pais-cientificos-e-executantes

 

Estou lendo o livro de R. A. Barkley, Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH): Guia completo para pais, professores e profissionais da saúde (Artmed, 2002). Fui levado a esse tema pelo estudo das funções executivas e sua importância nos processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança, bem como de seu cérebro.

É que, segundo esse autor, pessoas portadoras desse transtorno têm comprometidas a expressão ou o desenvolvimento dessas funções, cujos principais componentes são a flexibilidade cognitiva ou atenciosa, memória verbal e não verbal, controle inibitório.

  

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Categorias: Psicologia e Educação

quando a religião

Nesse mundo existem várias combinações explosivas.

Umas, como sabemos e esperamos, são catastróficas.

Outras, são explosivamente boas.

Ponto.

Religião sempre foi um assunto muito aberto aqui em casa.

Mesmo porque, aqui não temos preconceito, somos super abertos, curiosos e sedentos por informações (de todo tipo, confesso, mas sobre religião é bom de ouvir).

Ponto.

E vírgula.

Além de sermos católicos não praticantes.

(Eu pratico, mas do meu jeito. Alguns entendem, outros não)

Temos um respeito enorme pelo espiritismo.

Vírgula.

Então, Isaac cresce nesse cenário.

Ouve a mãe falar “Meu Deus!!!” várias vezes ao dia e fazemos nossa oração de agradecimento antes de dormir.

O pequeno já me pediu para conversar com os anjos e já filosofou sobre onde está a bisa que faleceu.

Ponto.

Mas o melhor disso é que, além de ter fé, ele aprendeu a conviver com as várias perguntas que uma religião carrega, seja ela qual for.

Vírgula.

Questiona sobre o tamanho do Papai do Céu.

Se ele é sozinho.

Como ele é e existe.

Se ele é amigo do Papai Noel.

Como ele faz chover.

E se chove, como ele se molha.

Se mora em cima das nuvens e como faz pra não cair de lá.

Ponto.

Até que um dia.

Três pontinhos.

Se deparou com um livro.

E o livro contava a história de uma bruxa.

E a bruxa, danada, tinha um cachorro que se chamava Demônio.

Vírgula.

E demônio é ser tão complexo de ser explicado como Deus.

Ainda mais para uma criança de 5 anos, com a imaginação à milhão.

Ponto.

E eu pensei.

Pelos segundos que tive.

E sei lá por qual motivo, me veio um jogo de video game em mente.

– Então Isaac, o demônio…

– Quem é mãe, quem é?

– Bom, no seu jogo não tem uma hora que tem um cara mauzão pra matar?

– Tem. O chefão. É muito difícil ganhar dele.

– Pois bem, o demônio, é tipo um chefão dos vilões.

– Hummmmm…

– Entendeu?

– Sim… O cara deve ser durão, né mãe?

– Como todos nós Isaac, tem vezes que sim, tem vezes que não.

– E é difícil de matar esse vilão?

– A gente nem precisa matar, filho, eu acho que a gente pode só deixar ele de lado. Acreditar que somos mais fortes que ele.

– Entendi.

– Mais alguma pergunta?

– Posso comprar esse livro?

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a-genetica-no-tratamento-da-diabetes-tipo-1

Pesquisas têm documentado as disparidades raciais e étnicas nos tratamentos do diabetes e seus resultados. Porém, ainda não está claro se essas diferenças resultam da condição socioeconômica ou outros fatores.

  

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Na cidade de São Paulo, e talvez por todo Brasil as praças públicas são muito pouco cuidadas. Existem exceções e geralmente estas são cuidadas pela comunidade do local, como a praça Buenos Aires em Higienópolis e a Praça República de Satayama em Alto de Pinheiros, para mencionar duas que frequento.

  

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do financeiro 2

Isaac chega da casa da avó, todo feliz porque ganhou uma nota de cinco reais.

Ganhou porque a avó recebeu um punhado das notas novas no caixa eletrônico.

Além do dinheiro na mão, e louco pra encher o cofrinho, Isaac ficou todo curioso com a questão de notas velhas e falsas.

Chegou em casa e pediu que eu mostrasse uma nota das velhas, só pra comparar.

Mostrei uma e outra.

E respondi inúmeras perguntas sobre cor, tamanho, desenho, falsificações e valores.

Quando terminou todas as suas perguntas, Isaac olhou bem pra mim e na cara de pau que lhe é peculiar pediu se poderia ficar com as duas notas.

A velha e a nova.

Diante de toda aquela questão e interesses.

Cedi e deixei.

Ele logo fez uma cara de espertinho, deu dois passos, pelo longo espaço em que conseguiu segurar a agitação e soltou:

– yuhu!!!!! Agora tenho uma arara!!!!!

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