tdah

Com o aumento da incidência do TDAH em todo mundo e com o uso mais intenso de medicação, muitos questionamentos estão sendo feitos. Medicamentos estimulantes são muitas vezes utilizados para tratar déficit de atenção / hiperatividade (TDAH), mas há uma preocupação estas drogas, pois elas podem retardar o crescimento das crianças.

Um estudo publicado na Pediatrics de 2014, “TDAH, tratamento com estimulantes, e Crescimento: Um Estudo Longitudinal”, encontrou que os medicamentos não afetaram a altura final das crianças. Para o estudo, os pesquisadores examinaram 340 crianças com TDAH que nasceram entre 1976 e 1982, e comparou as alturas finais adultos com um grupo de crianças que não têm controle de TDAH.

Nem TDAH nem tratamento com estimulantes foi associada com altura final adulta. Entre os meninos com TDAH, aqueles tratados com estimulantes por três meses ou mais teve um surto de crescimento em idade mais avançada do que os meninos não foram tratados com estimulantes, mas não houve diferença na magnitude do surto de crescimento. Não houve relação entre a maior duração do tratamento estimulante e estatura final do adulto.

Os autores do estudo concluem que nem TDAH na infância, nem o tratamento com medicamentos estimulantes está associado a problemas de crescimento ou baixa estatura na vida adulta.

Ainda temos muito a estudar sobre TDAH e seus tratamentos. Enquanto isto é sempre bom estarmos atento às informações científicas, já que as polêmicas tendem a cair no “achismo” empírico e sem bases em informações relevantes, conseguidas em pesquisas com viés na Ciência.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: “ADHD, Stimulant Treatment, and Growth: A Longitudinal Study,” Pediatrics –2014

A informação contida neste site não deve ser usada como um substituto para o atendimento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

 

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cong

Durante  três  dias reunimos mais de 1500 pessoas no Congresso Sabará de Especialidades Médicas para discutir assuntos pertinentes à saúde infantil.

O Hospital Sabará juntamente com o Instituto Pensi, cumprindo a missão de sua Fundação Mantenedora, realizam a cada dois anos um grande congresso de especialidades pediátricas para se discutir com profissionais renomados de todo o Brasil e de fora o que nós fazemos no hospital e nas pesquisas em comparação o que há de mais moderno e atual no Mundo.

Nestes três dias podemos conversar com representantes do Ministério da Saúde, da Secretária de Saúde do Estado de São Paulo, da prefeitura de SP, de órgão fomentadores de pesquisa, e com profissionais de saúde de várias universidades da cidade de São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Canadá, Estados Unidos, Espanha, Argentina, Costa Rica. Trocamos experiências com grandes hospitais de São Paulo e do Brasil.

Não discutimos só assuntos de especialidades médicas, mas também demos voz aos trabalhos das enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogas, serviço de voluntariado e humanização, farmácia, pesquisa clínica, sociedade de pediatria de São Paulo, e à Rede Nacional da Primeira Infância, que em um evento paralelo pode discutir sobre o Brincar e a Violência sobre as crianças.

Contamos na abertura e no evento da RNPI com a presença da primeira Dama da cidade, Dra. Ana Estela Haddad, responsável do programa “São Paulo Carinhosa” que realiza ações na primeira infância. Nesta ocasião pudemos ver a colocação de Pontos e Contrapontos sobre “Consumismo Infantil”, realizados pelo professor Lino de Macedo e a Dra. Ekatine Karageorgiads do Instituto Alana. Finalizando a abertura os presentes puderam apreciar uma bela apresentação das crianças do Projeto Social do Coral Bacarelli.

Ficamos muito felizes com os resultados alcançados, pois sabemos que todo este conhecimento adquirido por nós e pelas outras instituições e profissionais, poderão melhorar a vida de muitas crianças no Brasil inteiro.

Parabéns ao Instituto PENSI e ao Hospital Sabará por mais esta realização e por cumprirem tão brilhantemente seu papel de agente de transformação social.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

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cuidar de si

Participei do II Congresso Internacional Sabará de Especialidades Pediátricas, ocorrido nos dias 12, 13 e 14 de setembro, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Gostei muito das atividades em que estive presente. Comento aqui duas delas, que fizeram parte do Simpósio, “Psicologia Hospitalar, Psicanálise e Humanização”, muito bem organizado pela Doutora Gláucia Faria da Silva, psicóloga do Hospital Infantil Sabará. A primeira atividade refere-se à apresentação – “A cada ausência tua, eu vou te amar” – de Denise Lopes Madureira, do Hospital Infantil Sabará. Ela falou de um garoto, a quem chamou de Samuel, e sobre o que compartilhou com ele em seu processo de um morrer inevitável e indesejado. Seu relato foi tocante pela forma doce, calma, sem dramas, respeitosa e profissional com que nos contou sobre uma vida que teve seu começo, meio e fim, ainda que precoce, para nós que pensamos que só os velhos estão na idade de morrer. Aos presentes, foi o que aconteceu comigo, era como se ele ainda estivesse vivo, entre nós, graças ao seu testemunho e à reverência que atribuía à sua vida e à sua morte.

Outra apresentação, que muito me chamou a atenção, foi a que fez o Professor Christian Dunker, do Instituto de Psicologia, da Universidade de São Paulo, sobre “o tempo da infância: cuidado e violência”. Não vou resumir sua fala, mas destacar segundo meu ponto de vista um aspecto que me chamou a atenção e que penso ser valioso para aqueles que cuidam ou tem filhos ou netos pequenos. Trata-se do aprender a cuidar de si, para, então, poder cuidar do outro. Em nossa visão adulta pensamos que a criança pequena, nos seus dois ou três primeiros anos de vida, não sabe cuidar de si, julgamos que ela é pura dependência dos outros, sobretudo de seus pais ou responsáveis. É verdade. Sem eles, ela não saberia encontrar comida, cuidar da saúde, proteger-se do frio, enfim, sobreviver. Sem eles, ela não seria apresentada ao social e ao cultural, não teria a quem ouvir, dar risadas, não se sentiria parte do mundo. Cuidar de uma criança e se importar com sua vida e bem estar, com tudo aquilo que promove seu desenvolvimento, são, de fato, o maior prova de amor que podemos prestar a ela, pois, sem isso, a criança mais saudável e forte não sobreviveria. Podemos, então, por causa disso concluir que uma criança pequena não sabe ou não pode cuidar de si? Minha resposta é que ela, em algum nível, sabe sim cuidar de si. Mais que isso, entendo que esse cuidado que ela tem de si é fundamental para sua vida, para seu desenvolvimento em termos físicos, emocionais, cognitivos e sociais.

Em que situações a criança cuida de si, não é passiva ou submissa aos cuidados dos adultos? Mesmo no hospital, doente, com restrições para andar, falar, comer ou brincar, ela ainda assim cuida de si. Respira, reage com sensibilidade aos estímulos e medicamentos que lhe oferecem, chora, faz pedidos, reclama, toma iniciativas, luta, em seus termos, para viver, para recuperar seu bem estar. Há uma situação em especial significativa para o saber cuidar de si da criança pequena. Ela se refere ao brincar, ao reagir às propostas de brincadeiras que lhe fazem. Cuidar de si, nesse caso, significa poder escolher o que fazer com um brinquedo: olhar, bater, esconder, chocalhar, por no colo, mudar de lugar, inventar histórias. Ela está cuidando de si através de seus comportamentos, pelas formas com interage com eles. Às vezes, está séria, compenetrada, outras vezes, exploradora e curiosa, cheirando, tocando, lambendo, apertando. Nestes momentos, mesmo doente, ela é pura presença, força e alegria de vida. É certo que, também, as crianças gostam e precisam das brincadeiras com os adultos. Elas precisam que eles leiam histórias, olhem nos seus olhos, “conversem” com ela, abracem-nas, demonstrem interesse e carinho. Não nos esqueçamos de que essa criança, faz pouco tempo, era uma parte do corpo de sua mãe, estava dentro de sua barriga e desfrutava uma possibilidade de se desenvolver diretamente através dela. Agora que já nasceu, não é mais uma parte, é una, é um indivíduo, com suas responsabilidades frente à vida. E são muitas as responsabilidades de uma criança pequena, sobretudo aquelas que os azares da genética ou do social não lhe possibilitaram as melhores condições de saúde e bem estar.

Corro um perigo de má leitura ao que acabei de afirmar. Não se trata de, pelo que eu disse, considerar a criança um pequeno adulto, que sabe e deve se virar sozinha. Que não precisa de nós, de nosso cuidado e importância. Eu não disse isso. Disse que elas mereciam ser respeitadas no seu brincar e no exercício, dentro de seus limites, de suas possibilidades de viver. Não se trata, por isso, de exigir nem mais, nem menos, do que ela pode fazer. Uma criança pequena é uma criança pequena. Esperar que ela se comporte como se fosse grande é uma exigência impossível para ela. Cobrar dela um desempenho, uma competência para a qual ela não tem condição de oferecer, é também cobrar demais. Crianças pequenas não foram feitas para nos agradar ou realizar nosso desejo de, através delas, sermos isso ou aquilo. Crianças pequenas são o presente e o futuro do mundo. E para isso precisam ser cuidadas naquilo que só os adultos podem cuidar, mas, ao mesmo tempo, precisam ser respeitadas naquilo que só elas podem fazer por si mesmas.

Lino de Macedo_Assinatura

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question

Isaac é menino decidido.

Ok.

Mas está longe da fase de pensar no futuro.

Ele se limita a dizer que, quando crescer, será engenheiro de espaçonaves, jornalista, homem aranha e Ben 10.

Como disse ontem, ele está aprendendo essa questão toda de tempo, de hoje, ontem e amanhã.

Vamos aos poucos.

Mas junte então, na equação sofredora-materna, Decisão e Tempo.

 

Outro dia estávamos falando sobre as vovós do Isaac.

Eu e ele.

Disse o que gosta em uma e o que gosta na outra.

Falou dos nomes, dos cabelos, das histórias.

E eu, besta que sou, disse que serei uma vozinha muito da bacana.

 

– Vozinha de quem?

 

– Dos meus netos, oras.

 

– E que netos?

 

– Bom, você é meu filho certo?

 

– Hum hum…

 

– E minha mãe é sua avó, né?

 

– Né.

 

E logo se pôs a pensar, já de testa franzida. Mas, como de costume me desafiou:

 

– Então você vai ser avó dos filhos de quem hein???

 

– Dos seus, Isaac. Serei a avó lindona dos seus filhotes.

 

Pronto. Fez-se a guerra e acabou comigo:

 

– Aaaaaaa, mas eu não vou casar nunca. Nem ter filho nunca!

 

E falou firme, até com dedinho indicador levantado, como um bom italianinho.

Carol Garcia

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Nos últimos dias temos podido acompanhar a discussão sobre a polêmica das fotos das meninas em poses sensuais veiculadas pela revista Vogue Kids. Errado, certo, posições à parte, essa questão nos leva a uma outra, antiga, talvez de sempre, mas que atualmente ganha formatos instantâneos com abrangência até mesmo mundial. Qual o direito dos pais de utilizar a imagem de seus filhos? O que vimos nesse editorial de moda foi uma autorização pelos responsáveis das crianças para que elas pudessem ser expostas nessas fotos. Sim, pois se trata de crianças de 10 a 13 anos que não tem esse poder (e até mesmo discernimento) para tal. Não se trata somente de falar desses adultos, mas da maioria dos pais hoje em dia que dispõem da imagem de seus filhos a seu bel-prazer. Refiro-me àqueles que postam desenfreadamente fotos, imagens, até mesmo comentários e histórias do dia a dia de seus filhos nas redes sociais.

Não pretendo tomar partido ou posição contra ou a favor, mas apenas polemizar para que haja uma reflexão e se possível uma discussão sobre o assunto. Quando disse que isso sempre existiu é verdade, podemos ver em museus imagens, quadros, reproduções de várias crianças, certamente feitas pelos desejos de seus pais. Hoje em dia a diferença é a rapidez e o alcance. Uma foto pode estar disponível nas redes sociais em segundos, e poderá atingir (potencialmente) o mundo inteiro. Sabemos que uma foto que “cai na rede” dificilmente sumirá dado o seu poder de replicação. Ela torna-se eterna, permanente.

Será que os pais têm esse direito de veicular seus filhos a seu bel-prazer? Será que têm o direito de montar páginas com e sobre eles? Quantos bebês já nascem com páginas no Facebook desde que estavam ainda na barriga de suas mães. Filhos lindos, em momentos felizes, orgulhos de seus pais, que querem compartilhar dessa alegria mostrando ao mundo o quanto seus rebentos são maravilhosos. Esse exibicionismo não perpassa pela posição dos pais em poder mostrar aos outros o quanto sabem fazer filhos lindos, felizes? Não se enganem, não que seja errado, mas é uma satisfação muito mais pessoal do que dos filhos. Há um quê de Narcisismo nesse ato. As crianças, os bebês não são expostos para serem mais felizes, mas para serem compartilhados, desfilados por seus pais. Há algum benefício para esses pequenos? Devemos parar para pensar.

Podemos achar bonitinho, lindo, fofinho postarmos fotos de nossos filhos em situações que consideramos legais, mas o que eles, no futuro acharão de terem sido expostos dessa forma para que todos pudessem ver? Talvez não gostem. Talvez preferissem ter o poder de escolha, de decidir como, com quem e quando compartilhar seus momentos. Quantas vezes somos discretos conosco, nossas vidas, não “espalhando por aí” tudo o que nos acontece, mas com os filhos será que há esse cuidado?

Pior ainda, e sabemos de vários casos pela mídia, são aquelas situações em que pais aproveitam das redes sociais usando a imagem de seus filhos numa forma de punição, espalhando para todos o que estes fizeram de errado. Quantos pais utilizam desse artifício para castigar seus filhos expondo-os em situações vexatórias ou desagradáveis porque não obedeceram, ou não se comportaram?

É um assunto sério, que precisa ser refletido e que no dia a dia ocorre de maneira totalmente ingênua, sem compromisso. Esquecemos que existe um compromisso sim, com o futuro. Com o futuro dessas crianças que, muitas vezes desde bebês, já tiveram sua imagem divulgada para tantos. Que quando forem adolescentes, fase difícil, poderão ficar muito chateados de terem tido sua vida dividida com tantos sem que pudessem decidir se queriam ou não que compartilhassem dela. Será que os pais têm esse direito, essa propriedade sobre seus filhos, de se utilizar de suas vidas, de seus momentos e imagens? Há um sujeito, criança, bebê ou não, que está em jogo e talvez não sendo respeitado como tal.

As redes sociais, a globalização, a “internetização”, as mídias impressas que podem ser acessadas de qualquer computador digitalmente são fatos presentes, importantes e uma realidade (vide eu escrevendo nesse blog), mas ainda recente, com um desenvolvimento rápido e espantoso, que como tal leva a novas situações que ainda não sabemos como lidar. Todo um posicionamento, uma etiqueta e acima de tudo, uma ética, tem que ser desenvolvida e assim o está sendo feito, mas não na mesma rapidez com que a tecnologia se desenvolve, o que nos leva a situações, questionamentos, que devem ser pensados e refletidos.

Segundo o Art. 17, do Estatuto da Criança e do Adolescente, “o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”. Com o maior amor, orgulho e carinho, sem dúvida nenhuma, será que muitos pais, não estão se esquecendo disso? De respeitar a imagem desses seres?

Não estou criticando ou apoiando, apenas levantando alguns aspectos que, espero, façam com que os pais numa próxima oportunidade tomem a decisão de utilizar ou não a imagem de seus filhos de uma maneira mais consciente de sua posição, pensando a esse respeito.

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airplane

O avião é um meio de transporte muito usado pelas pessoas que viajam para lugares distantes, onde é difícil chegar através de ônibus, metrô, bicicleta, carro ou a pé. Com muita disposição e energia se pode chegar em qualquer lugar, mas como todo mundo anda com pressa o tempo todo, o avião é o meio mais rápido para fazer os trajetos. E, por mais que algumas pessoas tenham medo de subir naquela imensa estrutura e voar longe este é um meio de transporte muito seguro e que foi inventado pelo brasileiro Santos Dumont. Foi em 1906 que ele, após realizar muitas pesquisas e estudos, fez o primeiro avião decolar até uma altura de 220 metros! Esse primeiro avião que subiu aos céus encantando a todos os olhares era o 14 Bis. Esse avião foi construído pelo próprio inventor e testado em plena França. É o avião mais pesado que já subiu ao céu por meios próprios e ultrapassando a gravidade da terra – que é aquela força que puxa tudo para baixo e que nos mantém preso à Terra.

Antes de Santos Dumont, muitos outros tentaram, sem sucesso fazer o avião subir, Foram compradas e construídas peças mais elaboradas que ajudassem na mecânica do avião fazendo com que ele alçasse voo, mas o peso da aeronave sempre foi um impedimento. Agora, a pergunta que não quer calar é: como o avião consegue voar sendo tão pesado? Com certeza você já se pegou pensando nisso. Esse fenômeno pode ser explicado pela Física, uma área de estudo muito importante e complexa que faz com que as coisas ao nosso redor se movimentem. Os fatores que fazem com que o avião saia do chão e permaneça voando no ar sem cair são dois: a resistência do ar e o peso do avião. É importante lembrar de uma coisa para entender como o avião voa, as asas! O avião tem asas assim como os pássaros e tudo que tem asa voa, certo?

As asas construídas no avião que fazem o avião voar, pois quando o vento forte bate de baixo faz com que as asas sejam sugadas para cima, gerando a força necessária para o avião sair da Terra. Assim, o vento conseguiu vencer o próprio peso do avião e fazer com que ele decolasse por seus próprios meios. Depois que o avião já está no alto, alguns acessórios como as hélices (que parece um ventilador), turbinas e as pás móveis fazem com que o avião se mantenha no alto com o impulso necessário para não despencar. Parece estranho e complicado, mas a tecnologia e a própria força da natureza tornaram esse sonho realidade. Agora, nós, seres humanos mortais também podemos voar através das asas do avião e sentir essa sensação maravilhosa que é estar sobre as nuvens.

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Uma das condições mais assustadoras que aparecem no consultório de um odontopediatra é o traumatismo de dentes em crianças. O traumatismo pode afetar tanto os dentes decíduos (dentes de leite) como os dentes permanentes (dentes definitivos). Nesse post vamos comentar dos danos causados nas crianças pequenas com dentes decíduos.

Todo mês, ao elaborar o tema para um post aqui no Blog Saúde Infantil fico pensando sobre o que vou escrever para os meus leitores. Na maior parte das vezes o assunto é sobre algo que me é sugerido ou de acontecimentos do consultório. Nesse mês não teve como escapar dos traumatismos dentários.

O consultório de um odontopediatra é cíclico, às vezes com mais movimento, às vezes com afluxo menor de pacientes e depende das férias da turma, da volta às aulas, da época de festas do final de ano, e claro, da programação de cada família que organiza o retorno das crianças ao consultório. Mas existe um caso de urgência que não escolhe data, época, período, muito menos perfil do paciente acidentado: é o traumatismo dentário.

Diferentemente de outros procedimentos que executamos no consultório, o traumatismo dentário aparece em momentos menos esperados, e não tem como adiar o atendimento, precisa ser o mais rápido possível. Outra característica é o caráter democrático dos traumatismos, atingem a todas as classes sociais, cores e credos, meninos e meninas e não é mais prevalente em crianças sapecas ou menos usual naquelas que se comportam feito anjos. Atinge crianças de todas as idades, de bebês a adolescentes e em comum apresentam um quadro que assusta a todos, crianças, pais, responsáveis e até os dentistas. Por isso, muita calma nessa hora.

Diferente de uma cárie, por exemplo, o trauma vem ali de supetão, pode acontecer numa festinha de crianças, na piscina do clube, no jogo de futebol ou até na sala de TV, se a criança tropeçar e bater com a boca na mesinha de centro ou no joelho do irmão. Falo desses locais porque são relatados a todo o momento pelos pais. Nesses dois últimos meses então parece que baixou uma epidemia de traumatismo no consultório. De bebês com oito meses, a crianças pré adolescentes apareceu de tudo e olha que nem é mais mês de férias. Felizmente a maioria deles foi fácil de resolver, outros nem tanto.

Mas como proceder nesse momento, como disse logo acima: muita calma nessa hora. Geralmente a parte mais atingida são os tecidos moles: lábios, bochechas, gengivas. Porém o maior estrago acontece mesmo nos dentes. Como o próprio nome diz o traumatismo dentário causa um… trauma. Os tecidos moles da boca sangram em abundância, mesmo quando em pequenos cortes, e o sangue assusta por menor que seja o trauma. Nessa hora procure manter a calma e conter o sangramento com uma toalha. Limpe o máximo possível e tente visualizar se os dentes foram atingidos. Em casos de cortes profundos, com dilacerações, corra para um ótimo pronto-socorro, pois pode haver necessidade de suturas em tecidos da face e um cirurgião plástico deve ser requisitado. Se o caso não for tão assustador seu dentista pode dar um jeito.

As consequências para os dentes podem ser várias: fraturas com ou sem exposição da polpa (exposição do canal), intrusão do dente (o dente entra na gengiva e pode, dependendo da fase de crescimento da criança, atingir ou não o dente permanente. Extrusão (o dente sai alguns milímetros do alvéolo), deslocamentos para frente ou para trás, ou até avulsão total (o dente sai inteirinho da boca). Qualquer dessas situações vai necessitar de um atendimento urgente e complexo. A criança vai estar assustada, se não estiver chorando, os pais apreensivos com o desfecho do caso e o dentista vai precisar de muita habilidade para administrar tudo isso.

Muito comum também, quando há traumatismo, é a mudança de cor do dente, que variam do arroxeado ao acinzentado. Em ambos os casos pode haver a necessidade de se tratar o canal do dente de leite, e por favor, não me venha com aquela história de que é dente de leite e que ele vai cair. Se isso acontecer quando seu filho tiver três, quatro anos, você vai esperar até os sete para ele trocar? Nesse tempo coisas terríveis pode acontecer, como dores e infecções. Ninguém merece, muito menos os pequenos.

Outra situação importante para lembrar e vou escrever em maiúscula para não esquecer: SE O DENTE DE LEITE SAIR POR INTEIRO, NÃO O COLOQUE DE VOLTA EM POSIÇÃO. Está bem explicado ou preciso desenhar? Falo isso, com todo o respeito, óbvio, mas é que isso acontece corriqueiramente, e o que mais dói, alguns colegas fazem isso. Não pode, dente de leite que sofreu avulsão total não pode ser colocado no alvéolo novamente! O quadro é diferente para dentes permanentes, mas isso fica para o outro post Parte 2.

Bem, se isso um dia ocorrer com seu pequeno tenha calma, não se desespere. A perda de um dente decíduo é muito ruim, mas a vida segue, há soluções bem razoáveis para contornar esses problemas, não é prendendo seu baby numa redoma que vai protegê-lo. Educar para os percalços da vida na infância podem formar um adulto mais feliz, consciente e tolerante.

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olhos bewb

A visão de um bebê se desenvolve muito rapidamente durante o primeiro ano de vida e todos os pais têm curiosidade sobre este assunto.

Ao nascer, os bebês não têm a visão normal do adulto, mas eles podem ver. Os recém-nascidos enxergam grandes formas e rostos, assim como as cores brilhantes.

Por volta dos 3 a 4 meses a maioria dos bebês podem se concentrar em uma variedade de objetos menores e sabe a diferença entre as cores (especialmente vermelho e verde).

Aos quatro meses os olhos de um bebê devem estar trabalhando juntos. Isto é, quando os bebês começam a desenvolver a percepção de profundidade (visão binocular). Até os seis meses é comum os bebês ficarem um pouco “vesguinhos” de vez em quando.

Aos 12 meses a visão de uma criança atinge níveis semelhantes ao dos adultos mas com um campo visual menor. Só em torno dos 6 a 7 anos podemos dizer que a visão está totalmente desenvolvida.

Tenha em mente que a visão de cada criança se desenvolve no seu próprio ritmo, mas o padrão geral de desenvolvimento é o mesmo. Porque a visão de um bebê se desenvolve rapidamente durante o primeiro ano de vida, o pediatra do seu filho irá verificar os olhos do seu bebê em cada visita. Mesmo após o primeiro ano, os exames oftalmológicos completos devem ser realizados até os 3 anos, pois são importantes para identificar os problemas que possam surgir mais tarde na infância como estrabismo e problemas de refração.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Os Olhos do seu Filho (Copyright © 2005 Academia Americana de Pediatria, Atualizado 11/2011)

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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tempo

– Mamãe!!! É amanhã que eu vou ser do Jardim 1??? – disse o menininho de 4 anos, já cansado do clima de férias que habita nossa casa desde dezembro.

 

– Não, filhinho… Tem mais uma semana de férias. Aí sim você vai ser do Jardim 1.

 

E ele emburra.

Emburra porque esperar é um saco.

Ainda mais nessa idade onde tudo parece ser perda de tempo.

Ainda mais quando cinco minutos é tempo demais.

 

Isaac tem sofrido com esse negócio de contar o tempo.

Está entendendo sobre os conjuntos de dias que formam semanas, meses e anos.

Também arrisca sobre segundos, minutos e horas.

E se a contagem passa de dois (sejam segundos ou anos) ele já acha um absurdo.

 

Não quer esperar.

Quer tudo imediatamente agora.

Bufa, faz cara feia, pergunta sobre o tempo e reclama dele.

E sofre.

 

– Mamãe, nós vamos ficar muito aqui na casa do amigo?

 

– Não, amor, vamos embora daqui a pouquinho.

 

Pronto.

Aí a ansiedade é tanta que ele perde todo o tempo que deveria ser brincado vindo me fazer a tal pergunta:

 

– Nós já vamos embora????

 

E acaba que não brinca.

Passa mais tempo me questionando sobre o tempo que lhe resta e roendo o tico de unha que lhe sobra do que brincando.

Triste.

 

Eu acho uma pena.

Mas sei que ele ainda não tem esse controle.

Um dia terá.

Mas hoje sofre.

E não sabe o que é se arrepender direito.12

E continua de mal com o tempo.

Até que um dia aprende.

Tomara

Carol Garcia

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Quando se fala em câncer infantil, as pessoas logo se assustam. Felizmente a incidência não é grande sendo no Brasil 16 casos por ano para cada grupo de 100.000 crianças e adolescentes até 18 anos. Mas o câncer continua a ser a maior causa de morte relacionada com a doença entre crianças e adolescentes nos EUA, e provavelmente no Brasil.

Um estudo publicado na revista Pediatrics de outubro 2014, ” Cancer Incidence Rates and Trends Among Children and Adolescents in the United States, 2001–2009 ” onde se analisa dados de registros estaduais sobre diagnósticos de câncer.

A evidência mostra que a taxa global de todos os cânceres manteve-se estável ao longo do tempo, mas houve um aumento do câncer entre crianças e adolescentes afro-americanos. Os pesquisadores observaram um aumento no câncer de tireoide, especialmente entre os adolescentes e a taxa dos carcinomas renais também aumentou significativamente. O estudo fornece dados sobre as tendências anteriormente não declaradas na incidência de câncer, o que pode ajudar a desenvolver novas medidas preventivas.

Vamos aguardar as publicações da epidemiologia de câncer no Brasil publicada pelo INCA, pois embora as estasticas mundiais são mais ou menos semelhantes, podem ocorrer variações.

Saiba mais:

http://saudeinfantil.blog.br/2012/11/a-preocupacao-com-o-cancer-infantil/#more-4247

http://saudeinfantil.blog.br/2012/03/tumor-infantil-uma-preocupacao-desde-cedo/

Autor: Dr. José Luiz Setubal

Fonte: Article: “Cancer Incidence Rates and Trends Among Children and Adolescents in the United States, 2001–2009” Pediatrics oct 2014

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Categorias: Saúde da Criança