infância para ajudar, se necessário. Outra forma é colocar uma mão sobre a mão da criança para orientar o movimento da escova.

Use creme dental com flúor e que tenha um sabor agradável para a criança. Um adulto deve sempre colocar creme dental na escova da criança.

1-     Para crianças menores de 2 anos de idade: Use uma pequena mancha de pasta de dente.

2-     Para crianças de 2-5: Utilize a quantidade do tamanho de uma ervilha.

3-     Se uma criança não pode cuspir: Incline a cabeça da criança para que ela fique com a boca para baixo, de modo que a pasta de dentes escorra na pia.

4-     Posicione a criança. Há muitas maneiras que uma criança pode ser posicionada para se sentir confortável e permitir que um adulto possa escovar seus dentes.

5-     Mantenha a criança envolvida na escovação. Use um timer, uma canção curta, ou conte como um jogo para incentivar a escovação por 2 minutos.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Retocar em Oral Boletim de Saúde (Copyright © 2013 O Centro Nacional de Saúde)

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substitutas para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Categorias: Saúde Bucal

tdha

O Transtorno de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma das doenças modernas mais estudadas, principalmente nos EUA, onde as estatísticas apontam que cerca de 6% das crianças possuem o Transtorno.

O Neurofeedback é um tipo de treinamento que utiliza um programa de computador para crianças com transtorno de déficit de atenção (TDAH), e pode contribuir para melhorias duradouras para estas crianças, de acordo com um estudo realizado em março 2014 na edição da revista Pediatrics.

O treinamento consiste em dar feedback (resposta) imediato (tanto visto e ouvido) para os indivíduos quanto à perda da atenção e foco. O Neurofeedback treina os usuários a monitorar e mudar seus padrões de ondas cerebrais, de forma que podem melhorar a sua atenção e funcionamento executivo (um conjunto de habilidades relacionadas à aprendizagem e desempenho acadêmico).

Os pesquisadores analisaram 102 crianças e compararam a atenção e funcionamento executivo após dois tipos de treinamento que utilizam os computadores: O neurofeedback e o treinamento cognitivo. Estes alunos foram comparados com os alunos que não tinham formação em informática para o estudo.

Após seis meses, as crianças que realizaram os treinamentos apresentaram resultados significativos em determinadas áreas de atenção e aprendizagem em comparação com as crianças que não participaram do treinamento. O grupo que utilizou o Neurofeedback apresentou melhoras em maior grau, em comparação aos que utilizaram apenas o treinamento cognitivo.

Este é o primeiro estudo feito para avaliar a eficácia dos treinamentos digitais, para as crianças que possuem TDAH. Após os resultados, os autores identificaram os futuros da pesquisa e os avanços que este tipo de desenvolvimento concede ao cérebro.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: “In-School Neurofeedback Training for ADHD: Sustained Improvement From a Randomized Control Trial,” published online Feb. 17.

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Categorias: Saúde da Criança

Young woman and her son having fun together

 

Correria.

Dia foi louco, final dele idem.

Compromisso agendado.

Tia Querida vem ficar com Isaac.

Ele todo animado porque a tia é daquelas loucas agitadas que fazem do mundo um lugar mais colorido.

Filhote adora.

A gente também.

Mas a mãe encarna a chata, a louca e o general ao mesmo tempo pra fazer a janta, tomar banho e se arrumar em 40 minutos.

Vamos por prioridades, tento eu me organizar.

Em vão.

Filho pede macarrão.

Toca ferver água, fazer molhinho compatível com atual situação do intestino infantil alí presente.

Foi-se o tempo. Foi-se o banho.

Tá, vou assim mesmo, se consola a mãe após uma leve cheirada no próprio suvaco (quem nunca?).

Senta.

Passa o tempo que resta insistindo pro filho comer.

E comer sozinho, espetando os fusilis de farinha integral.

Sim, somos saudáveis.

Até onde dá.

Enquanto isso, monto um lego, de peças minúsculas, driblando os cachorros que, mancomunados com menininho sem vergonha, sempre estão prontos para ajudá-lo raspar o prato.

E no meio da luta, cria olha bem nos meus olhos, coisa que não tem feito muito ultimamente, e manda:

- Quando você era divertida…

- Como assim? Não sou mais?

- Não. Não é. Você ERA divertida.

E enfiou um macarrão na boca, deixando bem claro que a conversa acabara alí.

Carol Garcia

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Categorias: Mamãe Blogueira

refrigerante

No nosso blog já falamos várias vezes sobre a cafeína e sua alta ingestão na infância. Embora as pessoas pensem sempre em café, ela está presente em várias bebidas, como chás, refrigerantes do tipo “Cola”, guaraná, bebidas energéticas, achocolatados, etc.

O total de cafeína ingerida por crianças não tem aumentado nos últimos anos, mas as fontes de cafeína mudaram. As crianças estão bebendo refrigerante com menos cafeína, mas eles estão bebendo mais bebidas energéticas e café.

Os autores de um estudo realizado em março 2014, “Tendências no consumo de cafeína entre crianças e adolescentes norte-americanos“, examinaram dados dietéticos de crianças americanas entre 1999-2010 e concluiu que 73% das crianças já consumiram cafeína um  dia.

Embora o consumo de cafeína não aumentasse, a Academia Americana de Pediatria mantém uma posição de que as bebidas energéticas que contêm estimulantes não têm lugar na dieta de crianças e adolescentes. Este estudo levanta preocupação sobre o papel das bebidas energéticas e café como contribuintes cada vez mais significativas para o consumo de cafeína entre crianças e adolescentes.

Os autores concluem que este estudo fornece uma base para o consumo de cafeína entre as crianças norte-americanas e adultas jovens como pesquisas adicionais são realizadas para monitorar as tendências nesta área.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte:, “Trends in Caffeine Intake Among U.S. Children and Adolescents,” (published online Feb. 10) Authors of a study in the March 2014 issue of Pediatrics

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Categorias: Nutrição Infantil

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Da mesma maneira que para criar filhos não existe um manual, ao menos algo definitivo, com regras e exceções, para escovar os dentes também não existe um manual definitivo. Claro que para cuidar dos filhos é sempre bom ler matérias de profissionais que entendem do assunto e podem em muito te ajudar, mas manual, aquele que você segue, como se estivesse montando um aviãozinho de aeromodelismo, ah, esse não existe.

Para escovar os dentes existe uma variedade de orientações, textos muito bem explicados, escritos e ilustrados, milhares deles até, que orientam como escovar os dentes das crianças, todos eles importantes, mas não definitivos, mesmo porque as pessoas são diferentes.

Costumo ler muito sobre o tema, mesmo porque faz parte do meu dia-a-dia no consultório e para cada paciente dou uma orientação diferente, depende da idade, da motivação, de quem cuida, se a criança tem ou não necessidades especiais, são várias as técnicas e aplicações. Oriento as mães a cuidarem da saúde bucal dos filhos antes de eles nascerem ou terem dentes, imagine quando aparecem essas joias que proporcionam o sorriso?

Vou dar algumas orientações breves sobre a escovação dos dentes, mas lembre-se bom senso é fundamental. A primeira questão é quando começar a escovar os dentes? Essa é simples: quando os dentes aparecem na boca. Tão logo irrompam, escova neles. Mesmo nos bebês? Claro. Você se lembra de quando seu bebê nasceu e ainda no quarto da maternidade, antes do parto, a enfermeira te pediu roupinha do bebê? Pois bem, seu bebê nunca mais saiu de casa sem roupa, hábito puro e bom senso, claro.

Comece bem cedo à escovação, a criança vai chorar, fazer dengo, mas você não deve esmorecer, nessa fase é importante evitar a cárie de mamadeira e você pode controlar facilmente seu bebê. Use uma escova pequenininha, macia ou uma dedeira com cerdas. Não se preocupe com a técnica, mas faça movimentos circulares delicados na parte da frente e por trás dos dentes.

Sua criança cresceu, já está com todos os dentes de leite na boca? Utilize uma escova adequada à idade, mas sempre macia. Sem muita técnica ainda, mas sempre lembrando que o dente tem várias faces e todas precisam ser escovadas, capriche na face oclusal, essa que morde os alimentos e está cheia de sulcos, e não se esqueça de chegar junto às gengivas, levemente, e mesmo que essa sangre um pouquinho não pare a escovação, uma gengivite inicial pode ser curada apenas com uma escovação.

Seu filho agora está em fase escolar, ele já é um craque no videogame ou no tablet, tem um habilidade enorme com as mãos…esqueça. Nessa fase tem mesmo que deixar a criança escovar sozinha, mas você tem que conferir. Você acha mesmo que ele vai escovar os dentes com a mesma dedicação que devota ao computador? Então se coloque atrás do seu filho (você pode estar sentado ou de pé, depende da altura da criança), encoste a cabeça dele em seu peito e faça-o abrir a boca, você terá uma visão panorâmica dos dentes e pode passar a escova com uma visualização total. Não tente escovar os dentes da criança estando em frente a ela, você não conseguirá olhar direito e a cabeça se afastará à medida que você tentar chegar aos dentes do fundo.

Seu filho já é um adolescente? Pois bem, existem técnicas clássicas de escovação. Quer o nome de algumas, vá lá: Fones, Bass, Scrub, Stillman, Charters, técnica do “rolo”, técnica da “bolinha”, todas explicadas em livros e com indicações específicas e podem, com orientação do dentista ou da TSB (técnica de saúde bucal), ser úteis, porém mesmo com seu filhote já querendo a chave do carro você deve ficar em cima dele e monitorar a escovação. Não é querer intervir na vida daquele moço ou moça, mas trata-se de uma interação gostosa, saudável. Fiz isso com meus filhos e não me arrependi, hoje os dentes deles são perfeitos.

Ah, claro que existem regrinhas básicas tanto para criar os filhos como para escovar os dentes deles e não precisam vir escritas em manuais: faça com carinho, paciência e amor. Sorrisos lindos te acompanharão por toda a vida.

 

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garganta

Na minha geração quase todas as crianças sofreram cirurgia de amígdalas. Hoje apesar de ter diminuído muito o número, graças ao uso de antibióticos, ainda é um procedimento bem comum. No Hospital Sabará, fizemos em 2013 cerca 140 amigdalectomias.

Mais de meio milhão de amígdalectomia são realizados todos os anos em crianças nos EUA, tornando o procedimento a segunda razão mais comum para o atendimento em hospitais infantis.

Um estudo publicado na revista Pediatrics em fevereiro 2014 mostra qualidade do atendimento de crianças depois de uma cirurgia e como as crianças são propensas a voltar para o hospital para problemas como sangramento, vômitos e desidratação após a cirurgia – variando significativamente entre os hospitais.

O estudo “Variation in Quality of Tonsillectomy Perioperative Care and Revisit Rates in Children’s Hospitals,”, acompanhou uma série de crianças de baixo risco submetida no mesmo dia amigdalectomia em 36 hospitais pediátricos entre 2004 e 2010.

Os pesquisadores avaliaram a qualidade do atendimento com base em  hospitais que seguem diretrizes atuais e recomendam que a dexametasona (um corticosteróide utilizado para reduzir náuseas, vômitos e dor) seja prescrito no dia da cirurgia, e não antibióticos. Eles também acompanharam quantos pacientes retornaram ao hospital para problemas dentro de 30 dias da cirurgia.

Dos quase 140.000 crianças, 8% tiveram um retorno ao hospital dentro de 30 dias, mais comumente para o sangramento e vômito e desidratação. Em alguns hospitais, no entanto, a taxa de nova visita era de 3%, em comparação com 12,6% em outros hospitais. As crianças mais velhas, entre 10 e 18 anos de idade, estavam em maior risco de voltar para o hospital devido a hemorragia, e em menor risco de vômitos e desidratação, em comparação com crianças com idades entre 1 a 2 anos.

Os autores do estudo concluem que uma variação substancial existe na qualidade do atendimento para amigdalectomia de rotina em hospitais infantis dos Estados Unidos. Os dados devem ser úteis para os esforços de melhoria da qualidade amigdalectomia dos hospitais, de acordo com os autores do estudo.

Aqui no Hospital Infantil Sabará não costumamos usar este procedimentos, e nossa taxa de complicações é muito menor, talvez explicado por uso de técnicas diferentes no Brasil e EUA. De qualquer maneira vale a pena conversar com seu médico caso seu filho seja operado e perguntar das complicações.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

“Variation in Quality of Tonsillectomy Perioperative Care and Revisit Rates in Children’s Hospitals,”

 

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perigo refrigerante

O corante caramelo é adicionado a muitos refrigerantes e alguns alimentos. Recentemente, tem havido alguma preocupação com alguns tipos destes corantes artificiais que podem conter uma substância química chamada 4-metilimidazole, ou 4-MEI.

4-MEI é criado quando alguns tipos de cores de caramelo artificial são produzidos, e também é quando alguns alimentos são preparados – como por exemplo quando o café é torrado, ou malte é cozido para bebidas alcoólicas .

Em 2007, um estudo do governo federal americano, mostrou que 4-MEI causou câncer em ratos, e em 2011 foi classificado como um “possível carcinógeno humano” por uma divisão da Organização Mundial da Saúde (OMS). O estado da Califórnia estabeleceu limites na quantidade de 4-MEI que pode estar presente em alimentos e bebidas. No entanto, de acordo com a FDA , não existe o perigo de curto prazo apresentado pelo 4-MEI.

Um artigo publicado no “Consumer Reports” , publicado 23 janeiro de 2014, detalha os resultados de testes realizados pela revista com o Centro de Johns Hopkins em 10 marcas de refrigerantes e uma marca de chá. Vários dos refrigerantes tinham níveis de 4-MEI  altos do que o limite estabelecido pelo estado da Califórnia para a indústria química.

As crianças são mais suscetíveis de encontrar este produto químico em refrigerantes que são marrons (colas). Nós não sabemos ainda se o consumo de uma pequena quantidade de 4-MEI durante um longo período de tempo poderá ter impacto sobre a saúde das crianças. As crianças não precisam ter qualquer teste especial feito se tiverem consumido refrigerante, não há maneira de medir 4-MEI no corpo.

Os pais que estão preocupados com 4-MEI podem limitar a ingestão de refrigerante já que não é uma parte necessária da dieta de qualquer criança. A Academia Americana de Pediatria aconselha que as crianças consumam preferencialmente água e leite, e em quantidades limitadas, suco de frutas natural.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte:  Consumer reports  jan 2013 

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musica-criança

Isaac é curioso.

E como toda criança da sua idade – aquelas cujas mães são agraciadas e abençoadas – estendeu a fase dos porquês o tanto que pôde. E não só isso, esticou e fez um upgrade. Agora ele pergunta “o que significa”.

Vá lá, mamãe aqui merece um descanso e uma variação na perguntaria. Tanto pergunta e tanto exige respostas que agora o cuidado com o que se fala, se ouve e até se pensa é mais que redobrado aqui em casa. Ouviu na TV, de alguém, no rádio, na sala de espera, do vizinho, parentes e qualquer ser que emita som ele vem:

 - Mamãããããe, o que significa?

 E as músicas.

Parte ótima é que a tal fase chegou no dia em que CDs da Adriana Partimpim, Pato Fu e Palavra Cantada voltaram a viver no meu carro. Mas Isaac não se satisfaz com pequena explicação. Espera refrão e pergunta de novo. Nesses dias ouvíamos a Ciranda da bailarina:

 - Mamããããe, o que significa essa música?

- Você lembra como é a bailarina? Toda limpinha, rosinha, retinha, arrumadinha?

- Lembo.

- A música mostra isso filho. Que a bailarina parece ser tão perfeita que não tem tudo o que todo mundo tem.

- Ela não fica doente? Ela não tem calcinha furada? Ela não tomou vacina? Ela não vai no parque? Ela não come?

E conforme foi pensando foi tendo os olhos cada vez mais arregalados. Diante disso me dei o direito:

 - Mas é uma música Isaac. Ela só que mostrar que toda a beleza da bailarina faz a gente pensar que ela é só bailarina e não menina. Mas toda bailarina é menina/mulher também. E toma vacina, corre, brinca, fica doente.

 - Aaaaaaaa….

 E pensou mais um pouco.

 - E ela não tem mãe?

 Logo, todo ser humano encardido, doente e desnutrido tem mãe? E seres perfeitos não precisam dela? Fico cá eu com meus botões.

Pois filhote rapidinho mudou o foco e quis saber o que significam as letras coloridas estampadas num muro qualquer da rua.

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 conversar com crianças

As crianças mais velhas que estão expostas a pouco contato com a fala de adultos são conhecidos por estar em risco de atraso de linguagem. Um novo estudo analisou se o mesmo é verdadeiro para prematuros.

Para o estudo, “A conversa de adulto na UTI neonatal (UTIN) com bebês prematuros e de desenvolvimento da fala“, publicado na revista Pediatrics de março. Os pesquisadores registraram 16 horas de fala dos adultos e sons vocais de crianças em unidade de terapia intensiva neonatal de Mulheres e Crianças do Hospital, em Rhode Island.

Os pesquisadores usaram um dispositivo digital para gravar adultos conversando com 36 recém-nascidos prematuros na idade 32 semanas, e novamente com a idade de 36 semanas. Cada aumento de 100 palavras de adultos por hora durante a gravação com a idade de 32 semanas resultou em um aumento de 2 pontos em escores compostos de linguagem aos 18 meses, e um aumento de 0,5 pontos nos escores de comunicação expressivos. Para cada 100 palavras por hora com o bebê de 36 semanas de idade, houve um aumento de 1,2 pontos aos 7 meses, e um aumento de 0,3 pontos nos escores de comunicação expressivos em 18 meses. Aos 7 meses, a contagem de palavras do adulto cumulativa para todas as gravações foi associada com maiores pontuações, composta de cognitivas e de linguagem, e contagens de comunicação receptivas. Para os resultados de 18 meses, a contagem de palavras de adultos para todas as gravações estavam ligados a pontuação mais elevada de comunicação expressiva.

Os autores do estudo concluíram que as crianças sendo atendidas na UTI, com benefício da exposição a conversa adulta, resultando tanto em maior linguagem e escores cognitivos mais tarde na vida. Os pais devem ser encorajados a falar com seus bebês prematuros enquanto na UTIN para evitar risco de atraso de linguagem.

Apesar de ser difícil de entender o trabalho para quem não é da área, podemos resumir dizendo que o importante é que pais de crianças, sejam elas prematuras ou não, precisam conversar com elas, contarem histórias e cantarem músicas, pois quanto mais palavras a criança ouvir, maior será seu estímulo e maior a facilidade de adquirir uma linguagem.

Autor: dr. José Luiz Setúbal

Fonte:  “Adult Talk in the NICU With Preterm Infants and Developmental Outcomes,” Pediatrics published online Feb. 10,

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